5.3 Styrkende og begrensende faktorer i det forebyggende arbeidet
5.3.2 Anbefalinger til det offentlige hjelpeapparatet
Neste trabalho compreender-se a aderência ao tratamento como um fenômeno multidimensional e, em virtude disso, acredita-se na necessidade de uma avaliação desenvolvida através de vários critérios. Desse modo, emprega-se para definir o maior ou menor grau de aderência do paciente ao tratamento a avaliação da equipe de saúde acerca do comportamento desses pacientes, os resultados de suas medições clínico- laboratoriais e sua auto-avaliação sobre sua aderência ao tratamento.
Empregando-se o Kt/v para avaliar a aderência ao tratamento, o paciente será considerado mais aderente quando obtiver um valor igual ou acima de 1,2 e menos aderente quando esse indicador for inferior a esse valor. Nesse contexto, observa-se que 43% dos pacientes com Kt/v inferior a 1,2 avaliam positivamente a qualidade dos serviços de saúde recebidos por ele no centro de diálise, posto de saúde e hospitais. Um pouco abaixo disso, 36% dos pacientes com Kt/v igual ou superior a 1,2 também avaliam de maneira positiva a qualidade dos serviços de saúde recebidos. Mas 14% desse mesmo grupo de pacientes mais aderentes destacam a qualidade dos serviços avaliados como ruim, enquanto que apenas 4% dos pacientes menos aderentes concordam com essa avaliação.
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Tabela 50: Associação entre a aderência ao tratamento segundo o critério do Kt/v e a avaliação da qualidade dos serviços de saúde prestados*.
Avaliação da qualidade dos serviços de saúde recebidos
Bom Não utiliza Ruim Total
F % F % F % F % Aderência segundo o Kt/v Menos aderência 34 43 0 0 3 4 37 46 Mais aderência 29 36 3 4 11 14 43 54 Total 63 79 3 4 14 18 80 100 *p=0,023. Teste Qui-Quadrado.
Acerca das dificuldades no seguimento da dieta entre os pacientes mais e menos aderentes conforme os critérios da equipe de saúde, da auto-avaliação e do kt/v pode-se perceber que os pacientes ditos mais aderentes pela equipe de saúde são também os que mais afirmam não haver dificuldades em seguir a dieta – 34% dos pacientes mais aderentes em oposição à apenas 18% dos menos aderentes. Inversamente, entre os pacientes que relatam mais dificuldades 23% estão entre os menos aderentes e 14% estão ente os mais aderentes.
Tabela 51: Associação entre a aderência ao tratamento segundo a equipe de saúde e as dificuldades em seguir a dieta*.
Dificuldades em seguir a dieta
Sem dificuldades Dificuldade parcial Com dificuldades Total
F % F % F % F % Aderência segundo a Equipe de Saúde Menos aderência 14 18 2 3 18 23 34 43 Mais aderência 27 34 8 10 11 14 46 58 Total 41 51 10 13 29 36 80 100 p=0,034. Teste Qui-Quadrado.
Ao considerar-se a aderência ao tratamento segundo a própria avaliação do paciente observa-se um dado semelhante ao encontrado na tabela anterior. Os 41% dos
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pacientes mais aderentes relatam não haver dificuldades no seguimento da dieta, enquanto que os pacientes menos aderentes apenas 10% concordam com essa afirmação. Por outro lado, entre os pacientes que referem haver dificuldades, 18% e 19% estão respectivamente entre os mais aderentes e os menos aderentes.
Tabela 52: Associação entre a auto-avaliação da aderência ao tratamento e as dificuldades em seguir a dieta*.
Dificuldades em seguir a dieta
Sem dificuldades Dificuldade parcial Com dificuldades Total
F % F % F % F % Auto-avaliação da aderência Menos aderente 8 10 5 6 15 19 28 35 Mais aderente 33 41 5 6 14 18 52 65 Total 41 51 10 13 29 36 80 100 *p=0,012. Teste Qui-Quadrado.
