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Arbeidsrettet bistand med god kvalitet til rett tid

3 Aktiviteter og resultater

3.1 Flere i arbeid

3.1.5 Arbeidsrettet bistand med god kvalitet til rett tid

O processo de observação, escuta, registo e de documentação suportaram o desenvolvimento e avaliação do projeto de intervenção pedagógica, sendo estes determinantes para compreender a especifidade do contexto de intervenção e focalizar a atenção para a forma de estar, de ser, de pensar e de aprender de cada criança, na sua singularidade.

Desenvolver uma prática intencional, refletida e avaliada pressupôs um conjunto de procedimentos, estratégias e instrumentos que se constituem fundamentais à prática do educador. Deste modo, a concretização do projeto “O Carnaval dos Animais”, só foi possível através da delineação de um conjunto de objetivos, tendo em conta a especificidade do contexto e das caracteristicas do grupo de crianças. Todo este percurso englobou um trabalho de investigação e ação concretizado no sentido de criar oportunidades para que as crianças se expressassem através dos diferentes domínios da área de Expressão e Comunicação; na promoção da continuidade e valorização da participação das crianças e na promoção da documentação pedagógica. Assim, para concretizar estes objetivos, foi importante desenvolver a minha intervenção garantindo a presença das etapas que configuram intencionalidade à ação do educador.

A abordagem da investigação - ação que suportou todo este projeto, teve como principal objetivo melhorar a qualidade da minha intervenção, como tal, a observação e os registos foram fundamentais para refletir e avaliar a minha intervenção, procurando entender de que forma devia proporcionar experiências de aprendizagem significativas ao grupo de crianças. Ao longo do estágio, a observação juntamente com o registo, ainda que por vezes difícil devido à gestão

das atividades, permitiram-me ter em conta a participação das crianças, os seus gestos, as expressões verbais e não-verbais, a expressão dos sentimentos, como comunicam, bem como resolviam os problemas. De facto o processo de observação envolve três momentos: (1) a observação propriamente dita, (2) a organização da informação recolhida e (3) a análise da informação registada necessitando de tempo para ser realizado. No decurso deste projeto, estes três momentos da observação estiveram presentes e sustentaram a reflexão e avaliação posterior a cada intervenção, quer no que diz respeito às atividades/ experiências/ situações em si quer a refletir sobre a minha postura enquanto estagiária. Para responder a este desafio foi importante combinar os registos e as notas de observação com os registos fotográficos para documentar melhor as ações das crianças.

A documentação constituiu um suporte fulcral para o desenvolvimento e avaliação deste projeto. Ao longo do mesmo, dei especial atenção à observação das crianças, através dos diferentes tipos de registos, uma vez que “efetuar observações e registar o que se vê e o que se ouve propicia a recolha de evidências” (Parente, s.d., p. 7). Evidências estas que, quer tenham sido providenciadas de um processo de observação e de escuta ativa, quer tenham resultado das produções das crianças, determinaram a fonte de documentação e suporte à planificação.

O projeto desenvolvido com e pelas crianças permitiu o desenvolvimento de aprendizagens ao nível da área do conhecimento do mundo, uma vez que construíram conhecimentos sobre os animais, nomeadamente, as suas características físicas e a locomoção, ampliaram o seu interesse pela representação gráfica utilizando diversos materiais e técnicas, a utilização de diferentes formas de expressão e a partilha das suas realizações e/ou produções, fruto da sua participação ativa na planificação e no desenvolvimento das atividades. Ao longo das várias atividades os ritmos, as necessidades e preferências das crianças devem ser tidas em conta pelo educador e isso só é possível se este lhes der oportunidade para expressar essas características – através da participação ativa. Deixando as crianças participar elas tornam-se mais criativas, cooperantes e críticas, sentindo-se também mais valorizadas

Acreditando que as interações entre o adulto-criança e criança com os pares são uma base para a aprendizagem e o desenvolvimento, entendo que ao longo deste percurso, foi fundamental construí-las, valorizando-as, através dos diversos processos, por forma a interpretar as ações, os interesses e as necessidades deste grupo de crianças. Como tal ao longo das atividades propostas ao grupo de crianças, foi importante organizar, “(…) um ambiente de

interacção com os adultos e com as outras crianças” (do Decreto-Lei nº46/86 de 30 de Agosto, p. 5). No decurso das atividades procurei apoiá-las, desafiando-as, colocando perguntas abertas por forma a escutar a opinião e conversar com as crianças.

