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P ARFIT OG NON - REDUKSJONISME

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4.1 D EBATTEN OM INTERNE OG EKSTERNE GRUNNAR

4.1.6 P ARFIT OG NON - REDUKSJONISME

O cristianismo nasceu e depois cresceu com o surgimento de Jesus Cristo, aproximadamente há dois mil anos, embora a sua vinda já estivesse escrita e profetizada nos Testamentos Bíblicos anterior ao seu surgimento. Os judeus esperavam a vinda do novo “Messias”, no entanto, não acreditaram que Jesus seria esse novo “Messias”. Quando estava Jesus com dois anos, Herodes mandou matar as crianças com até essa idade que nasceram em Jerusalém e região, com o intento de matar o “Filho da Promessa”. Após o Batismo por João Batista, aos trinta anos de idade, Jesus dá início às suas pregações com seus ensinamentos e milagres, por isso foi perseguido e morto pelo Império Romano no período em que Pôncio Pilatos era Procurador Romano na Judeia. A luta não parou por aí, após sua morte as “caças” aos seus discípulos continuaram. Com sua morte foi criada da primeira Igreja Cristã pelo apóstolo Pedro, em Roma, como está escrito no Novo Testamento em Mateus:

Certamente não por suas qualidades pessoais e sim pela vontade mesma de Jesus, que lhe dirá: “Tu és Pedro e sobre esta pedra eu fundei a minha Igreja. E as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Hei de dar-te a chave do reino dos céus. O que ligares na terra, será ligado nos céus. O que desligares na terra, será também desligado nos céus”. (ARNS, 1981, p.95)

As perseguições aos Cristãos iniciaram logo após a morte de Jesus. O Rei Herodes Antipas mandou prender os Apóstolos Tiago (que foi morto à espadada) e Pedro. Saulo também muito perseguiu os Cristãos até sua conversão em Paulo que depois escreve as Epístolas aos Romanos. João Evangelista foi o único Apóstolo de Jesus que não foi morto pelo Império Romano, morreu refugiado em Éfeso na Turquia. Nascimento (2008, p. 48) afirma que desde o início: “A religião cristã difundiu-se rapidamente em Roma e em todo o império, não apenas pela sua originalidade e universalidade. De início, as autoridades civis e a própria população, antes indiferentes, passaram a se mostrar hostis à nova religião”; os motivos afirma Nascimento eram em razão dos cristãos recusarem o culto e a veneração ao Imperador Romano. A primeira grande perseguição aconteceu posteriormente ao incêndio na cidade de Roma (ano 64 d.C.). A culpa caiu sobre os Cristãos; o Imperador Romano Nero jogou sobre os seguidores de Jesus o fogo que destruiu parte da cidade:

Objetivando desviar a culpa que recaíra sobre si, o imperador criou um conveniente bode expiatório: os cristãos. Eles tinham dado início ao incêndio, acusou o imperador. Como resultado, Nero jurou perseguir e matar os cristãos. [...] De acordo com a tradição, tanto Pedro quanto Paulo foram martirizados na perseguição de Nero: Paulo foi decapitado, e Pedro foi crucificado de cabeça para baixo. (CURTIS, 2003, p. 16,17).

Contudo, o cristianismo não cessou e/ou parou de ser divulgado e tampouco inibiu o seu crescimento, pelo contrário o fogo em Roma “acendeu a chama”. Curtis (2003) salienta que: “Por volta de 64 d.C., alguns oficiais romanos começaram a perceber que o cristianismo era substancialmente diferente do judaísmo. Os judeus rejeitavam o cristianismo, e cada vez mais pessoas viam o cristianismo como uma religião ilegal”. (Curtis, 2003, p. 16). Curtis critica o Império Romano pelo fato do cristianismo ter desafiado o politeísmo tão profundamente arraigado de Roma, e para o autor é por esse motivo que o império contra atacou.

