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Andre tendensar i tida: lingvistar som er vanskelege å plassere

vidareutvikling av det generativ~semantiske programmet

5.7 Andre tendensar i tida: lingvistar som er vanskelege å plassere

Remontando ao século XVI, refira-se a chegada dos portugueses a Ceilão (antiga designação do Sri Lanka) 252 em 1505 ou 1506, na sequência de uma forte tempestade no mar e de ventos adversos que os levaram a atracar.

A presença portuguesa em Ceilão levou à assinatura de um acordo com o Rei de Ceilão, a partir do qual a Ilha foi dividida em quatro reinos: Kotte (o mais importante), Sitawaka, Kandy e Jaffna.

Em 1518, os portugueses construíram um forte em Colombo, que seria depois

invadido pelos cingaleses. Em 1524, acabaram por destruí-lo e retirar-se da Ilha,

mantendo apenas um representante sob a protecção do reino cingalês em Kotte. A retirada portuguesa de Colombo levou à conquista do reino de Kotte pelos mercadores muçulmanos e à reconquista do comércio de canela. No entanto, estes foram vencidos pelos poucos portugueses ainda presentes na Ilha.

Nessa altura, os “Mappillas” (os muçulmanos “malabar”), que alimentaram um conflito dinástico nos reinos de Sitavaka e Kotte até 1539, opuseram-se à presença portuguesa, que conseguiu novamente vencê-los em 1538 e 1539, permanecendo na Ilha e dando início a uma missão de evangelização

Já em 1550, 500 soldados portugueses chegaram a Ceilão para ocupar Kotte e saquear Sitawaka. Desde então, a presença portuguesa foi-se acentuando e, em 1556, cerca de 70.000 pessoas pertencentes a uma comunidade de pescadores da costa sul de Colombo foram convertidas ao Cristianismo, bem como os reinos de Kotte, Dharmaopala e “Queen”, além de serem adoptados alguns títulos de nobreza e a língua portuguesa.

251 A breve história do país teve como fontes: SMITH (2003), pp. 80-81, WIKIPEDIA

www.worldstatement.org/Sri_Lanka.html, RAMERINO (1999), OFSTAD (2000).

Até ao final do século XVII, os portugueses foram os senhores de Colombo, Galle, Kalutara e Negombo e continuaram a marcar presença em Jaffna e Nallur. Depois da morte do Rei D. João Dharmaopala em Colombo, sem herdeiros, foi acordado que o reino seria doado ao Rei de Portugal. O então Rei D. Filipe de Portugal e Espanha foi proclamado Rei de Ceilão, estando todo o território do reino de Kotte sob o controlo português, excepto Kandy.

Em 1602, chegou a Ceilão a primeira expedição holandesa, que atracou num porto de Batticaloa que nunca havia sido ocupado pelos portugueses, tendo aí estabelecido boas relações com o Rei de Kandy contra os portugueses.

A presença portuguesa terminou definitivamente em 1658. Nesse ano os

holandeses tomaram Colombo e Ceilão tornou-se uma colónia holandesa.

Mais de um século depois, em 1796, a Ilha foi ocupada pelos ingleses, tornando-se uma colónia do Reino em 1802 e sendo unida pela lei britânica em

1815. Durante o “British Raj”253, isto é, entre 1858 e 1947, a minoria Indú tamil

da colónia de Ceilão apoderou-se de parte significativa dos postos governamentais que era superior à sua percentagem de população e extremamente desproporcional entre os homens de negócios.

Pouco tempo após a independência do Sri Lanka, em 1948254, esta vantagem étnica provocou um certo clima de ressentimento. Aquando das eleições de 1956, ambos os partidos cingaleses prometeram que o cingalês seria a única língua oficial. A plataforma do partido vencedor chamava-se “Sinhala Only”. Nessa altura, o principal partido Tamil veio pedir uma região independente da língua Tamil e um Sri Lanka federal.

Não tendo sido aceite tal reivindicação, a violência eclodiu em 1958 após terem surgido rumores de que um Tamil tinha morto um cingalês. Ocorreu sob a forma de motins inter-comunas e provocou centenas de mortes, principalmente entre os Tamils.

