Melhoria contínua é um termo bastante popular na atualidade, conceito este que vem evoluindo durante os anos e hoje se encontra bastante estruturado. Sua definição pode ser descrita da seguinte forma: processo de “inovação incremental” que envolve toda a organização. Contudo, as organizações tem demonstrado dificuldades de em implementar este conceito com eficiência, despertando o interesse da academia para entender esse fenômeno. (ATTADIA & MARTINS, 2003; CAFFYN, 1999).
Ante a tudo é preciso considerar um ditado popular que diz: “para podermos melhorar é necessário saber onde estamos e para onde queremos ir”. Para Slack, Chambers e Johnston “antes que os gerentes possam usar suas abordagens para melhoramento de suas operações, eles precisam saber quanto ela já é boa [...] todas as operações produtivas precisam de alguma forma de medida de desempenho” (2009, p.563). A medição de desempenho pode auxiliar a detectar: qual a situação atual da organização; identificar as causas da situação; quais ações podem ser tomadas. E é possível dizer que as medidas de desempenho são os “sinais vitais” da organização, informando se as atividades estão sendo realizadas, como estão se saindo e se estão atuando de acordo com o todo (BOND, 1999; HRONEC, 1994).
Slack, Chamber e Johnston (2009) apresentam os cinco objetivos de desempenho e como estão estruturadas mediante às medições da organização. A definição é trabalhada de forma ampla e muitas vezes controversa. Attadia e Martins (2003) destacam a definição de Neely (1993) como sendo uma das mais completas:
um sistema de medição de desempenho permite que as decisões e ações sejam tomadas com base em informações porque ela qualifica a eficiência e eficácia das ações passadas por meio da coleta, exame, classificação, análise, interpretação e disseminação dos dados adequados (NEELY, 1993, p.5)
Figura 2.6 Medidas de Desempenho x Níveis de Agregação Fonte: SLACK, CHAMBER & JOHNSTON, 2009.
Atender às necessidades do cliente dentro das especificações estabelecidas pode ser tomado com uma definição de qualidade. Gianesi & Corrêa (1994) descrevem qualidade como sendo o atendimento as reais necessidades dos clientes, sejam elas explícitas ou implícitas, dentro do prazo que o cliente deseja e a um justo valor. Também pode ser explicitada como sendo um modo de administrar a empresa, através de uma abordagem sistêmica, que envolva todas as funções do processo (FEIGENBAUM, 1994).
Confiabilidade abarca a capacidade de atendimento, ter confiança de que o sistema será capaz de atender as expectativas dos clientes, sejam internos ou externos. “É a extensão em que medidas repetidas de um fenômeno relativamente estável situam-se próximas umas das outras; é o grau de confiança de uma proposta; capacidade de um instrumento não variar em seus resultados, sendo utilizado por diferentes operadores” (XIMENES, 2001).
Atender no tempo e nas especificações solicitadas assemelha-se a referenciar um processo detentor de tenha velocidade e flexibilidade em sua atuação. Com constantes mudanças pelas quais o mercado mundial passa e o emprego da
redução de estoque é de extrema necessidade que as organizações passem a ter como uma das suas principais características: velocidade nas respostas e flexíveis para atender às variadas necessidades do mercado. Contudo, de nada vale os esforços se os custos excederem as expectativas levando a organização deixe de ser rentável.
Produtividade é uma medida de desempenho resultante do esforço associado a uma determinada tarefa ou trabalho, incluindo conceitos de lucratividade, eficiência, efetividade, valor, qualidade, inovação, nível de vida (NEELY, 1993). Assim, dado um sistema de produção, em que insumos são combinados para fornecer uma saída, a produtividade refere-se ao maior ou menor aproveitamento dos recursos nesse processo de produção, ou seja, diz respeito a quanto se pode produzir, partindo de certa quantidade de recursos (MOREIRA, 2008).
Por ser uma relação entre a entrada e a saída, a produtividade se apresenta como medida avaliadora da eficiência dos processos, englobando os cinco objetivos apresentados por Slack, Chamber e Johnston (2009). Pensando em nível de uma empresa isolada, o senso comum acaba por ligar a produtividade a uma melhoria de competitividade e aumento nos lucros (MOREIRA, 2008). Conforme é a velocidade e constância na obtenção de bens, a otimização dos recursos, que considera a relação existente entre os recursos aplicados – Insumos, Mão de Obra – e o montante de produção efetivamente alcançado (HERRERA, 2009).
Ainda de acordo com Herrera (2009), a produtividade é calculada pela comparação entre a quantidade ou valor de output e a quantidade ou valor do input necessário para a produção desse mesmo output. Sendo as horas homem trabalhadas um dos principais recursos do processo, neste caso a produtividade é calculada pela divisão da quantidade produzida pelo número de horas (ou pelo número de trabalhadores) trabalhadas para conseguir essa produção. Em suma quanto maior o empenho da equipe para obtenção de uma dada produção, menor será a quantidade de horas necessárias para produção.
Aumentando-se a produtividade, os custos de produção ou dos serviços prestados diminuem, promovendo, de forma direta, a competitividade, maior participação no mercado e, consequentemente, aumento dos lucros (MOREIRA, 2008).
Produtividadet = Qt / It
Produtividadet = Produtividade absoluta no período t
Qt = Produção obtida no período t
It = Insumos utilizados no período t, na obtenção da produção Qt
Figura 2.7 Equação de Produtividade Fonte: MOREIRA, 2008.
Em resumo, a medida de produtividade deve servir como demonstrativo para diagnóstico de situações e para acompanhar o efeito de mudanças nas práticas de liderança (gerenciais) e na rotina de trabalho, sabido que alterações neste indicador podem apresentar fortes impactos nos resultados da organização e dar sustentação para o mercado.
Pelo fato da produtividade ser uma relação entre insumo e resultado obtidos a partir daquele insumo, as unidades na qual ela pode ser apresentada pode variar de acordo com as unidades dos insumos e produtos:
Insumo Produto Kq m m/Kq HHT Pç Pç/HHT m² Pç Pç/m² HHT m² m²/HHT Unidade da produtividade Unidade
Quadro 2.11 Unidades da Produtividade Fonte: Elaborado pelo autor
Questão Norteadora 8 – Quais as alterações apresentadas pela Produtividade mediante as mudanças nas variáveis: maturidade da equipe e o modelo de liderança assumido pelo líder da equipe?