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Risco de volume de líquidos deficiente

Nessa etapa do estudo, foi solicitado aos enfermeiros do APH Avançado Móvel que descrevessem, no instrumento (APÊNDICE C), quais as atividades que realizam nas vítimas de traumas com diagnósticos de Volume de líquidos deficiente e Risco de volume de líquidos deficiente. Para listar essas atividades, os enfermeiros procuraram lembrar-se das ações que realizam em seu cotidiano, ao assistirem as vítimas de traumas e ao assinalarem também a natureza da ação.

96 Tabela 3- Distribuição das atividades citadas pelos enfermeiros como realizadas nas vítimas de trauma no APH Avançado Móvel com o diagnóstico Volume de líquidos deficiente e a natureza das ações, Ribeirão Preto, 2008.

Privativa do Enfermeiro

Prescrição Médica

Protocolos Não citou TOTAL ATIVIDADES CITADAS PELOS ENFERMEIROS

N % N % N % N % N %

1. Acesso venoso periférico calibroso. 2. Punção venosa com cateter 16 ou 14.

3. Puncionar veias com cateter de grosso calibre, como a safena, jugulares, basílica e cefálicas, femorais ou intraóssea.

7 63,6 0 0 4 36,6 0 0 11 100

4. Aferir sinais vitais e constante vigilância para prevenir riscos. 5. Monitorização dos sinais vitais.

6. Controle de sinais vitais. 7. Verificar sinais vitais. 8. Avaliar sinais vitais

9 81,8 0 0 1 9 1 9 11 100

9. Comunicar regulação médica sobre estado do paciente e os

riscos presentes para agilizar medidas adequadas de atendimento. 0 0 0 0 2 18,8 9 81,8 11 100 10. Identificar história pregressa como alergias, medicamentos,

doenças prévias.

1 9 0 0 0 0 10 91 11 100 11. Conter sangramento ativo se possível.

12. Aplicar curativo compressivo.

4 36,6 0 0 3 27,2 4 36,6 11 100 13. Administrar O2 por máscara e monitorar saturação 2 18,8 0 0 5 45,4 4 36,6 11 100

14. Comunicar os procedimentos realizados à vitima para

minimizar fatores estressantes. 1 9 0 0 0 0 10 91 11 100 15. Realizar vigilância dos equipamentos/materiais a serem

utilizados nos atendimentos para não ocorrer falhas. 3 27,2 0 0 0 0 8 72,7 11 100 16. Preparar material e auxiliar na entubação, drenagem tórax,

crico, etc. Continua...

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Privativa do Enfermeiro

Prescrição Médica

Protocolos Não citou TOTAL ATIVIDADES CITADAS PELOS ENFERMEIROS

N % N % N % N % N %

17. Realizar medicações com adequado preparo. 0 0 2 18,8 0 0 9 81,8 11 100 18. Conhecer as possíveis lesões que podem estar presentes na

vítima e que comprometem a circulação, como traumas abdominais, perdas sanguíneas inaparentes.

2 18,8 0 0 1 9 8 72,7 11 100

19.Checagem do nível consciência. 20. Avaliar estado mental.

5 45,4 0 0 1 9 5 45,4 11 100 23. Verificar mecânica ventilatória (expansão), sons pulmonares,

palpação e percussão tórax. 1 9 0 0 3 27,2 7 63,6 11 100 24. Avaliar condição de troca gasosa por meio da oximetria. 4 36,6 0 0 1 9 6 54,5 11 100 25. Exame físico: inspeção, palpação, percussão e ausculta. 1 9 0 0 0 0 10 91 11 100 26. Realizar exame físico abdominal dirigido (distensão, irritação). 0 0 0 0 1 9 10 91 11 100 27. Checar estabilidade pélvica 0 0 0 0 1 9 10 91 11 100 28. Fixar objetos transfixados e empalados para o transporte. 0 0 0 0 1 9 10 91 11 100 29. Reposição volêmica

30. Realizar hidratação 31. Infundir líquidos. 32. Instalar Ringer lactato

0 0 3 27,2 5 45,4 4 36,6 11 100

33. Avaliar sinais precoces de choque: alteração do nível de

consciência, palidez, sudorese, frialdade, taquipneia, taquicardia. 5 45,4 0 0 1 9 5 45,4 11 100 34. Verificar perfusão periférica. 4 36,6 0 0 0 0 7 63,6 11 100 35. Realizar sondagem nasogástrica.

