Resistência a degradação térmica
Resistência às radiações ultravioletas
Resistência a solventes e reagentes Resistência a bases Resistência à oxidação
Resistência à água Resistência ao calor
Inflamabilidade
Quadro 3: Propriedades Químicas dos materiais. (Lima, 2006, p.6) PROPRIEDADES FÍSICAS Mecânicas Elasticidade Alongamento Dureza Resistência à fadiga Resistência à tração Resistência à fricção Resistência à compressão Resistência ao impacto Resistência à abrasão Resistência à flexão Térmicas Calor específico Condutividade térmica Transição vítrea Fusão cristalina Temperatura de distorção ao calor Expansão térmica Elétricas Rigidez dielétrica Constante dielétrica Resistividade volumétrica Fator de potência Resistência ao arco Ópticas Índice de refração
Transparência Quadro 4: Propriedades físicas dos
materiais. (Lima, 2006, p.6)
N egrão e Cam argo (2008) argu m entam qu e os p lásticos, em geral, são m aleáveis, m as d e d ifícil d egrad ação. Os m etais e vid ros são recicláveis, m as requerem u m alto consu m o energético. A m aioria d os p ap éis ap resenta baixa resistência a líquidos e demanda tratamentos para melhorar neste quesito.
Conhecer e gerenciar estas características necessita consu ltoria técnica d e u m esp ecialista, visto qu e está área é hoje u m cam p o d e atu ação p rofissional reconhecid o com o Ciência e Engenharia d e Materiais, qu e relaciona a p esqu isa à
Para Giovannetti (1997), testes e ensaios determinados por normas nacionais e internacionais avaliam estas p rop ried ad es. Através d estes se com p rova se u m a em balagem é realm ente id ônea ao p rod u to qu e conterá, ou se su p ortará às d iferentes cond ições d e u so e consu m o, d e acond icionam ento, transp orte e d e manejo.
A escolha d o m aterial, além d e consid erar as características d o p rod u to e as p rop ried ad es d o m aterial d eve ser feita tam bém , d e m aneira sensata em relação ao m eio am biente. Deve-se consid erar qu e a em balagem além d e consu m ir m atéria- p rim a, gera lixo no m om ento d e seu d escarte. Para tal, é necessário com p reend er com o a reciclagem fu nciona e d e qu e form a os m ateriais u sad os p od em ser reaproveitados ou não, para um emprego consciente nos projetos.
7. EMBALAGEM NO BRASIL
De acord o com Banzato e Mou ra (1997), a intensificação d o u so e p rod u ção d e em balagens no Brasil ocorreu com a vind a d a fam ília real e a corte p ortu gu esa em 1808, p ois, a p artir d esta d ata, o p aís p assou p or u m a abertu ra econôm ica, tend o permissão para o funcionamento de fábricas e manufaturas.
Cavalcanti e Chagas (2006) afirm am qu e em 1861 a ind ú stria vid reira crescia no Rio d e Janeiro e se esp alhava p or várias p rovíncias. A p rod u ção d e em balagens em grand es qu antid ad es teve início com a exp ortação d os p rod u tos agrícolas. Com eles p assaram a ser u tilizad os, aind a no tem p o d a colônia, os caixotes p ara transp orte d e açú car, d ep ois os su rrões d e cou ro e as barricas d e m ad eira p ara o mate e sacos de juta para o café.
Esta p rod u ção tornou -se u m a ind ú stria, acom p anhand o o grand e p rocesso d e ind u strialização, no final d o sécu lo XIX. Su rgiram a sacaria d e algod ão p ara m oinhos d e trigo, o m etal p ara a lataria d os frigoríficos, os vid ros p ara rem éd ios e p erfu m es, as garrafarias p ara cerveja e cachaça, o p ap el p ara os cigarros e os embrulhos, e o papelão para todos os tipos de caixa.
Segu nd o N egrão e Cam argo (2008), recentem ente, a p rod u ção d a ind ú stria brasileira d e em balagem corresp ond eu a cerca d e 1,5% d o PIB e gerou , d iretam ente, em torno de 196 mil postos de trabalho. Em 2007, o Brasil atingiu um PIB superior a
US$ 1 trilhão. Conforme um estudo realizado pela IBRE-FGV9 e ABRE10, a indústria d e em balagens teve u m fatu ram ento estim ad o em 32,5 bilhões em 2007, au m ento de 2,1% em relação a 2006, a maior taxa desde 2004 (NEGRÃO E CAMARGO, 2008).
