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Del 7: Analyser, tolkninger og konklusjon

7.4 Anbefalinger

Neste módulo, o objetivo é estudar a crônica argumentativa, identificando suas características essenciais e trabalhando com elas. Será colocada em evidência também às

questões da construção coletiva do conhecimento e a diferença entre informação e conhecimento, questões caras ao ambiente digital.

Atividade II - 1 Duração: 1 aula

 Conversar com os alunos sobre o que sabem a respeito de argumentação: quando e por que se faz; que textos conhecem que se baseiam em argumentos; o que é preciso saber para construí-los etc. Retomar a primeira produção, apresentando trechos em que houve argumentação eficiente bem como trechos em que isso não ocorreu. É importante lembrar que o uso das produções dos próprios ApEn enriquece o processo, porém, o procedimento precisa constar do contrato didático estabelecido no início, para que não haja desconforto ou quaisquer constrangimentos (nem todos gostam de ter o texto exposto para correção, mas podem permitem isso, por exemplo, caso a autoria não seja divulgada, razão pela qual as regras precisam ser combinadas antes e evidentemente precisam ser seguidas.)

 Propor uma tarefa de casa com a finalidade de ampliar o conhecimento acerca da crônica argumentativa. A tarefa pode ser realizada em grupo e exige acesso à Internet.

Se a Internet “tem informação sobre tudo”, como se diz, por que não usá-la para aprender mais? O assunto “crônica argumentativa” é objeto de diferentes sites, basta uma busca rápida no Google para comprovar. Pesquise o tema nos três sites indicados a seguir e responda às cinco perguntas apresentadas logo depois dos sites:

Sites:http://www.brasilescola.com/redacao/a-cronica-argumentativa.htm

http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Cr%C3%B4nica-Argumentativa/345911.html http://redacaounicamp.blogspot.com.br/2012/11/cronica-argumentativa-entre-o-estilo.html

Questões:

01. Qual o objetivo da crônica argumentativa?

02. Quais são geralmente os temas da crônica argumentativa? 03. Qual a estrutura da crônica argumentativa?

04. Quais as marcas linguísticas ou o estilo de linguagem presentes na crônica argumentativa?

05. Comparando-se os três sites, que aspectos positivos e negativos foram percebidos por seu grupo ao buscar as respostas às questões?

Atividade II - 2 Duração: 2 aulas

 Propor que os grupos apresentem os resultados de suas pesquisas. Destacar, após a apresentação, alguns aspectos que provavelmente serão levantados, especialmente em relação à questão 05:

- O site brasilescola.com contém matérias assinadas geralmente por professores e apresenta informações que respondem em parte às questões propostas, tais como: o objetivo da crônica argumentativa é “relatar um ponto de vista diferente do que a maioria consegue enxergar”, tematiza a realidade social, política ou cultural em forma de protesto ou de argumentação, com linguagem irônica, sarcástica e bem humorada. Quanto à estrutura da crônica, embora não seja apresentada claramente, há menção ao fato de ser um texto curto. Todavia, o trecho “Desta forma, visando aprimorar nossos conhecimentos sobre o referido assunto, analisaremos alguns fragmentos da crônica intitulada Pré-Sal, de Antônio Prata”, cria a expectativa de que serão apresentadas mais informações que permitirão compreender melhor o gênero. Tal expectativa, porém, é frustrada, pois, ao final da leitura da crônica transcrita, não há qualquer análise, mas já a assinatura da autora, como se verifica na Figura 13 seguinte:

Figura 13: Site brasilescola.com (1)

http://www.brasilescola.com/redacao/a-cronica-argumentativa.htm

É importante mostrar aos ApEn que a leitura atenta do que se encontra na Internet e a reflexão sobre o material lido é que leva realmente à construção do conhecimento, caso contrário, tem-se apenas a informação, que pode ser, inclusive, parcial ou até mesmo errônea ou inadequada. Aliás, a reflexão e a criticidade em relação à informação a que se tem acesso também é imprescindível.

Cabe ainda voltar ao site e analisar a interação proposta ao final do artigo (Figura 14) de que o ApEn avalie a matéria. É pertinente instigá-lo a participar, respondendo à pesquisa ou comentando.

