CHAPTER 4 PRESSURE VAULT FATIGUE METHODOLOGY IMPROVEMENT
4.6 Study of fatigue limitations for high pressure flexible pipes
4.6.2 Analysis of the local fatigue data
No que diz respeito à abordagem de tratamento e análise dos dados, a pesquisa é qualitativa. Entende-se que a escolha converge com a colocação de Minayo (2002) de que a pesquisa qualitativa deve valorizar em seus percursos a participação e percepção dos sujeitos envolvidos, aspectos considerados centrais nas abordagens selecionadas como norteadoras no referencial teórico, concernentes à governança e implementação (KOOIMAN, 2003, 2008; DRAIBE, 2001).
Para o tratamento e análise dos dados foi utilizada a análise de conteúdo. Considerando que o estudo teve como foco as interações utilizadas entre diferentes instâncias do governo, sociedade civil e empresas e suas percepções no âmbito da implementação e governança da política de aprendizagem, a opção pela análise de conteúdo se justificou por sua adequação à interpretação da pesquisa qualitativa no trato da subjetividade (MINAYO, 2002).
A análise documental se fez necessária em face do amplo marco regulatório relacionado à aprendizagem e ao acesso que se obteve a atas, regimentos e resoluções do Grupo de Trabalho Municipal Jovem Aprendiz e Fóruns de aprendizagem, manuais, planos e materiais de divulgação como folders e outros documentos disponibilizados também através dos sítios eletrônicos.
Conforme Bardin (2011) na análise qualitativa a inferência é fundada na presença do índice (tema, palavra, etc.) e não sobre a frequência da sua aparição, em cada comunicação individual “[...] algumas mensagens são irredutíveis à normalização (singularidade da expressão, da situação, nas condições de produção e da finalidade no objetivo da comunicação [...] o acontecimento, o acidente e a raridade possuem, por vezes, um sentido muito forte que não deve ser abafado” (BARDIN, 2011, p.144).
A autora esclarece que as fases da análise de conteúdo organizam-se em três polos cronológicos: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados e interpretação.
A Pré-análise se refere à organização do material e possui três missões: a escolha dos documentos a serem submetidos à análise, a formulação das hipóteses e dos objetivos. Além das transcrições a partir das entrevistas, os documentos mais utilizados na análise foram destacados em negrito no último quadro apresentado.
O quadro a seguir apresenta a conexão entre os objetivos específicos, procedimentos de coleta e técnicas de análise de dados.
Quadro 22 – Objetivos específicos, procedimentos de coleta e técnicas de análise de dados Objetivos Específicos Procedimentos
de coleta de dados
Técnicas de análise 1. Conhecer os arranjos institucionais existentes para a
implementação da política em suas diferentes fases,
identificando os atores participantes; Entrevistas
Pesquisa documental Análise de conteúdo Análise documental 2. Identificar os instrumentos criados para estimular as
interações entre os atores
3. Averiguar as formas de cooperação desenvolvidas entre os diversos atores;
4. Examinar como os atores participam dos processos de decisão referentes à política de aprendizagem;
5. Investigar quais os conflitos e formas de mediação existentes na estrutura de governança da política;
6. Identificar os modos de governança emergentes
7. Investigar como os atores partícipes do arranjo imaginam e percebem a PPNAP em suas cidades
Fonte: Pesquisa Direta (2012).
A fase de exploração do material compreende as operações de codificação, decomposição ou enumeração, em função de regras formuladas na pré-análise. Para a identificação dos protocolos de entrevista utilizou-se os códigos explicitados no quadro 23:
Quadro 23 – Códigos do Protocolo de Entrevista
Código Grupos Institucionais Cidade
NGn Governo Federal Natal NFn Entidades Formadoras (SENAC e ESFLs) NEn Empresas NSCn Sociedade Civil FGn Governo Federal/Estadual Fortaleza FFn Entidades Formadoras (SENAC e ESFLs) FEn Empresas FSCn Sociedade Civil Fonte: Pesquisa Direta (2012).
