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Analysis by disease or parasite

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5.2 Farmed Fish

5.2.1 Analysis by disease or parasite

A complexidade da educação como fenômeno histórico, social e processo de desenvolvimento do ser humano na atualidade tornou o ensino um grande desafio para os docentes e, nesse sentido, Imbernón (2009) deixa claro que vivemos uma época de mudanças vertiginosas em que tudo que nasce, que se cria e se projeta, já no momento em que surge começa a se tornar obsoleto e caduco.

Entendemos, assim, que esse processo é fruto do modelo desumano e desigual que vivenciamos hoje em nossa sociedade, que nos oprime, nos marginaliza e é reflexo desta educação tradicional, que tira de nós a condição de ser gente, gente que pensa, que sente e que age. Portanto, essa lógica eurocêntrica de poder traz, com a modernidade, a ruptura entre o indivíduo, o seu ser e os sentidos e é repercutida na dicotomia corpo e mente, na separação entre as disciplinas, seus objetivos e modos de ensinar.

Os nossos estudos e na nossa própria experiência de trabalho, nestes vinte e um anos de docência, nos mostram uma lista enorme de situações-problema e que reverberam neste modelo de educação e ensino que nos leva a pensar: o que é a Educação Física e como ela se encontra neste cenário?

Apontamos, agora, alguns conceitos sobre Educação Física, para que possamos entender sobre que Educação Física estamos falando e qual a Educação Física que queremos.

“[...] a arte e a ciência do movimento humano que, através de atividades específicas, auxiliam no desenvolvimento integral dos seres humanos, renovando-os no sentido de sua auto realização e em conformidade com a própria realização de uma sociedade mais justa e livre”. A Educação Física neste conceito é entendida como “educação do movimento” e “educação pelo movimento”

Oliveira (1997, p. 106) conclui que “Educação Física é Educação na medida em que reconhece o homem como o arquiteto de si mesmo e da construção de uma sociedade melhor e mais humana”.

A Educação Física, ao longo de sua história, tem se constituído e vivido diferentes concepções até chegar ao entendimento de uma “educação do movimento” ou “educação pelo movimento”, ou mesmo de uma educação que reconhece o homem como arquiteto de si mesmo e da construção de uma sociedade melhor e mais humana.

De acordo com Darido e Ranjel (2005), a Educação Física, em suas diferentes concepções – higienista, militaristas, esportivista, progressista –, estão, de algum modo, refletindo o contexto histórico e cultural de nossa sociedade.

Neste sentido, a Educação Física, no decorrer de sua história, vem recebendo algumas críticas e, desse modo, Gonzáles e Fensterseifer (2010, p. 12) nos apontam que, em relação à Educação Física tradicional,

Temos trabalhado com a noção de que a educação física, tradicionalmente, pouco tem sido pensada dentro de um projeto educacional pautada pela ideia da ‘leitura do mundo’. Diversos estudos em nossa área têm revelado que originalmente a EF entra na escola com o claro propósito de preparação do corpo e/ou, por meio do corpo, do caráter.

Como vimos, os referidos teóricos reafirmam que a concepção tradicional na preparação do corpo fortalece os aspectos higienista, militarista e esportivista e que esta ainda prevalece, mesmo diante dos avanços na área. A mesma ideia é reforçada por Cavalcanti (1981, 1984), Medina (1983, 1987), Bracht (1999), Castellani Filho (1989) e Ghirardelli Jr. (1988), ao demostrarem que a Educação Física reproduz, com algumas exceções, os conteúdos que estão marcados do militarismo ou tecnicismo, limitando-se, como diz Kunz (2004), ao esporte escolar ou comunidades.

No nosso entendimento, esta concepção acaba por se tornar um estigma na área, que vem nos perseguindo há muito tempo, reforçando uma problemática que nos leva a crer que a disciplina na escola não vem atendendo às necessidades dos estudantes e que esta vem

acontecendo de forma descontextualizada, com exceções de alguns professores que vêm, de certo modo, apontando para outras perspectivas de ensino.

Entendemos, assim, que a Educação Física reflete o viés tecnicista, assumindo o modelo de educação e de ensino que vivemos em nossa sociedade. Diante do exposto, acreditamos ser necessário repensar nossas práticas e tentar compreender como as mesmas acontecem na realidade concrete da escola.

Portanto, dentro dessas múltiplas concepções de ensino e sociedade, neste complexo contexto em que vivemos, que assume uma educação bancária, tecnicista, punitiva, excludente e seletiva, que não dialoga com a realidade do estudante, procuramos respostas para a Educação Física.

Ao refletirmos e resinificarmos a nossa prática, considerando todo o contexto educacional em que vivemos na atualidade, estamos, ao longo dos nossos estudos, indagando como se daria a Práxis Corporal no cotidiano das aulas e procuramos entender quais seriam os pressupostos teórico-práticos que fundamentam uma metodologia de ensino ancorada nessa práxis, e para além dessa questão, buscamos compreender como seria uma Unidade Didática que materialize uma metodologia de ensino para a Educação Física escolar voltada para a Práxis Corporal pedagógica na perspectiva do “ser mais”. Para tanto, envidamos esforços no sentido de estudar como se dá a efetivação e implementação da Práxis Corporal pedagógica na perspectiva do “ser mais” no cotidiano das aulas.

Em consonância com o pensamento de Darido (2003, 2005), entendemos que a prática de todo professor, mesmo que de forma pouco consciente, apoia-se em determinada concepção de aluno, ensino e aprendizagem que é responsável pelo tipo de representação que o professor constrói sobre o seu papel, o papel do aluno, a metodologia, a função social da escola e os conteúdos a serem trabalhados.

Acreditamos, assim, que a proposição que apresentamos, ancorada nos pressupostos freireanos, está, sem sombra de dúvidas, pautada numa perspectiva diferenciada de ensino e de educação e que, embora não se proponha a resolver todos os problemas enfrentados na área, vislumbra um novo olhar para o ensino da Educação Física, a partir da Práxis Corporal pedagógica na perspectiva do “ser mais”.

Para compreender melhor esta proposição, consideramos pertinente situar o processo histórico da Educação Física para, assim, pensarmos a proposição que apresentamos.

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