Figura 14: Site brasilescola.com (2)

http://www.brasilescola.com/redacao/a-cronica-argumentativa.htm

- O site trabalhosfeitos.com é é produzido de modo colaborativo, já que os textos lá encontrados são de vários e diferentes autores, inclusive estudantes de diferentes níveis de ensino. Uma primeira diferença que verificamos em relação ao site anterior é a apresentação de uma lista de principais características da crônica argumentativa, em tópicos objetivos. O primeiro parágrafo, porém, é uma cópia reduzida de três dos parágrafos do site analisado anteriormente. Não é uma q\uestão de uma mesma informação, mas das mesmas palavras, frases, dos mesmos parágrafos. Pode-se discutir a questão do plágio, mas qual site é o original e qual a cópia? Como obter tal informação e qual a validade dela?

Também há nesse site a transcrição de um trecho de crônica, “Quem está por trás da máscara”, porém, para que se leia até o fim, é preciso clicar no link textual “[continua]” ou no botão “Ler texto completo”, como se verifica na Figura 15 a seguir:

Figura 15: Site trabalhosfeitos.com (1)

Porém, ao clicar em qualquer um dos dois links, o leitor tem acesso à informação de que, para ler o trabalho completo, será preciso se tornar assinante do site (Figura 16):

Figura 16: Site trabalhosfeitos.com (2)

http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Cr%C3%B4nica-Argumentativa/345911.html

É bastante desagradável a descoberta do entrave de se tornar assinante, anteriormente indicado. Depois, o leitor tem acesso às informações de que a assinatura é grátis e de que ela pode ser realizada por meio de uma conta de uma rede social, como o Facebook. Embora, ele possa, nesse momento, sentir-se menos frustrado, já que descobre ser possível ler o texto, na sequência, ao tentar se tornar assinante, verifica que, antes, é preciso cumprir uma outra etapa, como se pode ver na Figura 17:

Figura 17: Site trabalhosfeitos.com (3)

http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Cr%C3%B4nica-Argumentativa/345911.html

Para que a assinatura se efetive, é preciso doar um trabalho que será disponibilizado no site. Pode-se propor aos ApEn a reflexão sobre isso: um site colaborativo é interessante,

mas o primeiro acesso, como o que empreendemos, pode ser decepcionante, por impedir que possamos obter o texto fonte de nossa pesquisa, até mesmo para avaliar se vale a pena considerá-lo ou não. Também é preciso refletir sobre por que o site é dessa forma: seria possível ele ter material se não obrigasse a dação?

A título de curiosidade, ao menos para se obter a crônica completa, pode-se tentar busca-la na Internet. Em uma simples busca que empreendemos, encontramos a crônica “Quem está atrás por trás da máscara”, da autoria de um estudante do oitavo ano do EFII, em um site de um professor de português qualificado deshowman.

- Por fim, o site redacaounicamp é na verdade um blog com dicas sobre a redação do vestibular da Unicamp. Uma primeira diferença em relação aos anteriores é a comparação que se faz entre crônica e editorial, possivelmente porque pode ser também um gênero alvo do vestibular em questão. Há também uma lista de características da crônica que, na verdade, é a mesma que está disponível no site trabalhosfeitos.com – novamente a questão do plágio. É apresentado também um exemplo de crônica, “A bandalha dos ciclistas”, da colunista da revista Época, Ruth de Aquino.

Atividade II - 3 Duração: 2 aulas

 Caracterizar a sequência argumentativa: conjunto de enunciados que expressam juízo de valor com a finalidade de conquistar a adesão do interlocutor, ou seja, convencer o interlocutor a respeito do ponto de vista defendido. Retomar uma das crônicas já vistas e indicar os elementos estruturais e as marcas linguísticas que compõem a sequência argumentativa que a sustenta, com vimos em 2.3.3, que podemos transpor para os ApEn como os dados ou premissas, os argumentos e a conclusão, entendendo-se que defender uma tese acaba sendo também o movimento de ir contra outra. Escolhemos a crônica “Pré- Sal”22, de Antônio Prata, vista no site “brasilescola.com”. Ao fazer uma busca no Google,

encontramos a indicação da publicação original da crônica na versão impressa, o jornal O

Estadão, e, na versão digital, o blog do Antônio Prata, hospedado no site do jornal, datada de 03 de novembro de 2009. Atualmente o cronista publica em uma coluna no jornal Folha

de S. Paulo, versão impressa e digital. É importante mostrar aos ApEn a necessidade de se

buscar o texto original, dada não só a fragmentação que pode ocorrer quando um texto é deslocado de sua fonte, como também a alteração de autoria que ocorre muitas vezes na Internet.

