3.2 Riksrevisjonens undersøkelse av myndighetenes innsats mot arbeidsmiljøkriminalitet
3.2.2 Arbeids- og sosialdepartementets oppfølging
Retirando da anterior exposição que há uma falta de acompanhamento da realidade produtiva e económica da profissão, porque há ainda um voltar de costas? Terminando a exposição, resta avançar que colaboração existe entre ambas as partes e se se verifica, como avançou Baptista (2003b), que universidades e redacções estão «de costas voltadas». Desde já podemos adiantar que não se verificou da parte dos entrevistados a informação de haver alguma colaboração além dos estágios e respostas a convites para seminários, palestras ou congressos organizados pelas universidades e politécnicos. As iniciativas próprias dos órgãos da comunicação social não são mencionadas.
Quais as razões? A TSF era uma das empresas que antes mantinha uma aproximação a três universidades: a do Minho, a Nova de Lisboa e a Católica. Uma aproximação mais estreita, a nível de planeamento dos
curricula
dos cursos seria desejável mas «pouco exequível» na opinião de Vilas-Boas (Entrevista: 14 de Setembro de 2006) dado que, em muitos casos, a comunicação social está a ser gerida por «gente que não tem sensibilidade para estas áreas», vendo a necessidade de haver «algumas limpezas dentro do universo dos gestores de comunicação social do nosso tempo». O jornalista acrescenta que «mais importante que o produto» são as pessoas que o fazem. Sobre a colaboração entre profissionais e académicos acusa os últimos de arrogância, o que impede a aproximação ao «universo profissional», pois o meio académico não existe apenas para ser académico, mas para transmitir o saber e não vender «canudos».O
Público
, de acordo com Carvalho (Entrevista: 13 de Outubro de 2006) responde aos convites feitos pelas instituições de ensino superior, mas acusa a instituição universitária de ser muito «autista» e viver «em torno do umbigo dos seus processos», indo um pouco de encontro ao afirmado por Vilas-Boas. No entanto, as iniciativas próprias dos órgãos de comunicação para provocar essa alteração positiva, faltam na redacção porque há a ideia de que «não há muito a mudar». Apesar de existirem pessoas com vontade para mudar as estruturas gerais daslicenciaturas, como a Universidade do Minho, onde existe um grupo de pessoas com essa iniciativa, a «inércia das instituições» não deixa pôr em prática as alterações necessárias pelo «bloqueio institucional» das universidades e politécnicos.
Por sua vez, Marcelino (Entrevista: 9 de Outubro de 2006) não atribui culpas a ninguém, mas observa que muitos professores são jornalistas que não tiveram sucesso profissional e enveredaram pelo ensino, guardando «alguma carga de ressentimento». Questionado sobre a existência de iniciativas da própria redacção para melhorar o ensino de jornalismo e comunicação, o jornalista assume que o dia-a-dia dos jornalistas não permite essa intervenção, colocando do lado das instituições essa tarefa e alegando preocupações com a concorrência, os conteúdos e tudo o que faz parte do fazer jornalismo.
Uma aproximação mais estreita entre o mundo académico e o mundo profissional era, na perspectiva de Marcelino (Entrevista: 9 de Outubro de 2006), desejável, para além da colaboração que permite fazer chegar os estagiários às redacções e que «seria útil para ambas as partes». Esta abertura profissional seria mais intensa se, desde cedo, a colaboração mais estreita com algumas instituições possibilitasse o direccionamento dos alunos para as várias publicações da Cofina, notando-lhes a vocação especializada, como o jornalismo desportivo que iria apontar para o
Record
e permitia um conhecimento do jornal por parte do aluno. A colaboração devia acrescentar um contacto das universidades no sentido de procurar nas redacções as grandes ideias, «de tentarem perceber o que é que se consome cá fora, para poderem objectivar o seu curso», o que iria habilitar os alunos «para uma saída profissional mais rápida».Confrontado com a expressão de Carla Baptista (2003b) de que a universidade e as redacções «estão de costas voltadas», Carlos Daniel (Entrevista: 6 de Novembro de 2006) admite que seja um pouco verdade, mas assume que o objectivo deveria ser o de conseguir um «intercâmbio efectivo» entre ambos os lados. Com isto quer dizer que devia haver uma lógica em que «era importante alguma preocupação do Estado em garantir às empresas a forma de não acharem que estão a perder tempo ou que estão a perder dinheiro quando estão a auxiliar na formação de um profissional de comunicação», admitindo que existem mesmo redacções que vivem do trabalho dos estagiários sem lhes dar o retorno do seu trabalho. Existem instituições que procuram, efectivamente, esse intercâmbio, como é o caso da Universidade do Minho, que
procura profissionais para a docência na licenciatura, mas «do ponto de vista das empresas é um pouco complicado». No entanto, o jornalista da RTP confessa que deve haver uma colaboração de parte a parte para a melhoria do ensino, pelo melhor conhecimento do mercado de trabalho e da realidade desse mercado, dos seus problemas e lacunas. Vieira (Entrevista: 17 de Outubro de 2006) refere que a falha na relação entre instituições do ensino superior e as redacções é o fechamento recíproco, devendo criar-se uma relação entre elas de modo a haver a criação de uma «estratégia dentro dos cursos em função da realidade do país e das previsões» e do seu crescimento, ao invés de haver disputa de alunos.
