7 OPPFATNINGAR AV FORSKJELLAR OG SOSIALE HIERARKI
7.2 Grensedraging i tale om sosiale hierarki
7.2.1 Moralsk grensedraging
Trataremos a partir de agora dos lugares de memória construídos em torno da figura de Luiz Gonzaga. Iniciamos a pesquisa sobre sua figura por meio da análise bibliográfica e de fontes. Sobre ele também, várias edições do A Ordem dedicaram suas linhas. Vindo a figurar como grande herói da legalidade contra os comunistas de 1935, não é de se estranhar que
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Gonzaga ganhe um suporte material para criar, representar e difundir a sua memória como símbolo da luta contra o comunismo. Este espaço vem a ser o seu próprio túmulo e, posteriormente, o mausoléu. Lugares onde foramcolocados seus restos mortais.
Luiz Gonzaga de Souza era filho de Manoel Gonzaga de Souza e Maria da Conceição de Oliveira. O pai, agricultor e a mãe dona de casa. Nasceu no sítio Veneza, na vila de Sacramento, atual cidade de Ipanguassu. De família simples, Gonzaga foi um dentre 14 filhos do casal. Desde pequeno mostrava desinteresse pelo trabalho com a terra, o que o fez mudar- se para Natal em 29 de outubro de 1935180. Seu alistamento na Polícia deu-se no último dia daquele mês, passando a receber o último número do ano, já que depois daquela data não era permitido o ingresso de mais ninguém no batalhão181.
Dificilmente conseguiríamos falar de Luiz Gonzaga sem adentrar em questões polêmicas. A história oficial esmerou-se por transformá-lo em um herói, um mito. Porém, muitas controvérsias se apresentam no tocante a sua história. João Medeiros Filho, chefe da polícia à época dos acontecimentos, relata em seu depoimento que Gonzaga era um soldado da Polícia Militar, que veio a falecer defendendo bravamente o quartel, mesmo em condições
180 Informações disponíveis no sítio eletrônico: http://oestenews-heroismo.blogspot.com.br/2009/12/soldado-
luiz-gonzaga-de-souza.html. Acesso em: 21/11/2014.
181 O alistamento de Luiz Gonzaga está registrado no Boletim Oficial de número 3, do dia 31 de outubro de
1935. A imagem do documento foi gentilmente cedida pelo Coronel Ângelo da PM/RN e encontra-se anexada a esta dissertação.
Fonte: Acervo da PM/RN. Foto: Arquivo Pessoal.
Figura 17 – Imagem do soldado Luiz Gonzaga, afixada no mural intitulado “Galeria dos bravos policiais”, destinado àqueles que morreram ou ficaram gravemente feridos em combate.
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de desvantagem182. Cabe ainda ressaltar que o livro de Medeiros Filho é um escrito de sua memória pessoal, não uma obra historiográfica.
Já a historiadora Marly de Almeida Gomes Vianna discute por meio de uma pesquisa fortemente embasada em diversas fontes, o que ela chama de “invenção de um soldado”. Segundo a autora, as entrevistas, relatos e documentos, demonstraram que Luiz Gonzaga não era soldado na época da rebelião comunista, e sim um homem que sofria de transtornos mentais e vivia nas redondezas do quartel. Sendo atingido fatalmente no tiroteio, a figura de Luiz Gonzaga, segundo Vianna, foi utilizada pelos grupos de direita para imputar uma condenação legítima àqueles que se envolveram com o levante, tendo em vista que não houve outros mortos na investida. A autora infere ainda de maneira irônica, que o alistamento de Luiz Gonzaga enquanto policial se deu depois de sua morte, forjando não apenas um crime de assassinato, mas também um herói que teria lutado e perdido a sua própria vida em defesa dos ideais da nação e da ordem183.