      

Na crônica, vemos que, por meio do resgate da frase popular sobre enxergar o copo d’água meio cheio ou meio vazio23, o cronista estabelece pontos de vista opostos em

relação à água decorrente do derretimento das calotas polares: os dos otimistas e os dos pessimistas. Como a frase é usada geralmente para criticar o pessimismo diante dos fatos, sugere-se, especialmente no segundo parágrafo da crônica, “de que lado” o cronista está, por uma argumentação irônica: as palavras, em superfície, levam a crer que o autor é do grupo dos otimistas, pois, aparentemente critica os pessimistas que “claro, só conseguem ver o lado ruim da mudança climática” (I), porém, a enumeração de várias das consequências do problema (II) seguida de uma oposição generalizante a todas elas (III), intensificada ainda por uma hiperbólica antítese (IV), revelam o verdadeiro lado do cronista: sua crítica a quem minimiza a questão, coroando com um exemplo que flerta com o absurdo (VI):

Os pessimistas, claro, só conseguem ver o lado ruim da mudança climática (I): a morte de milhões de pinguins, focas, leões marinhos, ursos polares e a extinção de algumas espécies desconhecidas; o alagamento de certas cidades litorâneas como Rio de Janeiro, Nova York, Xangai, Veneza, Barcelona e a perda de boa parte do patrimônio histórico e cultural da humanidade; o aumento de catástrofes naturais como tufões, furacões, dilúvios, enchentes e a desgraça humana decorrente desses aguaceiros. OK. O Rio é legal. As focas e a Piazza San Marco, também (II). Mas focar-se (sem trocadilho) apenas nos aspectos negativos da lambança climática impede-nos de perceber outros acontecimentos maravilhosos (IV) que se avizinham (III). Praia em São Paulo, por exemplo (VI).

O sarcasmo é intensificado no terceiro parágrafo da crônica, com argumentos pseudocientíficos até culminar na proporção delirante que tomam os exemplos no quarto parágrafo, como em “O Morumbi, com as casonas nas colinas, debruçadas sobre o mar, será a Beverly Hills paulistana.”. No quinto e último parágrafo, a intertextualidade com o hino nacional alegoriza a cena prevista e eterniza – como eterno é o hino de um país – definitivamente o tom irônico.

 Discutir com os ApEn as marcas linguísticas das sequências argumentativas, comuns, portanto, a diferentes gêneros em que tais sequências ocorrem (artigo de opinião, editorial, resenha, propaganda institucional etc). Mostrar alguns exemplos dessas marcas na própria crônica escolhida, podendo ser os mais representativos, para não tornar a exposição cansativa. Para facilitar a identificação, usamos uma legenda de cores:

- conectores lógicos (ou lógico-semânticos): encadeiam conteúdos, estabelecendo relações de causa, condição, tempo, conformidade, modo etc.;

- operadores argumentativos (ou discursivo-argumentativos): encadeiam “atos de fala, em que se enunciam argumentos a favor de determinadas conclusões” (KOCH e ELIAS, 2009, p. 170),       

indicando as relações de adição, explicação, comparação, conclusão, oposição, concessão, retificação, exemplificação ou especificação etc.;

- construções passivas e impessoais; e

- verbos modais (poder, dever); declarativos (considerar, julgar) e dicendi (para apresentar citações), dentre outras marcas (ausentes na crônica selecionada, como a construção verbo de ligação + predicativo: É necessário, É provável etc. ou, ainda, vocabulário mais abstrato.)

Dizem que otimista é o cara que vê o copo meio cheio, enquanto pessimista é quem o enxerga meio vazio. A imagem é batida, mas vem a calhar, pois não é outro o tema desta crônica senão a água. Muita água. Trilhões de litros de H2O, que serão acrescidos aos oceanos nas próximas décadas, quando as calotas polares derreterem.

Os pessimistas, claro, só conseguem ver o lado ruim da mudança climática: a morte de milhões de pinguins, focas, leões marinhos, ursos polares e a extinção de algumas espécies desconhecidas; o alagamento de certas cidades litorâneas como Rio de Janeiro, Nova York, Xangai, Veneza, Barcelona e a perda de boa parte do patrimônio histórico e cultural da humanidade; o aumento de catástrofes naturais como tufões, furacões, dilúvios, enchentes e a desgraça humana decorrente desses aguaceiros. OK. O Rio é legal. As focas e a Piazza San Marco, também. Mas focar-se (sem trocadilho) apenas nos aspectos negativos da lambança climática impede-nos de perceber outros acontecimentos maravilhosos que se avizinham. Praia em São Paulo, por exemplo.