Este fechamento é apontado apenas para o lado das universidades por parte de Silva (Entrevista: 12 de Setembro de 2006) que, como os restantes entrevistados, afirma atender sempre aos pedidos de intervenção junto das instituições de ensino, mesmo o ensino primário. As instituições, de acordo com o jornalista, não estão dispostas a deixar que os meios de comunicação marquem uma posição a nível da implementação e qualificação dos currículos escolares e a dialogar mais. Também Viana (Entrevista: 18 de Setembro de 2006) afirma responderem a convites para seminários, mas a curiosidade junto do meio académico volta-se para outros projectos de outras áreas do conhecimento.
Assim, pode constatar-se uma falha de parte a parte se atendermos ao evidenciado pelos entrevistados e pelas publicações tidas em conta durante o Capítulo I e que apontam no sentido de haver uma vontade de mudança da academia mas sem concretização até hoje, como afirma Carvalho (Entrevista: 13 de Outubro de 2006), pelo «bloqueio institucional».
Em Março de 2007, a Universidade Fernando Pessoa organizou as II Jornadas de Jornalismo onde se debateu a razão do estudo do jornalismo. Na introdução feita a propósito do evento no sítio da instituição (http://www.ufp.pt)155 lê-se que «é tempo de a Academia e os
profissionais deixarem de andar de costas voltadas». De facto, fazendo uma leitura pessoal e aludindo também ao já avançado ao longo deste estudo, pode ver-se que a academia procura junto dos profissionais das redacções um contributo, além da docência, em palestras, seminários ou apresentações de publicações. Já a iniciativa dos próprios jornalistas junto da academia não parece ser um facto.
Reflectindo sobre «a necessidade de um novo paradigma para o ensino do Jornalismo» Marinho (2006, Novembro: 3) nota a colaboração e o diálogo entre o mundo académico e o profissional em relação à formação em jornalismo, mas realça que «não estamos perante uma prática de diálogo continuado e totalmente isento de ideias preconcebidas, que permitam a compreensão requerida por Pinto (
in
Marinho, 2006, Novembro: 3) e intervenção no «fosso» entre a academia e os profissionais. Esta problemática parece estar fora das páginas dos jornais portugueses, de acordo com um estudo levado a cabo por Marinho156, embora já valorizada anível das publicações científicas e de realização de congressos, mas sem se discutir enquanto problemática, e assumindo um carácter de importância face à reestruturação que assaltará o Ensino Superior nos próximos anos.
156 «Avaliação dos textos (informativos e de opinião) publicados, entre 2000 e 2004, em seis jornais nacionais (Correio da Manhã, Diário de Notícias, Diário Económico, Expresso, Jornal de Notícias e Público)» (Marinho, 2006, Novembro: 3).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Retomando a nossa questão central (O ensino superior público está a formar os jornalistas que as redacções querem?), e recordando a proposta de uma resposta ao porquê e ao como, todas as três questões se poderiam reduzir a esta última: Como adequar o ensino superior público de jornalismo à prática nas redacções e às suas necessidades? A nosso ver não foi possível obter uma resposta clara e objectiva num campo que suscita uma série de contradições. Conseguimos, isso sim, apontar algumas pistas que possam conduzir a um início do repensar do ensino superior do jornalismo. Não podemos deixar de recordar as dificuldades sentidas durante a investigação empírica e que permitiram dar razão aos profissionais quanto ao fechamento das instituições a uma intervenção externa.
