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Chapter 5. The Causal Pathway in the Syrian War

5.2 The Assad Regime

A inter-relação dos componentes do perfil tegumentar sofre alterações decorrentes do crescimento, as quais devem ser consideradas durante o plano de tratamento ortodôntico (SUBTELNY, 1959; BISHARA; PETERSON; BISHARA, 1984; BISHARA; HESSION; PETERSON, 1985; NANDA et al., 1990; FOLEY; MAMANDRAS, 1992; PANCHERZ; ANEHUS-PANCHERZ, 1994; PRAHL- ANDERSEN et al., 1995; FOLEY; DUNCAN, 1997; BISHARA et al., 1998; HOFFELDER et al., 2007). Há uma grande variação no período, magnitude e padrão de crescimento do nariz, lábios e pogônio mole; portanto é fundamental conhecer as implicações estéticas dessas alterações (BURSTONE, 1958; SUBTELNY, 1959; SUBTELNY, 1961; BISHARA et al., 1981; BISHARA; PETERSON; BISHARA, 1984; BISHARA; HESSION; PETERSON, 1985; NANDA et al., 1990; HOFFELDER et al., 2007).

Em um dos primeiros estudos quantitativos sobre o crescimento dos tecidos moles da face, Subtelny (SUBTELNY, 1959) observou correlação inversa entre a convexidade esquelética e a tegumentar. Enquanto a convexidade do perfil esquelético diminui com a idade, devido ao crescimento mandibular e consequente protrusão do mento, a convexidade do perfil tegumentar, incluindo o nariz, aumenta (CHACONAS; BARTROFF, 1975; BISHARA; HESSION; PETERSON, 1985; BISHARA; JAKOBSEN, 1997a; BISHARA; CUMMINS; ZAHER, 1997b). Esse

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fenômeno deve-se, principalmente, ao maior crescimento nasal em comparação aos outros componentes do perfil (SUBTELNY, 1959; CHACONAS; BARTROFF, 1975; GENECOV; SINCLAIR; DECHOW, 1990; NANDA et al., 1990; FOLEY; MAMANDRAS, 1992; BISHARA et al., 1998; HOFFELDER et al., 2007). De forma contrária, a convexidade do perfil, excluindo o nariz, permanece relativamente estável ao longo dos anos (SUBTELNY, 1959; CHACONAS, 1969; BISHARA et al., 1998). De acordo com Subtelny (SUBTELNY, 1959), o aumento de espessura do ponto subespinhal (A-A’) é maior do que na região do pogônio e bem maior do que na região do násio. Dessa forma, o perfil mole tende a mudar mais em relação à espessura do que na diminuição da convexidade facial. Isso pode explicar, parcialmente, porque o tecido mole, sem o nariz, não tende a ficar progressivamente menos convexo com o passar da idade, como ocorre com o perfil esquelético.

O nariz é o componente do perfil tegumentar que apresenta a maior alteração em comprimento e espessura (CHACONAS; BARTROFF, 1975; GENECOV; SINCLAIR; DECHOW, 1990; NANDA et al., 1990; FOLEY; MAMANDRAS, 1992; HOFFELDER et al., 2007). Seu crescimento permanece contínuo mesmo após a desaceleração do crescimento esquelético (SUBTELNY, 1959; NANDA et al., 1990) e, com a idade, a ponta do nariz assume uma posição progressivamente mais para frente e para baixo (BOWKER; MEREDITH, 1959; SUBTELNY, 1959). Nas meninas, o maior crescimento nasal ocorre até os 12 anos, enquanto nos meninos observa-se um crescimento contínuo até os 17 anos, resultando em um nariz com dimensões maiores para muitos parâmetros em comparação às meninas (BURKE; BEARD, 1979; GENECOV; SINCLAIR; DECHOW, 1990; HOFFELDER et al., 2007).

O ângulo nasolabial diminui uma média de 3,5° dos 7 aos 17 anos, não havendo diferença entre pacientes com má oclusão de Classe I e Classe II (GENECOV; SINCLAIR; DECHOW, 1990). Nanda et al. (NANDA et al., 1990), ao avaliar indivíduos dos 7 aos 18 anos, encontrou diminuição média do ângulo nasolabial de 2° em meninos e 4° em meninas. Essa d iminuição do ângulo nasolabial é atribuida à inclinação da columela e da ponta do nariz para baixo (SUBTELNY, 1959; NANDA et al., 1990; JAMES, 1998; ZIERHUT; ARTUN; LITTLE, 2000).

