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Ansiennitet og redusert arbeidstid viktigste forklaringsfaktorer

In document Arbeid og velferd (sider 49-53)

Na Tabela 19 apresentam-se os resultados das estimações efetuadas para os modelos 3 e 4, cujas variáveis explicativas são: a balança corrente, a posição líquida de investimento internacional e a dívida pública, pelos métodos de regressão OLS e logit, respetivamente. Como o logit não é uma função linear, optou-se também por analisar os efeitos marginais na média e para o percentil 10 e 99 do saldo da balança corrente.

Tabela 19Correlação dos episódios de resgates financeiros, modelos 3 e 4 entre 2006-2013

OLS LOGIT MARGINS

(mean) MARGINS (p10) MARGINS (p99) BC -0.0103** -0.1821** -0.0088* -0.0134** -0.0058*** (0.0047) (0.0738) (0.0045) (0.0064) (0.0018) PLI -0.0052*** -0.0825*** -0.0040** -0.0061*** -0.0026*** (0.0005) (0.0199) (0.0018) (0.0008) (0.0005) DP 0.0039*** 0.0518*** 0.0025* 0.0038*** 0.0016*** (0.0006) (0.0164) (0.0014) (0.0011) (0.0002) R2 0.61 . . . . RMS E 0.29 . . . . N 144 144 144 144 144

Erro padrão entre parêntesis: *** p<0.01, ** p<0.05, * p<0.1

Fonte: Cálculos do autor com base nos dados do AMECO e do Eurostat. Dados extraídos 07/08/2018.

Os resultados sugerem que o saldo da balança corrente é uma variável estatisticamente significativa e uma melhoria do saldo reduz a probabilidade de ocorrência de resgate financeiro. As estimativas pelo método de regressão OLS indicam que, em média, se o saldo da balança corrente aumentar 1pp, a probabilidade de o país recorrer a intervenção financeira diminui 1,03pp. No modelo logit, os efeitos marginais

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na média sugerem que, em média, se o saldo da balança corrente aumentar 1pp, a probabilidade de um país ser resgatado diminui 0,88pp. É de salientar, que esta variável apresenta maior influência para níveis de saldo de balança corrente inferiores, uma vez que para o percentil 10 diminui 1,34pp e para o percentil 99 diminui 0,58pp a probabilidade de um país ser resgatado. Estes resultados estão de acordo com o que se previa e dão indícios que os excedentes externos são um fator importante para evitar resgates financeiros.

A posição líquida de investimento internacional é uma variável estatisticamente significativa. Estima-se que, em média, a probabilidade de um país recorrer a intervenção financeira diminui com o aumento da posição líquida de investimento internacional, o que se compreende, uma vez que se os países têm mais a receber do estrangeiro a nível de investimento direto em empresas, investimento de carteira em ações ou obrigações, do que devem, estão numa situação mais favorável para enfrentar problemas económicos que possam surgir. Os efeitos marginais na média sugerem que, em média, o aumento de 1pp da posição líquida de investimento internacional, decresce em 0,4pp a probabilidade de ocorrência de resgate.

Relativamente à dívida pública, apresenta um parâmetro estimado com sinal positivo, o que corresponde ao que se esperava, ou seja, quanto maior a dívida pública, maior a probabilidade de resgate financeiro. É uma variável estatisticamente significativa, o que vai ao encontro ao que se analisou na literatura, tendo sido considerada um dos fatores crucias para a crise do euro. No método de regressão OLS, em média, o aumento de 1pp de dívida pública está associado a um aumento de 0,39pp na probabilidade de ocorrência resgate financeiro. Enquanto, o efeito marginal no percentil 99, o aumento de 1pp de dívida pública está associado a um aumento de 0,16pp de probabilidade de existir intervenção financeira.

Os resultados da estimação dos modelos 5 e 6, em que as variáveis independentes são: a poupança, o investimento, a posição líquida de investimento internacional e a dívida pública, são apresentados na Tabela 20. Neste caso, apresentou- se também os efeitos marginais na média e para o percentil 10 e 99 da poupança.