No entrechoque das duas versões, apresentamos aqui uma terceira visão. O Coronel da PM/RN Ângelo Mário de Azevedo Dantas, que há dez anos pesquisa sobre a história da polícia e de Luiz Gonzaga, acredita que
Luiz Gonzaga, provavelmente, não era policial militar no dia de sua morte. Ele era um civil que a gente pode chamar de acostado. Estaria no interior do quartel aguardando uma oportunidade de vacância de cargo para ser incluído na corporação e, por coincidência, rebentou o movimento e todos os que estavam no quartel, policiais ou não foram empregados com o poder do estado em defesa da ordem pública184.
O coronel comentou ainda que, independente de Luiz Gonzaga ser soldado ou não à época do levante, ou mesmo de ele possuir ou não problemas mentais, o fato é que ele faleceu na investida contra o antigo quartel. Os demais desdobramentos se deram após a sua morte a partir da manipulação da memória do acontecimento.
182MEDEIROS FILHO, João. 82 Horas de subversão. 1980, p. 26. 183 VIANNA, Marly. Revolucionários de 1935. 2011, p. 276. 184 DANTAS, Ângelo. Natal: 28/11/2014.
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Ao explicitar estas questões, cabe aqui esclarecer os nossos propósitos. Não faz parte dos esforços desta pesquisa desvendar a história de Luiz Gonzaga de Souza determinando, afinal, se ele era ou não membro do corpo policial potiguar na ocasião de sua morte. Antes disso, estamos empenhados em dar relevo às elaborações simbólicas realizadas em torno de sua figura e a utilização de sua memória para legitimar discursos e práticas anticomunistas no Rio Grande do Norte, contando inclusive com a ampla divulgação da narrativa de sua morte e com a construção de espaços evocadores de seu heroísmo e bravura.
O primeiro túmulo em honra ao soldado Luiz Gonzaga foi erguido no Cemitério do Alecrim185. Observa-se que após o seu falecimento, o corpo de Gonzaga foi lá depositado, provavelmente em um jazigo simples. Já no ano seguinte ao seu falecimento, 1936, figura no jornal A Ordem uma matéria sobre a comemoração da “Intentona”. A mesma contaria com a realização de uma missa na Igreja São Pedro, no Alecrim, e logo após haveria a benção do túmulo.
Somente no ano de 1937, uma lei determinou a construção de um mausoléu para honrar a memória de Gonzaga (Figura 18). Optou-se por uma construção com o formato de uma coluna de concreto, coberta por uma bandeira do Brasil também feita de concreto (Figura 19). Na coluna estão afixadas três placas. Uma na face norte, contendo o seguinte texto: “Aqui repousa o bravo Luiz Gonzaga de Souza, soldado da força pública do Estado, morto na defesa da legalidade, quando resistia heroicamente, ao ataque feito ao quartel pelos extremistas no dia 24 de novembro de 1935” (Figura 20)
185 O livro “Memória minha comunidade: Alecrim”, organizado pelos professores Carmem Alveal e Raimundo
Arrais, apresenta uma narrativa sobre o bairro do Alecrim, observando que o seu surgimento se deu em torno do cemitério, considerado pelos autores como um lugar de memória.
Fonte: Arquivo da PM/RN.
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Na face sul do monumento dispõem-se as duas outras placas. Na primeira delas lemos “Homenagem do governo e do povo” (Figura 21). Já na segunda que fica um pouco abaixo, lê-se “Para a victoria de uma pátria nem sempre é preciso matar. Basta, as vezes, que se saiba morrer”. Segue-se a assinatura do então presidente Getúlio Vargas. (Figura 22) Não apenas a construção do túmulo, mas todo o seu discurso de fundação orienta para a mitificação do soldado Luiz Gonzaga. Conferir-lhe uma “honrosa moradia eterna” era uma forma de reconhecer seu sacrifício e transmitir a sua memória através dos tempos a todos que pelo cemitério passassem. Abaixo seguem imagens do túmulo e dos textos grafados em suas placas.
Foto: Arquivo Pessoal. Foto: Arquivo Pessoal.
Foto: Arquivo Pessoal. Foto: Arquivo Pessoal.
Figura 19 – Túmulo do soldado Luiz Gonzaga Figura 20 – Placa da face norte do túmulo.
