2 Kapittel I Generelle bestemmelser (artikkel 1 – 4)
2.2 Artikkel 4 - Identifisering av reell utsendt arbeidstakere og forebygging av misbruk og
O clima em sala de aula tem a ver com o relacionamento dos sujeitos com o ambiente em que estão presentes ou passam a maior parte do tempo, em atividades de ensino e aprendizagem, tendo o professor e os alunos como protagonistas de uma história que possui aspectos como envolvimento, respeito, confiança e tranquilidade. A ausência desses aspectos também define o clima em sala de aula, porém com um lado negativo e, logicamente, há um prejuízo ao aprendizado. Como explicam Farias et al. (2011), os contextos cada vez mais complexos do ambiente escolar fazem com que sejam respeitadas as práticas do diálogo, relações, encontros e trocas que envolvam o relacionamento entre os sujeitos com a realidade. Para analisar os aspectos relativos ao clima nas turmas do CSTAPO/2014, alunos e professores foram observados em relação ao interesse e entusiasmo no ambiente de estudo,
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envolvimento do professor para com os alunos, atenção e estímulo ao pensamento reflexivo dos alunos, respeito e valorização das opiniões surgidas em sala de aula. Aliado a tudo isso, verificou-se, ainda, o favorecimento do clima em relação à aprendizagem e se essa situação ajuda na forma de relacionamento entre os alunos.
A demonstração de interesse e entusiasmo dos sujeitos em sala de aula foi um dos itens observados nas turmas do CSTAPO/2014 para mensurar o clima em sala de aula. Despertar interesse e entusiasmo no aluno para a aula de modo a motivar a sua busca pelo conhecimento também passa pela superação das dificuldades nos processos internos e externos de aprendizagem, ou seja, é necessário que os aspectos emocionais vinculados à compreensão individual e coletiva da turma, além de ingredientes sociais, sejam considerados como fatores que interferem no ensino. No CSTAPO/2014, alunos e professor demonstram interesse e entusiasmo na metade das turmas observadas, sendo que na outra metade isso foi observado com menor frequência. Em nenhuma ocasião observou-se a ausência de interesse e entusiasmo por parte de alunos e professor, o que evidencia que houve a superação das dificuldades de aprendizagem apresentadas para a questão em análise.
Gráfico 6.51 – Presença de interesse e entusiasmo de alunos e professor - 2014
Fonte: Dados da pesquisa
Chamar o aluno pelo nome é uma importante postura adotada pelo professor, revelando um diferencial que pode trazer contribuições para a relação pedagógica e facilitar a construção de um clima de confiança em sala de aula. Trata-se também de um aspecto que contribui para o sucesso na aprendizagem, pois fortalece a interação entre professor e aluno. Corrobora Zabala (1998), ao dizer da necessidade de se promoverem canais de comunicação entre professor e aluno, a partir de linguagens claras e comuns, que potencializem o maior número de intercâmbios em todas as direções.
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Nas turmas do CSTAPO/2014, a indicação do nome faz parte da indumentária do aluno, o qual, obrigatoriamente, deve estar fardado em todas as aulas, facilitando a identificação por parte do professor. Em seis turmas, os professores conhecem os alunos e os chamam pelos nomes. Em outras duas turmas, há uma constância maior de demonstrações nesse sentido e, nas duas restantes, nenhuma.
Nesse ambiente, o respeito e consideração se fazem presentes, professor e alunos interagem com maior veemência. Em duas turmas, mesmo com os nomes constando nas fardas dos alunos, observou-se que não houve o chamamento pelo nome em sala de aula, comportamento este que indica um estilo particular do professor para um direcionamento genérico na hora de interagir com a turma.
