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Appendix - Sensitivity and Robustness

Este capítulo teve como objetivo analisar os indicadores econômicos e sociais da região Nordeste e seus nove estados para os anos de 1999 a 2012. Foram apresentadas informações demográficas, dados referentes ao comportamento do PIB e PIB per capita do Nordeste, participação no PIB e no valor adicionado e indicadores referentes a educação, saúde, renda e trabalho. Além disso foi efetuada uma análise de correlação entre as taxas de crescimento das exportações e do PIB e do valor das exportações e PIB per capita, com o intuito de identificar em que grau o crescimento e o desenvolvimento dos estados do Nordeste são influenciados pelo comportamento das exportações estaduais.

Em termos setoriais os dados revelaram que em 2011 quando comparado ao início do período analisado, houve redução no peso do setor agropecuário em seis dos nove estados do Nordeste. Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte mantiveram a participação no setor

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agropecuário praticamente estável, os dois últimos tiveram aumentos de 0,2%, ao passo que o peso do setor em Pernambuco reduziu-se em 0,3%. Maranhão aumentou a contribuição no setor em 1,7%. Alagoas foi o estado em que a redução foi mais acentuada (6,4%).

A ampliação do setor industrial na economia dos estados também foi notável. No período analisado, apenas dois dos estados nordestinos apresentaram decréscimo na participação do setor industrial no valor adicionado bruto do estado, Bahia (1%) e Ceará (2,3%). Piauí e Sergipe foram os estados em que a contribuição do setor industrial na economia tiveram maiores acréscimos, 3,9% e 3,6% respectivamente. Observando o conjunto dos estados destaca-se a expansão da atividade ‘produção e distribuição de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana’.

Ainda em termos setoriais, o setor de serviços é o principal componente do valor adicionado bruto em todos os estados do Nordeste. Deve-se observar que não obstante a relevância desse setor nas economias estaduais, cinco dos nove estados do Nordeste, apresentaram redução na contribuição do setor no valor adicionado bruto, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Destaca-se a expansão desse setor nos estados de Alagoas (5,4%) e Ceará (4,9%). É importante ressaltar que boa parte dos acréscimos devem-se a ampliação do peso das atividades de ‘administração, saúde e educação públicas e seguridade social’.

A observação dos dados revelou um crescimento modesto na participação do PIB dos estados no PIB da região Nordeste. Bahia, o estado que detém a maior participação no PIB regional, reduziu a participação no PIB nordestino em 2,8% de 1999 a 2011, enquanto Maranhão aumentou a participação em 1,62%. Bahia, Pernambuco e Ceará, contribuem com mais de 60% para a formação do PIB nordestino.

Quando se avalia o comportamento do PIB dos estados do Nordeste no período de 1999 a 2011, constata-se que o Produto Interno Bruto das economias seguiu um caminho de crescimento, tendo inclusive alguns estados comportamento diverso do nacional quando da crise internacional. Em 2009 enquanto o PIB nacional decresceu 0,35%, o PIB do Piauí cresceu 6,19% e de Sergipe 4,44%. Apenas Bahia e Maranhão apresentaram taxa de crescimento do PIB negativa no respectivo ano, 0,57% e 1,73%. Ambos os estados, em especial o Maranhão, têm estruturas produtivas que dependem do mercado externo, talvez este seja um dos fatores que explique o fato desses estados terem sido os mais afetados pela crise internacional.

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O PIB per capita no período analisado foi acompanhado de crescimento considerável em todos os estados da região. Quando comparado o PIB per capita regional com o do Brasil, percebe-se que apesar do PIB per capita do Nordeste ter crescido a taxas superiores a nacional, algo que contribuiu para redução da desigualdade, em termos de valores o PIB per capita da região Nordeste e de seus estados está muito aquém do nacional. Em 2011 o PIB per capita do Nordeste correspondeu a aproximadamente 48% do indicador nacional, isso significa que um nordestino médio produz anualmente menos da metade do que um brasileiro médio.

A constatação anterior reforça a necessidade de que o PIB dos estados nordestinos continue crescendo acima da média nacional para que a diferença entre o PIB per capita regional e o PIB per capita nacional seja reduzida. Ademais espera-se que o crescimento populacional não anule os resultados da expansão econômica, tal como aconteceu no Maranhão, que apesar do expressivo crescimento do produto interno bruto entre os anos de 1999 e 2011, o PIB per capita permanece sendo um dos menores do Nordeste. Em 2011 superou o do Piauí em apenas R$ 15,86.

Melhoria nos indicadores como o índice de Gini e a renda domiciliar per capita também refletiram as reduções nas desigualdades regionais. Apesar da renda domiciliar per

capita dos estados do Nordeste terem aumentado no período em estudo, em termos

comparativos, a renda domiciliar per capita do Nordeste é a menor entre as regiões do Brasil. Quanto ao índice de Gini com exceção do Maranhão cuja desigualdade aumentou, todos os demais estados da região apresentaram pequenas melhorias no quadro distributivo. Esses avanços contribuíram para que a proporção de pobres e extremamente pobres também fosse reduzida nos estados do Nordeste.

É notável as melhorias nos indicadores de saúde, educação e trabalho dos estados da região Nordeste quando comparado o ano de 1999 a 2012. Progressivamente estão havendo melhoras nos indicadores sociais dos estados, todavia as discrepâncias se ratificam quando os mesmos indicadores são confrontados com os indicadores nacionais.

Quanto a correlação entre as taxas de crescimento das exportações e do PIB, os resultados indicaram que o crescimento das exportações é importante para o crescimento da economia em cinco dos nove estados do Nordeste. Mesmo considerando que as exportações contribuem pouco para o crescimento dos demais estados, a correlação entre o valor das exportações e o PIB per capita sugere que as exportações parecem representar um importante estímulo para o desenvolvimento das economias estaduais, o que possivelmente

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está associado aos efeitos positivos que a atividade exportadora pode gerar na economia local.

Neste sentido é pertinente a implantação por parte dos agentes públicos e das instituições locais de medidas que estimulem as exportações no sentido de promover ganhos para as economias estaduais tais como aumentar a capacidade produtiva e reduzir a taxa de desemprego. Por outro lado não deve ser negligenciado as características contraditórias, pois a despeito dos estados nordestinos terem apresentado taxas de crescimento econômico elevadas, os indicadores sociais continuam baixos e em muitos casos aquém dos verificados nacionalmente, não obstante terem evoluído da década de 2000. Indicadores sociais baixos podem comprometer a capacidade dos estados de atrair investimentos, e repercutem na própria estrutura da economia como na existência de subemprego, informalidade, mão-de- de-obra desqualificada, carência de serviços básicos, baixa produtividade, fatores estes que agravam cada vez mais as condições de vida da população.

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