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Anbefalinger for de enkelte fokusområdene

In document Horisont Snøhetta (sider 92-98)

Fase 3: Sluttfase – interdisiplinært

5 Det hele fjellet – oppsummering og anbefalinger

5.5 Anbefalinger for de enkelte fokusområdene

1ª frase: AMIGA AMO FELIZ PAZ

2ª frase: MUITA FLOR BOM CASA? 3ª frase: NÃO NAMARDO TEM

4ª frase: CARRO BOM NOVO

5ª frase: CARRO MEDO NÁ JÁ

6ª frase: NÃO NOVO BOM MEDO

7ª frase: NÓ PA DUES PAZ BEIJE

8ª frase: MUITA BEIJA CARRO ZZZZ

9ª frase: MUITA NÃO PAZ DUES AMOR

10ª frase: MEDO NÃO É VOCÊ SOMOS

Foram observadas diferentes formas de se expressar e de procedimentos adota- dos pela aluna durante a leitura a partir do texto escrito. M1 utilizou, em todos os mo- mentos, sinais e algumas expressões que podem ser observadas no vídeo, lendo na íntegra seu texto. Atribuiu significado para cada palavra lida, como pode ser verificado pela rapidez com que usa os sinais, domínio em LIBRAS.

Na 2ª frase, M1 empregou, na escrita, o sinal de interrogação (?), sinalizou, mas não interpretou por meio da utilização de expressões faciais, indicando o tipo de frase; já na 10ª frase pode-se notar pela imagem apresentada que M1 utilizou expressões fa-

ciais (inclinou ligeiramente a cabeça para cima e reforça o sinal efetuado pelas mãos), indicando a forma interrogativa. Assim, não podemos afirmar que o expresso pelas mãos, pelo corpo, pelo olhar esteja relacionado à escrita nem o significado atribuído a leitura e a escrita, senão apenas reiterar a importância das intervenções pedagógicas no processo. Somente as vivências interativas é que podem trazer legitimidade ao texto lido e escrito.

Nas 3ª, 7ª e 9ª frases, algumas palavras se apresentam graficamente com letras trocadas [DUES/DUES] e também com ausência de letras [NAMARDO]. M1 sinaliza as palavras sem associá-las à escrita, não as identificando letra por letra. Pode-se perce- ber com mais intensidade quando M1, na 9ª frase, digita corretamente a palavra [DUES], portanto lê diferentemente da forma como representa em sua escrita.

Na 8ª frase, ela digita a letra "Z" representada no texto escrito, e em seguida si- naliza [SONO]. Neste momento, não se pode afirmar a intenção de M1 na escrita. A forma como M1 realiza a leitura e como escreve teria sido mais bem entendida com a contribuição de algumas intervenções para que se tivessem respostas às perguntas do tipo: Por que você escreveu essa letra? Quem está com sono? Seriam essas estraté- gias as adequadas para compreender o que a aluna quis comunicar, e não para o exer- cício da decodificação. Esse procedimento permitiria ao professor desempenhar o papel de escriba, na perspectiva de alfabetizador, de possibilitador de construção de conhe- cimentos.

Pode se identificar nas 5ª e 7ª frases alguns dos recursos utilizados pela M1 quando ela escreve a palavra [NÓ/NÁ] e digita usando o alfabeto manual – utilizado para indicar também nome de pessoas. Na leitura da palavra [NÓ], M1 sinaliza o acento indicado na escrita; dessa forma, ressalta-se que as diferentes estratégias utilizadas por

M1 para a leitura do texto escrito não traz pistas à compreensão.

A 7ª frase evidenciou os contrastes das características da Língua de Sinais e da Língua portuguesa na modalidade falada e escrita. Isso fica ilustrado quando a aluna sinaliza conversar e, em seguida, abençoar para a palavra [PA]. No contexto se enten- de que ela simboliza abençoar pelo fato de estar lendo na íntegra e de ter em seguida sinalizado [DUES]. Para identificar a escrita da palavra [PA], é preciso assinalar que os alunos Surdos empregam, na escrita, algumas referências criadas por eles que não po- dem ser representadas na Língua portuguesa nem compreendidas extraindo-se a in- formação da escrita por meio de identificação de letra por letra e palavra por palavra.

A aquisição da língua escrita, do Português falado, efetua-se por meio de ativi- dades nas quais se propicia ao aluno a forma de representar, no Português escrito, a- quilo que se expressa em sinais ou pelo alfabeto digital. As situações didáticas preci- sam contemplar momentos de contextualização no texto, comparações e visualização das palavras, sem fragmentá-las em sílabas, respeitando a prevalência do sentido da visão e o significado atribuído pela aluna em suas escritas. A ênfase da análise nos re- cursos expressivos da Língua de Sinais remete à afirmação de que os sinais em si mesmos não expressam o significado do discurso (SALLES, 2004). Esses significados são diretamente expressos nas interações estabelecidas no contexto da linguagem. No momento em que existe conversação, tanto o emissor como o receptor se utilizarão de expressões que, no contexto da mensagem, podem ser identificadas somente com in- tervenções. O que M1 expressou em sua leitura, no momento em que interrogou e questionou, reiterou alguns sinais sem que houvesse correspondência com a sua escri- ta.

de aula não segue o princípio central da TAS de Ausubel (1960), isto é: "conhecer o que o aluno já sabe é condição básica para a ocorrência da aprendizagem significativa". P1, ao não interagir com M1 e desconhecer LIBRAS, não pode: 1) perceber pistas refe- rentes às relações que M1 estabelecia para organizar suas idéias e seus conceitos por meio da articulação representada por duas modalidades (leitura por sinais e alfabeto digital e escrita): 2) reconhecer, no processo, as informações de que M1 dispunha para ensinar novas informações que M1 pudesse organizar e elaborar. Do ponto de vista da Teoria de Ausubel, a possibilidade que P1 tinha de criar situações para a aprendizagem de M1 estava comprometida. O processo relacional não ocorreu entre M1 e P1, não ocorreram situações interativas nem trocas de conhecimento para uma construção de sentido.

A cena 1 também nos remete à consideração de que para o professor ouvinte, desconhecedor da Língua de Sinais, o grau de dificuldade está na tradução da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) representada na leitura como na escrita. Assim, na pers- pectiva metodológica, P1, ao desconsiderar o texto de M1 como ferramenta de trabalho, não se permitiu, como professora ouvinte, o "aprender" com o aluno, nem permitiu o desenvolvimento da competência da leitura e da escrita à M1 a partir da sua língua na- tural – a Língua de Sinais.

3.6.2.2 2º Episódio: Implicações de o professor ouvinte oferecer

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