69 Tabela 20 Correlação dos episódios de resgates financeiros, modelos 5 e 6 entre 2006-2013

OLS LOGIT MARGINS

(mean) MARGINS (p10) MARGINS (p99)

Poupança -0.0197*** -0.2094** -0.0069 -0.0132 -0.0085* (0.0042) (0.1056) (0.0051) (0.0092) (0.0046) Investimento 0.0142* 0.2993** 0.0098* 0.0188*** 0.0122** (0.0079) (0.1233) (0.0060) (0.0070) (0.0055) PLI -0.0045*** -0.0878*** -0.0029* -0.0055*** -0.0036*** (0.0005) (0.0219) (0.0016) (0.0011) (0.0005) DP 0.0037*** 0.0621*** 0.0020 0.0039*** 0.0025*** (0.0007) (0.0236) (0.0013) (0.0012) (0.0007) R2 0.64 . . . . RMSE 0.27 . . . . N 144 144 144 144 144

Erro padrão entre parêntesis: *** p<0.01, ** p<0.05, * p<0.1

Fonte: Cálculos do autor com base nos dados do AMECO e do Eurostat. Dados extraídos 07/08/2018.

Os resultados apresentados na Tabela 20 sugerem que episódios em que os países tenham necessidade de recorrer a resgates financeiros estão correlacionados negativamente com a poupança em ambos os métodos de regressão. A poupança confere estabilidade económica e ajuda a suprir possíveis necessidades, contribuindo para que não haja a necessidade de recorrer a resgates financeiros. Assim quanto maior a poupança, menor a probabilidade de resgate financeiro. É importante referir que é uma variável estatisticamente significativa para ambos os métodos. O método de regressão OLS sugere que, em média, se a poupança aumentar 1pp, a probabilidade de o país recorrer a intervenção financeira diminui 1,97pp. Pelo método de regressão logit, verifica-se que para percentis mais baixos (p10) a poupança é mais influente (1,32pp), o que significa que para valores de poupança mais baixos, o aumento da poupança tem um efeito maior na probabilidade de evitar que um país necessite de intervenção financeira. De acordo com os efeitos marginais para o percentil 99, o aumento de 1pp na poupança está associado a uma diminuição de 0,85pp na probabilidade de ocorrer intervenção financeira.

Por outro lado, o aumento do investimento tem um impacto positivo na probabilidade de ocorrer uma crise financeira em ambos os métodos de regressão. O investimento, apesar de poder ser um fator positivo para o crescimento das economias, se o seu financiamento assentar fortemente em poupança externa poderá conduzir a crises da dívida e a pedidos de resgate a instituições financeiras internacionais, como o FMI. De acordo com os efeitos marginais para o percentil 99, o aumento de 1pp no

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investimento está associado a um aumento de 1,22pp na probabilidade de ocorrer intervenção financeira. É de salientar, que quer a poupança quer o investimento são variáveis estatisticamente significativas, logo relevantes para a explicação do modelo, o que confere importância à natureza dos défices externos.

Os resultados relativamente à posição líquida de investimento internacional e à dívida pública sugerem comportamentos semelhantes aos modelos anteriores. A posição líquida de investimento internacional está correlacionada negativamente com a possibilidade de resgate financeiro, enquanto a dívida pública está correlacionada positivamente. Nestes modelos também são ambas estatisticamente significativas.

É de frisar, que todos os modelos no seu global são estatisticamente significativos, ou seja, apresentam bom poder explicativo.

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5 Os desequilíbrios da balança corrente e o custo de ajustamento

Esta secção conclui a dissertação analisando a relação entre os desequilíbrios e os custos do processo de ajustamento. É dividida em duas partes: na primeira, realiza-se uma regressão linear simples, que relaciona os desequilíbrios da balança corrente nos países da Zona Euro com variação de PIB; e na segunda, avaliam-se os impactos económicos nos períodos de recessão e de recuperação dada a natureza do desequilíbrio externo de cada país resgatado, isto é, se foi causado por uma quebra da poupança, por um aumento do investimento ou por ambos.

5.1 Défices da balança corrente e custos do ajustamento: uma regressão

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