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Aschehoug, Nasjonalbiblioteket og NRK

Kapittel 6 Materialene og verktøyet

6.1.2 Aschehoug, Nasjonalbiblioteket og NRK

Tipo UHs / Pavimento Dimensões ÍNDICE A Percentual de ABL / Pavimento ÍNDICE C Área UH / Área Corredor (m²) ` ÍNDICE P Soma das larguras das UHs / Perímetro do Pavimento Lâmina unifilar 12-30 10 m de largura x qualquer medida 65% 7,5 m² 3,20 Lâmina dupla 16-40 18 m de largura x qualquer medida 70% 4,2 m² 1,80

Lâmina dupla com deslocamento 24-40 24 m de largura x qualquer medida 72% 4,6 m² 1,60

Tabela 2.1: Configuração de Pavimento Tipo em Lâmina. Índices calculados por Felipe Corres Melachos. Fonte: ADAMS; PENNER; ROBSON, 2013 / Adaptado por Felipe Corres Melachos, 2013

Andrade, Brito, e Jorge (1999), ao contrário de Adams, Penner, e Robson (2013), não indicam a lâmina unifilar como possibilidade de pavimento tipo em hotéis centrais, justamente por estas serem dotadas de um índice relativamente alto de circulação por unidade de hospedagem. Adams, Penner, e Robson (2013) afirmam que esta tipologia pode ser positiva no caso de vistas interessantes, com a justificativa de orientar o hotel de modo que a primeira atitude do hóspede ao entrar em seu quarto, abrir a janela, seja a maior prazerosa possível.

Andrade, Brito e Jorge (1999) refutam este pleito afirmando que a possibilidade de vistas prazerosas em hotéis centrais é mínima. No entanto, o arquiteto Pedro Paulo Saraiva (informação verbal, 2011) afirmou que a primeira atitude do turista de negócios não é abrir a janela, mas sim descansar após viagem e/ou jornada de trabalho exaustiva ou executar funções vinculadas ao trabalho. Diante de tantas alternativas, é importante ressaltar que a área do pavimento-tipo e sua configuração dependerá de outros fatores, como dimensão, do terreno, insolação, visuais, preferências da operadora do hotel.

Lâminas duplas, por sua vez, são unanimidade tanto entre as referências consultadas no tocante a eficiência mercadológica, quanto nas solicitações de incorporadores em vivência profissional. A maior possibilidade de compartilhamento de banheiros e prumadas de instalações, maior facilidade de locação de núcleos de serviços e circulação vertical, assim como melhores índices de aferição de otimização mercadológica, são responsáveis pela preferência. Adams, Penner, e Robson (2013) atestam a maneira como esta solução oferece a possibilidade de alocação de cinco a oito por cento a mais de UHs por pavimento tipo do que a lâmina unifilar. Um exemplo desta configuração de pavimento tipo ocorre no Hotel Ceasar Park, na Avenida Paulista em São Paulo (Figura 2.7).

A rede francesa Accor, em sua linha de empreendimentos três estrelas Select Service, se utiliza predominantemente desta tipologia. São membros da Select Service os produtos Formule 1 / f1; Ibis; Ibis Budget; Ibis Styles; e Motel 6 (ACCOR, 2013).

Já a lâmina dupla com deslocamento é recomendada por Rutes (2001) para localizações onde uma desenvoltura formal seja benéfica ao empreendimento. Exemplos proeminentes da utilização desta configuração de pavimento tipo são os hotéis Grand Hotel Mercure (Figura 2.8) e Grand Hyatt, ambos os estabelecimentos de padrão superior situados em São Paulo.

As Figuras 2.7 a 2.8 ilustram exemplos de hotéis que se usam da configuração de pavimento tipo em lâmina dupla e lâmina dupla com deslocamento respectivamente. Este exemplos são acompanhados dos índices A e P para cada caso, através dos quais, o pavimento tipo em lâmina dupla aparenta ter vantagem com relação a outra configuração. Já a Figura 2.9 ilustra a aplicação da configuração de lâmina dupla nos pavimentos tipo prescritos na cartilha do produto Ibis da Accor, onde os índices de A e P aparentam menores do que os exemplos anteriores em função das atuais regulamentações de rota de fuga na cidade de São Paulo, menos protetivas no período de aprovação do Ceasar Park e Grand Hotel Mercure. Estas normativas, por sua vez, acabam por alargar corredores e caixas de escada consideravelmente, e assim minando o potencial de eficiência mercadológica da tipologia em prol da segurança de seus hóspedes.