O componente do perfil tegumentar que mais cresce após o nariz é o pogônio mole (FOLEY; MAMANDRAS, 1992; HOFFELDER et al., 2007). Durante o crescimento, o pogônio mole e sua estrutura esquelética subjacente tendem a

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apresentar uma posição mais anteriorizada (SUBTELNY, 1959; NANDA et al., 1990). Subtelny (SUBTELNY, 1959) encontrou uma correlação direta entre a quantidade de incremento da proeminência da estrutura esquelética e do pogônio mole que o recobre. O autor observou que dos 6 meses aos 4 anos houve aumento no prognatismo do pogônio mole semelhante para meninos e meninas. Entre os 4 e 7 anos de idade não ocorreram alterações em ambos os gêneros, porém dos 7 aos 18 anos, o aumento da projeção do pogônio mole apresentou forte dismorfismo sexual: os meninos mostraram maior protrusão de 3,5°, enqua nto as meninas exibiram apenas discreto aumento de 0,9°. Nanda (NANDA et al ., 1990) encontrou aumento de espessura, na região do pogônio mole, de 2,4 mm para meninos e 1,5 mm para meninas entre os 7 e 18 anos de idade.

O crescimento do nariz e do mento em adolescentes tratados (ANDERSON; JOONDEPH; TURPIN, 1973; ANGELLE, 1973; KOCH; GONZALES; WITT, 1979) e não tratados ortodonticamente (PELTON; ELSASSER, 1955; SUBTELNY, 1959; CHACONAS, 1969; NANDA et al., 1990; FOLEY; DUNCAN, 1997) tem-se mostrado maior do que as alterações nos lábios no mesmo período. Esse padrão de crescimento tende a continuar após a adolescência, deixando os lábios com aparência mais retruída (PELTON; ELSASSER, 1955; SUBTELNY, 1959; WISTH, 1972; NANDA et al., 1990).

Uma retrusão relativa dos lábios em relação ao Plano E foi observada durante o crescimento (NANDA et al., 1990; BISHARA et al., 1998). De acordo com Nanda et al. (NANDA et al., 1990), dos 7 aos 17 anos ocorre retrusão no lábio superior de 3,4 mm para os meninos e 4,5 mm para as meninas, enquanto o lábio inferior apresenta retrusão média de 2,3 mm e 1,9 mm para meninos e meninas, respectivamente (NANDA et al., 1990). Bishara (BISHARA et al., 1998), ao quantificar a retrusão labial dos 5 aos 45 anos, encontrou retrusão de 5,7 mm e 5 mm para o lábio superior em meninos e meninas, respectivamente, e retrusão de 3,8 mm e 2,8 mm para o lábio inferior em meninos e meninas, respectivamente. É interessante observar que quase a totalidade dessa alteração ocorreu até os 25 anos de idade.

Os lábios superior e inferior aumentam de comprimento em relação às suas estruturas subjacentes até, aproximadamente, os 9 anos de idade. Após essa idade, os lábios tendem a manter uma relação vertical praticamente constante com seus respectivos processos alveolares, ou seja, o ritmo de crescimento, em comprimento, dos lábios e dos processos alveolares é praticamente o mesmo (SUBTELNY, 1959).

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Entre 1 e 18 anos, os lábios superior e inferior aumentam em comprimento cerca de 6,5mm e 8,2 mm, respectivamente (SUBTELNY, 1959). Hoffelder (HOFFELDER et al., 2007), ao avaliar indivíduos com má oclusão de Classe II esquelética dos 6 aos 16 anos, observou que o comprimento dos lábios superior e inferior aumentou, em média, 2,6 mm e 3,46 mm, respectivamente, sem diferença entre os gêneros.

Em relação à espessura dos lábios, um maior crescimento é esperado para o gênero masculino (BURSTONE, 1958; BURSTONE, 1959; BURSTONE, 1967; NANDA et al., 1990). Para Subtelny (SUBTELNY, 1959), o crescimento em espessura dos lábios tende a estabilizar-se aos 15 anos, em ambos os gêneros. Porém, Genecov, Sinclair e Dechow (GENECOV; SINCLAIR; DECHOW, 1990) demonstraram que pouco crescimento em espessura no lábio superior é esperado para as meninas, após os 12 anos, enquanto que nos meninos ainda crescem cerca de 2 mm dos 12 aos 17 anos. Subtelny (SUBTELNY, 1959) verificou que a região do vermelhão dos lábios é a que mais cresce em espessura quando comparada às regiões correspondentes aos pontos A e B esquelético. Nanda (NANDA et al., 1990), no entanto, encontrou um resultado contrário: o maior crescimento em espessura ocorreria nas regiões correspondentes aos pontos A e B esquelético.