Kultur, barne- og ungdomstiltak
1.1 Arbeidsgruppens ansvar og sammensetning Arbeidsgruppen har ansvar for KOSTRA-funksjonene
A partir da segunda metade do curso de Pedagogia (5º semestre) começa a ser vivenciado pelos estudantes o Programa de Residência Pedagógica (PRP), que substitui as PPP’s na função de aproximar a prática profissional da formação inicial. Mais do que isso, o PRP amplia estas vivências de modo articulado com algumas escolas municipais de Guarulhos, que são parceiras na função de formar os futuros professores. Além dos benefícios aos estudantes, o PRP propõe a aproximação da formação inicial e continuada, já que as escolas que participam do Programa, como
contrapartida, participam de momentos de formação continuada desenvolvidos pelos professores preceptores e pela própria universidade.
Segundo Projeto Pedagógico o objetivo deste Programa é
(...) possibilitar aprendizagem prática “em situação”, ou seja, a partir da realidade, tomando os eventos e aspectos dificultadores da prática pedagógica do professor e da escola como fontes de aprendizado, uma vez que estes aspectos e eventos são tomados como objeto de estudo e reflexão pelos residentes, orientados por seus preceptores e que resultam em matéria a ser tratada também no âmbito da escola, a partir do diálogo com o professor formador e gestores que acolhem o residente na escola. (UNIFESP, 2006, p.31)
A possibilidade de ter contato com a prática profissional e discuti-la durante o período de formação inicial, de modo a construir bases teóricas que embasem uma ação futura é um dos pontos altos oportunizados ao estudantes do curso de Pedagogia da UNIFESP. A prática profissional é o eixo norteador do PRP, segundo o Projeto Pedagógico:
(...) no processo de construção de conhecimento a prática necessita ser reconhecida como eixo a partir do qual se identifica, questiona, teoriza e investiga os problemas emergentes no cotidiano da formação. A prática não se reduz a eventos empíricos ou ilustrações pontuais. Lida-se com a realidade e dela são retirados os elementos que conferirão significado e direção às aprendizagens. (UNIFESP, 2006, p.47)
Para que a prática seja ponto de partida para questionamentos, problematizações, teorizações e investigações a figura do professor preceptor é
fundamental. As experiências vivenciadas no PRP são planejadas de modo que o professor preceptor possa acompanhar um grupo reduzido de alunos em suas práticas e acompanhá-los de modo sistemático e organizado. Isto se dá por meio de algumas ações previstas no Projeto Pedagógico e na parceria com as escolas que participam do Programa, que é organizado por meio um Acordo de Cooperação Técnica entre a UNIFESP e a da Secretaria de Educação do Município de Guarulhos.
O Acordo de Cooperação mútua entre a UNIFESP e a Secretaria de Educação, datado de 23/6/2009, regulamenta a parceria entre as escolas participantes e a universidade, especialmente no que diz respeito às atribuições de cada uma das partes que compõem o acordo. Neste documento está prevista a gestão compartilhada do PRP entre os docentes da escola, da universidade e os próprios residentes.
Neste acordo, a Secretaria Municipal de Educação de Guarulhos e o Programa de Residência Pedagógica, vinculado ao curso de Pedagogia estabelecem cooperação mútua nos seguintes aspectos:
1. Intercâmbio entre docentes, equipes técnicas das escolas e da Secretaria Municipal de Educação, e pesquisadores da universidade;
2. Atendimento a demandas de estudantes, professores e equipes técnicas no âmbito do Programa de Residência Pedagógica;
3. Implementação de projetos conjuntos de ação e de pesquisa envolvendo a rede municipal, estudantes da graduação e de pós-graduação e pesquisadores da universidade;
4. Promoção conjunta de eventos científicos e culturais; 5. Intercâmbios de informação e publicações acadêmicas;
6. Desenvolvimento de estudos regionais que contribuam para a melhoria da qualidade da educação pública no Município. (UNIFESP, 2006, p.286)
Além deste acordo, são firmados acordos entre a UNIFESP e cada unidade escolar participante, nos quais são especificadas as condições e responsabilidades em cada caso.
É importante salientar que neste documento ficam previstas algumas ações que são os aspectos, ao meu ver, diferenciais no Programa de Residência Pedagógica na forma de propor o Estágio Supervisionado: o papel formador dos docentes das escolas, quando lhe são atribuídas funções de acompanhamento e orientação dos estudantes quando eles estão no período de imersão e a contrapartida que a UNIFESP oferece às escolas envolvidas no Programa, que é a formação continuada dos docentes e demais profissionais da escola.
A Residência Pedagógica proposta pela UNIFESP parte do principio da imersão dos alunos, durante um mês consecutivo, em todas as atividades desenvolvidas na escola que lhe é designada pelo professor preceptor. Nesta imersão, o estudante participa integralmente da rotina da escola parceira, inclusive dos horários de reunião pedagógica, no municipio de Guarulhos chamados de Hora Atividade (HA). Inspirado na residência médica, o PRP guarda algumas proximidades e diferenças com o modelo praticado na área da medicina:
A diferença central encontra-se na finalidade: a RP é parte da fomação inicial, é essencialmente uma aprendizagem situada que acompanha a graduação e ganha sentido de especialização profissional. A proximidade está na imersão do estudante, no processo de contato sistemático e temporário com práticas profissionais reais – no caso, com professores e gestores educacionais (formadores) que atuam nos contextos das escolas públicas. (UNIFESP, 2006, p.48)
Busca-se com a imersão durante o processo de formação inicial sair do isolamento dos ambientes formativos da universidade e escola, aproximando as culturas destes locais e identificando saídas criativas para a formação docente. O PRP se propõe a aproximar estas duas realidades.