Figura 2.7: Pavimento Tipo em Lâmina Dupla: Hotel Ceasar Park, Avenida Paulista, São Paulo, SP. S/ESCALA.

ÍNDICE A = 81 % ÍNDICE P = 1,82

Fonte: ANDRADE; BRITO; JORGE, 1999, p. 96. Índices calculados por Felipe Corres Melachos, 2013.

Figura 2.8: Pavimento Tipo em Lâmina Dupla com Deslocamento: Grand Hotel Mercure, São Paulo, SP. S/ESCALA.

ÍNDICE A = 76 % ÍNDICE P = 1,61

Fonte: ANDRADE; BRITO; JORGE, 1999, p. 96. Índices calculados por Felipe Corres Melachos, 2013.

A localização ideal do núcleo de circulação vertical em pavimentos tipos de configuração em lâmina é no próprio volume do pavimento tipo, de modo a eliminar gastos com aumento de laje. Sua localização costuma ser mais benéfica tanto nas extremidades do pavimento ou a um terço da mesma, de modo a cumprir os requisitos de rota de fuga da legislação municipal (SÃO PAULO, 1992) e assim evitar a adoção de escadas de emergência extra.

Andrade, Brito, e Jorge (1999) compartilham da preocupação com a incorporação de escadas de emergência adicionais:

Independente da configuração do tipo, deve-se observar que não é econômico incluir mais escadas e postos de serviço do que o necessário, nem acrescentar mais quartos ao andar se isso significar mais necessidade de escadas. (ANDRADE; JORGE; BRITO, 1999, p. 202).

Figura 2.9: Pavimento Tipo de Ibis em Cartilha ÍNDICE A = 70 %

ÍNDICE P = 1,56

Vivência profissional do autor desta dissertação constata o custo elevado de vedações resistentes a incêndios, tal qual exigidas nas regulamentações do corpo de bombeiros, além de seu impacto em perda de ABL. Outra dificuldade imposta pelas circulações verticais oriundas do pavimento tipo é a maneira como estas descem no pavimento térreo e em eventuais subsolos.

No pavimento térreo, o lobby é um espaço contínuo destinado a ser o mais visualmente desobstruído possível, de modo que conciliar escadas e elevadores descendo neste espaço muitas vezes impossibilita esta fluidez espacial desejada. Nos subsolos, o problema é com relação a interferência na quantificação otimizada das vagas de automóveis, normalmente alocadas neste pavimento. Apesar da demanda reduzida de vagas por parte do mercado, a Lei 11.228/02 de São Paulo, que institui o Código de Obras do município, impõe uma quantidade mínima de vagas a serem alocadas obrigatoriamente no projeto. Núcleos de circulação vertical podem minar substancialmente a eficiência do subsolo em termos de layout de garagem, e assim comprometer a obtenção da quantificação de vagas necessária.

A segunda configuração de pavimento tipo a ser analisada nesta seção é a “Torre”. De acordo com Adams, Penner, e Robson (2013), a configuração desta vertente de pavimento tipo se dá através de um núcleo de circulação vertical central, circundado por um anel de circulação comum, e outro anel subsequente de quartos. A compilação presente na Tabela 2.2. a seguir, constitui uma sistematização acerca da eficiência de pavimentos tipo nestes moldes.

Tal qual pode ser verificado na tabela a seguir, assim como de acordo com Adams, Penner, e Rutes (2001), existem basicamente três tipos de configuração de tipo “torre” de maior disseminação no mercado hoteleiro mundial. São elas a “torre retangular”, a “torre circular”, e a “torre triangular”. Adams, Penner, e Robson (2013) complementam esta descrição elencando as principais questões a serem abordadas nestas configurações de pavimento tipo:

 O Número de Quartos: Quantos quartos são passíveis de serem incorporados no tipo levando em consideração a viabilidade econômica do empreendimento?

 Forma: Qual a configuração de tipo que é mais eficiente e permite a mescla desejada de tipos de quartos?

TABELA 2.2: CONFIGURAÇÃO DE PAVIMENTO TIPO EM “TORRE”