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Andre tilstander som antas å være resultat av omsorgssvikt og/eller mishandling

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8.1 ”Kvasiautisme” og lignende tilstander

8.2 Andre tilstander som antas å være resultat av omsorgssvikt og/eller mishandling

O tema “Responsabilidade Social Empresarial” ou CSR, no inglês, é um conceito dinâmico que tem evoluído no debate ao longo do tempo e possui um vasto número de estudos que se aprofundam no próprio conceito e em explicar a origem do termo responsabilidade empresarial e outros correlatos como sustentabilidade e práticas em fatores ESG (VISSER, 2010).

Talvez, a mais elucidativa definição de RSE seja a dada por Bassen, Meyer e Schlange (2006): RSE é um conceito dinâmico e seu conteúdo "ético" depende em grande parte dos paradigmas teóricos, das tradições econômicas regionais, das especificidades do negócio e do período de tempo

envolvido. Outros autores também compartilham com essa definição, como Freeman e Hasnoui (2011) e Matten e Moon (2008).

O conceito de “Responsabilidade Social” teve sua origem na década de 1950, quando a literatura formal sobre RSE apareceu nos Estados Unidos e na Europa. Segundo Carroll (1999), a responsabilidade social foi definida por Howard Bowen, em 1953, e referia-se às obrigações dos empresários de cumprir as políticas, tomar decisões, ou seguir as linhas de ação que fossem desejáveis em termos dos objetivos e valores da sociedade.

Já para Tenório (2006) a abordagem da atuação social pelas empresas surgiu no início do século XX, com o filantropismo. Segundo esses autores, com o esgotamento do modelo industrial e o desenvolvimento da sociedade pós-industrial, o conceito evoluiu passando a incorporar os anseios dos agentes sociais no plano de negócios das corporações.

Com isso, desenvolveram-se conceitos como voluntariado empresarial, cidadania corporativa, responsabilidade social corporativa e, por último, desenvolvimento sustentável, termo cunhado na divulgação do Relatório Brundtland, em 1987, e amplamente difundido pela ONU, na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, ocorrida na cidade do Rio de Janeiro , em 1992.

À medida que aumentou a literatura sobre RSE, ao longo das décadas seguintes, diversos termos para conceitos iguais ou similares foram surgindo (MARREWIJK, 2003). Para Freeman, Harrison, Wicks, Parmar e Colle (2010), depois de mais de meio século de pesquisas e debates, não existe uma única definição de RSE amplamente aceita e que cada um desses diversos esforços partilha um objetivo comum ao tentar ampliar as obrigações das empresas para incluir mais do que considerações financeiras. Tais autores estão em nítida oposição à famosa afirmação de Friedman (1970) de que a única responsabilidade de uma empresa é o lucro.

Nos anos de 1960, a participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã gerou profunda insatisfação popular, abrindo caminho para novas concepções sobre a responsabilidade social das empresas. A sociedade passou a repudiar a participação americana no conflito e, principalme nte, passou a manifestar-se contra a utilização de armamentos bélicos produzidos por empresas norte- americanas, nocivas ao homem e ao meio ambiente (KARKOTLI, 2006).

Destaque que uma das consequências desse movimento foi a criação do primeiro fundo de investimento social, denominado de Fundo de investimento PAX. Surgido em 1971, o fundo foi criado pelos opositores da Guerra do Vietnã, que evitavam fazer investimentos em empresas relacionadas com equipamentos e materiais militares (ORSATO et al., 2015).

Outro movimento que também exerceu pressão sobre as empresas surgiu na década de 1970. Nessa época foram criadas várias agências regulamentadoras e de direção e controle, visando a forçar as empresas a mitigar seus impactos negativos, principalmente em questões ambientais (HART, 2006). Neste caso, um órgão regulador estabelece uma série de normas, regras, restrições e controles a serem seguidos pelos agentes poluidores e fixa as penalidades para os casos em que eles deixarem de cumpri-las.

