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Analysis of the ecosystem approach under the CFP

3 THEORETICAL BACKGROUND

4. ANALYTICAL PART

4.2 CRITICAL EVENTS IN THE COMMON FISHERIES POLICY

4.3.4 Analysis of the ecosystem approach under the CFP

Esta unidade remonta ao Período Quaternário da era Cenozóica. Ocorrem prioritariamente nos leitos das principais drenagens, com destaque para o rio Meia Ponte e o ribeirão João Leite. Os sedimentos constituintes destes depósitos são de granulometria variável, com predominância de areias compostas, em sua maioria, por quartzo, muscovita e minerais pesados, como magnetita e ilmenita. As granulometrias mais finas, como silte e argila, são restritas.

Acerca das duas primeiras formações, Lopes (2001) ressalta um grande contraste entre os terrenos situados nas porções norte e sul do município, separadas por uma zona de cisalhamento de direção geral EW, colocando em contato duas formações bastante diferenciadas quanto à idade e composição, resultando em comportamentos distintos face aos processos naturais e antrópicos.

A litologia da área de estudo (Figura 17) é composta pelo Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu, presente na porção setentrional do município, no qual predominam um conjunto de rochas cristalinas submetidas a metamorfismo (médio à alto grau), a exemplo dos gnaisses e granulitos anfibolitos, associados aos granulitos bandados, nas porções norte, oeste, leste e nordeste da área.

Figura 17: Mapa de geologia da região noroeste de Goiânia (GO)

2.1.2 Geomorfologia

Segundo Casseti (1992), o município de Goiânia encontra-se compartimentado geomorfologicamente em cinco unidades morfológicas distintas: Planalto Dissecado de Goiânia; Chapadões de Goiânia; Planalto Embutido de Goiânia; Terraços e Planícies da Bacia do Rio Meia Ponte e Fundos de Vale. Tal classificação foi elaborada considerando-se a similitude das formas, a altimetria, a morfogênese e o grau de dissecação do relevo.

Associados a essas unidades morfológicas estão os materiais de cobertura eluviais, coluviais e aluviais. Os primeiros, denominados depósitos detrito-lateríticos, são formados por material areno-argiloso contendo grãos e fragmentos de laterita e quartzo e associam-se aos relevos tabulares. Os coluviões ocorrem indistintamente no município, constituindo-se de depósitos avermelhados, contendo fragmentos e grãos de material laterítico concrecionado e de quartzo. Ainda ocorrem associados às planícies de inundação dos principais cursos d’água, aluviões compostos por cascalhos, areias, siltes e argilas atuais e subatuais (IBGE, 1999 apud ROMÃO, 2006).

O Planalto Dissecado de Goiânia abrange as regiões norte e nordeste do município. Neste compartimento predominam as formas aguçadas, sub-aguçadas e fortemente convexizadas, especialmente nas seções nordeste e leste, devido à eminente dissecação do relevo. A unidade é dividida em duas subunidades distintas: a Superfície de Formas

Aguçadas, caracterizada por declividades superiores a 30% e alto grau de dissecação do

relevo, com vales relativamente encaixados; a Superfície de Formas Convexizadas, com relevo suave ondulado a ondulado e valores de declividade variando entre 8 e 20%.

Os Chapadões de Goiânia ocupam a porção sudoeste do município. Predominam as formas tabulares, com baixo grau de dissecação e escoamento difuso e laminar restrito. Assim como o Planalto Dissecado, é representado por duas subunidades distintas. São elas: a

Superfície Aplainada, caracterizada pela existência de dales e vales relativamente abertos e

dissimétricos; e as Superfícies Rampeadas, caracterizadas por vertentes retilíneas ou suavemente concavizadas, graças à ocorrência de processos denudacionais.

O Planalto Embutido de Goiânia localiza-se na interface entre o Planalto Dissecado e os Chapadões de Goiânia. É caracterizado pelo predomínio de formas suavemente convexizadas na porção oeste e moderadamente concavizadas na porção centro-leste, com fraco a moderado grau de dissecação. Os efeitos tectônicos determinam as rupturas de declive. O escoamento é difuso a laminar, com episódios de fluxo concentrado em formas

pronunciadas das vertentes. Assim como as demais unidades, também é dividido em duas subunidades distintas: as Superfícies de Formas Convexas, na qual o grau de dissecação é condicionante das formas das vertentes (suave ou moderadamente convexizadas), com vales dissimétricos; e as Superfícies de Formas Tabulares, caracterizadas pela existência de dales, depressões circulares originadas a partir da dissolução (ou efeito piping) das cabeceiras de drenagem pelos cursos d’água em áreas aplainadas, formando veredas.

