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2. Komiteens merknader

2.2 Oversikt over budsjettkapitler og poster i rammeområde 8 (Forsvar)

2.2.1.1 Omtale av særlige tema

A turma de Inglês era constituída por catorze elementos (todos do sexo masculino), sendo que apenas treze frequentaram as aulas durante o ano letivo de 2013/2014 (um dos alunos não frequentou a escola devido a problemas de saúde). O grupo pertencia a um nível de continuação (nível 6, B1+, seguindo os níveis de domínio linguístico do QECRL - Conselho da Europa, 2001) do curso Científico-Humanístico de Ciências e Tecnologias; contudo, confrontando as respostas dadas pelos alunos à pergunta 2 do Grupo I do questionário inicial (v. Tabela 2) com os dados recolhidos durante a observação, constatei que alguns elementos da turma encontravam-se abaixo do pretendido para o nível em questão e, outros havia que, se situavam acima da média. Nesse sentido, estamos perante uma turma heterogénea que possuía níveis distintos de língua.

Sou capaz de… 1 2 3 4 5

a) Compreender discursos extensos sempre que o tema seja conhecido.

0 0 6 1 6

b) Compreender a ideia principal de notícias de televisão, programas sobre temas atuais e filmes.

0 0 4 3 6

c) Ler e compreender textos relativos a problemas atuais.

0 0 4 3 6

d) Participar numa conversa sobre temas quotidianos.

1 0 6 0 6

e) Explicar e justificar brevemente as minhas

opiniões e projetos. 0 3 3 1 6

f) Construir frases de forma simples para descrever experiências, sonhos, esperanças e ambições.

0 3 3 0 7

g) Escrever textos sobre temas simples e conhecidos ou de interesse pessoal.

0 1 4 2 6

1 (muito fraca); 2 (fraca); 3 (razoável); 4 (boa); 5 (muito boa)

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No que concerne à caraterização sociofamiliar, apenas três alunos da turma possuem pais com formação superior, ao nível de licenciatura, mestrado e doutoramento. Uma grande parte dos alunos possui pais com formação ao nível do 3º ciclo.

Através da observação das aulas da orientadora cooperante constatei que a turma demonstrava um bom nível de participação oral durante as aulas, com exceção de alguns alunos que recorriam com frequência ao uso da língua materna e/ou tinham receio em participar. A fraca participação desses alunos devia-se, sobretudo, a lacunas de nível linguístico e pragmático que os impedia e/ou inibia de participar durante as aulas. Apesar dessas dificuldades, no que diz respeito à competência de leitura, apenas dois alunos manifestaram ter muitas dificuldades. Os restantes liam com relativa facilidade e desinibição. Relativamente ao comportamento, alguns alunos da turma necessitavam ser constantemente chamados à atenção, uma vez que se distraiam com facilidade e/ou tinham conversas que nada tinham a ver com a aula. Contudo, “os alunos não são todos iguais; são, (…) pessoas diversas e singulares” (Bordenave & Pereira, 1978: 60) e, como professores, devemos ter em conta essas diferenças e adaptar-nos a cada realidade.

Para além disso, os resultados obtidos no questionário inicial permitiram aferir a relação que os alunos mantinham com a Língua, nomeadamente, no que dizia respeito às competências de uma Língua e à gramática (v. Tabela 3).

Muito difícil Difícil Razoável Fácil Muito fácil

Audição 0 0 2 6 5

Oralidade 0 2 4 2 5

Leitura 0 0 6 1 6

Escrita 0 2 4 2 5

Gramática 0 0 4 6 2

Tabela 3: Dificuldades dos alunos de Inglês

Como se pode observar na Tabela 3, dois alunos manifestaram dificuldades nas competências de expressão oral e escrita, enquanto nas restantes competências nenhum dos alunos manifestou sentir dificuldades, o que está algo longe da realidade, se confrontarmos os

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resultados obtidos no questionário com os dados recolhidos na observação que permitiram conferir que o número de alunos que apresentava dificuldades, principalmente, ao nível da oralidade e da escrita era superior a dois.

Para além disso, quando questionados acerca da sua relação com a leitura, mais de metade da turma manifestou o seu desinteresse. Apenas seis alunos manifestaram gostar de ler e apenas quatro alunos referiram fazê-lo habitualmente. De igual modo, um número considerável de alunos manifestou gostar “pouco” ou “nada” de escrever. A maioria dos alunos referiu escrever pouco ou nada de forma habitual. Isto demonstra uma fraca relação da turma com a leitura e com a escrita.

No que concerne às estratégias que utilizavam para ler e escrever, podemos visualizá-las nos gráficos 1 e 2.

Como podemos ver nos gráficos, a maior parte dos alunos assinalou, no questionário, como estratégia de leitura mais utilizada, “deduzo o significado de uma palavra pelo contexto”, e como segunda opção “recorro a outras pessoas para pedir ajuda”, sendo que o maior número de alunos assinalou como última opção “sublinho as palavras que não entendo”. A opção “continuo a ler o texto sem me importar com o significado da palavra” aparece numa quarta posição. O que se pode depreender destas respostas é que os alunos dão valor à compreensão íntegra do texto. Isto prende-se com o facto de darem preferência a deduzir o significado das palavras que não entendem pelo contexto em que se encontram inseridas, ao invés de continuarem a ler o texto sem se importarem com o significado das mesmas. A opção “Outros”

Gráfico 2: Estratégias de escrita utilizadas pelos alunos de Inglês (questionário inicial)

Gráfico 1: Estratégias de leitura utilizadas pelos alunos de Inglês (questionário inicial)

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também não foi assinalada pelos alunos. Relativamente às estratégias utilizadas na escrita, a maior parte dos alunos manifestou estruturar mentalmente o que vai dizer antes de escrever e elaborar uma chuva de ideias antes de redigir um texto. No entanto, o que foi verificado através da observação de aulas é que os alunos não utilizam a chuva de ideias como estratégia própria mas com a ajuda da professora. A análise dos gráficos permite, igualmente, constatar que os alunos dizem utilizar com relativa frequência a estratégia de “Escrever sem pensar”.

Neste questionário foi, igualmente, de grande importância constatar a opinião dos alunos sobre a Banda Desenhada, sendo que, a maioria dos alunos manifestou gostar deste género. Apenas dois alunos assinalaram as opções: “nem gosto, nem desgosto” e “detesto”. Para além disso, a observação de aulas inerente à aula prévia permitiu constatar o entusiasmo dos alunos pelas atividades relacionadas com a BD, sendo que apenas um aluno manifestou desagrado. O facto de algumas atividades implementadas nessa aula terem como base os personagens de BD Asterix e Obelix contribuiu para isso, uma vez que os alunos referiram no questionário inicial ser a BD que mais leem. Para além disso, foi possível constatar no questionário que a BD faz parte das preferências de leitura dos alunos, tanto dentro, como fora da sala de aula, sendo que a língua de leitura é, preferencialmente, o Português, seguida do Inglês. Apenas dois alunos referiram ler em Espanhol e em Francês. Quando questionados acerca dos géneros literários que gostariam de ver abordados em sala de aula, verificou-se que a “Banda Desenhada” era colocada em um destacado segundo lugar, o que solidificou a ideia de utilização da Banda Desenhada como recurso facilitador das competências de leitura e de escrita.