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april 2018 av kunnskaps- og integreringsminister Jan Tore Sanner

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Bevilgninger til vedlikehold, planlegging og investering År Vedlikehold Planlegging Investering

Besvart 12. april 2018 av kunnskaps- og integreringsminister Jan Tore Sanner

Dentro dos canais de comunicação informal, os colégios invisíveis são um canal relevante para o processo de criar ciência. Para este efeito, um dos elementos chave nos colégios invisíveis é a troca ou partilha de informação.

53 Matzat (1998) define colégio invisível como um pequeno grupo de investigadores que regularmente trocam informação sobre os novos progressos numa determinada área de investigação. Berto (2003), por sua vez, define-o como um poderoso canal de comunicação informal, onde pessoas com interesses comuns trocam informação por contactos pessoais locais (presencialmente em conversas) ou de forma remota através dos meios de comunicação. O autor considera ainda que estes contactos iniciam um processo de relação entre investigadores, que ajudam a enriquecer as investigações. Ainda sobre como abordar colégios invisíveis, Mostafa e Terra (1998) salientam, na sua definição, o facto de ser uma rede informal que permite criar um fórum para partilhar e testar novas ideias através de feedbacks e discussões.

Segundo Hills (1983), podemos remontar a origem dos colégios invisíveis à criação das sociedades científicas com a Royal Society de Londres. Neste tipo de sociedades, a forma que se utilizava para promover as relações entre os seus membros para disseminar as suas pesquisas eram as reuniões informais.

Tanto para Cronin (1982), quanto para Leite (2006), a designação de colégio invisível para caracterizar estes contactos informais, foi desenvolvida por De Solla Price, nas décadas de 60 e 70 do século XX. Leite (2006) refere que De Solla Price percebeu a importância que as redes informais de contactos desempenhavam para o crescimento e disseminação da informação científica. Mais que normas, obrigações legais ou financeiras, é a comunicação de informação que consegue ligar os membros de uma mesma área de conhecimento.

Pode concluir-se, a partir das várias definições apresentadas, que os membros destes colégios se ligam entre si a partir de uma necessidade comum de partilha de informação, para dar início a pesquisas, para testar novas ideias ou para não haver colisão de investigações. Por conseguinte, colégios invisíveis constituem um poderoso instrumento que segundo Leite (2006), é crucial na dinâmica de como se processa a construção do conhecimento científico.

A nível da sua estrutura interna, Meadows (1999) refere que num mesmo colégio podem existir vários grupos, cada um com o seu líder, e que é ao mesmo tempo o principal fornecedor de informação. Se há algumas décadas atrás os contactos entre os membros dos colégios invisíveis eram feitos de forma presencial ou através de meios de comunicação então existentes, hoje em dia a comunicação mediada por computador trouxe novos formatos para estabelecer contactos. O correio electrónico ou as listas de discussão são dois dos formatos mais utilizados e que suplantaram os tradicionalmente

54 usados (telefone, carta, etc.). A comunicação mediada por computador, para além de permitir contactos mais rápidos e baratos, levou vários autores a considerarem a necessidade de o próprio conceito de colégio invisível evoluir.

Greshan Jr. (1994) utiliza o termo “colégios do ciberespaço” para designar as alterações que a comunicação mediada por computador trouxe a este canal informal. Nesse mesmo contexto, Hurd (2000) designa-os de “colégio invisível virtual”. Segundo a autora, o uso das tecnologias para a troca de informações entre pares está a alterar dramaticamente as opções de comunicação, levando à necessidade de se adaptar este canal às novas realidades.

Não obstante estes conceitos, eles suscitam alguma controvérsia na sua designação, porque a natureza neste tipo de instituição continua a ser a mesma. O que se modifica é o canal utilizado. Porventura, alterar o canal não basta para a criação de uma nova designação. Não admira, portanto, que Cronin (1982), há duas décadas atrás, já considerasse que era um conceito difícil de definir faltando uma definição consensual.

O quadro 7 apresenta um resumo das principais vantagens e desvantagens associados aos colégios invisíveis.

Quadro 7

Vantagens e desvantagens dos Colégios Invisíveis

Vantagens Desvantagens

Maior circulação de informação

Carácter elitista Especialização da informação

Aumento da troca de ideias a nível interdisciplinar Acesso fechado e selecção criteriosa dos membros Desaparecimento da limitação geográfica ou de acesso

Interacção directa entre pesquisadores Resistentes à institucionalização Informação mais directa e personalizada Informação não requerida

Encoraja o feedback Barreiras linguísticas perante colégios de cariz internacional

Possibilita o estabelecimento de prioridades de pesquisas

Disputas dos investigadores em pesquisas Divisão em grupos dentro do próprio colégio

As vantagens oferecidas pelos colégios invisíveis são necessárias e preponderantes. O contributo para uma maior circulação de informação, o desaparecimento de barreiras geográficas ou a possibilidade de um maior feedback, são fundamentais para a criação de um conhecimento que se pretende de colaboração global e de qualidade. No entanto,

55 as diversas desvantagens expressas no quadro 8 permitem caracterizar o carácter restrito deste tipo de grupos.

Uma desvantagem referida por Meadows (1999) é o facto de um mesmo colégio estar subdividido em grupos, cada um com um líder que tem a responsabilidade de ser o principal fornecedor de informação. Esta situação pode ter como consequência o descontentamento dos seus membros, com excepção do líder, com a forma de transmissão da informação.

Entretanto, algumas das desvantagens podem ser benéficas para a organização interna deste tipo de canal e para o conhecimento científico. Por exemplo, o facto de não estarem institucionalizadas.

Independentemente das vantagens e desvantagens, contudo os colégios invisíveis - canal informal de comunicação - são comuns e extensíveis a todas as disciplinas, desempenhando relevante papel na criação e disseminação de conhecimento científico.

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