Contudo, ao tomar-se como referencia o clearence da uréia (Kt/v) como indicador da aderência ao tratamento, obtêm-se um dado diferente do registrado anteriormente acerca das dificuldades no seguimento da dieta prescrita. Primeiramente, 26% dos pacientes mais aderentes relatam não haver dificuldades com a dieta e, de forma muito próxima, 25% entre os menos aderentes concordam com esse item. Em segundo lugar, 10% dos pacientes menos aderentes referem haver dificuldade parcial no seguimento da dieta, enquanto que apenas 3% dos mais aderentes afirmam isso. Observando-se, por último, que 25% dos mais aderentes afirmam haver dificuldades com a dieta, dado superior aos 11% dos pacientes menos aderentes que expressão essa dificuldade.
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Tabela 53: Associação entre a aderência ao tratamento segundo o critério do Kt/v e as dificuldades em seguir a dieta*.
Dificuldades em seguir a dieta
Sem dificuldades Dificuldade parcial Com dificuldades Total
F % F % F % F % Aderência Kt/v Menos aderência 20 25 8 10 9 11 37 46 Mais aderência 21 26 2 3 20 25 43 54 Total 41 51 10 13 29 36 80 100 *p=0,018. Teste Qui-Quadrado.
Foi solicitado durante a entrevista que o paciente descrevesse como normalmente são os dias entre as sessões de diálise. Após a tabulação das respostas, observaram-se cinco eixos temáticos principais norteando a caracterização do cotidiano do paciente entre os dias em que ocorrem as sessões de diálise. Estes eixos caracterizam os dias sem diálise como “um dia ruim”, “um dia para realizar atividades”, “um dia normal”, “um dia para ficar em casa” e “um dia para descansar”. Primeiramente, os pacientes mais aderentes estão entre os que mais caracterizam o dia sem diálise como um dia ruim, para realizar atividades, para ficar em casa e para descansar. De forma mais evidente, ressalta-se a percentagem maior dos pacientes mais aderentes que descrevem esse dia como um momento para realizar atividades (41%), em oposição aos 19% dos indivíduos menos aderentes que caracterizam esse dia desse modo. Em outro sentido, 10% dos pacientes menos aderentes afirmam esse ser um dia normal, percentagem maior que os 4% dos pacientes mais aderentes que falam dessa forma.
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Tabela 54: Associação entre a auto-avaliação da aderência ao tratamento e a caracterização do dia sem diálise*.
Dia sem diálise Ruim
Realiza
atividades Normal Fica em casa Descansar Total F % F % F % F % F % F % Auto-avaliação da aderência Menos aderente 1 1 15 19 8 10 0 0 4 5 28 35 Mais aderente 5 6 33 41 3 4 3 4 8 10 52 65 Total 6 8 48 60 11 14 3 4 12 15 80 100 *p=0,046. Teste Qui-Quadrado.
Entre os dias sem diálise há as sessões de tratamento hemodialítico, um momento em que o paciente deve permanecer por quatro horas sentadas em uma poltrona enquanto o processo de filtração do sangue é realizado. 46% dos indivíduos mais aderentes – conforme avaliação da equipe de saúde – lida com esse momento sem dificuldades, enquanto que somente 23% dos pacientes menos aderentes caracterizam a diálise desse modo. Há um numero maior de pacientes menos aderentes que lidam com a diálise com dificuldades (16%), na medida em que apenas 9% dos pacientes mais aderentes afirmam dificuldades com esse aspecto do tratamento.
Tabela 55: Associação entre a aderência ao tratamento segundo a equipe de saúde e as dificuldades em realizar a diálise*.
