• No results found

Assessing NRK’s Demographic Reach

K- Fold Cross Validation

4.1 Assessing NRK’s Demographic Reach

As análises bromatológicas foram realizadas nos Laboratórios de Bromatologia e de Minerais da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP. Logo após a colheita, as amostras dos alimentos foram pesadas e secas em estufa com circulação forçada de ar a 65˚C, durante 72 horas. Em seguida, as amostras foram moídas em moinho com peneira de orifício 2 mm, retirando-se uma sub-amostra para análises de matéria seca (MS), matéria mineral (MM), proteína bruta (PB), extrato etéreo (EE) de acordo com AOAC (1996), sendo as respectivas normas: 930.15, 942.05, 988.05, 954.02. Também foram realizadas as análises de fibra em detergente neutro (FDN) e fibra em detergente ácido (FDA), conforme Silva e Queiroz (2005), no laboratório de Bromatologia do Departamento de Zootecnia da FZEA/USP. As análises de cálcio, fósforo, cobre, molibdênio e enxofre foram determinadas por espectrometria de emissão ótica (ICP-OES) no laboratório de Minerais do Departamento de Zootecnia da FZEA/USP (MÉTODOS...,2013).

4.4 Amostra de Sangue

Foram realizadas colheitas de sangue em cada animal por punção na veia jugular (GARG et al., 2008) observando-se todos os cuidados de assepsia, na semana inicial (0) antes do início do experimento e mais 3 colheitas a cada

28 dias durante o período experimental, totalizando 84 dias, para as análises de cobre, molibdênio, enxofre, hematócrito, ceruloplasmina, glicose, colesterol, triglicerídeos, ureia e albumina.

As amostras para determinação de minerais foram centrifugadas logo após a colheita para obtenção de soro em centrífuga a 3200 rotações por minuto durante 15 minutos e congeladas (-20 C) em frascos eppendorf. Para as dosagens de glicose e hematócrito foram utilizados tubos vaccuntainer com fluoreto na colheita de sangue. Para a determinação de hematócrito foi utilizado o método de micro hematócrito (SINK & FELDMAN, 2006). A ceruloplasmina foi determinada por espectrofotometria, com leitura em absorbância em 450 nm, seguida pela metodologia descrita por Schoslnsky et al., (1974).

Os minerais sanguíneos foram analisados por espectrometria de emissão ótica (ICP-OES) no Laboratório de Minerais do Departamento de Zootecnia da FZEA/USP (MÉTODOS...,2013).

Os parâmetros sanguíneos ureia e albumina destinam-se ao metabolismo proteico e glicose; colesterol e triglicerídeos para metabolismo energético, sendo as análises determinadas pelo método enzimático colorimétrico através de “ kits” comerciais da marca Laborlab®.

4.5 Ganho de peso

As pesagens dos animais para acompanhamento de crescimento e ganho de peso aconteceram nos dias 1°, 28°, 56° e 84° do período experimental, onde foram pesados individualmente em jejum de sólidos de 16 horas.

4.6. Biópsia cirúrgica

No início do experimento, houve biópsia em todos os animais para coleta de amostras de fígado, utilizando procedimento descrito por Saran Netto et al.

(2004) e ao término do experimento os animais foram abatidos e colhidas amostras de fígado, para determinação de cobre, molibdênio e enxofre. As amostras colhidas foram lavadas em água destilada e congeladas para posterior análise.

Para a biópsia foi realizada a tricotomia dos animais na região das costelas flutuantes e região de flanco do lado direito, bem como o jejum de 12 horas.

Foi aplicado Acepran® 1% e posteriormente sedados com Cloridrato de Ketamina (Dopalen®) e anestesia local com Cloridrato de lidocaína momentos antes da cirurgia. Para exposição do lóbulo caudal do fígado foi realizada uma incisão da pele e tecidos de aproximadamente10 cm logo após última costela e com auxílio de pinça hemostática e bisturi retirada uma amostra do fígado. A sutura foi realizada com fio Catgut nº 2 e a sutura da pele com fio de nylon no1.

Figura 2– Sutura da biópsia cirúrgica de fígado em ovinos (Fonte: arquivo pessoal, 2013).

Após a realização da cirurgia, os animais receberam pomada cicatrizante e repelente Unguento Pearson®, bem como antibiótico e anti- inflamatório da marca Pencivet® PLUS PPU intramuscular por um período de quatro dias.