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Foi em torno deste espaço que as sucessivas solenidades de novembro, em honra a Luiz Gonzaga e às vítimas de 1935 foram realizadas. Celebrações inflamadas que louvavam a honra e a bravura do soldado, além de reafirmar os valores de amor à pátria. Muitas destas festividades se espalharam por todo o país, relembrando a população do perigo comunista que rondava o Brasil desde 1935. Nas publicações dos jornais A Ordem e A República há notícias de celebrações realizadas no túmulo de Luiz Gonzaga em todos os anos, desde 1935 até 1974, um ano antes da transferência de seus restos mortais para o novo mausoléu, situado à frente do quartel da Rodrigues Alves.
A importância dessas recorrentes cerimônias é seminal para o empreendimento anticomunista no Rio Grande do Norte. Não se trata apenas de relembrar 1935, mas principalmente de reavivar na memória da população o perigo representado pelo comunismo. Trata-se aqui de reconstruir a cada ano a versão do passado perigoso, que pode voltar a atormentar a sociedade. Sendo assim, não apenas atualiza o discurso de condenação aos comunistas, mas também legitima o poder de instituições anticomunistas por excelência, como é o caso da Igreja Católica e da Polícia Militar. A seguir vemos imagens de uma dessas celebrações, publicadas no jornal A República, em 27 de novembro de 1974.
Fonte: A República. Natal: 27/11/1974. Foto: Arquivo Pessoal. Figura 23 – Celebração no túmulo de Luiz Gonzaga
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A figura de Gonzaga foi frequentemente convocada para relembrar a investida de 1935. Torna-se clara a operação em torno dele, no sentido de criar um herói da resistência, atendendo aos interesses de legitimação de grupos da direita política e da própria Polícia Militar. Flávio Silva de Medeiros nos fala um pouco sobre como eram as homenagens
Para que se mantenha viva nas mentes das novas gerações de policiais militares, bem como da sociedade civil, a lembrança dos acontecimentos de novembro de 1935 é realizada anualmente uma parada militar para lembrar daqueles que lutaram na Intentona Comunista. Nesse dia são chamados os nomes daqueles que saíram feridos no combate aos comunistas, como são chamados genericamente todos aqueles que tomaram parte no ataque ao quartel da Polícia Militar, bem como, o nome do pretenso soldado Luiz Gonzaga, nesse caso, ao ser chamado o nome do herói-mártir todos os militares presentes respondem com a palavra “presente!”.186
No ano de 1975, em plena ditadura militar, começou a ser construído um novo mausoléu em honra a Luiz Gonzaga de Souza. Desta vez, a nova morada de seus restos mortais foi instalada no Quartel do Comando Geral, situado na Avenida Rodrigues Alves, sem número. O monumento foi inaugurado em 27 de novembro de 1975 (data coincidente à rebelião de 1935), em uma solenidade na qual se fizeram presentes diversas autoridades civis e policiais. No momento de sua inauguração, era governador do estado o Dr. Tarcísio de
186 MEDEIROS, Flávio Silva de. A invenção da tradição: herói-mártir soldado Luiz Gonzaga. Natal: 2005, p. 36.
Fonte: A República. Natal: 27/11/1974. Foto: Arquivo Pessoal. Figura 24 – Mãe de Luiz Gonzaga participando de celebração no túmulo
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Vasconcelos Maia, o Secretário de Segurança era o Coronel do Exército João José Pinheiro Veiga, e o Comandante Geral da Polícia Militar era o Coronel Qema Eider Nogueira Mendes.
O monumento (Figura 25) é composto de uma base elevada por uma escadaria, sobre a qual há três quadros de concreto com gravuras de soldados e armas em alto relevo. Logo abaixo se encontra a placa de fundação com o texto: “Homenagem ao soldado PM Luiz Gonzaga, mártir da Revolução de 1935. Natal, 27 de novembro de 1975” (Figura 26). Ao lado, uma coluna esculpida com vários entalhes que formam imagens de rostos de soldados em combate (Figura 28). Neste novo espaço de memória, volta à tona a temática da metralhadora policial, que foi entalhada no segundo quadro, ladeada por faces de soldados acima e a esquerda, e pela imagem de um soldado rendido à direita (Figura 27). Abaixo destas obras, se encontra um salão, protegido por portas de vidro, onde estariam os restos mortais de Gonzaga.