Nos casos em que foram entrevistados mais de um representante por instituição, foram acrescidas as letras a, b, ou c após o número correspondente ao entrevistado (n).
A categorização teve como base unidades de registro temáticas, sendo o tema, segundo Bardin (2011, p.135) geralmente utilizado como “unidade de registro para estudar motivações de opiniões, atitudes, valores, crenças, tendências, etc” e, portanto, revelando-se apropriado aos objetivos da pesquisa.
Os quadros 24 e 25 elencam as categorias e subcategorias formuladas a partir do referencial teórico e marco regulatório consultado.
Quadro 24 – Categoria governança e subcategorias
Categoria Definição
Governança Conjunto de interações para resolver problemas ou criar oportunidades sociais, podendo envolver aspectos institucionais e o estabelecimento de princípios norteadores para o seu exercício.
Interações Relações de mútua influência entre dois ou mais atores ou entidades sobre questões relacionadas à implementação da PPNAP.
Interferências Interações pontuais, caracterizadas pela espontaneidade, flexibilidade, sem formalização de acordos.
Interplays Interações ‘horizontais’ entre os atores, com maior estabilidade e algum grau de formalização.
Intervenções Interações verticais e formalizadas cuja iniciativa parte do governo. Imagens Visões norteadoras da governança.
Instrumentos Mecanismos que promovem a articulação entre as imagens e as ações. Ações Iniciativas realizadas de forma coletiva pelos atores.
Autogovernança Situação em que a interferência do governo sobre os atores é mínima ou inexistente. Co-governança Modo de governança baseado na colaboração e cooperação.
Governança hierárquica
Estilo de intervenção de cima para baixo expressado em políticas e leis. Governança de
Primeira Ordem Forma que os atores interagem no dia a dia para resolver problemas ou criar oportunidades sociais. Governança de
Segunda Ordem Espaços formalizados para estimular as interações entre os atores no âmbito local. Governança de
Terceira Ordem/ Metagovernança
Exercício de avaliação do arranjo como um todo, incluindo os desafios de combinar os modos de governança emergentes. Compreende debates sobre valores, orientados segundo princípios reconhecidos mesmo universalmente, podendo ocorrer no nível nacional, mas também nas outras ordens de governança.
Fonte: Criado a partir de Kooiman (1993, 2003, 2005, 2008).
Quadro 25 – Categoria implementação e subcategorias
Categoria Definição
Implementação Conjunto de ações e decisões voltadas para o alcance dos objetivos de formação e inserção do adolescente/jovem participante da PPNAP.
Credenciamento Ações empreendidas pelas ESFLs com vistas a preencher o atendimento das exigências do MTE para obter autorização para a oferta dos cursos de aprendizagem.
Divulgação e
Informação Divulgação da oferta de cursos e/ou ações realizadas; Informações sobre a política/mudanças na legislação/dúvidas sobre a política. Seleção Seleção de aprendizes, facilitadores, tutores (empresas) e auditores.
Capacitação Capacitação dos aprendizes, facilitadores, tutores (Empresas) e auditores. Financiamento Financiamento (dos cursos de formação).
Monitoramento Acompanhamento realizado ao longo da implementação de forma a comparar o planejado e o realizado, identificar desvios e incorreções e possibilitar recomendações quando necessário.
Avaliação Julgamento do desempenho com base em dados levantados pelo monitoramento e outras formas, de forma a oportunizar recomendações e propostas com vistas a aprendizagem institucional coletiva e geração de melhoria contínua da política.
Fonte: Criado a partir de Draibe (2001) e marco regulatório PPNAP.
Na fase de tratamento dos resultados e interpretação foram exploradas as informações disponibilizadas por meio das entrevistas e pesquisa documental tendo como base as categorias descritas nos quadros 24 e 25.