• No results found

Analysis of Interaction Effects

3.5 Data Analysis

4.1.3 Analysis of Interaction Effects

Parto do pressuposto de que a Arte pode tanto questionar valores vigentes quanto reforçar um modelo hegemônico. Trabalhar com opções estéticas já eleitas e reconhecidas como “Arte”, em certa medida, pasteuriza e ofusca práticas, críticas e opções políticas implícitas nessas escolhas. Por outro lado, aqueles que optam por trabalhar com escolhas artísticas não convencionais, de fronteiras fluidas entre as linguagens, em espaços não consagrados, além de questionarem uma política e, deliberadamente (ou não), explicitar suas opções e crenças, tendem a levantar novas provocações. Tais como: isso é dança ou teatro? Fulano é ator ou bailarino? Precisamos criar oposição? Por que não ator e bailarino? Qual o limite para falar de dança? É necessário reorganizar os limites? Que espaços são possíveis para dançar? O teatro? E a rua, as praças e os galpões? Quando é espetáculo? Intervenção? Performance? Como reconhecer a dança fora da “casinha” convencional – do teatro, da caixa preta, do figurino, da iluminação, da proteção da quarta parede, da acústica, do silêncio? Mas, afinal, o que está em questão? De acordo com Maria José Fazenda, no prefácio de Louppe (2012),

O ato poético em dança contemporânea é gerado pela reinvenção permanente do corpo e da hierarquia atribuída às suas partes – tronco é valorizado, a cabeça pode tornar-se protagonista, os membros superiores ou inferiores podem desaparecer, a pele pode tornar-se um órgão perceptivo por excelência –, pelo caráter audível da sua respiração, por uma exploração, a partir de diversas combinações, dos quatros fatores do movimento (o peso, o fluxo, o espaço e o tempo) e por uma composição coreográfica que se efetua a partir das dinâmicas da própria matéria. Quanto à obra coreográfica contemporânea, ela apresenta formas e conteúdos diferentes e formatos diversificados – na dimensão, no número de intérpretes, nos lugares de apresentação –, e, nela, o movimento do corpo estabelece múltiplas relações com os elementos plásticos (objetos e cenários) e sonoros e com as imagens virtuais (apud LOUPPE, 2012, p. 14).

Podemos dizer que a cena contemporânea das artes é um território cada vez mais híbrido, “onde é possível falar de experiências cênicas com demarcações fluidas de territórios, em que o embaralhamento dos modos espetaculares e a perda de fronteiras entre os diferentes domínios artísticos são uma constante” (FERNANDES, 2001, p. 11). Nesse contexto híbrido e de contaminações entre linguagens artísticas e técnicas distintas, no caso das artes cênicas, emerge um campo investigativo aliado à linguagem performática pautado na interação. Tem- se a exploração e criação de outros espaços, outros sujeitos, outras poéticas e dramaturgias,

outras técnicas, procedimentos e suportes que implicam “transbordamento dos gêneros e das linguagens131” e nos alargamentos do espectro cênico e da experiência perceptiva, que, por sua vez, provocam outros olhares para o fazer artístico e para os processos criativos.

Dessa forma, cabe salientar que, no contexto das companhias públicas de dança, criadas sob a égide das tradições europeias dos balés de corte, as proposições contemporâneas ainda sofrem retaliações devido às narrativas tradicionais e conservadoras que desenham suas atuações. Essas narrativas, na maioria das vezes, fazem manutenção de um imaginário social que associa, quase que exclusivamente, a ideia de arte à harmonia e beleza da herança clássica. Nesse caso, tudo que causa ou pode causar estranhamento, desconforto e/ou não agradar um grande público torna-se alvo de crítica. Basta observarmos as políticas de promoção, proteção e estímulo às artes e à pesquisa que as instituições públicas de arte apoiam e incentivam. De acordo com Jussara Sobreira Setenta (2008), as instituições exercem, ao mesmo tempo, um poder formativo e performativo quando relativas às práticas artísticas materializadas em seus espaços. Com isso, conforme visto anteriormente, a atuação do poder opera “no exercício das relações recíprocas” (SETENTA, 2008, p. 65). Ou seja, a potência e abrangência do poder estão justamente em sua capacidade de funcionar e exercer em rede (FOUCAULT, 1979). Dessa forma, em um espaço institucional, a norma, a regra, a disciplina, a hierarquia e a soberania tornam-se noções utilizadas, cotidianamente, para administrar poderes; ora para produzi-los, ora para reduzi-los, mas, de alguma forma, empregado como dispositivo de controle e dominação. O que nos indica que no contexto onde as relações sociais e profissionais/trabalhistas geram confrontos e resistências, o poder é percebido e exercido como uma situação estratégica de influência e condicionamento.

