3 Metode
3.4 Analyseprosessen
IV.2.1 Energias não renováveis de origem fóssil
As energias não renováveis de origem fóssil dividem-se em quatro principais tipos de recursos: o carvão, em estado sólido, representando, em 2009, 27.2% da energia mundialmente consumida; o petróleo e derivados, em estado líquido, aos quais correspondia, em 2009, uma percentagem de 32.8% da energia consumida; o gás natural, que em 2009 representava 20.9%, e, finalmente, numa percentagem muito menor, os restantes combustíveis fósseis, como por exemplo, as areias betuminosas e o xisto betuminoso (Gráfico 4) (International Energy Agency, 2010).
Estas fontes não renováveis permitem gerar grandes quantidades de energia, uma vez que a tecnologia envolvida nos processos de transformação está bastante desenvolvida. Veja-se, a título de exemplo, a grande eficiência das centrais térmicas de gás natural ou de carvão, ou como o transporte de petróleo e de gás natural é muito facilitado devido aos seus estados físicos, ao que acresce o facto das centrais energéticas poderem ser implantadas praticamente em qualquer local (Rosa et al., 2012).
Gráfico 4 - Consumo de energia primária no ano de 2009
Nota: Biomassa e produtos animais – “madeira, resíduos vegetais, etanol, matéria animal/resíduos e “licor negro”, resíduos urbanos e industriais”) (Barros, 2008)
Outros - “Eletricidade e/ou calor por via geotérmica, eólica, marés e energia das ondas.” (Barros, 2008) (Fonte: Adaptado de Internacional Energy Agency, 2010)
Contudo, estes recursos apresentam grandes desvantagens e consequências muito graves a nível ambiental, com todos os prejuízos que isso acarreta para o Homem e para o escossistema. São elas, o facto de não serem renováveis e de serem muito poluentes. O petróleo, o gás natural e o carvão, quando queimados, emitem para a atmosfera grandes quantidades de dióxido de carbono e outros gases de efeito de estufa, agravando o
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aquecimento global e as alterações climáticas. Destes três recursos, o carvão é o que emite mais dióxido de carbono, emitindo também dióxido de enxofre, gás esse que é um forte componente das chuvas ácidas12. O carvão é uma matéria-prima barata, porém é necessária uma grande quantidade desta para uma central térmica funcionar, levando a que a sua utilização tenha, como consequência, uma grande pegada ecológica13, desde a sua extração até à sua queima. (Hill, 2010)
IV.2.2 Energia nuclear
A energia nuclear foi utilizada pela primeira vez no século XX e a primeira grande central nuclear foi construída em Inglaterra, em 1956. Esta energia é gerada a partir do urânio, metal que está presente em várias partes do mundo. A energia nuclear representa 5.8 % da produção mundial de energia, sendo por essa razão uma fonte de energia de grande importância. É, ainda, utilizada para fins militares: submarinos e navios movem- se utilizando geradores nucleares. (Rosa et al., 2012)
A energia nuclear não é uma energia muito cara, produz poucos resíduos, e com pouco combustível é possível produzir grandes quantidades de energia. Apesar destes resíduos, as centrais nucleares não são poluentes. Devido ao facto de o urânio ser finito no planeta Terra, a energia nuclear é classificada como uma energia não renovável. (Rosa et al., 2012)
Uma das grandes desvantagens deste tipo de energia consiste na necessidade de os resíduos serem enterrados e isolados devido à sua radioatividade, cuja libertação só cessa decorridos milhares de anos.
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Chuvas ácidas – “corresponde àquela em que o pH se apresenta inferior a 5,65, sendo seu caráter ácido associado à poluição do ar. As gotas de água das chuvas vêm misturadas com água oxigenada e ácidos sulfúrico, nítrico, acético e fórmico além do sulfato e nitrato de amônia. Portanto este tipo de precipitação pluviométrica é resultante da produção e emissão de gases, como, dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio (…). O ácido que cai das nuvens (…) é responsável pela destruição de metais, dos monumentos públicos, mortes de plantas e também afeta a saúde humana.” (Jesus, 1996, p. 144 e 145) 13
Pegada Ecológica – “consiste numa estimativa da quantidade de recursos necessária para produzir, de uma forma continuada, os bens e serviços que consumimos, e eliminar todos os resíduos e poluentes que produzimos” (Ferreira, 2008, p.2)
31 Figura 18 - Central nuclear de Fukushima (Japão)
antes do desastre (Fonte: Jornal de Notícias, 2011)
Figura 19 - Esquema de funcionamento de uma central nuclear
(Fonte: Barros, 2008)
Outra desvantagem prende-se com o facto de a energia nuclear ser uma energia perigosa. A exploração deste tipo de energia exige a manutenção de um elevado nível de segurança. As centrais nucleares têm de ser protegidas de qualquer desastre natural que possa surgir, afetando a central e dando, assim, origem a acidentes nucleares gravíssimos. (Rosa et al., 2012)
Um exemplo recente é o acidente nuclear de dia 11 de Março de 2011, em Fukushima, no Japão, originado por um sismo (Figuras 18 e 19).
“O Japão declarou o estado de emergência em cinco reactores nucleares de duas centrais nucleares, na sequência do forte sismo, seguido de tsunami, que abalou o nordeste do arquipélago. Na central nuclear de Fukushima, o nível de radioactividade é mil vezes superior ao normal.
Milhares de pessoas foram evacuadas, com o raio de segurança a ser alargado de três para 10 quilómetros, enquanto os trabalhadores tentam baixar a temperatura dos depósitos dos reactores, para evitar que rebentem.
O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, pediu aos moradores num raio de dez quilómetros em redor da central para abandonarem a zona, em virtude do risco de uma fuga radioactiva, noticiou a AFP, que cita a agência Jiji, que dá conta dessa informação a partir do Ministério da Indústria. (…)
O nível de radioactividade é mil vezes superior ao normal na sala de controlo do reactor n.º1 da central nuclear de Fukushima (nordeste do Japão). A companhia está a libertar ar, que pode conter materiais radioactivos, de forma a aliviar a pressão dos depósitos nucleares e o perímetro de segurança foi
alargado de 3 para 10 quilómetros.”
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