Com isso, reguladores e cidadãos ativistas aumentaram a pressão sobre as empresas por meio de multas, penalidades e boicotes. Para Hart (2006), esse movimento condicionou uma geração de gerentes empresariais e de fábrica a assumir a ideia de que toda preocupação social só pode representar um empecilho a seus negócios e, como consequência, essa atitude tendia a ser reativa, isto é, os gerentes só faziam o mínimo necessário para evitar sanções legais.

Berchicci e King (2007) afirmam que, de acordo com as teorias econômicas aceitas, essas regulamentações ao estilo comando e controle causavam prejuízos às empresas, porque aumentavam-se os custos e limitava a capacidade gerencial. Porém, revelam também, que no início dos anos 90, evidências surgiram mostrando que algumas regulações geravam benefícios não esperados e que algumas empresas voluntariamente cumpriam regulações “beyond compliance”, isto é, além do exigido. Dessa forma, as instituições criadas para fazer e dar suporte à alta-regulação tornaram-se visíveis e ganharam destaque, como as Normas da International Organization for Standardization (ISO).

Dois outros movimentos, surgidos na década de 80, passaram a integrar as estratégias das empresas, na busca pela vantagem competitiva e, que, como consequência, contribuíram para o desenvolvimento da RSE: a implantação da Administração da Qualidade Total (em inglês Total Quality Management-TQM) e a certificação dos sistemas de gestão ambiental (em inglês Environmental Management System-EMS). Tais iniciativas voluntárias permitiram às empresas

melhorias em seus processos organizacionais e produtos, tornando-se uma fonte de vantagem competitiva (ORSATO, 2009).

O aperfeiçoamento das competências técnicas, impostas por programas como o TQM e a EMS, incluindo aquelas relacionadas às questões socioambientais, contribuiu para o desenvolvimento de outra teoria da área da administração estratégica: a Teoria Baseada em Recursos, em inglês Resource Based View (RBV).

Por essa teoria, a vantagem competitiva é resultante das competências das empresas em adquirir e administrar os recursos (BARNEY; HESTERLY, 2011). Recursos definidos como ativos tangíve is e intangíveis que a empresa controla e que podem ser usados para criar e implementar a estratégia , como, por exemplo, a reputação da empresa entre os clientes, a propriedade da autoria intelect ua l e até mesmo as soluções adotadas para as questões ambientais.

Partindo dessa teoria, Hart (1995) propôs a NRBV-Natural Resource Based View como teoria da vantagem competitiva baseada na relação da empresa com os recursos naturais, introduzindo a influência das empresas no desenvolvimento sustentável.

Mais especificamente, Hart e Dowell (2011) argumentam que as empresas podem obter vantagem competitiva ao desenvolver "capacidades que facilitam a atividade econômica ambientalme nte sustentável". Assim sendo, a NRBV foi desenvolvida para complementar a RBV com a variável ambiental.

A NRBV também está em linha com a hipótese de Porter. Para Berchicci e King (2007), enquanto a hipótese de Porter é uma teoria que explica como o desempenho ambiental ajuda indústrias ou nações a obter vantagens competitivas, a NRBV é a teoria que explica como a empresa individualmente pode ganhar a vantagem competitiva sendo ambientalmente responsável.

Porter e Kramer (2011) acrescentam, ainda, que há um imenso potencial para a cocriação de valor empresarial, complementando o valor para a sociedade e para o meio ambiente, ao afirmar que shared value (valor compartilhado) “não é responsabilidade social, filantropia ou mesmo sustentabilidade, mas uma nova forma de obter sucesso econômico”. Para eles, são três os caminhos para atingir o shared value: reconceber produtos e mercados, redefinir a produtividade

na cadeia de valor e montar clusters setoriais de apoio nas proximidades da empresa (PORTER; KRAMER, 2011).

Para colocar em prática essas premissas, as empresas precisam entender e mapear o impacto de suas principais operações e produtos na sociedade que as cercam. Com isso, as empresas se deparam com a necessidade de esclarecer quais são suas dependências e impactos de suas atividades junto aos seus stakeholders.

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