131 Terminologia utilizada por Renato Cohen no artigo “Rito, Tecnologia e novas mediações na cena contemporânea brasileira”.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Abarcar o universo das Companhias públicas é tratar de um assunto complexo, cheio de atravessamentos, silêncios e estigmas que obscurecem e dificultam tecer um olhar sobre os tensionamentos e aproximações entre arte e instituição pública.

A partir da análise, pode-se apontar que, no bojo dessa dissertação, os tensionamentos e as aproximações entre Arte e Instituição Pública, quando relacionados às questões trabalhistas pertinentes, sobretudo às diferentes modalidades de contratação, o contexto institucional público, ao não garantir as mesmas condições e direitos para esse vínculo funcional, corrobora a ocorrência dos seguintes fenômenos: a precarização e informalidade da profissão, a descontinuidade de uma atuação artística profissional, saídas precoces daqueles que não ocupam cargos efetivos, rotatividade derivada da precarização dos vínculos empregatícios, ausência de um plano de carreira e um silenciamento dos conflitos e falta de diálogo entre os próprios artistas (servidores de cargos efetivos, de cargo de provimento de comissão de recrutamento amplo e contratados por projetos temporários e intermitentes).

A partir das entrevistas, pesquisa de campo e análise documental, essas ocorrências foram mencionadas, principalmente pelos bailarinos, como aspectos desfavoráveis para o desenvolvimento e realização do trabalho em grupo, no qual todos exercem a mesma função e têm as mesmas atribuições. No que tange aos aspectos relacionados ao trabalho cotidiano de uma companhia de dança, a relação entre arte e instituição mostrou-se como garantia de infraestrutura básica para realização, desenvolvimento e manutenção de uma atuação artística continuada, transformada e formadora. O hibrido dos tensionamentos e das aproximações entre Arte e Instituição Pública revelou, além de uma capacidade de negociação, resistência e reinvenção desta Cia, uma possibilidade provocativa de abordar a própria instituição (CDPA e FCS) e suas narrativas como objetos e assuntos de revisão e debate.

Problematizar e enfrentar justamente a complexidade da relação entre os dois corpos, o institucional e o artístico, do ponto de vista de uma companhia pública, que em um determinado momento adotou outros processos criativos para construção de seus trabalhos artísticos, mostra-se uma potência transformadora necessária para renovar narrativas engessadas e desatualizadas. Desse modo, de forma tangencial e secundária, para alimentar esta reflexão, algumas questões coabitaram o cenário problematizado, tais como: quais potências criativas e de resistência provocariam ações artísticas que interrogam o seu habitual e escancaram suas contradições? Como a atuação artística da CDPA pode permanecer fortalecida e ganhar outros parceiros e investimentos dentro de um contexto institucional que

passa constantemente por mudanças gerenciais e transformações burocráticas? Como consolidar um perfil artístico pautado na experimentação, nos laboratórios e processos de pesquisa e criação dentro de uma instituição pública em que os apontamentos revelam uma certa rotatividade dos colaboradores atrelada a precariedade dos vínculos contratuais de alguns de seus membros?