Os Terraços e Planícies da Bacia do Rio Meia Ponte são caracterizados por depósitos sedimentares arenosos intercalados com materiais silto-argilosos. A unidade é composta pelos

Terraços Fluviais Suspensos, originados a partir de antigas planícies de inundação, com a

presença de cascalheiras e sedimentos alúvio-coluvionares, onde se observa o fluxo laminar; e pelas Planícies Fluviais de Inundação, situadas ao longo do rio Meia Ponte e dos ribeirões João Leite, Anicuns e Capivara, caracterizadas por sedimentos arenosos e silto-argilosos. Alguns canais apresentam diferentes estágios de formação de meandros enquanto outros já se encontram em processo de inumação.

Os Fundos de Vales constituem uma faixa de transição de processos ao longo dos canais fluviais, de ordens diferentes de grandeza. A transição das vertentes dos interflúvios para os fundos de vales se dá de forma gradativa, outras vezes através de rupturas positivas de declive que podem ultrapassar os 40%, determinados pelo grau de incisão dos talvegues.São áreas cujas condições hidrológicas e da estrutura superficial tornam-nas suscetíveis a inundações provocadas pelo extravasamento do canal fluvial, além da instabilidade sazonal determinada pelo regime pluviométrico.

A área de estudo (Figura 18) está inserida nos domínios do Planalto Embutido de Goiânia. Conforme exposto, este divide-se em duas subunidades: Superfícies de Formas

Convexas e Superfícies de Formas Tabulares. A primeira possui dois compartimentos (C1 e

C2), nos quais predominam superfícies de formas convexo-retilíneas (Figura 19), com declividades variando entre 0-5% na porção norte e 5-10% na porção noroeste do município, onde se situa área deste estudo (Figura 20). As altimetrias, por sua vez, variam entre 800 e 920 metros (Figura 21), típicas desta unidade morfológica, conforme Casseti (1992). Os pontos amostrados situam-se em cotas altimétricas inferiores (entre 750 e 800m), conforme verificado em campo, por localizarem-se em áreas de planície ou fundo de vale.

O mapa topográfico e os respectivos perfis (Figura 22), elaborados segundo os limites da bacia hidrográfica do ribeirão Caveirinha, na qual está inserida a porção centro-sul da região noroeste e os pontos de coleta, corroboram os demais atributos morfométricos, considerando-se o maior espacejamento entre as curvas de nível como indicativo de vertentes

amplas e pouco declivosas, fato este favorecedor do uso-ocupação do solo, e as variações altimétricas compatíveis com a unidade morfológica sobre a qual se assenta a área de estudo.

Figura 18: Mapa de unidades morfológicas da região noroeste de Goiânia (GO)

Figura 19: Mapa de curvatura do relevo da região noroeste de Goiânia (GO)

Org.: do autor

Figura 21: Mapa hipsométrico da região noroeste de Goiânia (GO)

Figura 22: Mapa topográfico da região noroeste de Goiânia (GO) com limites da bacia hidrográfica do ribeirão Caveirinha e perfis topográficos (N-S/L-O)

2.1.3 Solos

Os materiais de cobertura superficial são representados predominantemente pelos Latossolos, em geral ocorrendo em relevo plano a suave ondulado. As principais classes encontradas e de maior expressão consistem em: Latossolo Vermelho Escuro (LE), correspondente a aproximadamente 25,5 % da área do município; Latossolo Roxo (LR), originado das rochas ultrabásicas, totalizando 25,5 % e Latossolo Vermelho-Amarelo (LV), correspondente a 41 %. Ocorrem ainda, em menor proporção, solos do tipo Podzólico Vermelho Escuro (PE), com pedregosidade, concreções e cascalhos; Cambissolos (C), com presença de cascalhos, calhaus ou mesmo matacões; Solos Litólicos (R), com presença em alguns casos de grande quantidade de cascalhos ou concreções ou mesmo de matacões no perfil ou na superfície; Gleissolos (G); e solos aluviais, distribuindo-se esses três últimos em planícies fluviais (IBGE, 1999 apud ROMÃO, 2006).

O levantamento realizado por Campos et al. (2003) apontou a existência de três grupos definidos em função da dinâmica das águas nos solos e a partir de análises de resultados de ensaios de infiltração in situ: o primeiro grupo abrangendo os Latossolos Vermelho e Vermelho-Amarelo, Nitossolo Vermelho e Chernossolo; o segundo o Cambissolo, Neossoloso Litólico e Plintossolo e o terceiro, o Neossolo Flúvico e o Gleissolo.

Os Nitossolos compreendem solos espessos e bem drenados, com incremento no teor de argila no horizonte B (Bt); estruturação moderada a forte e superfície dos agregados com cerosidade; em geral moderadamente ácidos a álicos, com saturação por bases variando de baixa a alta; caulíniticos-oxídicos e por isso com argilas de baixa atividade. A classe relativa ao Chernossolo Háplico engloba os solos com horizonte A chernozêmico, isto é, horizonte relativamente espesso, com alta saturação por bases e cor escura; em geral moderadamente ácidos e fortemente alcalinos, com argila de atividade alta. Esses últimos tem ocorrência relacionada às rochas calcissilicáticas do Complexo Granulítico Anápolis-Itaúçu. A área de estudo situa-se sobre os domínios dos Latossolos Vermelhos (LV), entremeados por manchas de Neossolos Litólicos (RL) (Figura 23).

