• No results found

2. TEORI

2.1 B ARNELITTERATUR I OVERSETTELSE

Como devem estes resultados ser interpretados? Em primeiro lugar, a Global Alliance é a única empresa que apresenta ganhos de produtividade no período. Esta pequena empresa privada Sul Africa mostra um comportamento distintivo no mercado angolano, caracterizado por apresentar elevados ganhos de produtividade média no período, sendo por conseguinte a empresa com melhor performance no período. Em segundo lugar, na decomposição do índice de Malmquist em variação na eficiência e variação tecnológica duas empresas apresentam variação positiva na eficiência técnica (Global Alliance e Global Seguros) e nenhuma empresa apresenta ganhos nem perdas de eficiência

32

tecnológica. Logo, a primeira conclusão que se retira é que os ganhos de produtividade nas empresas de seguro angolanas são variados, com as empresas mais pequenas a apresentarem melhor performance. Em terceiro lugar verifica-se que não existe uma tendência de produtividade ao longo do tempo. Em quarto lugar verifica-se que existem muitas empresas com variação nula na produtividade configurando um mercado onde nada se passa, e este é o aspecto mais distintivo deste estudo. Finalmente, verifica-se que ganhos de quotas de mercado no período estão a ser obtidos apenas pela Gobal Alliance.

Nestas condições a política pública deve promover a promoção da produtividade nas empresas de seguros de Angola, como forma de descer os preços dos seguros. Um exemplo de política para superar a falta de eficiência, começa com uma análise de escala da actividade e adopção de uma estratégia competitiva, em que as causas principais da falta de eficiência são as condições que prevalecem no mercado.

6.2 Conclusão

Esta dissertação aplica a metodologia não-parametrica DEA- Malmquist, Fare e al (1994), para medir a produtividade total das empresas seguradoras no mercado angolano. Esta técnica tem a grande vantagem de calcular o índice de produtividade de Malmquist, e desagregá-lo em dois sub-indices: Variações das mudanças tecnológicas e de variações de eficiência técnica, permitindo obter uma visão integrada da problemática da produtividade e identificar as causas que explicam o contexto estimado, Simar e Wilson (1999). No entanto, a literatura aponta que a fronteira construída com essa técnica não-Parametrica é determinística, a partir das unidades produtivas observadas, ou seja a verdadeira fronteira não é conhecida, de modo que o que se

33

calcula são as estimativas a partir da amostra. E para obtê-las necessita-se de um aparato matemático como o ìndice de Malmquist.

A partir do conjunto de resultados obtidos, é possível concluir que de 2004 a 2008, houve uma variação neutra das variações tecnológicas enquanto quanto a variações de eficiência nos ganhos de PTF as médias nacionais não são muito animadoras com um desvio face à fronteira de 5%. Verifica-se que os índice de cálculos evidenciaram que 2004, 2005 e 2007, a PTF apresenta variação negativa o PTF teve crescimento em 2006 e 2008, com ganho de 30%, nota-se que o índice foi baixo em 2005 em todo período analisado. Observou-se que este decréscimo de produtividade se deu em decorrência principalmente das perdas na variação de eficiência técnica e na variação e na variação de escala.

Realçar que estes resultados a nível da empresa podem ser comparados com indicadores de produtividade do trabalho, do produto por trabalhador e da relação capital- trabalho, permitindo contextualizar as mudanças através de um panorama económico, identificando em que ambiente se deram as variações de produtividade. Por falta alguns dados (material de pesquisa) que não nos foram disponibilizados não nos é possível fazer uma análise mais profunda. A análise por seguradoras permite o estudo das características de cada um frente aos de mais, comparativamente, assim podemos observar que foi a seguradora Global Alliance (G.A) que obteve os melhores desempenhos de modo geral, se destacou pela eficiência técnica, que apresentou taxas relativas de progresso tecnológico, e os outros estão em baixo das taxas ou neutros dos equilíbrios tecnológicos assim como em produtividade.