Frente a tais perguntas, CDPA e FCS podem experimentar, de modo provisório, a partir do perfil artístico consolidado, apresentado na análise, uma qualidade de esgarçamento na sua tessitura estrutural e habitual, revelando, metaforicamente, outras arquiteturas, “teatros”, “cenários”, “personagens” e “corpos”. Essas relações podem reconfigurar e redimensionar suas fronteiras, as quais, ideologicamente, foram delineadas para dar forma ao “Palácio” e lugar da “corte”. Trata-se, portanto, de um exercício de revisitar as possibilidades historicamente construídas que sustentaram certos discursos generalizantes e monológicos. Mas, afinal, o que o tensionamento revela ou poderia potencializar?

Pensar num cenário ideal no qual a instituição “apoia” ou “corrobora” com todas as intenções e propostas de trabalho me parece desconsiderar a potência que a própria contradição institucional traz para a CDPA, para não perder de vista a argumentação de Morsch (2011); quero dizer, no bojo dos tensionamentos presentes na realidade institucional, uma instituição de arte pode se tornar o próprio dispositivo gerador de mudança quando suas práticas artísticas operam também como práticas críticas e reflexivas. Será que a riqueza dos Movimentos III não está justamente na capacidade de resiliência, negociação e reinvenção que os tensionamentos vividos na instituição pública, hierárquica e burocrática provocam e proporcionam?

Retomo alguns aspectos relevantes que permearam essa pesquisa e deram corpo à discussão para tecer as últimas considerações, estando ciente de que muitas outras seriam possíveis aqui. Diante deste percurso dissertativo, ao tecer a análise, o maior desafio e dificuldade em lidar com os depoimentos foi justamente o fenômeno mais vivo e satisfatório. Para referir ao termo Dança Teatral de Fazenda (2008), esta pesquisa revelou, por meio dos depoimentos, uma forte qualidade reflexiva dos entrevistados, provavelmente, decorrente de suas experiências vividas intensamente no contexto da CDPA e da FCS. Aspecto que mostra, de alguma forma, que há presença de um cotidiano de trabalho e de produção artística que promoveu certos processos de reflexão e de revisão de suas próprias narrativas e de histórias. Desse modo, as narrativas instituídas e postas quando revisitadas e debatidas, podem desencadear situações de reflexividade, que por sua vez, podem ser transgressoras. O Sujeito, membro da CDPA, que vivencia e experimenta tal processo, pode ainda proporcionar e

impulsionar para que a arte, que é seu principal lugar de expressão e posicionamento, se torne dispositivo de mudança e resistência.

Como debatido, a tentativa de construir e reconstruir outros lugares e narrativas para ampliar as potências de reflexividade não garante que outras novas narrativas não se tornem reféns e engessem novamente outras fronteiras. Nesse sentido, mesmo se mostrando como uma possibilidade de fugir dos corpos dóceis (treinados a partir de uma técnica que modula um modo eficaz e tradicional de comunicação e comportamento) e de distanciar de discursos que abrigam certas verdades totalizantes, a transgressão não oferece garantia para uma consolidação enquanto potência de criação. Como dito, segundo Rolnik (2002), é preciso potência de resistência (configuração e luta) para que outros processos de subjetivação e modos de apreender o mundo, mesmo que transitórios, sejam possíveis e materializados.

Nessa perspectiva, para esta pesquisa, a arte, enquanto lugar potencialmente propício para o exercício de processos de criação e resistência, torna-se dispositivo de mediação para que momentos de revisão e debate possam acontecer. Nesse sentido, a partir de uma postura genuinamente hermenêutica, a arte, ao proporcionar e/ou desencadear [outros] espaços de diálogo em que a linguagem não se limita ao território pretenso da comunicação tradicional – o da palavra –, o mundo, este que cada sujeito em sua singularidade dimensiona, vive, materializa e se relaciona, passa a ter, em alguma medida, outras leituras e realidades possíveis.

REFERÊNCIAS

ABREU, Luis Fernando de. Processo Colaborativo: Relato e Reflexões sobre uma Experiência de Criação. Cadernos da ELT, v. 1, p. 33-41, mar. 2003.

AGAMBEN, Giorgio. L’uso dei corpi. Vicenza: Neri Pozza, 2014.

ALBERTI, Verena. Ouvir contar: textos em história oral. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004.

ALBERTI, Verena. Manual de história oral. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2013.

