• No results found

Artsobservasjoner. Rødlistearter og ansvarsarter

Três etapas compreenderam este estudo. A primeira etapa caracterizou-se como uma pesquisa exploratória por observação em um laboratório de análises clínicas; a segunda, uma pesquisa exploratória qualitativa direta com entrevista em profundidade e a terceira, uma pesquisa quantitativa descritiva com a aplicação de um questionário.

A pesquisa exploratória serve para que o pesquisador possa obter mais familiaridade com o assunto em estudo. Para Lakatos e Marconi (1990), a pesquisa exploratória ajuda a estabelecer as prioridades a pesquisar. Dessa maneira, para seu desenvolvimento deve-se utilizar métodos bastante amplos e versáteis: levantamentos em fontes secundárias, levantamentos de experiências, levantamentos de casos e observações informais.

Buscou-se definir no estudo aqui apresentado, os atributos e as dimensões mais importantes para a avaliação do atendimento de um paciente que apresenta em sua requisição médica o exame Hemograma, por ser aquele que apresenta o maior percentual de solicitação no laboratório-alvo da pesquisa, caracterizando, assim, a pesquisa exploratória por observação. Os procedimentos estão expostos no Apêndice A. Nesta etapa do estudo, foram levantadas informações, também em fontes secundárias ou bibliográficas. Fontes secundárias “são as informações obtidas por meio do exame das informações já disponíveis”, Livingstone (1989, p.

29). Barros e Lehfeld (2000) descrevem que em pesquisas, seja qual for a sua tipologia, o levantamento e seleção de uma bibliografia concernente é um pré- requisito indispensável para a construção e demonstração das características de um objeto de estudo. A busca do conhecimento por meio da bibliografia pertinente permitiu ao pesquisador maior clareza na formulação do problema de pesquisa, enriquecendo, também, o seu embasamento teórico.

Foi a partir da observação e do levantamento bibliográfico que se definiu o questionário com os gerentes de atendimento dos laboratórios (Apêndice D), evidenciando os parâmetros comuns e os gaps na complementaridade entre laboratórios de análises clínicas e o serviço médico para o encaminhamento de diagnóstico de análises clínicas, um estudo multicaso. Yin (1984) afirma que estudos de caso são estratégias recomendadas quando as perguntas de pesquisa são formuladas sob as formas “como” ou “por que”. O interesse dos estudos multicasos, segundo Mafra (1999), reside na ultrapassagem da unicidade e na evidenciação de regularidades ou de constantes entre várias organizações, cujas semelhanças e dessemelhanças são analisadas. O estudo multicaso apresenta-se como o mais indicado, levando-se em conta o objetivo do presente trabalho, pois permite ainda, conforme Mafra (op. cit.), a partir de um determinado número de casos, teorizar a respeito de uma situação específica. Emprega uma linguagem de conceitos e categorias para apreender os fatos, de natureza qualitativa e quantitativa, que contribuem para a elaboração de tipologias pelo fato de estar estreitamente ligada aos resultados da pesquisa empírica e às exigências da teoria.

Na segunda etapa deste estudo foi utilizada a técnica de entrevista em profundidade com o objetivo de levantar junto aos dirigentes de laboratórios os gaps na complementaridade entre laboratórios de análises clínicas e o serviço médico para o encaminhamento de diagnóstico de análises clínicas, a visão estratégica do negócio e os objetivos de manutenção ou expansão dos laboratórios.

A pesquisa exploratória qualitativa direta com entrevista em profundidade foi baseada em “uma entrevista não estruturada, direta e pessoal, em que o único respondente é testado por um entrevistador altamente treinado, para descobrir motivações, crenças, atitudes e sensações subjacentes sobre um tópico” (MALHOTRA, 2001).

A pesquisa exploratória, como destaca Malhotra (2001), é um tipo de pesquisa que tem como objetivo principal o fornecimento de critérios sobre a situação-problema enfrentada pelo pesquisador e sua compreensão.

A pesquisa direta constitui uma abordagem direta e não é disfarçada. O objetivo do projeto é revelado aos respondentes, ou então é óbvio pelas questões formuladas. A pesquisa em profundidade, sem se negar a entender as entre linhas do entrevistado, permite revelar análises pessoais mais aprofundadas sobre o assunto estudado para levar à compreensão, às vezes, até daquilo que não está escrito em lugar nenhum.

Como este estudo teve o objetivo de descrever as características de determinada população ou fenômeno e o estabelecimento de relações entre as variáveis demográficas, a terceira etapa da pesquisa foi caracterizada como descritiva. Na pesquisa descritiva “não há a interferência do pesquisador, ele descreve o objeto de pesquisa, procura descobrir a freqüência com que um fenômeno ocorre, sua natureza, características, causas, relações e conexões com outros fenômenos”, salientam Barros e Lehfeld (2000, p. 70).

Uma das características mais significativas desse tipo de pesquisa, segundo Mattar (1996) está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como o questionário e a observação sistemática. Pesquisas desse tipo propõem-se a estudar as características de um grupo, o nível de atendimento e levantar opiniões. Geralmente, assumem a forma de levantamento.

O meio de investigação utilizado neste estudo foi a pesquisa de campo. Este tipo de pesquisa para Gil (1996) é a investigação empírica realizada no local onde ocorre ou ocorreu um fenômeno ou que dispõe de elementos para explicá-lo. Pode incluir entrevistas, aplicação de questionários, testes e observação participante ou não (VERGARA, 2000). Na maioria dos levantamentos, não são pesquisados todos os integrantes da população estudada, como assinala Gil (1996). Antes, seleciona- se, uma amostra significativa de todo o universo que é tomada como objeto de investigação. As conclusões são projetadas para a totalidade do universo por meio do método indutivo. Esta pesquisa é qualitativa no processo, porém o seu resultado é quantitativo.

A pesquisa qualitativa, no entender de Aaker, Kumar e Day (2001), proporciona melhor visão e compreensão do contexto do problema, enquanto a

quantitativa procura quantificar os dados aplicando alguma forma de análise estatística. As duas formas de pesquisa estão indiretamente ligadas.