O Apóstolo João Evangelista, como os demais, também foi muito perseguido; porém, como já mencionado, Evangelista foi o único que não mataram; foi deportado e preso na Ilha de Patmos, local onde escreveu Apocalipse. O Imperador Domiciano (81-96 d.C.) foi outro que perseguiu os Cristãos. Para Nascimento (2008) os dois últimos anos de seu Governo foram os mais cruéis, perseguindo principalmente a aristocracia e os intelectuais; além disso, reforçou o culto e a idolatria ao Imperador. Outro perseguidor foi Trajano (98 a 117 d.C.) acusando-os os Cristãos de ateus. O Imperador Marco Aurélio (161 a 180 d.C.) passou dezessete de seus dezenove anos de Governo guerreando contra os Cristãos. Nesse mesmo

contexto vão seguindo as perseguições; essa prática, pouco muda de Imperador. Septímio Severo (193 a 211 d.C.) foi outro sanguinário contra os Cristãos. Tertuliano8, escritor do

cristianismo dizia: “O sangue dos mártires é a semente da Igreja”, ou seja, quanto mais perseguida mais crescia. Imperador Valeriano (253-260) foi outro que muito perseguiu, chegando ao extremo de mandar executar vários bispos e até um Papa (Papa Sixto II) no ano 258. NASCIMENTO (2008, p. 54). O último grande perseguidor foi Diocleciano (286 a 305) que autorizou a destruição de Igrejas, recolhimento de livros sacros e obrigava os Cristãos cultuar aos deuses sobre pena de condenação à morte. Para JOHNSON (2001, p.80): "No fim do século III, o cristianismo já era capaz de confrontar e sobrepujar a mais poderosa corporação da história antiga _ o Império Romano". Entringer (2008) comenta essas

perseguições do Imperador Diocleciano deflagradas em 303 que determinava: “A destruição das Igrejas e das casas particulares nas quais os cristãos se reuniam; a proibição de toda reunião de cristãos com intenção de culto; a entrega das escrituras e dos livros sagrados para serem queimados”; e em alguns casos impedindo até os cristãos de defender seus direitos nos tribunais. (ENTRINGER, 2008, p. 69). Johnson (2001) salienta que após o início do Reinado de Constantino, inicia um período de mudança que transforma totalmente o cenário até então vigente:

Em 313, da grande cidade imperial de Milão, Constantino e seu co- imperador Licínio despacharam uma série de cartas cerimoniosas para os governadores das províncias. Os dois governantes achavam “salutar e altamente próprio” que uma “completa tolerância” fosse proporcionada pelo Estado a todos os que tivessem “se convertido ou ao culto dos cristãos” ou a qualquer outro culto “que pessoalmente sentissem ser melhor para si”. Todos os decretos anticristãos anteriores foram revogados; os locais cristãos de culto e as demais propriedades de que haviam sido destituídos teriam de ser devolvidos e deveria ser paga uma indenização, conforme apropriado em termos legais. (JOHNSON, 2001, p. 83).

A citação anterior é conhecia como “Édito de Milão”, por meio do qual o Império Romano sobre o comando do Imperador Constantino (307 a 337) suprimiu a política de hostilidade para com o cristianismo, até então, muito perseguido. Johnson (2001) salienta que:

Constantino, tendo reconhecido o cristianismo – na verdade, decidido fazer dele uma escora de seu Estado _ sentiu que não tinha alternativa a não ser admitir a existência de uma classe clerical e prover adequadamente sua subsistência. [...] Constantino deu início à transferência de privilégios para o

8 Tertuliano (160 - 220 d.C.) é considerado o primeiro e quiçá um dos mais importantes Teólogos da era Cristã até Santo Agostinho (Séc. V); em sua tese Tertuliano defendia que a mulher não deveria exercer quaisquer funções ministeriais.

clero cristão, eximindo-o do ofício público compulsório (que era oneroso e caro) nas vilas, e, nas zonas não-urbanas, do pagamento dos impostos distritais. (JOHNSON, 2001, p. 94).

O Clero também fazia uso do transporte imperial de graça (sem ônus), além de outras benesses. A conversão de Constantino iniciou a partir do ano de 312, após o sonho com a Cruz do Imperador, que foi um marco teológico, histórico e geográfico de grande importância, principalmente no que tange à descentralização, pensamento esse, defendido por quase todos os Teólogos:

A conversão de Constantino coincidiu com uma nova tentativa de descentralizar o império, dessa vez marcada pela criação de uma nova capital imperial no Oriente. Constantinopla continha prédios para cultos pagãos, mas foi, desde o princípio, uma cidade cristã e a corte local logo adquiriu um tom episcopal. Ali o cristianismo foi a religião estabelecida ab initio e, em outros pontos do Oriente, onde o era grande o poderio de Constantino, o paganismo oficial ofereceu pouca resistência. (JOHNSON, 2001, p. 118).

Constantino chegou ao extremo de mandar depredar e destruir templos pagãos no sentido de abrir caminho para as basílicas cristãs. No ano de 325 é convocado e realizado o Concílio de Niceia, o encontro que marcou os rumos da Igreja Católica para os próximos anos no sentido de agregar. “No final do século IV, de fato, a Igreja não apenas se tornara a religião predominante do império romano, tendendo a ser considerada a oficial, como, na verdade, era a única”. (JOHNSON, 2001, p. 125). Após a conversão de Constantino e a proclamação do cristianismo como religião do Estado por Teodósio “quase no final do século IV, o cristianismo foi carregado/conduzido pelo Império Romano. Contudo, a fé espalhou-se mais rapidamente após a queda desse império, e logo toda a Europa era Cristã”. (D’SOUZA, 2008, p.29). Essa aliança Estado e Igreja veio a perdurar até meados do século XV quando aconteceu a invasão pelos turcos.

Para alguns autores, como Silva (2008) as perseguições não eram tão sistemáticas e havia até certa tolerância religiosa nos três primeiros séculos da era Cristã:

Em Roma, uma das principais expressões de tolerância dizia respeito ao universo das crenças religiosas, o que fazia do Império Romano uma autêntica babel de cultos que se interpenetravam dentro de um processo irresistível de aculturação que não excluía nem mesmo os cristãos e os judeus, a despeito do exclusivismo de suas divindades. Ainda que não fossem incomuns, no Império, explosões de ódio e violência contra inimigos políticos, adeptos de crenças por demais repulsivas aos olhos romanos ou étnias bárbaras. (SILVA, 2008, p.8).

As perseguições, no entanto, não cessaram, só iriam diminuir mesmo no Século IV, como já citado anteriormente com a conversão ao cristianismo do Imperador Constantino. De perseguida a Igreja Cristã passou a privilegiada, ao ter o apoio oficial do Governo. Rosendahl (2002) explica a importância da difusão do cristianismo como religião e o papel do Estado:

A mensagem de Cristo teve sua maior difusão auxiliada pelo Império Romano. O cristianismo foi adotado como religião do Estado pelo imperador romano Constantino, convertido no ano de 337. A partir de Roma, espalhou- se ao longo das rotas de comércio do mundo romano. A difusão do cristianismo através do Império Romano foi seguida por conversões e difusão para áreas vizinhas. (ROSENDAHL, 2002, p.53). Grifo nosso. Na citação de Rosendahl, a conversão é mencionada no ano de 337; esse ano pode mudar de acordo com alguns autores. Carrol (2002) também enfatiza que a conversão de Constantino se deu mesmo, devido ao sonho com a cruz no céu, a partir de então a cruz passou a ter símbolo religioso. Para o autor “Constantino foi o instrumento de uma revolução na imaginação religiosa no mundo do Mediterrâneo e, afinal, da Europa. Seu impacto político sobre o cristianismo é amplamente reconhecido.” Carrol comenta também que o Édito de Milão (313) garantia a liberdade religiosa universal para pagãos, cristãos e judeus: “será dado o direito ao julgamento e vontade de cada homem de cuidar das coisas sagradas segundo a livre escolha de cada um”. Constâncio II (337 a 361), filho de Constantino também teve a Igreja a seu lado, até fazendo parte da administração de seu governo. Pereira (2008, p.74) salienta que: “Constantino e seus filhos forneceram à Igreja a capacidade de esta se expandir com uma velocidade surpreendente, visto que dispensaram aos cristãos um tratamento especial”. No ano de 380 o Imperador Teodósio reforça o que já vinha em andamento e torna o cristianismo religião oficial do Império Romano através do Édito de Tessalónica. A Historiadora Pereira (2008, p. 73) frisa que: “A ascensão do cristianismo e o consequente esvaziamento do paganismo não foram processos pacíficos. Ao contrário, foram processos longos e marcados por tensões ideológicas, sociais e políticas” e que o paganismo demonstrou muita resistência até o final do Século IV. Comenta Carrol que no fim da antiguidade ou do império (século V):

O Cristianismo tinha crescido, mas lentamente, com a maioria dos seus convertidos vindos das classes mais baixas do mundo do Mediterrâneo. A população do Império Romano no fim da Antiguidade é geralmente calculada entre cinquenta e sessenta milhões. Os Cristãos representavam talvez um décimo desse número. (CARROL, 2002, p. 183).

O Teólogo e Filósofo norte africano Santo Agostinho de Hipona ou “Santo Agostinho” (Século V) também teve influência salutar na divulgação e proliferação do cristianismo. Para Curtis (2003) os ensinamentos de Santo Agostinho se espalharam tanto entre os teólogos católicos quanto aos futuros protestantes. Martinho Lutero e João Calvino citavam constantemente Santo Agostinho em suas obras; gostavam de sua ênfase na graça de Deus e na incapacidade do homem de salvar-se a si mesmo, porém não concordavam com o enclausuramento e segregação das mulheres, tese defendida por Santo Agostinho. Agostinho foi o criador da Teologia da Predestinação, na qual defende a tese que cada ser humano já vem e tem o seu destino traçado por Deus, teoria essa que perdurou por vários séculos, com ainda defensores até os dias atuais, inclusive muitos evangélicos. Para Agostinho (1991) o nosso futuro que já vem traçado por Deus, o número de predestinado também é certo, não pode ser aumentado nem diminuído. Santo Agostinho (1991) também criticava algumas correntes de filósofos: “A vaidade dos filósofos se comprazia em atribuir os efeitos contingentes a outras causas, uma vez que não podiam de modo algum perceber a causa superior a todas as causas: a vontade de Deus”. LUTERO (1995. p.119).

Ainda sobre Santo Agostinho, Johnson (2001) ressalta a sua importância e frisa que “Durante mil anos, Santo Agostinho foi o mais popular dos patriarcas; as bibliotecas europeias medievais continham mais de quinhentos manuscritos completos de sua Cidade de Deus” 9. (JOHNSON, 2001, p. 137). Johnson (2001) salienta a relevância da Igreja Católica no contexto da Educação no período pós Santo Agostinho:

Durante os séculos V e VI, o sistema público de educação desapareceu. Isso proporcionou à Igreja uma oportunidade única de capturar a sociedade cristã total por suas raízes. Tinha a chance não só de dominar a educação com mãos de ferro como de recriar todo o processo, conteúdo e objetivo dentro de um contexto cristão. (JOHNSON, 2001, p. 184).

A obra de Santo Agostinho continuava sendo estudada, debatida e defendida. Donini (1994) referindo ao Papa Gregório Magno (O Grande) no final do Século VI também enfatizava que o Papa defendia a necessidade de seguir tão somente as Escrituras como defendia Santo Agostinho.

A aliança Igreja e Estado foi continuando, com Carlos Magno no Século VIII e IX: “Logo no início do reinado de Carlos Magno, em 769, o batismo, orações e missa ao estilo romano ganharam força de lei; insistia-se na prática romana no tocante à maneira de cantar, à

9 Houve, por exemplo, vinte e quatro edições impressas entre 1467 e 1495. O número grande de Edições coincide com o surgimento da imprensa de Johannes Gutenberg na Alemanha.

administração dos sacramentos e ao vestuário – até o uso de sandálias”. (JOHNSON, 2001, p. 215). O latim nesse período tornou-se a língua clerical da Igreja.

Com o passar do tempo, algumas pendências foram sendo resolvidas, e o Calendário Cristão Romano, por exemplo, foi sendo aceito e/ou imposto, porém houve certas resistências. Donini (1994) faz uma breve síntese dos principais países a aceitarem o Calendário após o nascimento de Jesus Cristo:

Nos documentos públicos, só se impôs gradualmente: em Franca e Inglaterra no século XIII, na Germânia no IX, em Itália entre fins do IX e os fins do X. Em Roma, nos actos oficiais dos pontífices, aparece pela primeira vez em 968, no tempo de João XIII. Em Espanha, até ao século XIV, continuou-se a contar os anos da era Augusto (38 a.C.). (DONINI, 1994, p. 287).

Na França surge no final do Século XII um movimento Cristão denominado de Valdenses (Pedro Valdo) que se opôs ao caminho da Igreja Católica; portanto, antes da Reforma Protestante, alguns grupos de cristãos já tornava clara algumas insatisfações. Para Curtis (2003), um desses grupos, quiçá o mais importante, foi realmente o dos Valdenses, fundado por um mercador francês de Lyon que estava descontente com a forma igreja medieval. O grupo Valdense pregava para as pessoas nas ruas; e foram excomungados pelo Papa Lúcio III, em 1184. Os Valdenses já rejeitavam o purgatório e as vestimentas dos Padres (batina); em 1214 o Papa Inocêncio III condenou os Valdenses como hereges e posteriormente a Inquisição começou a eliminá-los. Os que sobraram do Grupo se incorporaram posteriormente à Reforma Protestante. Para Johnson (2001) os valdenses tiveram a sua importância:

Os valdenses eram membros de uma seita fundada por Pierre Valdo, c.1170. Inspirados na pobreza evangélica, repudiavam a riqueza da Igreja Católica. Perseguidos, no fim do século XIII a seita fora praticamente eliminada de algumas áreas, até que, durante o século XV, acabaram confinados basicamente aos vales alpinos franceses e italianos. Com a reforma, acabaram se adaptando às formas de culto e organização eclesiástica de Genebra e se tornaram uma igreja protestante suíça. (JOHNSON, 2001,

p.371).

O cristianismo continuava a crescer em quantidade de membros e também em patrimônio. No Século XIV, na Inglaterra, o clero: “com um por cento da população, dispunha de cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB). Em algumas partes da França e da Alemanha, a Igreja era mais rica e possuía entre um terço e metade de todos os bens imóveis” (JOHNSON, 2001, p. 264), portanto, um poder econômico muito concentrado dos Cristãos.

O surgimento das Universidades foi outro marco a ajudar em muito os estudos de Teologias, embora em certo ponto, discordavam dos métodos dos ensinos dos mosteiros. Para Curtis (2003) esse foi um momento balizador importante no século XIII. Para o autor foi o apogeu da erudição: “Paris, Oxford e Bolonha tornaram-se centros de teologia, filosofia e ciência. Esses eventos estabeleceram as tradições educacionais que duram até os dias atuais. As universidades tornaram-se as incubadoras do Renascimento e da Reforma”. (CURTIS, 2003, p.87).

Quanto ainda às Universidades nesse período, todas estavam ligadas à Igreja Católica, embora algumas tinham uma independência administrativa, como salienta D’Souza que por vários séculos, os mosteiros foram as únicas instituições na Europa onde se adquiria, preservava e transmitia o conhecimento. Outros autores também confirmam essa tese de que: “Até que no século XII, as primeiras universidades foram fundadas em Bolonha e Paris. Oxford e Cambridge foram fundadas no início do século XIII, seguidas pelas universidades de Roma, Nápoles, Salamanca, Sevilha, Praga, Viena, Colônia e Heidelberg” (D’SOUZA, 2008, p. 117). O italiano Tomás de Aquino foi um ex-aluno e depois professor da Universidade Nápoles, onde desenvolveu a sua tese a favor da Ética e da necessidade de buscar a Razão10.

São Tomás de Aquino teve grande repercussão também na divulgação e crescimento do cristianismo. Ele cunhou a célebre frase: “De Deus sabemos o que Ele não é, não o que Ele é”. Seus ensinamentos são obrigatórios em todos os Cursos de formação Teológica até os dias atuais. Aquino (2009) se dizia um iluminado e que recebia mensagens de Deus, que dizia desejar a salvação de todos: “Deus quer, quanto à vontade antecedente, que todos os homens sejam salvos, mas quanto à vontade consequente quer que alguns sejam condenados, segundo exige sua justiça”. AQUINO (2009, p.422). Era Tomás também um defensor da Justiça. “Que um homem esteja vivo é um bem, matar um homem é um mal, se considerarmos de modo absoluto”. Tomás de Aquino sempre se preocupou e divulgou a necessidade do Amor Cristão e quão interessante se colocar em prática esse Amor:

Amar, porém, outro é querer o que é bom para ele. Assim, o trata como a si mesmo, referindo o bem a ele como a si próprio. É neste sentido que o amor se chama força de coesão: porque aquele que ama integra o outro a si próprio, comportando-se com ele como consigo mesmo. O amor divino também é uma força de coesão; não no sentido de que introduza em Deus uma composição, mas enquanto Deus quer para os outros o que é bom. (AQUINO, p. 422, 2009).

10 Tomás se interessava em provar aquilo que sabia pela revelação, pois entendia que dela faz compreender os motivos e o sentido; para Ele, a razão, busca demonstrar aquilo que não foi revelado.

São Tomás de Aquino (2009) foi um Filósofo defensor do teocentrismo e panteísta, ou seja, Deus está em todos os lugares e acima de tudo. Mesmo com tanta importância teológica, futuramente Tomás irá ter seus críticos, entre eles Martinho Lutero, João Calvino e John Wesley que diziam que ele tinha um pouco de idolatria.

Também de grande importância para o cristianismo foi a produção da Bíblia impressa pelo alemão Johannes Gutenberg no Século XV, o que facilitou em muito a divulgação da religião Cristã. Através da Sagrada Escritura impressa, foram mais bem explanados os ensinamentos de Jesus Cristo e sua obra. Martinho Lutero (Século XVI) entre seus vários escritos, conseguiu traduzir a Bíblia para o alemão _ até então eram mais usados os idiomas

latim e o grego.

Outro movimento de relevância, nesse caso, negativo, foram as práticas da Inquisição,

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