ALVARENGA, Arnaldo Leite de. Dança moderna e educação da sensibilidade: Belo Horizonte (1959-1975). 255 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2002.

ALVARENGA, Arnaldo Leite de. Klauss Vianna: abrindo caminhos. Belo Horizonte: Instituto Cidades Criativas, 2010. Série Personalidades da Dança em Minas Gerais – Prêmio Funarte Klauss Vianna para Dança 2009. Org. Arnaldo Alvarenga.

ALVARENGA, Arnaldo Leite de. A Companhia de Dança Palácio das Artes – Os Primeiros Tempos: Carlos Leite e o Ballet de Minas Gerais (1948-1971). In: ______; MENCARELLI, Fernando Antonio; MALETTA, Ernani de Castro; ANDRADE, Maurilio. Corpos Artísticos do Palácio das Artes: Trajetória e Movimentos. Belo Horizonte, 2006, p. 58-115.

ARAÚJO, Antônio. O processo colaborativo no teatro de Vertigem. São Paulo: Sala Preta. 2006. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/salapreta/article/view/57302/60284> Acesso: 20 jun. 2018.

ARCELO, Adalberto Antonio Batista. A Insurreição Refém. In: PASSOS, Isabel Friche & BELO, Fábio (Orgs.). Na companhia de Foucault: 20 anos de ausência. Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2004.

ARGAN, Giulio Carlo. História da arte como história da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

BANANA, Adriana. Trishapensamento: espaço como previsão meteorológica. Belo Horizonte: Clube Ur=H0r, 2012.

BELTING, Hans. O fim da história da arte: uma revisão dez anos depois. São Paulo: Cosac Naify, 2006.

BELTING, Hans. O fim da história da arte e a cultura atual. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

BAGOLIN, Luiz Armando. Resenha. Kriterion: Revista de Filosofia. Belo Horizonte, n. 123, p. 265-269, Jun./2011.

BURGER, Peter. Teoria da Vanguarda. Tradução: José Pedro Antunes. São Paulo: Ubu Editora, 2017.

CAIXETA, Rubens. Cineastras indígenas e o pensamento selvagem. Belo Horizonte: Devires, 2008.

CALABRE, Lia. Políticas Culturais no Brasil: balanço e perspectivas. In: III ENECULT – Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, 2007, Salvador-Bahia-Brasil.

CHRISTÓFARO, Gabriela Córdova. Marile Martins: a dança moderna em Belo Horizonte. Belo Horizonte: Instituto Cidades Criativas, 2010. Série Personalidades da Dança em Minas Gerais – Prêmio Funarte Klauss Vianna para Dança 2009. Org. Arnaldo Alvarenga.

CLIFFORD, James. Museus como zonas de contato. Tradução Alexandre Barbosa de Souza e Valquíria Prates. Periódico Permanente. Nº 6, fev. 2016. Disponível em:

<http://www.forumpermanente.org/revista/numero-6-1/conteudo/museus-como-zonas-de- contato-j-clifford> Acesso: 20jun. 2018.

COHEN, Renato. Rito, Tecnologia e Novas Mediações na cena Contemporânea brasileira. Congresso de Hispanistas alemães. Berlim, 2003.

DESLAURIERS, Jean-Pierri; KÉRISIT, Michèle. O Delineamento de pesquisa qualitativa. DEWEY, John. Arte como experiência. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

ECO, Umberto. A definição da arte. Rio de janeiro: Record, 2016.

FABIÃO, Eleonora. Performance e teatro: poéticas e políticas da cena contemporânea. Revista de Artes Cênicas Sala Preta, n. 8, p.235-246, 2008.

FARINA, Cynthia. Arte, Corpo e Subjetividade: Experiência Estética e Pedagogia. Revista Digital Art&, n. 02, 2004.

FARINA, Cynthia. Políticas do sensível no corpo docente – Arte e Filosofia na formação continuada de professores. Revista Thema, 2010.

FARINA, Cynthia. Mutações do sensível: A arte deslocalizada e o corpo desincorporado. Revista Porto Arte, v. 18, n. 30, 2011.