Como é que esses resultados se comparam com os resultados de estudos semelhantes que foram aplicadas em outros países? Cummins, Tennyson, e Weiss (1999) estimaram um crescimento de produtividade de 4.1 % anualmente no sector de seguro de vida dos

34

Estados Unidos, durante o período 1991-1994. Cummins, Weiss, e Zi (1999) não encontraram praticamente nenhum crescimento na indústria de seguro de de propriedade dos Estados Unidos durante o período 1981-1990. Fukuyama (1997) encontrou ganhos de produtividade de aproximadamente 19 % nos seguros de vida japoneses durante o período 1988-1993. Cummins, Turchetti, e Weiss (1996) encontraram ganhos de produtividade de 19 % no mercado de seguro italiano durante o período 1986 - 1993. Cummins, Rubio-Misas e Zi (2004) concluiram que os seguradores espanhóis haviam melhorado a sua produtividade em 3 % anualmente durante o período 1989-1996. Finalmente, Barros et al. (2005) estimaram um crescimento de produtividade anual de 11.3 % na indústria de seguro portuguesa. Nestas condições o não crescimento da banca Angolana contrasta negativamente com estes resultados. No entanto estes resultados não podem ser considerados definitivos, quer por o período de análise ser pequeno, quer pela amostra ser também pequena. Assim novos estudos são necessários para confirmar os resultados obtidos e portanto mais investigação deve ser feita sobre o mercado angolano, comparando-o com outros mercados africanos.

Referências

Balk, B.M. (2003), Monitoring and benchmarking firms, industries and economies with repect to productivity. Journal of Productivity Analysis, 20, pp. 5-47.

Barros, C.P.; Borges, M. and Barroso, N., (2005), Evaluating the Efficiency and Productivity of Insurance Companies with a Malmquist Index: A Case Study for Portugal”. Geneva Papers on Insurance-Issues and Practice. vol. 30, 2: 244-267

35

Barros, C.P.; Ibiwoye, a. and Managi, S. (2008) Productivity Change of Nigerian Insurance Companies 1994-2005. African Development Review, 505-528.

Boletim Anuário (2008) Actividade Seguradora e de Fundos e Pensões de Angola, Março.

Caves D.W.; Christensen, L.R. and Diewert, W.E. (1982), The Economic Theory of Index Numbers and the Measurement of Input, Output and Productivity”,

Econometrica, 50, 1393-1414.

Charnes, A.; Cooper, W.W., Lewin, A.Y. and Seiford, L.M. (1995), Data Envelopment

Analysis: Theory, Methodology and Applications. Boston, Kluwer.

Coelli, T.J., Rao, P. and Battese, G.E. (1998), An Introduction to Efficiency and

Productivity Analysis. Boston, Kluwer.

Cooper, W.W.; Seiford, L.M. and Tone, K. (2000), Data Envelopment Analysis. Boston, Kluwer

.

Cummins, J.D. and Rubio-Misas M., and Zi, H. (2004), The Effects of Organizational Structure on Efficiency: Evidence from the Spanish Insurance Industry”, Journal of

Banking and Finance, 28: 3113-3150.

Cummins, J.D. and Weiss, M.A. (2000), Analyzing Firm Performance in the Insurance Industry, using Frontier Efficiency Methods”, in Dionne, G. (ed.), Handbook of

36

Cummins, J.D., Tennyson, S. and Weiss, M. (1999), Consolidation and Efficiency in the US Life Insurance Industry“, Journal of Banking and Finance, 23:325-357.

Cummins, J.D.; Weiss, M.A. and Zi, H. (1999), Organizational Form and Efficiency: The Coexistence of Stock and Mutual Property-Liability Insurers”, Management

Science, 45 (9), 1254-1269.

Cummins, J.D. and Zi, H. (1998), Comparison of Frontier Efficient Methods: An Application to the US Life Insurance Industry”, Journal of Productivity Analysis, 10 (2), pp. 131-152.

Cummins, J.D.; Turchetti, G. and Weiss, M.A. (1996), Productivity and Technical Efficiency in the Italian Insurance Industry”, Working Paper 96-10. Wharton School, University of Pennsylvania.

Cummins J.D. and Weiss M.A. (1993), Measuring Cost Efficiency in the Property- Liability Insurance Industry”, Journal of Banking and Finance, 17, 463-481.

Diacon, S.R.; Starkey, K. and O’Brien, C.O. (2002), Size and Efficiency in European Long-term Insurance Companies: An international Comparison”, Geneva Papers on

Risk and Insurance, 27, 444-466.

Donni, O. and Fecher, F. (1997), Efficiency and Productivity of the Insurance Industry in the OECD Countries”, Geneva Papers on Risk and Insurance, 85 : 523-536.

D´oliveira, N. V. L. (2006) Mercados de seguros: solvência, riscos e eficácia regulatória. Funenseg, Rio de Janeiro.

37

Dyson, R.G., Allen, R., Camanho, A.S., Podimovski, V.V., Sarrico, C., Shale, S. (2001), Pitfalls and protocols in DEA, European Journal of Operational Research 132 (2), 245–259.