Gráfico 6.52 – Conhecimento do nome do aluno pelo professor - 2014
Fonte: Dados da pesquisa
De acordo com Farias et al. (2011), há várias formas de empregar as estratégias de ensino por parte do professor, porém devem ser observadas as finalidades que se quer alcançar. O humor é um recurso didático utilizado pelo professor para despertar o aluno para um ponto específico de conteúdo ou, simplesmente, para descontrair a turma em um momento tenso ou disperso. Não quer dizer, no entanto, que isso signifique uma algazarra sem controle, o que não atinge o objetivo pretendido, mas sim que se cria um ambiente de qualidade e respeito, que envolve a turma no sentido de favorecer o diálogo entre professor e aluno.
Quanto às turmas do CSTAPO/2014, o humor é utilizado com frequência em cinco das oito turmas observadas, e “às vezes” em uma delas. Assim, verifica-se que há um ambiente que potencializa o desenvolvimento de vínculos e a diminuição de distâncias entre os alunos e o professor, nessas turmas. Em duas turmas, a utilização desse recurso não foi observada.
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Gráfico 6.53– Utilização do humor por parte do professor em sala de aula - 2014
Fonte: Dados da pesquisa
O respeito à individualidade do aluno e o tratamento adequado às suas deficiências faz parte do comportamento do professor que leva a um clima tranquilo em sala de aula, conforme aponta Zabala (1998). Assim, evitar envergonhar ou inferiorizar os alunos, em situações nas quais eles não conseguem responder às questões solicitadas, traz a calma necessária para o desenvolvimento do assunto com serenidade e, dependendo da estratégia que o professor adotar para contornar o problema, faz com que haja um estímulo ao desafio e, consequentemente, um ganho para o aprendizado.
Para as turmas do CSTAPO/2014, procurou-se verificar se existem situações em que o professor envergonha ou inferioriza alunos em sala de aula. Nesse sentido, observou-se que em nenhuma das turmas ocorreu essa situação, significando que os professores cultuam o respeito para com seus alunos de modo a fortalecer a relação entre os sujeitos.
Gráfico 6.54 – Postura do professor em relação a envergonhar ou inferiorizar alunos - 2014
Fonte: Dados da pesquisa
Outro fator importante para o desenvolvimento de um clima favorável ao aprendizado é com relação à atenção concedida ao aluno em sala de aula. De acordo com a
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intensidade com que acontecem as atividades em sala de aula, o professor precisa adotar medidas pedagógicas que foquem no conteúdo e, ao mesmo tempo, ficar atento ao que os alunos dizem. Nesses termos, ouvir atentamente o que os alunos dizem faz parte da habilidade do professor em lidar com a interatividade em sala de aula e produzir um impacto positivo na aprendizagem.
Nas turmas do CSTAPO/2014, essa atenção do professor é prestada em todas as situações, conforme observação realizada em sala de aula, significando que neste sentido a interatividade é realizada com a atenção do professor ao aluno. Assim, na vez dos alunos falarem, há o respeito em relação ao assunto discutido por parte do professor.
Gráfico 6.55 – Atenção prestada pelo professor às falas dos alunos - 2014
Fonte: Dados da pesquisa
Ao estimular a participação e o pensamento em sala de aula, o professor ativa o senso crítico dos alunos, desenvolvendo um espírito questionador e passando a ter mais de um olhar diante da realidade. Ressalta-se que, entre as metodologias mais usuais no cotidiano docente descritas por Farias et al. (2011), o desenvolvimento da reflexão por parte dos alunos aparece na maioria delas. Esse processo, no entanto, não é desenvolvido de uma hora para outra, pois necessita de um amadurecimento gradativo e habilidades, principalmente, por parte do professor, para lidar com o tema.
Notadamente, opiniões próprias e reflexões devem seguir um fluxo em que os temas adquirem significados aos poucos e convergem para uma discussão produtiva do professor juntamente com os alunos. Verificou-se durante a observação realizada em sala de aula no CSTAPO/2014 que há o desenvolvimento desse senso crítico dos alunos, o que foi percebido na totalidade das oito turmas pesquisadas, cujo estímulo à participação e ao pensamento reflexivo dos alunos é presente na prática do professor. Assim, verificou-se que,
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em nenhum momento, as opiniões e reflexões dos alunos são tolhidas, pelo contrário, são estimuladas pelo professor, o que favorece o incremento de um clima motivador ao debate em sala de aula.