FARINA, Cynthia. As sensibilidades dos saberes. Ou, as condições do sensível na formulação e expressão de nossos saberes. 36ª Reunião Nacional da ANPEd, Goiânia-GO, 2013.

FAZENDA, Maria José. Para uma compreensão da pluralidade das práticas da dança contemporâneas: repensar conceitos e categorias. Antropologia, n. 11, 1993, p. 67-76, 1993. FAZENDA, Maria José. Dança teatral: ideias, experiências, ações. (2008)

António Pinto Ribeiro, « Maria José Fazenda, Dança Teatral: Ideias, Experiências, Acções », Etnográfica [Online], vol. 12 (1) | 2008, Online desde 20 Junho 2012, consultado em 30 Setembro 2016. URL :http://etnografica.revues.org/169

FAZENDA, Maria José. A dimensão reflexiva do corpo em ação: contributos da antropologia para o estudo da dança teatral. In: GODINHO, Paula (Coord.). Antropologia e Performance - Agir, Atuar, Exibir. Alentejo: Castro Verde, 2014,

FERREIRA, Mirza. Primeiros passos do balé clássico no Brasil. Porto Alegre, 2012.

Disponível em:

<http://www.portalabrace.org/viicongresso/completos/pesquisadanca/MirzaFerreira_Primeiro spassosdobaleclassiconoBrasil.pdf> Acesso: 20 jun. 2018.

FERNANDES, Sílvia. Teatralidade e Performatividade na cena contemporânea. Repertório, Salvador, n. 16, p.11-23, 2011.

FLICK, Uwe. A pesquisa qualitativa: relevância, história, aspectos. Qualidade na pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Bookman, Artmed, 2009.

FORTIN, Sylvie. Contribuições possíveis da Etnografia a da Auto-Etnografia para a pesquisa na prática artística. Periódico do Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas, n. 7, 2009.

FOUCAULT, Michel; MACHADO, Roberto. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1979.

FOUCAULT, Michel. História da sexualidade. Rio de Janeiro: Graal, 1994.

FOUCAULT, Michel. A verdade e as formas jurídicas. 2. ed. Rio de Janeiro: Nau, 1999. FOUCAULT, Michel. Em defesa da sociedade: curso no Collège de France, (1975-1976). São Paulo: Martins Fontes, 1999.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 2004. FOUCAULT, Michel. Estética: literatura e pintura, música e cinema. In: MOTTA, Manoel Barros da (Org.). Ditos e Escritos III. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2009.

GADAMER, Hans-Georg. Hermenêutica da Obra de Arte. Seleção e tradução de Marco Antônio Casanova. São Paulo: WMF/Martins Fontes, 2010.

GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989.

GERTH, H. H; WRIGHT MILLS, C. Max Weber (1919) A política como vocação. In: GERTH, H. H; WRIGHT MILLS, C. (Orgs). Max Weber: Ensaios de Sociologia. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1967: 55-89.

HALL, Peter A.; TAYLOR, Rosemary C. R. As três versões do neo-institucionalismo. Lua Nova, n. 58, 2003.

HEIDEGGER, Martin. Ser e o tempo. Tradução de Márcia de Sá Cavalcanti. Petrópolis: Vozes, 1997.

HEIDEGGER, Martin. A origem da obra de arte. Tradução Irene Borges-Duarte. In: Caminhos de Floresta. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2002.

HERCOLES, Rosa Maria. Formas de comunicação do corpo: novas cartas sobre a dança. São Paulo: Tese de doutorado, 2005.

HOUAISS, Antônio. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. 1 vol. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. Disponível em: <https://houaiss.uol.com.br/pub/apps/www/v3- 3/html/index.php#1> Acesso: 20 jun. 2018.

LAPLANTINE, François. Aprender Antropologia. São Paulo: Brasiliense, 2012. LOUPPE, Laurence. A poética da dança contemporânea. Lisboa: Orfeu Negro, 2012. LOUPPE, Laurence. Corpos híbridos. In: Lições de Dança. Rio de Janeiro: UniverCidade Editora, 2000.

