3. Deltakelse i arbeid og utdanning ett år etter avsluttet introduksjonsprogram
3.15. Arbeidstid
Antes de abordar a questão do tratamento médico da obesidade, acredita-se que o último tópico a ser delineado seja o de como identificar a obesidade em um indivíduo. Apesar de a OMS ter escolhido o IMC como padrão para a identificação da obesidade, a utilização de tal índice tem pontos positivos e negativos, sendo que os negativos dificultam que tal parâmetro possa ser considerado definitivo para o diagnóstico da patologia. A vantagem é a facilidade da aplicação, pois o método é tão simples que pode ser utilizado inclusive por profissionais que não sejam da área da saúde, como professores em áreas rurais, membros de organizações religiosas que atuam em áreas remotas, assim como por qualquer instituição que esteja espalhada por um país, porque é simples e seguro e contribui em muito para o mapeamento da obesidade como um quadro geral. Apesar dessas vantagens, o IMC apresenta problemas, pois ele é uma extrapolação matemática que leva em consideração padrões médios do ser humano, deixando pouco espaço para diferenças individuais. Existem atualmente tabelas de IMC adaptadas para crianças, adolescentes e determinadas etnias, como japoneses, chineses e também para certos países europeus. Entretanto, mesmo as tabelas adaptadas podem incorrer em erro grave, por não levarem em consideração diferenças subjetivas. Por exemplo, um atleta que tenha acumulado grande quantidade de massa magra, em especial muscular, pode apresentar um IMC que indique obesidade, mas, na realidade, o que acontece é que o tecido muscular pesa mais que o gorduroso, portanto um atleta musculoso terá um peso que, de acordo com o IMC, o colocaria entre indivíduos obesos. Por outro lado, uma pessoa idosa, que tenha perdido muito de sua musculatura mas esteja pesando pouco, pode ser classificada como magra quando, na realidade, seu corpo apresenta um excesso de acúmulo de tecido adiposo, mas como seu peso está dentro dos parâmetros estabelecidos pela tabela, ela receberá um indicativo de magreza quando, na verdade, deveria começar a ser tratada em seu acúmulo de gordura.
Ao desconsiderar diferenças individuais e apresentar problemas quando aplicado a determinados grupos específicos, como atletas e idosos, assim
como etnias específicas, o IMC continua sendo utilizado mas, é essencial que ele seja combinado com outras formas de mensuração do tecido gorduroso que permitam uma avaliação mais precisa do quadro individual. Um método muito utilizado é a obtenção de medidas com um adipômetro, que é um instrumento feito para ―pinçar‖ a pele da pessoa em pontos específicos, chamados dobras cutâneas, e o aparelho fornece uma medida da resistência oferecida pela dobra cutânea ao pinçamento. Ao medir tais pontos do corpo é possível ter-se uma ideia aproximada da distribuição da gordura. Tarastchuck37 demonstra a
importância da utilização de dois outros índices para uma obtenção mais exata de quão obeso um indivíduo é, que é a utilização da medida da Circunferência da Cintura (CC) e a relação Cintura/Quadril (RCQ). A CC é especialmente útil, pois existe uma tendência em muitos indivíduos de que o acúmulo de gordura se concentre na região abdominal, de forma que a CC acaba sendo um instrumento valioso para, muitas vezes, identificar uma pessoa com acúmulo excessivo de gordura em uma área específica e significativa do corpo. As medidas aceitas para a CC atualmente são de 88 cm para mulheres e 102 cm para homens, sendo que a combinação de um IMC elevado com uma CC acima do esperado costuma ser um forte indicativo de obesidade. A RCQ é obtida através de uma conta simples, em que se divide a circunferência da cintura pela circunferência do quadril, sendo que resultados acima de 0,8 para mulheres e 1,0 para homens também são considerados indicativos de obesidade.
Todos os métodos citados no parágrafo anterior são importantíssimos para a avaliação individual da obesidade, mas cada um apresenta sua desvantagem. De maneira geral, é possível dizer que a aplicação de cada um deles implica maior custo ou maior treino por parte do profissional que aplica a metodologia. No caso do adipômetro, existe uma questão de custo, que pode ser significativa para programas que tenham como ambição alcançar parcelas
37 TARASTCHUK, José Carlos Estival et al. Obesidade e intervenção coronariana: devemos
continuar valorizando o Índice de Massa Corpórea? Arq. Bras. Cardiol., São Paulo, v. 90, n.
5, maio 2000,p.32. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-
amplas da população, assim como a necessidade de treinamento para encontrar as dobras cutâneas específicas e interpretar os resultados. Tanto a CC quanto a RCQ também dependem de profissionais bem treinados, pois a medida da cintura e do quadril precisam ser retiradas de pontos específicos e delimitados do corpo humano, ou seja, cintura não é simplesmente algum ponto no abdômen, existe toda uma metodologia científica para localizar a cintura e o quadril de um indivíduo, o que acaba tornando os dois métodos de menor aplicabilidade geral. Portanto, o IMC continua sendo um índice válido, em especial para medições de amostras significativas da população ou para uma avaliação inicial sobre quais indivíduos precisam de uma avaliação posterior. Caso haja suspeita de obesidade ou sobrepeso, métodos adicionais devem ser utilizados para que haja uma ideia precisa de quanto aquele indivíduo está realmente obeso ou não, a fim de que um eventual tratamento seja direcionado às necessidades reais de cada um.
Após discutir as causas da obesidade e sua relevância epidemiológica, o próximo passo lógico seria abordar as diversas formas de tratamento que existem para a obesidade, uma vez que a partir do momento em que o acúmulo de gordura se transformou em problema médico ou estético, a medicina e até mesmo outras áreas relacionadas à saúde direcionarão esforços e recursos para o tratamento da patologia. Os métodos de tratamento disponíveis na contemporaneidade são diversos, com graus de sucesso diferentes, e isto implica a necessidade de uma revisão sistemática de seus principais representantes.