253 Segundo a WIKIPEDIA, o “British Raj” é a designação informal do período de mandato britânico no

sub-continente indiano, actualmente Índia, Paquistão e Bangladesh. Durou de 1858, quando a Companhia Britânica das Índias de Leste passou para o comando da coroa, até 1947, aquando da independência da Índia e do Paquistão.

No início da década de 60, surgiu uma nova vaga de violência inter-comunas na altura em que as políticas do partido “Sinhala Only” foram implementadas.

Mais tarde, durante as eleições de 1977, o principal partido Tamil voltou a exigir a independência, tendo sido iniciada uma onda de terrorismo pelos “Tigres para

a Libertação da Pátria Tamil” (LTTE) 255, mais conhecidos por “Tigres Tamil”,

que teve como primeira acção o assassinato do presidente de Jaffna.

Logo após as eleições, surgiram novos rumores de que os rebeldes Tamil tinham morto um polícia cingalês, o que provocou novo motim do qual resultaram 300 mortes. Em 1983, morreriam mais de 400 pessoas às mãos dos Tamil.

Os acontecimentos que marcaram o Sri Lanka entre 1977 e 1983 conduziram ao início de uma guerra civil. Em 1983, os Tigres Tamil desencadearam ataques suicidas bombistas em larga escala, que tiveram como reacção do Governo o

desenvolvimento do uso de pelotões de choque espalhados por todo o território

Tamil. Desde então, verificaram-se alguns períodos de cessar-fogo e de negociações para a paz, mas, em todas as ocasiões, o processo foi quebrado pelo LTTE, como afirma OFSTAD (2000:1).

Em 1987, a Índia mediou um acordo de paz que foi aceite por outros grupos militantes Tamil também envolvidos na luta armada, que passaram, desde então,

a colaborar com as forças governamentais contra o LTTE256.

Em 1990, o LTTE tomou controlo físico sobre a Península e a cidade de Jaffna, que é a capital tradicional e cultural da comunidade Tamil no Sri Lanka, e ainda sobre a maioria dos distritos do norte - na região de Vanni, - e sobre grandes áreas nas províncias de leste.

Depois de subir ao poder em 1995, o Governo da Aliança Popular apresentou um pacote de medidas políticas que incluía a reforma constitucional e a reformulação do Sri Lanka de Estado único para uma república soberana constituída por uma união de regiões. Todavia, este pacote chumbou no Parlamento e, após as

255 No original, “Liberation Tigers of Tamil Eelam”. LTTE é a sigla inglesa. 256 OFSTAD (2000), pp.1-2.

eleições parlamentares de 2000, a coligação governamental tornou-se ainda mais frágil257.

Na primeira metade de 1996, as forças governamentais voltaram a ganhar controlo sobre a península de Jaffna, mas, em meados de 2000, o LTTE já tinha voltado a recuperar uma parte da Península, desencadeando fortes conflitos nos arredores da cidade258.

Finalmente, em Fevereiro de 2002 e após quase duas décadas de guerra, o Governo do Sri Lanka e os Tigres Tamil assinaram um Memorando de Entendimento sobre o cessar-fogo. O primeiro tinha ocorrido em 1995, mas durou apenas 4 meses.

O Governo norueguês mediou as negociações até que, quando se discutiam algumas partes do acordo na Tailândia em Novembro de 2002, um tribunal em Colombo determinou uma sentença in absentia de 200 anos de prisão para o líder dos Tamil, Vellupillai Prabhakaran, por conspiração no ataque bombista que havia morto 100 pessoas em 1996. Nessa altura, temeu-se que a Presidente do Sri Lanka – ela própria gravemente ferida pelos Tamil – tentasse impedir o Primeiro- Ministro (do partido cingalês da oposição) de continuar com as negociações, mas não aconteceu.

A guerra civil no Sri Lanka provocou pesados custos humanos e económicos, causando a morte a mais de 70.000 pessoas, na sua maioria combatentes, e

implicou o deslocamento de mais de 1 milhão de pessoas ao longo do tempo259.