Ao longo de todas as atividades, tentei sempre fazer comentários contextualizados, reagindo em função da resposta do grupo. Esses comentários pretendiam focar a sua atenção em determinados pormenores, levando as crianças a sentir que realmente estava atenta ao seu trabalho e que valorizava as suas ações. Além disso, o educador só pode lançar desafios adequados se conhecer a leitura que as crianças fazem da realidade. De igual modo, estabelecer diálogos verdadeiros com as crianças, deixar as crianças expressar-se, dar oportunidades às crianças para demonstrarem as suas dúvidas e os seus receios, responder aos interesses e às motivações das crianças foram objetivos que orientaram o meu trabalho. Assim, também me envolvi num processo de aprendizagem, quer sobre as competências de cada criança e das suas necessidades, quer sobre a maneira mais genuína e responsiva de interagir, isto porque, as interações representam, igualmente, um meio para avaliar a nossa prática.

O processo de documentação pedagógica teve um papel determinante, para garantir a intencionalidade à minha intervenção, pois estes registos diários permitiram-me uma análise sobre o que tinha observado durante os vários momentos pedagógicos e a consequente reflexão permitiu-me entender as perceções das crianças sobre o que a rodeia. Foi importante partilhar as produções das crianças, para que elas, os pais e nós educadores possamos visualizar as aprendizagens construídas, assim como, partilhar o trabalho que está a ser feito no âmbito dos vários projetos. Foi gratificante escutar e observar as crianças a partilharem com os seus pais e colegas as suas experiências de aprendizagem “mãe, olha o desenho que fizemos do leão”; “olha tu a desenhares S”; “olha a atividade da mãe de S”; “gostei de pintar o desenho do leão”; “gostei de ouvir a história e a música” é de facto muito importante perceber que as crianças estiveram envolvidas e participaram ativamente nas atividades que se revelaram significativas, pois partilharam-nas com entusiasmo.

As reflexões semanais foram, igualmente, uma estratégia fundamental para a avaliação do projeto. Semanalmente, interrogava-me se os objetivos das atividades desenvolvidas foram alcançados e o que poderia melhorar nas intervenções futuras. Este grupo foi um verdadeiro desafio para mim e, como tal, foi necessário muita reflexão para pensar nas propostas e planificar intencionalmente as atividades.

Assim, o desenvolvimento do projeto de intervenção pedagógica contemplou diversas fases de trabalho, desde o processo de recolha de evidências dos interesses e questões colocadas pelas crianças até à fase de apresentação da documentação ao grupo e aos pais das crianças. Foi essencialmente em grande grupo que surgiram as nossas propostas e, tal como defende Rodrigues (1999), “através do diálogo, trocando ideias, formulando questões, levantando hipóteses, as crianças definem as etapas que julgam necessárias para realizar o trabalho” (p. 5).

Ao longo do projeto tentei proporcionar às crianças várias atividades que articulassem as diferentes áreas e domínios de conteúdo, entre as demais, a área da expressão e comunicação, a área de conhecimento do mundo e a formação pessoal e social. É natural que desse mais enfase a umas áreas do que as outras, pois estavam diretamente relacionadas com o projeto de intervenção. Acima de tudo, valorizei os interesses das crianças e as propostas que emergiam em grande grupo, para promover a sua participação e desenvolvimento de aprendizagens significativas.

Foram muitas as aprendizagens e competências que as crianças puderam desenvolver através da sua participação ativa nas atividades: dividiram tarefas, resolveram problemas, expressaram as suas ideias, partilharam as suas aprendizagens, colaboraram com os adultos e os seus pares e trabalharam em grupo. O desenvolvimento das diversas atividades surgiram em função do seu interesse daí estarem motivadas, prontas para receber novas propostas. É de realçar os ensaios para a apresentação final: “Joana quando vamos ensaiar?”; “Hoje vamos vestir os nossos fatos”; “ Quando é que os pais nos vão ver?”; as crianças tiveram oportunidade de contactar com algo novo e, de certa forma, suscitou-lhes mais interesse.

Sinto-me satisfeita com o projeto que desenvolvi com o grupo de crianças porque tenho a certeza que foi algo significativo para elas: “Fiquei a saber que o leão vive na savana”; “ Existem muitos animais da selva”; “Aprendemos que primeiro temos de escolher os materiais”; “Aprendemos a pintar com diferentes materiais e técnicas”; “Aprendemos que é importante dividir as tarefas”; “Aprendemos a trabalhar em grupo, a respeitar o espaço do outro”. A minha certeza sustenta-se nas observações do envolvimento das crianças nas atividades, na apreciação que fazem das suas reproduções gráficas, na escuta das suas falas, nas observações das suas produções, ou seja, na documentação pedagógica realizada ao longo do projeto de intervenção.

A avaliação sustentou, assim, a adequação da intervenção pedagógica no sentido de responder às necessidades e interesses da criança e do grupo, de modo a potenciar a aprendizagem do grupo de crianças.