Há um conjunto de ações que são vivenciadas pelos estudantes ao longo do período de residência e orientadas pelo professor preceptor de modo a garantir que o
período de imersão atinja os objetivos propostos de aproximação entre universidade e escola e da prática como elemento norteador para a construção da teoria. São elas:
a) acompanhamento à prática pedagógica de um docente ou gestores da escola; b) acompanhamento à política educativa (Projeto Pedagógico) da escola, nos aspectos que envolvem a gestão da escola e da sala de aula: direção da unidade, coordenação pedagógica, e formação permanente dos docentes, espaços e tempos de planjamento e avaliação; c) conhecimento do contexto e das relações entre a escola e as famílias e entre a escola e o território (entorno); relações entre a gestão local e os órgão intermediários do sistema de ensino; d) preparo de pré projeto de intervenção sob a orientação de um professor da universidade e do docente que acolhe o residente, podendo envolver outros profissionais da escola e o Conselho de Escola ou instância de deliberação da Unidade; e)intervenção prática na EI, EF e EJA; f) elaboração de relatórios parciais e final da experiência, apresentando um balanço da residência, e os resultados da intervenção; g) participação em encontros individuais e coletivos de supervisão; h) participação em eventos de divulgação da experiência e em balanços produzidos pela universidade e escolas envolvidas. (UNIFESP, 2006, p. 57)
Algumas das ações acima servem de acompanhamento dos residentes por parte dos preceptores durante a Residência, tais como a elaboração de um projeto de intervenção a ser desenvolvido na escola (Plano de Ação Pedagógica – PAP), a ação propriamente dita e a construção conjunta de relatórios por um grupo de alunos que tenha frequentado a escola por um mesmo período. Outras atividades acima são pressupostos para a realização da Residência: acompanhamento de um docente, conhecimento do Projeto Pedagógico da escola e do contexto da escola e seu entorno.
Os instrumentos de orientação dos estudantes previstos no Projeto Pedagógico são: roteiro para desenvolvimento do trabalho dos residentes nas escolas em cada RP, diretrizes para o desenvolvimento de Planos de Ação Pedagógica (PAP) a serem empregados durante o período de residência, orientações de registro individual (caderno de campo - fisico e virtual), orientações para produção de relatórios, Manual de Residência Pedagógica, contendo os parâmetros de atuação dos envolvidos no programa, Protocolo de Preceptoria (ANEXO 2), Planilhas para planejamento de atendimento a residentes, entre outros instrumentos que vem sendo desenvolvidos.
O PRP é organizado em semestres e dividido em 4 Unidades Curriculares práticas: RP I (Educação Infantil – 105h), RP II (Ensino Fundamental 105h), RP III (EJA – 45h) e RP IV (Gestão Educacional – 45h). Como prérequisito para o RP III é necessário ao aluno ter cursado o RP II ou ter experiência na docência do EF. Para o RP IV é necessário que tenha cursado pelo menos uma RP na docência. O PRP envolve potencialmente 200 alunos no projeto. Cada uma das disciplinas de RP é coordenada por um professor (Coordenações especiais de RP), que por sua vez, são coordenados por uma Coordenação Geral do Programa. Há também a existência de um Comitê Gestor, “como estratégia de aproximação e consolidação de alianças entre as escolas públicas envolvidas e a Universidade.” (UNIFESP, 2006, p.55). Este comitê
deveria, segundo o Projeto, instituir uma Comissão de Ética para a realização de orientações complementares durante a realização da RP.
Como contrapartida às escolas que participam do PRP são oferecidas ações que visam a atender as demandas formativas da escola pela universidade, além da utilização da biblioteca da universidade por docentes da escola e a participação destes como alunos especiais em aulas na universidade. Sobre esta contrapartida, o Projeto Pedagógico ressalta que
(...) é imporante salientar que a concepção que norteia o Programa de Residência Pedagógica é a de construção dialogada, de ter as práticas (educativas e pedagógicas) como ponto de partida e chegada, além do atendimento às
Necessidades Formativas dos educadores das unidades educacionais, alicerçada por uma sólida atitude investigativa e problematizadora da complexidade do fênomeno educacional, não desvinculada das possibilidades inerentes aos contextos institucionais. (UNIFESP, 2006, p. 58)
Neste ponto, fica evidente que a formação inicial e continuada se encontram e partem da mesma realidade para construir novos conhecimentos e saberes que circulam tanto na universidade quanto na escola.
De modo a sistematizar alguns dos saberes e discussões praticadas nas reuniões de preceptoria e nas HA’s, aproximando ainda mais a universidade da escola e os conhecimentos teóricos e práticos, foram publicados, a partir de 2008, os
Cadernos de Residência Pedagógica, cujo público alvo é tanto os estudantes, futuros