Ennsfellner K.C., Lewis D. and Anderson R. (2004), Production Efficiency in the Austrian Insurance Industry: A Bayesian Examination, Journal of Risk and Insurance, 71(1), 135-159.

Fare, R.; Grosskopf, S.; Yaisarwarng, S.; Li, S. and Wang, Z. (1990), Productivity Growth in Illinois Electric Utilities”, Resources and Energy, 12, 383-98.

Fare, R.S.; Grosskopf, S. and Lovell, C.A.K. (1994), Production Frontiers. Cambridge University Press.

Farrell, M.J. (1957), The Measurement of Productive Efficiency” Journal of the Royal

Statistical Society, Series A, 120 (3), 253-290.

Fecher, F.; Kessler, D.; Perelman, S. and Pestieu, P., (1993), Productive Performance of the French Industry, Journal of Productivity Analysis, 4, pp. 77-93.

Fenn, P.; Vencappa, D.; Diacon, S.; Klumpes, P. and O’Brien. C. (2008) Market structure and the efficiency of European insurance companies: A stochastic frontier analysis”. Journal of Banking and Finance, 32, 86-100.

Fuentes, H., Grifell-Tatje, E. and Perelman, S. (2001), A Parametric Distance Function Approach for Malmquist Productivity Index Estimation, Journal of Productivity

38

Fukuyama, H. (1997), Investigating productive efficiency and productive changes of Japanese life insurance companies, Pacific-Basin Finance Journal, 5 (4), 481-509.

Gardner, L.A. and Grace, M. F. (1993), X-efficiency in the US life insurance industry,

Journal of Banking and Finance, 17, 497-410.

Gilberto, Fernando (2010), Os Grandes Desafios da Industria Seguradora, Lidel, Lisboa.

Iráizoz,B; Rapún, M; Zabaleta,I. (2001), El Efecto del Capital Físico y Humano en el Crecimiento de la Productividad las Regiones Españolas. In: congreso de la asociación española de economía , 4. pamplona, 19-21

Hardwick, P., (1997), Measuring Cost Efficiency in the UK Life Insurance Industry,

Applied Financial Economics, 7: 37-44.

Kalotychou, E. and Staikouras, S. (2007), De facto versus De jure Bank-insurance Ventures in the Greek Market”, Geneva Papers on Risk and Insurance, 32: 246-263. .

Khumabhakar, S.C. (1987), Production frontiers and panel data: an application to US class 1 railroads”, Journal of Business and Economic Statistics, 5 (2), 249-255.

Mahlberg, B. and Url, T. (2003), The effects of the single market on the Austrian insurance industry, Empirical Economics, 28, 813-838.

Malmquist, S., (1953), Index Numbers and Indifference Surfaces. Trabajos de

39

Mateus, Margarida (1994), Seguro em Portugal, Instituto de Seguros de Portugal, Lisboa.

Nekatios, M. and Barros, C.P. (2010) A Malmquist Index for the Greek Insurance Industry. Geneva Papers, 35, 309-324.

Noulas, A.G.; Hatzigayios, T.; Lazaridis, J. and Lyroudi, K. (2001), Non-parametric production frontier approach to the study of efficiency of non-life insurance companies in Greece, Journal of Financial Management and Analysis, 14 (1), 19-26.

Ray, S. and Desli, E.(1997), Productivity Growth, Technical Progress and Efficiency Change in industrialised Countries. Comment”. American Economic Review, 87, 5, 1033-39.

Simar, L. and Wilson, P-W. (1999), Estimating and bootstrapping Malmquist Indices. European Journal of Operational Research, 115, 459-471.

Swiss Reinsurance Company (2007), sigma nº4/2007 – world insurance in 2006 site swisse re :( www.swiss re. com)

Swiss Reinsurance Company (2008)- sigma nº3/ 2008 – world insurance in 2007, site swisse re : (www.swiss re. com)

Thanassoulis, E. (2001), Introduction to the Theory and Application of Data

Envelopment Analysis: A Foundation Text with Integrated Software. Dordrecht, Kluwer

Academic Publishers.

Vassiloglou, M. and Giokas, D. (1990), A study of the Relative Efficiency of Banks’ Branches: An Application of Data Envelopment Analysis, The Journal of Operational

40

Zellner, A.; Kmenta, J. and Dréze, J. (1966), Specification and estimation of Cobb- Douglas Functions”, Econometrica, 34, 784-795.