36. Instalar SNG. Continuação...

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Prescrição Médica

Protocolos Não citou TOTAL ATIVIDADES CITADAS PELOS ENFERMEIROS

N % N % N % N % N %

37. Realizar sondagem vesical de demora. 0 0 0 0 5 45,4 6 54,5 11 100 38. Checar e promover a reposição de materiais para punção

venosa, reposição volêmica, imobilização e curativos. 39. Verificar validade e integridade dos materiais.

3 27,2 0 0 0 0 8 72,7 11 100

40. Reavaliar parâmetros vitais após reposição volêmica. 3 27,2 0 0 0 0 8 72,7 11 100 41. Observar débito urinário e característica da urina.

42. Avaliar a diurese 1 9 0 0 0 0 10 91 11 100

43. Avaliar a pressão de pulso. 1 9 0 0 0 0 10 91 11 100 44. Imobilizar vítima em prancha para segurança e repouso. 1 9 0 0 2 18,8 9 81,8 11 100 45. Imobilizar fraturas. 2 18,8 0 0 0 0 9 81,8 11 100 46. Manter a linha IV permeável 2 18,8 0 0 0 0 9 81,8 11 100 47. Cobrir a vítima para evitar resfriamento.

48. Controle da hipotermia.

49. Aquecer a vítima para evitar hipotermia.

5 45,4 0 0 0 0 6 6,45 11 100 50. Administrar drogas vasoativas (S/n). 0 0 3 27,2 0 0 8 72,7 11 100 51.Monitorizar os batimentos cardíacos. 3 27,2 0 0 1 9 7 63,6 11 100 52. Avaliar sistematicamente pelo A, B, C, D, E. 1 9 0 0 0 0 10 91 11 100 53. Preparar material para acesso venoso. 1 9 0 0 0 0 10 91 11 100 54. Ajudar no enfrentamento da situação. 4 36,6 0 0 1 9 6 6,45 11 100 55. Realizar curativos compressivos para controle de hemorragia. 3 27,2 0 0 1 9 7 63,6 11 100 ...Conclusão

Dentre as 55 atividades descritas pelos enfermeiros, na Tabela 3, para o diagnóstico Volume de líquidos deficiente realizadas em vitimas de trauma no APH Avançado Móvel constatamos que: acesso venoso calibroso; punção venosa com cateter teflon 14 ou 16; puncionar veias com cateter de grosso calibre, como a safena, jugulares, basílica e cefálicas, femorais ou intraóssea; aferir sinais vitais e constante vigilância para prevenir riscos; monitorização dos sinais vitais; controle de sinais vitais; verificar sinais vitais; avaliar sinais vitais; conter sangramento ativo, se possível; aplicar curativo compressivo; checagem do nível consciência; avaliar estado mental; observar palidez cutânea, mucosas e frialdade; avaliar pele e mucosas; avaliar condição de troca gasosa por meio da oximetria; avaliar sinais precoces de choque: alteração do nível de consciência, palidez, sudorese, frialdade, taquipneia, taquicardia; verificar perfusão periférica; cobrir a vítima para evitar resfriamento; controle da hipotermia; aquecer a vítima para evitar hipotermia foram as que na maioria foram indicadas para representar o tratamento de enfermagem para o paciente.

No contexto do APH Avançado Móvel, como mencionado, existe um conjunto de ações protocoladas, e ensinadas em curso de capacitação, focadas no modelo clínico biomédico e que devem ser executadas pelo enfermeiro, no sentido de resolver a situação imediata do problema e etiologia da doença. Entretanto, devem ser avaliadas as necessidades do paciente, vítima de trauma, em resposta ao diagnóstico de enfermagem identificado pelo enfermeiro, acrescentando outras ações que venham a melhorar e resolver a situação do paciente.

Assim, observa-se que a maioria dos enfermeiros não cita ações para o cuidado integral desses pacientes e que atendem somente às necessidades presentes na vítima com diagnóstico Volume de líquidos deficiente, como por exemplo, a atividade descrita comunicar os procedimentos realizados a vítima para minimizar os fatores estressantes citada por um enfermeiro.

Cuidar do paciente com base no conhecimento da metodologia da assistência e com aplicabilidade das taxonomias de enfermagem requer amplo conhecimento de sua estrutura , de maneira a modificar a maneira de comunicar as intervenções realizadas.

A seguir, apresentaremos a Tabela 4 que mostra a distribuição das atividades citadas pelos enfermeiros como as realizadas nas vítimas de trauma no APH Avançado Móvel, para resolução do diagnóstico Risco de volume de líquidos deficiente.

100 Tabela 4- Distribuição das atividades citadas pelos enfermeiros como as realizadas nas vítimas de trauma no APH Avançado Móvel com o diagnóstico Risco de volume de líquidos deficiente e a natureza das ações, Ribeirão Preto, 2009.

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