Claro que a tese ainda não é um consenso entre a comunidade científica. Alguns estudiosos, desses que só conseguem ver a parte vazia do copo, afirmam que, por mais que a gente queime todo o petróleo existente, o aumento do nível dos oceanos será apenas de alguns metros. Cientistas de ânimo mais solar, contudo, garantem que o que conhecemos como polo norte é, literalmente, apenas a ponta do iceberg e, se tudo der certo, antes de 2020, vai ter prédio na Berrini com vista pro mar.

Quanta coisa boa há de acontecer! Já pensou que belo cartão postal, a ponte estaiada com praia ao fundo? E seus filhos colhendo mexilhões nos pés do Borba Gato? Consigo ver, facilmente, a 23 de Maio tomada por ambulantes, vendendo óleo bronzeador, canga, Shhhhkol e Biscoito Globo. O Morumbi, com as casonas nas colinas, debruçadas sobre o mar, será a Beverly Hills paulistana. E nossos restaurantes, já tão afamados, o que não farão com peixes fresquinhos e frutos do mar, trazidos diretamente pela comunidade caiçara de Santo Amaro? O lago do Ibirapuera não teve sempre a vocação para ser a nossa Rodrigo de Freitas? E qual o sonho da Vila Nova Conceição, senão tornar-se a Barra da Tijuca?

Cruzemos os dedos, meus queridos paulistanos, pois muito em breve, quando as margens plácidas do Ipiranga ouvirem um estrondo, não será o brado retumbante de um povo heroico, mas o som das ondas quebrando na Avenida do Estado. E, nesse instante, o sol da liberdade, com seus raios fúlgidos, dourará os corpos estirados à beira mar. E ainda tem gente preocupada com o futuro. Tsc tsc...

Reúna-se com seu grupo e analise as marcas linguísticas da sequência argumentativa que julgarem mais significativas, presente na crônica selecionada. Prepare uma apresentação oral para os colegas da turma.

É necessário planejar e combinar a atividade com todos: - quantos membros em cada grupo: 2 a 4, por exemplo;

- que crônica será selecionada: uma das que já foram vistas ou uma outra nova; - quanto tempo cada grupo terá para se apresentar: 5 a 8 minutos, por exemplo;

- quem falará: o grupo escolhe um representante, cada membro precisa expor ou é uma apresentação dialogada, sem mensuração do tempo de cada elemento;

- que recursos e materiais poderão ser usados (estarão disponíveis): lousa, giz, cartaz, computador, programa PowerPoint, projetor etc;

- haverá interferência do EnAp durante a apresentação ou apenas no final, com as apreciações;

- haverá espaço para dúvidas da plateia ou não; etc.

Uma variação dessa atividade é todos os grupos analisarem a mesma crônica, mas cada um deles focar em uma das marcas linguísticas. Assim, as apresentações, unidas, resultariam na análise completa do texto.

Atividade II - 4

Duração: de 1 a 2 aulas

 Com as decisões tomadas na aula anterior, nas orientações da tarefa, disponibilizar a aula para a apresentação oral dos ApEn. Embora a atividade possa ser identificada como um seminário, como não é o gênero em foco de nossa sequência, a ser realizada no primeiro bimestre do ano, optamos por não discutir em profundidade os passos necessários para executá-lo. Mas é interessante que o EnAp, em sua apreciação, comente elementos como a dicção, a postura, a organização do grupo, dentre outros, indicando que em outro momento se dará mais atenção a isso.

Atividade II - 5 Duração: 1 aula

 Havendo necessidade, realizar outras atividades de análise linguística referentes aos aspectos que os ApEn tiveram mais dificuldade na sequência argumentativa. Pode-se trabalhar outros gêneros, com exercícios específicos, como, em justaposições presentes em campanhas publicitárias, por exemplo, identificar que conectores poderiam ser usados para

articulação. É possível também “apagar” os conectores de um texto, formando lacunas a serem preenchidas. Depois, deve-se confrontar com o texto original e analisar as escolhas feitas em ambos.

Módulo III: Nosso blog Duração: 1 aula

Neste módulo, objetivamos retomar as informações do módulo I, colocando em prática as decisões que possivelmente foram tomadas, junto à equipe tecnológica, preferencialmente, e no grupo de discussão. É o momento em que, já no site hospedeiro determinado, se definem o design, o nome, a permissão para administradores, etc, de modo que o blog comece a ser construído efetivamente, embora ainda não seja divulgado, já que não há postagens.

Módulo IV: A crônica na literatura