De acord o com Sou za (1990), a d ivu lgação d a p esqu isa em em balagens no Brasil foi d ad a com a criação d o Institu to d e Desenho Ind u strial (IDI), afiliad o ao MAM-RJ (Mu seu d e Arte Mod erna d o Rio d e Janeiro), qu e afiliad o a ESDI, era u m institu to d e p esqu isa e d ivu lgação d o d esign. Dentre as obras m ais im p ortantes p rod u zid as no IDI, está o “Manu al p ara o Planejam ento d e Em balagens”, lançad o em 1976, sob a coord enação d o p rofessor Karl H einz Bergm iller, u m d os fu nd ad ores d o institu to. Foram d esenvolvid os aind a, u m cu rso d e em balagens e u m a exp osição d id ática: “Em balagem , Design e Consu m o”. Am bos foram realizados em diversos estados brasileiros. (SOUZA, 1990)
Du rante as d écad as segu intes, o p rogresso d e p esqu isa científica e d a p u blicação d e d iversos m anu ais e m ateriais acad êm icos contribu iu p ara a m elhoria d as em balagens e p ara o crescim ento d o cam p o d e atu ação, rep resentand o u m a avanço e um aumento de capacitação neste setor produtivo nacional.
O Brasil necessita d e em balagens qu e agregu em valor e m elhorem a com p etitivid ad e d e seu s p rod u tos no m u nd o globalizad o, afirm a Mestriner (2002). N este contexto, o d esign p assa a ser com p reend id o com o u m a ferram enta essencial para o sucesso dos produtos brasileiros.
A em balagem d eve ser consid erad a com o p arte integrante d o p rod u to, e o d esigner d eve p rocu rar a m ais am p la ap licação d os m ateriais e m étod os. Acred ita- se qu e o p lanejam ento d e em balagens é qu ase u m a ativid ad e au tônom a, ond e atu am elem entos ligad os tanto a asp ectos técnicos qu anto a p rop orcionais e d e design.
Os problemas de distribuição de bens num país de grandes dimensões como o Brasil não d eixam , em m u itos asp ectos, d e ser sem elhantes aos d e exp ortação. Além d isso, tanto p ara exp ortar com o p ara fazer circu lar riqu ezas no âm bito nacional, é necessário o d esenvolvim ento d e u m d esign p róp rio, ligad o a u m a cultura própria, utilizando materiais encontrados no país.
Bergm iller (1976) p ontu a qu e u m a ativid ad e d esenvolvid a coerentem ente ligad a à cu ltu ra d e u m p aís, d ep end end o d e su a natu reza, características e d a d ivu lgação d e inform ações a ela relativas, p od e transform a-se nu m elem ento positivo de identificação deste.
A ind ú stria farm acêu tica, d e cosm éticos, d e higiene e lim p eza, u tensílios e d e alim entos, u sam , p elo m enos u m tip o d e em balagem . De acord o com Banzato e Moura (1997), o Brasil perde entre 10% a 15% de sua receita de exportação devido a em balagens d eficientes. A p rincip al cau sa d esse p reju ízo é a falta d e consciência empresarial.
Qu and o u m p rod u to não é bem acond icionad o, são grand es as chances d e chegar às m ãos d o com p rad or qu ebrad o ou d eteriorad o. Bergm iller (1976) afirm a qu e no caso d os alim entos, p or exem p lo, ond e a situ ação é m ais crítica, tem -se observad o qu e 20% d os alim entos p rod u zid os no Brasil se p erd em p or falta d e embalagens adequadas.
O escop o d a p esqu isa nos p róxim os cap ítu los bu sca u m enfoqu e no cam p o d o d esign d e em balagens p ara p rod u tos d a fru ticu ltu ra. Faz-se necessário u m estu d o m ais d etid o à resp eito d e em balagens p ara p rod u tos d a fru ticu ltu ra, objeto d e estu d o d esta investigação. O cap ítu lo segu inte irá tratar d e qu estões relativas a estas embalagens conforme a bibliografia e a pesquisa de campo.