Uma primeira impressão leva-nos a crer que não se chega a um consenso sobre a necessidade do ensino superior do jornalismo. Como vimos no Capítulo I, a indefinição quanto à identidade da profissão jornalística, que passa pela questão do acesso a profissão, da formação, e dos saberes a ela inerentes, não permite chegar a um acordo sobre o conjunto de saberes ou uma “base cognitiva da profissão”, necessária para a existência de uma profissão (J. Correia, 1998a; J. Correia, 1998b; Marinho, 2006, Novembro), como acontece com a medicina. Mas este ensino existe e pode e deve ser actualizado e melhorado. Não existe uma fórmula da licenciatura em comunicação que atinja a perfeição, mas não se pode negar a possibilidade de uma melhoria.
Olhando para trás, começamos por reconhecer nas palavras dos entrevistados a valorização de uma aprendizagem contínua, o empenho e dedicação ao trabalho e a especialização em determinada área do conhecimento, sem esquecer a objectividade e a imparcialidade. Tocada várias vezes nas entrevistas, a especialização não existe efectivamente nas licenciaturas, apenas começando a desenhar-se em duas delas, da ESTA e da UTAD, conforme foi referido. Quanto às primeiras impressões, não podemos ensinar um jornalista a ter vontade de aprender ou sequer de se dedicar ao seu trabalho. Estas são características que se adquirem ao longo da vida, antes mesmo de se ingressar no ensino superior. Tomando igualmente em consideração valores como a objectividade ou a imparcialidade, o seu seguimento é de facto transmitido em disciplinas como a deontologia ou a ética jornalística,
cabendo aos próprios profissionais tê-las em consideração durante a sua profissão. Se a estas adicionarmos o domínio técnico referido no estudo de J. P. Sousa (1997), encontramos no campo do jornalismo o segundo grupo que reúne mais disciplinas no conjunto das licenciaturas, lembrando que neste grupo temático inserimos aquelas que permitiam uma aprendizagem do jornalismo mais ligada à prática do mesmo.
É bem conhecida a opinião de uma preferência de aprendizagem na tarimba (Ferreira, 2005), julgando a necessidade de uma formação universitária, não necessariamente em jornalismo ou comunicação social para ingressar numa redacção, inclusive lançando a economia e o direito como as preferenciais neste aspecto. Viana (Entrevista: 18 de Setembro de 2006) parece ser mais consensual, apesar de refutar por inteiro uma formação universitária em jornalismo cujos ensinamentos poderiam provir do ensino secundário. Falando como natural do interior de Portugal, onde o ensino secundário não dispõe desta opção, questionamos: Como seria uma redacção inteiramente composta por economistas ou advogados? É preferível ter à partida um jornalista que conheça as noções básicas do exercício do jornalismo ou despender um tempo a transmitir estes ensinamentos a um candidato com formação noutra área?
Recordemos que foi dito, ao longo das entrevistas, que é muito difícil conseguir tempo a seguir os estagiários provindos das instituições de ensino, em estágios cuja duração não vai além dos três meses. No seio do mundo académico a exigência do diploma para o exercício da profissão é uma realidade que Traquina deseja ver ser imposta pela sociedade antes de o ser por via legal, mas que encontra nas redacções uma barreira económica que impunha pagamentos superiores a jornalistas com formação superior (
in
Salomão, 2007, Maio 19).Adoptando a expressão «nem oito nem oitenta» aventuramo-nos a afirmar que uma primeira luz sobre uma reformulação no ensino superior de jornalismo e comunicação social passa pela criação de licenciaturas em jornalismo com vários olhares sobre estas temáticas que anseiam por profissionais que as expliquem ao mundo. A realidade de Bolonha assim o permite e cabe aos formadores agarrá-la nos dois tempos criados (1º e 2º ciclos), ou invertê-la, sem nunca deixar os candidatos chegar com uma ignorância jornalística às redacções. Ainda assim, Silva (Entrevista: 12 de Setembro de 2006) e Marcelino (Entrevista: 9 de Outubro de 2006) reconhecem a bagagem cultural adquirida pelos estudantes. Carlos Daniel (Entrevista: 6 de Novembro de 2006) chega mesmo a tê-la como a mais indicada para aceder à profissão,
invocando uma base geral cultural somada a uma formação específica no jornalismo como a junção ideal.