Conforme Campos et al. (2003), os Latossolos ocorrentes no município de Goiânia apresentam horizonte B latossólico (Bw), em avançado estágio de intemperismo; são compostos em geral por quantidades variáveis de óxidos de ferro e alumínio, argilas com estrutura mineral 1:1, quartzo e outros minerais resistentes ao intemperismo; com baixa capacidade de troca catiônica (CTC) e expressiva atuação do processo de ferralitização; com

espessura total, em alguns casos, ultrapassando 20 metros e, em sua maioria, bem drenados. São solos extremamente ácidos, com baixa saturação por bases, distróficos ou álicos, derivados dos granulitos de composição básica e ultrabásica.

Figura 23: Mapa de solos da região noroeste de Goiânia (GO)

2.1.4 Hidrografia

A rede de drenagem do município de Goiânia configura-se entre os relevos tabulares, suavemente convexos, composta basicamente por um segmento do rio Meia Ponte, afluente do rio Paranaíba, que nasce a aproximadamente 80 km a noroeste do município, cujas cabeceiras coincidem com os limites políticos, conferindo aspecto embaciado à região. Seus afluentes da margem esquerda são compreendidos pelos córregos do Esgoto, Samambaia, Ladeira, Erosão, Lajeado e ribeirão João Leite; e pela margem direita os córregos São Domingos, da Onça, Palmito, Água Branca, Gameleira, Barreiro, São José e os ribeirões Caveirinha e Anicuns. A porção sudoeste é cortada pela bacia do rio Dourados, a única que não se liga ao rio Meia Ponte no município (IBGE, 1999 apud ROMÃO, 2006).

A região noroeste está em sua quase totalidade inserida na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte, que corta o município de noroeste para sudeste. Os canais fluviais presentes na região são, direta ou indiretamente, tributários do rio Meia Ponte, com destaque para o ribeirão São Domingos, ribeirão Caveirinha e o córrego da Divisa. O primeiro possui nascentes nas porções oeste e centro-norte da região noroeste. Suas águas fluem na direção norte até a divisa com o município de Goianira (GO) e, posteriormente, na direção leste até desembocar no rio Meia Ponte. O segundo tem duas de suas principais nascentes próximas ao aterro sanitário de Goiânia e do município de Trindade (GO). Segue direção geral leste e possui alguns afluentes na região, com destaque para o córrego da Divisa. Este último possui duas nascentes, uma situada no Jardim Curitiba e outra nos limites entre a Vila Mutirão I e o Aeroclube de Goiânia. Flui na direção geral sudeste e atravessa diversos bairros, até desaguar no ribeirão Caveirinha que, por sua vez, lança suas águas no rio Meia Ponte. Os pontos de coleta encontram-se nos limites da bacia hidrográfica do ribeirão Caveirinha (Figura 24).

Figura 24: Mapa de localização da bacia hidrográfica do ribeirão Caveirinha, região noroeste de Goiânia (GO)

2.1.5 Clima

Conforme Campos et al. (2003), o clima predominante no município de Goiânia, segundo a classificação climática de Köeppen, é do tipo Aw (tropical úmido) e se caracteriza por duas estações bem distintas: o inverno, frio e seco, resultado da atuação da Massa Polar Atlântica (mPa); e o verão, quente e chuvoso, quando ocorre o predomínio, especialmente, das massas de ar Tropical Atlântica (mTa) e Equatorial Continental (mEc), sendo esta última o sistema atmosférico responsável pela maior parte pelas precipitações neste local.

Quanto ao regime de chuvas, os maiores índices pluviométricos encontram-se entre os meses de dezembro a março, com precipitação média mensal acima de 200 mm e média anual de cerca de 1500 mm. Já a precipitação média dos meses menos chuvosos (junho a agosto) fica abaixo de 10 mm. O período de temperaturas mais elevadas vai de setembro a dezembro, com temperaturas que oscilam entre 29ºC e 31ºC, podendo até ultrapassar os 35º. As temperaturas mais baixas podem ser registradas nos meses de junho e julho, com temperaturas mínimas oscilando entre 13ºC e 18ºC. A esse mesmo período associam-se os menores índices de umidade relativa do ar.

Os gráficos 1, 2 e 3, a seguir, expressam os dados relativos à temperatura, precipitação e umidade relativa do ar, respectivamente, para o período da última normal climatológica (1961 a 1990).

Gráfico 1: Temperaturas máxima e média (ºC) no município de Goiânia para o período da última normal climatológica (1961-1990)

Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)

Gráfico 3: Umidade do ar (%) no município de Goiânia para o período da última normal climatológica (1961-1990)

Gráfico 2: Precipitação (mm) no município de Goiânia para o período da última normal climatológica (1961-1990)