Dificuldades em realizar a diálise
Sem dificuldades Dificuldade parcial Com dificuldades Total
F % F % F % F % Aderência Equipe Menos aderente 18 23 3 4 13 16 34 43 Mais aderente 37 46 2 3 7 9 46 58 Total 55 69 5 6 20 25 80 100 *p=0,033. Teste Qui-Quadrado.
Foi pedido ao paciente para descrever às quatro horas de duração da sessão de hemodiálise. Após análise das respostas definiu-se seis eixos temáticos principais norteadores do discurso do paciente. Primeiramente, a afirmação de que não há dificuldades em realizar a diálise, seguido pela descrição como “um momento
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demorado”, “um momento ruim”, “um momento com problemas interpessoais”, “um momento para distrair-se” e “um momento difícil”. Observa-se que 62% dos pacientes – independente do nível de aderência – caracterizam esse momento como não havendo dificuldades, dado um pouco inferior ao registrado na tabela anterior, onde 69% afirmam não haver dificuldades. 44% dos pacientes mais aderentes referem não haver problemas com a diálise, enquanto que menos da metade disso (18% dos pacientes menos aderentes) concordam com essa colocação. Ao se considerar as descrições “um momento demorado”, “um momento ruim”, “um momento com problemas interpessoais” e “um momento difícil” irá se perceber que 22% dos pacientes menos aderentes concordam com essas descrições, enquanto que apenas 12% dos mais aderentes estão de acordo com esses itens.
Tabela 56: Associação entre a aderência ao tratamento segundo a equipe de saúde e a avaliação do tempo de diálise pelo paciente*.
Avaliação do tempo de diálise Sem
dificuldades Demorado Ruim
Problemas interpessoais Momento para distrair-se Momento difícil Total F % F % F % F % F % F % F % Aderência Equipe Menos aderente 14 18 6 8 7 9 1 1 2 3 3 4 34 43 Mais aderente 35 44 7 9 2 3 0 0 2 3 0 0 46 58 Total 49 62 13 16 9 11 1 1 4 5 3 4 79 100 *p=0,017. Teste Qui-Quadrado.
A partir da associação do Produto Cálcio vezes Fósforo (Caxp), como um indicador clínico-laboratorial da aderência ao tratamento, com o relato dos pacientes acerca das principais dificuldades no tratamento hemodialítico por meio do teste Qui- Quadrado (p<0,05) pode-se observar o seguinte: 30% e 22%, respectivamente, dos pacientes mais aderentes têm dificuldades com a diálise e a dieta e a restrição de líquidos. Inversamente, apenas 7% e 11%, respectivamente, dos sujeitos menos
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aderentes referem estas mesmas dificuldades. Apenas 7% dos pacientes referem não haver dificuldades com o tratamento, sendo 5% mais aderente e 1% menos aderente. 12% dos pacientes afirmam que os incômodos físicos são as principais dificuldades no tratamento (7% entre os mais aderentes e 5% entre os menos aderentes). As dificuldades “problemas interpessoais” (3%), “acostumar-se às restrições” (1%) e “custo do tratamento” (1%) são observadas apenas entre os pacientes mais aderentes. Enquanto que a dificuldade de “translado para o tratamento” (7%) é referida somente entre os pacientes menos aderentes.
Tabela 57: Associação entre a aderência ao tratamento segundo o critério do CaxP e as principais dificuldades relatadas pelo paciente no tratamento*.
Principais dificuldades Diálise Dieta e a restrição de líquidos Sem dificuldades Incômodos físicos Problemas interpessoai s Translado para o tratamento Acostumar- se as restrições Custo do tratamento Total F % F % F % F % F % F % F % F % F % Aderênci a CaxP Menos aderência 5 7 8 11 1 1 4 5 0 0 5 7 0 0 0 0 26 35 Mais aderência 22 30 16 22 4 5 5 7 2 3 0 0 1 1 1 1 54 73 Total 27 36 24 32 5 7 9 12 2 3 5 7 1 1 1 1 74 100 *p=0,036. Teste Qui-Quadrado.