Uma opinião de certo modo consensual atira os alunos para um desinteresse pelo próprio material jornalístico pela falta de leitura de jornais manifestada num parco conhecimento da realidade que os cerca. Não podemos confirmar objectivamente esta premissa mas atrevemo- nos a considerá-la correcta. Eis um ponto de ataque das instituições que pode ser tido em consideração pelos alunos, tomando a sugestão de Carvalho (Entrevista: 13 de Outubro de 2006) de discussão das matérias divulgadas nos meios de comunicação, em disciplinas. O que é certo é que estas existem, na forma de Seminários, como afirmámos anteriormente, mas em fraco número, se contarmos as disciplinas cuja designação indicia este estudo, ou seja, Estudo Sobre os
Media
. Neste grupo temático apenas foram encontradas quatro disciplinas.Uma outra contradição passa pelas características do acesso às licenciaturas. Desde já aplaudindo a autora a escolha do Português como disciplina comum de acesso, sendo ou não de carácter obrigatório, os jornalistas apontam o dedo às médias altas de entrada, ao mesmo tempo que reivindicam maior selectividade e exigência no ingresso, de modo a reduzir os candidatos finais aos parcos lugares vagos nas redacções. O problema é que o número de licenciaturas em que a nota do último colocado ultrapassa os 15 valores se resume a quatro. Este desfasamento em relação à bibliografia consultada parece relacionar-se com o aumento do número de licenciaturas que permite uma maior distribuição de candidatos e chega a admiti-los com notas de candidatura de 10,5 valores, impossível de ser considerada alta. Este carácter atractivo da profissão e dos próprios cursos pode ser solucionado com o encerramento de alguns deles, na óptica de alguns dos entrevistados.
Entre a oferta generalizada em comunicação, tomada como tendência de criação de licenciaturas com base nas inicialmente criadas (como chegou a afirmar o jornalista da RTP na sua entrevista), dois profissionais entrevistados preferem o jornalismo, dada a sua condição de profissão exigente, como afirmou Vilas-Boas (Entrevista: 14 de Setembro de 2006). Não tendo sido recolhida muita informação junto dos entrevistados a este respeito, é de anotar a justificação de Carlos Daniel (Entrevista: 9 de Novembro de 2006) de que estes oferecem mais saídas profissionais, logo, recebem mais alunos. Somos novamente conduzidos à faceta económica das licenciaturas em estudo a juntar ao carácter apelativo e ideia romântica do
jornalismo. No entanto, pudemos notar a parca escolha pela área do Jornalismo quando é colocado no saco da comunicação, nem os jornalistas optam por esta programação que reúne áreas, a seu ver, antagónicas. Conforme afirma Marinho (2006, Novembro: 9) «Portugal inscreve-se na chamada “tradição europeia”, onde a maior parte dos projectos de ensino em jornalismo estão integrados em licenciaturas em Comunicação Social, com duração bastante superior às licenciaturas nos EUA».”
Ainda que sejam maioritariamente em comunicação, será que a constituição dos planos de estudo também aponta no sentido exageradamente teórico das licenciaturas como se fez crer até aqui na literatura? Não podemos deixar de mencionar que a nossa investigação olhou as reestruturações destes cursos e descobriu que foram realizadas para aumentar o ensino técnico e prático do jornalismo ou fazer uma maior separação entre este e outras áreas leccionadas. Chegando aos dias de hoje este estudo revelou que a distinção entre o grupo temático das Ciências Sociais e Humanas e do Jornalismo não é tão abismal como se quer fazer crer nas páginas publicadas sobre o assunto. Além disso, há uma correspondência entre a maioria das disciplinas do primeiro grupo e algumas das que são referidas pelos entrevistados, como são a Economia, a História ou a Sociologia. Noutros casos, ainda que não sejam maioritárias, existem em número significativo. No entanto, não deixa de haver falhas nos currículos, se tivermos em conta o pedido do entendimento da organização do Estado português, como aponta Carvalho (Entrevista: 13 de Outubro de 2006), a História do Desporto e estudo das culturas europeias, indicada por Silva (Entrevista: 12 de Setembro de 2006), ou ainda a percepção da realidade dos
media
