5 Overall Findings, Reflections and Discussion
8.3 Appendix 3 – Focus Group Program Description
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33 • Dados Pretéritos
A extensa bibliografia que aborda o geossistema manguezal fez com que se restringisse a pesquisa à informações fornecidas por trabalhos locais desenvolvidos por instituições públicas como a Universidade Federal do Espírito Santo(UFES ),Universidade de São Paulo( USP) dentre outras, ressaltando os estudos realizados por Renata Diniz , Claúdia Câmara do Valle; Secretaria Municipal de Meio Ambiente(SEMAM)na pessoa da bióloga Ivani Zechinelli; bem como os trabalhos realizados pela profª Drª Yara Novelli do Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo – USP.
O trabalho realizado por André Alves (biólogo e fotógrafo) intitulado “Os Argonautas do Mangue” (mestrado UNICAMP), revela através da sistematização de fotografias, usada como recur so metodológico (método Bateson e Mead) , o universo da comunidade de “caranguejeiro”e a relação que esta estabelece com o mangue. No mesmo sentido, O PROJETO CARANGUEJO que está sendo realizado pela Universidade Federal do Espírito Santo, desenvolve um estudo sobre o caranguejo no contexto do ecossistema manguezal e a valorização dos catadores dessa espécie, visando sua regulamentação profissional. Ambos ostrabalhos deram enor me contribuição no entendimento das relações sociais estabelecidas entre homem / mangue e suas tradições culturais. Schaeffer-Novelli et alli (1990) estabelece uma pesquisa metodológico do litoral
A aplicação do termo mangue pode ocorrer com várias interpretações diferentes. Palavra de origem inglesa, “mangrove” talvez seja o termo internacionalmente mais utilizado para a comunidade. De acordo com Castellanos5, a palavra deriva do
malaio “manggi-manggi”, que significa árvore de raiz, e do inglês “grove”, pequeno bosque. A expressão mangrove é aplicada indistintamente, referindo-se tanto às espécies como à comunidade envolvida.No Brasil a palavra “mangue” designa a planta do litoral encontrada em charco salgado e por “manguezal” o local onde estas plantas são abundantes.
fatores climáticos, oceanográficos, hidro- gráficos e geomorfológicos quando da descrição fisiográfica dos manguezais. Considerando o segmento VI, no qual a costa espírito- santense foi incluída, especial atenção foi dada pelo trabalho de pesquisa realizado por FERREIRA (1999) aos manguezais encontrados no setor norte da Baía de Vitória.
Assim, a sistematização das informações relativas aos aspectos geomorfológicos, climáticos, hidrológicos e culturais, sob a ótica de profissionais ligados à geografia e à biologia, por tanto, visões diferenciadas na abordagem do assunto, per mitiu estabelecer uma dinâmica maior na observação da área em estudo , enriquecendo a pesquisa.
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44 FERREIRA,Renata Diniz. Os
manguezais da Baía de Vitória: Um Estudo de Geografia Física-Integrada. Doutorado. Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. São Paulo.1989
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55 Citado In: FERREIRA, Renata
Diniz. Os manguezais da baía de Vitória (ES) : Um estudo de Geografia Física Integrada. Tese Doutorado Depar ta- mento de Geografia. Facul- dade de Filosofia , Letras e Ciências Humanas. Universidade São Paulo. 1989. Fig 4.7 Fig 4.7 Fig 4.7 Fig 4.7 Fig 4.7 Manguezal na Estação Ecológica Ilha do Lameirão. Fonte: www.proex.ufes.br (Foto André Alves). Fig 4.8 Fig 4.8 Fig 4.8 Fig 4.8 Fig 4.8 A extensão do mangue Ilha do Lameirão. Ao fundo destaca-se o maciço gnássico Mestre Álvaro.
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O mangue é um tipo de vegetação costeira estuarina que se desenvolve nas regiões inter tropicais do planeta, sendo facilmente identificado, seja pela sua localização às margens de estuários, baías e enseadas, seja acompanhando os rios pelo continente adentro, ou pela singular harmonia que sua complexa vegetação desenvolve com a água salgada. O mangue, restrito a meios salobros, possui adaptações especiais que possibilitam seu desenvolvimento ante as condições adversas do meio, tais como a carência de oxigênio e a alta salinidade. Essas adaptações vão desde a fixação mecânica em solo frouxo, mecanismos de respiração, até a viviparidade. De acordo com Walsh6 (1974), cinco são as condições básicas do meio para que
haja um desenvolvimento expressivo do manguezal: temperaturas tropicais;
substrato de aluvião fino e particulado; baixos níveis de energia cinética; presença de água salgada; grande amplitude de marés.
Os manguezais funcionam ainda como barreiras naturais contra os mecanismos da erosão provocados pela ação das marés, além de reterem, entre suas raízes, os sedimentos provenientes das encostas carreados pelos rios, além de sua importância social, uma vez que é fonte de renda e alimentos para uma grande parcela da população carente que vive às suas margens.
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O Brasil apresenta um litoral pouco recortado quando comparado a outras áreas de terras imersas, mesmo assim, suas baías, deltas e estuários, abrigam consideráveis extensões de manguezais e aparecem desde o Cabo Orange (04°21’) até Laguna – SC(28°30’S), com exceção do Rio Grande do Sul, único litoral onde não se observa esse tipo de vegetação. Segundo Schaeffer-Novelli et alii7, os manguezais são
encontrados em sete das oito Unidades Fisiográficas Ambientais existentes ao longo do litoral brasileiro.
No Espírito Santo, os manguezais estão incluídos na Unidade Fisiográfica que se estende desde o Recôncavo Baiano até Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Os mangues ocorrem com freqüência desde o extremo norte até o extremo sul do Estado, com maior concentração na baía de Vitória. Silva (1986), ao fazer uma análise sobre a devastação e possibilidades de preservação da cobertura vegetal do Espírito Santo estimou em torno de 36 km², a cobertura de manguezal ao longo do litoral capixaba. Para a Baía de Vitória, Ferreira calculou uma área de aproximadamente 18 km², sem considerar os trechos muito alterados.
Fig 4.9 Fig 4.9Fig 4.9
Fig 4.9Fig 4.9 A inter seção de canais na floresta do mangue é uma constante na Ilha do Lameirão. Foto: Vítor Nogueira.
Fig 4.10 Fig 4.10Fig 4.10
Fig 4.10Fig 4.10 Floresta do mangue no Lameirão. Foto: André Alves.
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66 Citado In: FERREIRA, R,
1989, p.
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SCHAEFFER-NOVELLI,Y. Manguezais brasileiros: uma bibliografia (1614-1986). Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo / Superitendência do Desenvolvimento do Litoral Paulista.São Paulo.1986.
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88 ZECCHINELLI, Ivani Soares.
Projeto São Pedro- Desenvolvimento Urbano Integrado e Preservação do Manguezal- Vitória(ES)- Uma Experiência Municipal a Caminho do Desenvolvimento Sustentável. Disser-tação de Mestrado. Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro.2000, p.63.
Segundo Zecchinelli,8 o manguezal remanescente do município ocupa uma área
aproximada de 11 km², sendo que desse total 9 km² encontram-se dentro da Estação Ecológica Municipal Ilha do Lameirão e o restante no Parque Municipal da Baía Noroeste, unidade de conservação que faz limite com a região de São Pedro.
A falta de conhecimento a respeito de toda dinâmica dessa paisagem peculiar, tem colaborado para desequilíbrios que poderiam ser evitados, ou pelo menos, minimizados caso fossem tratados à luz do conhecimento científico.