MAGNANI, José Guilherme Cantor. Etnografia como prática e experiência. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 15, n. 32, p. 129-156, jul./dez. 2009.

MARQUEZ, Renata Moreira. O Mapa como Relato. Ra’eGa, Curitiba, v. 30, p. 41-64, 2014. MAUSS, Marcel. As técnicas do corpo. In: MAUSS, Marcel; GURVITCH, Georges; LÉVY- BRUHL, Henri. Sociologia e antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.

MEIRELES, Tânia Mara Silva. Cia de Dança Palácio das Artes de Belo Horizonte: movimentos de uma experiência artístico-profissional continuada (1971-2013). Tese (Doutorado em Artes Cênicas) – Escola de Belas Artes, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2016.

MONTEIRO, Mariana. Noverre: Cartas sobre a Dança. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: FAPESP, 2006.

MÖRSCH, Carmen. Trabalhar na contradição: A intermediação artística como prática crítica. Uma concepção autorreflexiva e crítica em contraposição a uma pedagogia museológica afirmativa e reprodutiva. Revista Humboldt, ed. 104. Bonn: Goethe-Institut, 2011.

NEVES, Lucilia de Almeida. Memória, história e sujeito: substratos da identidade. História Oral, v. 3, p. 109-16, 2000.

NATAL, Caion Meneguello. Imagens de Ouro Preto: a construção de uma cidade histórica, 1891-1933. ANPUH – XXIII SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA – Londrina, 2005. NOGUEIRA, Maria C. F.; MARTINS, Claudia M. B. Considerações sobre a metodologia qualitativa como recurso para o estudo das ações de humanização em saúde. Saúde soc., v. 13 n. 3, Set./Dez. 2004.

PAVIS, Patrice. A análise dos espetáculos: teatro, mímica, dança, dança-teatro, cinema. São Paulo: Perspectiva, 2005.

PAVIS, Patrice. Dicionário de teatro. Tradução para a língua portuguesa sob a direção de J. Guinsburg e Maria Lúcia Pereira. 3. ed. – São Paulo: Perspectiva, 2007.

PEIRANO, Mariza. Rituais ontem e hoje. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.

PEREIRA, Roberto. Formação do balé brasileiro: nacionalismo e estilização. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2003.

REIS, Maria da Glória Ferreira. Cidade e palco: experimentação, transformação e permanências. Belo Horizonte: Cuatiara, 2005.

REIS, Maria da Glória Ferreira. Natália Lessa: desejo e prazer de dançar. Belo Horizonte: Instituto Cidades Criativas, 2010. Série Personalidades da Dança em Minas Gerais – Prêmio Funarte Klauss Vianna para Dança 2009. Org. Arnaldo Alvarenga.

REIS, Maria da Glória Ferreira. Carlos Leite: tradição e modernidade. Belo Horizonte: Instituto Cidades Criativas, 2010. Série Personalidades da Dança em Minas Gerais – Prêmio Funarte Klauss Vianna para Dança 2009. Org. Arnaldo Alvarenga.

REY, Sandra. Da prática à teoria: três instâncias metodológicas sobre a pesquisa em poéticas visuais. Porto Arte, Porto Alegre, v. 7, n.13, p. 81-95, nov. 1996.

ROLNIK, Suely. A vida na berlinda. In: COCCO, Giuseppe (org.). O trabalho da multidão: Império e Resistência vida na Berlinda. Rio de janeiro: Editora Griphus, 2002, p. 109-120. ROLNIK, Suely. O caso da vítima: A criação se livra do cafetão e se junta com a resistência. Conferência proferida em São Paulo S.A Situação #1 COPAN, 2002.

ROLNIK, Suely. Furor de arquivo. Disponível em: <http://www.ppgav.eba.ufrj.br/wp- content/uploads/2012/01/ae22_Suely_Rolnik.pdf> Acesso: 20 jun. 2018.

ROMANO, Lúcia. O teatro do Corpo Manifesto: teatro físico. São Paulo: Perspectiva, 2013. ROPA, Eugenia Casini. A dança e o agit-prop: os teatros não teatrais na cultura alemã do