4.7. Balanço metabólico

Faltando 10 dias para o término do período experimental foi realizado um balanço de minerais com 5 dias de duração, com colheita diária de amostras de alimentos ofertado, urina e fezes (10% do total diário), que foram congeladas para análise posterior (VILELA et al., 2011).

As fezes foram colhidas com o auxílio de bolsas forradas internamente com plástico e arreios para que ficassem presas aos animais, e fechadas com zíper, onde ocorreu a colheita das fezes a cada 24 horas, sempre às 9 horas (GARG et al., 2008), sendo que a adaptação dos animais às bolsas foi de 7 dias (ZANETTI e PETTINATI, 1991). Através da abertura com zíper, as fezes eram retiradas, pesadas, amostradas e congeladas. A urina foi coletada diariamente às 9 horas com o auxílio de baldes com 100 ml de ácido Clorídrico

(HCl) 3N (POTT et al., 1999). A urina era medida em proveta, amostrada e congelada. Foram analisados os seguintes parâmetros: quantidade de minerais (Mo, Cu e S) ingeridos (mg/dia), quantidade de minerais excretados nas fezes e na urina (mg/dia), absorção e retenção aparentes de minerais (mg/dia) e porcentagem de minerais absorvidos e retidos em função do mineral ingerido (%). Para tanto foram utilizados os seguintes cálculos:

- Mineral ingerido (mg/dia) = concentração do mineral no alimento fornecido (mg/kg) x quantidade do alimento ingerido (kg/dia), com base na MS;

- Mineral excretado nas fezes ou urina (mg/dia) = concentração do mineral nas fezes ou urina (mg/kg) x quantidade excretada (kg/dia), fezes com base na MS;

- Absorção aparente do mineral (mg/dia) = mineral ingerido (mg/kg) – mineral excretado nas fezes (mg/dia);

- Porcentagem no mineral absorvido = (mineral absorvido x 100) / mineral ingerido;

- Mineral retido (mg/dia) = mineral absorvido – mineral excretado na urina;

- Porcentagem mineral retido/ingerido = (mineral retido x 100) / mineral ingerido;

- Porcentagem mineral retido/absorvido = (mineral retido x 100) / mineral absorvido.

4.8. Abate

O abate foi realizado no matadouro escola da Prefeitura do Campus Administrativo de Pirassununga (PCAPS), sendo realizado após jejum de 16 horas. Os animais foram insensibilizados com uso de uma pistola de ar

comprimido e abatidos por sangria pela veia jugular em posição vertical. Seguidos de esfola, evisceração, inspeção, serragem das carcaças ao meio e toalete. Durante estes procedimentos foram retiradas amostras de fígado e líquido biliar para análises de minerais, sendo cobre, enxofre e molibdênio.

Um hora após o abate, as carcaças foram pesadas e fez-se a medição de pH no músculo Longissimus dorsi da meia carcaça direita, utilizando-se peagâmetro digital modelo HI 8314 da marca Hanna Instruments, calibradas com pH 4,0 e 7,0. As carcaças foram mantidas em câmara frigorífica a 0°C e após 24 horas de resfriamento foram novamente pesadas e verificado o pH.

4.9 Biodisponibilidade

A biodisponibilidade foi realizada pelo método de slope ratio ou relação dos coeficientes de regressão, utilizando-se como variável dependente (Y) concentração dos minerais nos tecidos e como variável independente (X) o nível do mineral na ração (AMMERMAN, 1995).

4.10. Análise Estatística

Os parâmetros foram analisados considerando-se a existência de uma estrutura de tratamento fatorial 2 x 2 x 2 (com e sem molibdênio, cobre orgânico e inorgânico, enxofre orgânico e inorgânico, além de uma dieta basal e uma basal com molibdênio), em delineamento inteiramente casualizado, com 4 repetições por tratamento e considerando cada animal como uma unidade experimental (PIMENTEL GOMES, 1985).

Para as análises de minerais no fígado, as concentrações de cobre, enxofre e molibdênio na biópsia foram usados como covariável, o mesmo ocorreu para análise de ganho de peso, onde o peso inicial também foi utilizado como covariável.

Para a comparação dos parâmetros nos diferentes tempos, os dados foram analisados utilizando-se o PROC MIXED do SAS (2000), com nível de significância de 5%

A análise de biodisponibilidade realizada segundo Ammerman et al. (1995).

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO