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Are the assumptions of the model realistic?

2.5. Do jobs that use household skills earn low wages?

2.5.2 Are the assumptions of the model realistic?

Um site é um produto de software, estando os conceitos de ciclo de vida de um site intimamente relacionados com os de um software. A sua concretização

passa por um processo de software que inclui, de uma forma sintética, as etapas de planeamento, desenvolvimento, avaliação e manutenção. Na fase inicial de planeamento, inclui-se a definição dos diversos requisitos, tais como a caracterização dos utilizadores, o detalhe do conteúdo, a análise da viabilidade e a identificação das condições de implementação e utilização (e.g., logísticas, computacionais, metodológicas, pedagógicas). Tendo em consideração as indicações anteriores, na fase de desenvolvimento seleccionam-se as melhores ferramentas e procedimentos informáticos para uma equipa desenvolver um produto de software com algum tipo de qualidade. A avaliação pode ser realizada em qualquer momento do processo de software, efectuando testes de verificação e de validações sobre o seu funcionamento e a concretização dos objectivos propostos. Nesta fase, é conveniente produzir protótipos do software com vista à detecção de problemas e aperfeiçoamentos posteriores, terminando com a entrega da versão final ao cliente. Posteriormente, o software exige um período de manutenção, quer devido às eventuais exigências do contexto de utilização, quer devido a novos aperfeiçoamentos, fazendo surgir novas actualizações ou versões do produto de software.

Para uma concretização mais eficaz deste complexo processo, concebe-se um modelo do ciclo de vida do software. A expressão ciclo de vida pressupõe uma continuidade no processo de software que, de algum modo, se repete e “is used to represent a model that captures a set of activities and how they are related” (Preece et al., 2002: 183).

“Ciclo de vida es una serie de fases y procesos por la que pasa un artefacto de software, desde el inicio de un proyecto de software – cuando se reconoce la existencia de un requerimiento insatisfecho o complementario - pasando posiblemente por fases de exploración, desarrollo y operación, hasta finalizar con la destrucción del mismo” (Olsina, 1999: 188)

Um modelo de ciclo de vida facilita e disciplina a coordenação e cumprimento de prazos e objectivos dos diversos agentes envolvidos, de modo a resultar um produto de software “to achieve maximum quality” (Alexander, s/d: s/p). Além disso, permite aos “developers, and particularly managers, to get an overall view of the development effort so that progress can be tracked, delivers specified, resources allocated, targets set, and so on” (Preece et al., 2002: 183).

Existem diversos tipos de ciclos de vida de software. Um dos primeiros esquemas a ser utilizado no desenvolvimento de um software foi o modelo em cascata (waterfall lifecycle), consistindo nas quatro fases sucessivas de análise de requerimentos, design, codificação, teste e, finalmente, manutenção (Rakitin,

1997: 14; Preece et al., 2002: 187). No fim de um passo, através de verificação e validação pode-se retornar ao passo anterior ou prosseguir (Molinari, 2003: 115), sendo apelidado de ciclo de vida linear na medida em que cada passo terá de estar completo para passar ao seguinte. O modelo em espiral tem uma forma helicoidal nas diversas fases do processo de software, acrescentando a análise de riscos e os custos. Começa-se pela análise de riscos (risk analysis), a definição de um protótipo e a concepção da operação, definindo o plano de requisitos e o plano do ciclo de vida. De seguida, determinam-se os objectivos, as alternativas e os constrangimentos, sendo avaliados os riscos. Com as indicações anteriores, concebe-se um protótipo do software, seguindo-se o desenvolvimento do plano. Esta sequência é repetida, ajustando-se em cada iteração em torno da espiral, aumentando os custos e o tempo à medida que este processo vai ocupando mais etapas (Boehm, 19885 apud Preece et al., 1994: 358).

O ciclo de vida de um site é distinto do ciclo de vida do software por poder ser actualizado em qualquer momento, em qualquer uma das suas partes e, talvez o mais importante, fica instantaneamente acessível a todos os seus utilizadores. Ao contrário de um software, a actualização de um site pode não exigir uma rede para a sua distribuição, um tempo de concepção mais restrito e conter poucas alterações em relação à versão anterior. Além disso, e de acordo com o tipo de site, o seu ciclo de vida é mais curto e exige uma perene intervenção de diversos profissionais.

A produção de um site exige uma prototipação iterativa (Molinari, 2003: 177) porque em qualquer momento um site encontra-se “being planned, under development or re-development, being launched, maintained, evaluated, enhanced and promoted or being assessed with a view to undergoing a re-birth” (Smith, 2001: s/p). Segundo Smith (2001: s/p), o modelo de ciclo de vida de um site é constituído por oito partes distribuídas pelas quatro etapas, mais ou menos independentes, de planeamento, construção, manutenção e gestão. O planeamento inclui as quatro partes da discriminação da experiência do utilizador, do design, dos ganhos e poupanças e da promoção. A construção inclui as duas partes de aquisição de programadores da Web e da gestão do desenvolvimento do projecto. A manutenção trata da parte técnica do site, da actualização de conteúdos, das avaliações e da aquisição de recursos. Finalmente, a gestão possui uma equipa responsável pelo ciclo de vida do site, gerindo os diversos recursos.

Responsável por uma empresa de produção de sites, Benny Alexander apresenta um ciclo de vida de um site com as etapas de análise, especificação da construção, design e desenvolvimento, redacção de conteúdos, codificação,

5 Boehm (1988). The spiral model of software development and enhancement. IEEE Computer, 21 (5),

testagem, promoção e, finalmente, manutenção e actualização. Na figura 2.5, observa-se o processo de desenvolvimento de site, realça-se a importância dos cuidados a ter na redacção e apresentação de textos e imagens, bem como a necessidade de uma actualização permanente do site.

“Once your web site is operational, ongoing promotion, technical maintenance, content management & updating, site visit activity reports, staff training and mentoring is needed on a regular basis depend on the complexity of your web site and the needs within your organization” (Alexander, s/d).

Análise

Especificação da Construção

Figura 2.5. Processo de desenvolvimento de site (Alexander, s/d)

Actualizar um site é apenas um início do seu ciclo de vida. Um site bem sucedido reivindica os recursos e os financiamentos destinados a cada uma das etapas do seu ciclo de vida. Para manter eficazmente este ciclo de vida, exige-se uma intensa actividade de contínua gestão e actualização por uma equipa de profissionais: director de projectos; gestor on-line; editor de conteúdos; webmaster; oficial de pesquisa; técnico de conteúdos; bibliotecário; promotor de markting; controlador financeiro; advogado; webdesigner; programador Web (Smith, 2001: s/p). O director desta equipa deverá saber utilizar o tempo (e.g., reuniões, responder a e-mails), fomentar a energia entre as pessoas, possuir uma visão para novas situações, desenvolver pesquisas (e.g., necessidades dos utilizadores), analisar software, desenvolver e aplicar testes, coordenar outras pessoas da organização e possuir capacidades de comunicação com estas, tais como a compreensão, a paciência e a tolerância (Smith, 2001: s/p).

Preece et al. (2002: 191) propõem um ciclo num modelo de desenvolvimento de aplicações de Internet (Netpliance´s spiral development cycle) baseado na sequência repetitiva em espiral com as quatro etapas de planeamento, análise, design e implementação. Planifica-se para uma concretização em sete meses com uma equipa multidisciplinar numa perspectiva centrada no utilizador, podendo

Design e Desenvolvimento Promoção Redacção de Conteúdos Testagem Codificação Manutenção e Actualização

atingir doze destes ciclos. Seleccionam utilizadores i-opener que não usam ou não têm um computador e que se sentem desconfortáveis com os computadores. Os designers abandonam a metáfora de navegação do Windows e concentram-se num interface que forneça uma boa interacção para as tarefas do utilizador. Não existem menus complicados pois apenas se verificam três funções: “sending and receiving e-mail, categorical content and web accessibility” (Preece et al., 2002: 191). Os próprios programadores encorajam as suas famílias a experimentar o software, tal e qual os utilizadores. Deste modo, “implementation was achieved trough rapid cycles of implement and test” (Preece et al., 2002: 191).

A IBM propõe um ciclo de vida para um site comercial (e-business) em que há a necessidade de ajustamentos sucessivos (scalability) imediatos e com um alto desempenho para os e-negócios em relação aos pedidos de avaliação, confiança e segurança. “Vendors are responding with infrastructure options and supporting hardware and software platforms that address these requirements” (Chiu, 2001: s/p). O ciclo de vida de um site segue as seguintes etapas: planeamento; arquitectura; design, construção e testagem; desenvolvimento (deploy); e, finalmente, entrega. É acompanhado com as sugestões de melhores práticas para a produção de um site, nomeadamente, definir um design que aceite expansões posteriores, bom desempenho final de manutenção, um plano para o crescimento, páginas com bom desempenho de design e, finalmente, o conhecimento da capacidade de trabalho.

Para implementar um ciclo de vida de um site é aconselhável suportar-se em normas de qualidade, tal como a ISO/IEC 9126-1 que se apresenta a seguir.