Gráfico 6.56 – Estímulo por parte do professor à participação e ao pensamento reflexivo dos alunos - 2014
Fonte: Dados da pesquisa
O estímulo a um pensamento criativo exige um ambiente favorável ao desenvolvimento dessa atividade, devendo haver um clima de tranquilidade suficiente para que a interação do professor para com seu aluno possa ser traduzida em uma boa aprendizagem. Esse resultado advém de um movimento cooperativo e de relacionamento em sala de aula que prospera, em sua dimensão interativa, com as apropriações dos sujeitos nos aspectos vinculativos ao aprendizado. Farias et al. (2011) também apontaram a adoção de práticas que estimulem a criatividade como uma das mais recorrentes no cotidiano docente.
Nas turmas do CSTAPO/2014, o clima de tranquilidade que favorece a aprendizagem foi observado em sete das oito turmas, o que evidencia um ambiente que propicia o desenvolvimento de práticas de valor educativo por parte do professor. Em apenas uma das turmas foi observado que essa tranquilidade acontece às vezes, havendo momentos de interrupção que trazem algum tipo de prejuízo ao clima em sala de aula.
Gráfico 6.57 – Existência de clima de tranquilidade que favorece a aprendizagem - 2014
Fonte: Dados da pesquisa
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O clima de colaboração e entreajuda reflete no desenho social dos componentes da sala de aula, compreendendo as atitudes que definem um modelo de relacionamento entre os sujeitos, cujas práticas, principalmente as do professor, servem para expandir o envolvimento dos sujeitos, culminando em um ambiente promissor ao aprendizado, o que, para Perrenoud (1993), seria uma fuga das formas clássicas da atividade docente.
Com o objetivo de verificar esse comportamento nas turmas do CSTAPO/2014, realizou-se a observação nesse sentido, obtendo-se um resultado positivo em relação à existência de um clima de colaboração e entreajuda entre os alunos e o professor em sala de aula. Em seis das oito turmas do CSTAPO/2014, essa situação ocorre com constância na sala de aula, significando que a cooperação entre os sujeitos faz parte do cotidiano escolar. Na disciplina de Psicologia Aplicada nas Relações Humanas e nas Organizações, foi realizada uma dinâmica que consistia nos alunos darem as mãos uns aos outros, reforçando-se, com a execução dessa prática, o comportamento cooperativo na turma. Em uma das turmas observadas, o clima de colaboração e entreajuda ocorre às vezes, sendo que essa situação ocorreu na disciplina de Policiamento Ambiental. Já em outra turma da disciplina de Direito Penal Militar essa circunstância não foi observada.
Gráfico 6.58 – Existência de clima de colaboração e entreajuda entre os alunos - 2014
Fonte: Dados da pesquisa
Sendo um ambiente de constante atividade interativa, a sala de aula fica sujeita a opiniões diversas decorrentes de discussões de temas diversos. Na busca de soluções para os problemas derivados da divergência de pensamentos, a valorização e o respeito às diferentes opiniões dos alunos se fazem importantes para a manutenção de um clima proveitoso para o aprendizado em sala de aula.
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Nesse sentido, a observação consistiu em verificar se a valorização e o respeito às diferentes opiniões dos alunos está presente nas turmas do CSTAPO/2014, tendo como resultado que, das oito turmas, seis apresentaram esse comportamento de modo constante e, em uma, com intensidade moderada, estando presente “às vezes”. Em uma turma da disciplina de Policiamento Ambiental, as divergências entre professor e alunos simplesmente não ocorreram durante a aula.
Gráfico 6.59 – Existência de clima de valorização e respeito às diferentes opiniões - 2014
Fonte: Dados da pesquisa