portugueses e internacionais, apenas verificada em dois casos. No grupo temático que mais nos interessa e o segundo mais numeroso da nossa análise, o de Jornalismo, a especialização pedida pelos entrevistados começa a notar-se pelo menos em duas licenciaturas: em disciplinas de Jornalismo Cultural, Desportivo e Económico da ESTA ou na aprendizagem do Jornalismo Regional (ramo opcional) na UTAD, como já havíamos referido. Devemos agora anunciar uma verdadeira observação por parte dos entrevistados que concordam com Carlos Daniel (Entrevista: 6 de Novembro de 2006), quando afirma que «a exigência é cada vez mais uma selecção fina, uma selecção de matéria, e a oferta ainda é uma oferta muito genérica».Avaliando as disciplinas específicas do jornalismo, que conjugam o ensino prático, também dividido por cada tipo de órgão de comunicação, com a Deontologia e Teoria da Notícia
ou a de Géneros Jornalísticos, o seu ensino é feito, maioritariamente, a partir do terceiro ano. Esta organização parece ir de encontro à solicitação dos entrevistados, como é o caso de Vilas- Boas (Entrevista: 14 de Setembro de 2006) e Marcelino (Entrevista: 12 de Setembro de 2006), cujo entendimento conjuga um afunilamento de matérias em direcção à prática em que o terceiro ano contaria já com um ensino «muito virado para a produção noticiosa» e com a percepção da vocação de cada aluno para as zonas de interesse, como afirma este último profissional. Carlos Daniel (Entrevista: 6 de Novembro de 2004) e Carvalho (Entrevista: 13 de Outubro de 2006) puxam estes conteúdos para o segundo ano e Vieira (Entrevista: 17 de Outubro de 2006) para o primeiro, corroborando com as opiniões de uma inserção tardia nas lides do jornalismo.
A responder à sugestão de Marcelino (Entrevista: 9 de Novembro de 2006) de conduzir os alunos à cobertura de casos reais157, lembramos a série de publicações mencionadas no
segundo capítulo e que formam o conjunto de jornais, rádios e televisões escolares, em conjunto com os laboratórios patentes nos equipamentos apontados pelas instituições. Também devemos ter em conta o pedido de Vieira (Entrevista: 17 de Outubro de 2006) de criar nas universidades uma redacção efectiva com todas as editorias (desporto, sociedade, etc.). Estes laboratórios serão úteis (Vieira, Entrevista: 17 de Outubro de 2006) mas apoiados numa maior prática (Vilas- Boas, Entrevista: 14 de Setembro de 2006). Marcelino sugere ainda a criação de jornais temáticos escolares, sejam desportivos ou de outra especialidade. Esta prática poderá estar limitada pela insuficiência notada quanto aos equipamentos, tanto de prática do Jornalismo, como de suporte bibliográfico, estando os institutos politécnicos mais prejudicados a este nível. Parece confirmar-se a noção afirmada no primeiro capítulo de ainda haver nas licenciaturas o cunho do “lápis e papel”.
No campo das Ciências da Comunicação, as disciplinas referenciadas pelos jornalistas entrevistados encontram-se igualmente em número considerável de licenciaturas, como a Ética e as Teoria da Comunicação e Sociologia da Comunicação, referidas por Vilas-Boas (Entrevista: 14 de Setembro de 2006), Vieira (Entrevista: 17 de Outubro de 2006) e Silva (Entrevista: 12 de Setembro de 2006). Em menor número, na categoria de Estudos Sobre os
Media
, doze
157 Uma técnica referida por Marcelino, para uma maior prática, é a realização de reportagens de rua em situações reais. Caso contrário trazem para o estágio apenas a cultura e, em muitos casos, nunca fizeram uma notícia ou tiveram contacto com a realidade jornalística junto dos profissionais, ou seja, «ficam-se pelos conceitos e não obtiveram aplicação».
licenciaturas são contempladas com disciplinas consideradas cruciais, como Direito e Deontologia da Comunicação e da Comunicação Social, a História dos
Media,
às quais se juntam os Seminários tidos como importantes para Carvalho (Entrevista: 13 de Outubro de 2006) e Silva (Entrevista: 12 de Setembro de 2006) e que ultrapassam a análise de Mesquita e Ponte (1997). Neles é difícil encontrar o conteúdo: se se trata de Seminários à semelhança dos pedidos por Silva (Entrevista: 12 de Setembro de 2006), com a intervenção de profissionais, (observado emComplementos de Jornalismo
da UM) ou de estudo dosMedia
como é o caso da disciplina que encontramos, por exemplo, em Coimbra e que exige um olhar sobre as matérias divulgadas na Comunicação Social.Tanto as línguas, portuguesa e estrangeira, como as novas tecnologias não faltam nos vários planos, não atingindo uma percentagem total, mas maioritária. Um outro ponto de