Foto: Arquivo Pessoal. Foto: Arquivo Pessoal.
Foto: Arquivo Pessoal. Foto: Arquivo Pessoal.
Figura 25 – Mausoléu de Luiz Gonzaga. Figura 26 – Placa afixada no mausoléu.
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Com a transferência dos restos mortais de Luiz Gonzaga para este novo jazigo, as celebrações de novembro que antes ocorriam aos pés do túmulo do Alecrim, passaram a acontecer na frente do mausoléu do novo quartel. A partir do ano de 1976, quando foi criada a medalha do Mérito Policial Luiz Gonzaga, para homenagear cidadãos importantes, iniciou-se a prática de entrega da honraria na data da comemoração. As imagens que se seguem foram publicadas no jornal A República em 25 de novembro de 1979 (Figura 29) e 24 de novembro de 1989 (Figura 30). Na segunda figura, a entrega da Medalha ao ex-governador Tarcísio Maia por seus serviços prestados.
Fonte: A República. Natal: 25/11/1979. Fonte: A República. Natal: 24/11/1989.
Fonte: A República. Natal: 24/11/1989.
Figura 29 – Celebração na frente do quartel. Figura 30 – Entrega da medalha Soldado Luiz Gonzaga.
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Após sua morte, Luiz Gonzaga foi promovido por duas vezes: a primeira vez em 29 de novembro de 1935, logo após o seu falecimento, sendo elevado a Cabo, e a segunda em 1954, beneficiado por uma lei nacional assinada em 1951, que previa novos planos para aposentadorias e promoções. Sendo assim, Luiz Gonzaga de Souza tornou-se Terceiro Sargento. Mais uma vez, vislumbramos demandas do presente na operação de resgate memorial. Muito do esforço para a promoção post mortem girou em torno não apenas da construção simbólica e mítica de Gonzaga, mas também do benefício pago pelo governo, repassado primeiramente ao seu pai e em seguida à sua mãe187.
A figura de Gonzaga é tão emblemática para o imaginário policial, que a sua imagem está diretamente relacionada a toda constituição do discurso policial. Sua foto é a primeira exposta no quadro dos “Bravos policiais”, dedicado àqueles que se feriram gravemente ou morreram em combate. Não a toa, em 1976 foi criada a Medalha do Mérito Policial Luiz Gonzaga, entregue todos os anos nas festividades do mês de novembro aos principais líderes políticos e civis do estado do Rio Grande do Norte188.
O mausoléu do soldado Luiz Gonzaga, situado na frente do novo quartel serve não apenas para resguardar os restos mortais do herói mártir, mas possui também a função de reativar as categorias de memória que legitimam a Polícia Militar como um órgão composto por homens bravos e de espírito heroico. No mesmo muro, observamos mais a frente um
187 Nos anexos desta dissertação seguem as fotos das ordens de promoção post mortem de Luiz Gonzaga.
188 A criação da medalha é tida por Flávio de Medeiros como uma das principais estratégias para manter viva a
memória de Gonzaga.
Foto: Arquivo Pessoal. Foto: Arquivo Pessoal. Figura 32 – Frente da Medalha. Figura 33 – Verso da Medalha.
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grande mural em alto relevo, no qual volta a figurar a temática de 1935 e do ataque ao antigo quartel189.
Observando as considerações acerca da primazia espacial para disseminação da memória anticomunista, temos que o túmulo e o mausoléu de Luiz Gonzaga são elementos de forte evocação da força policial. A divulgação da narrativa de sua morte heroica ganhou o auxílio de um suporte espacial, que por possuir o status material, consegue efetivar-se de maneira mais veemente no imaginário social.
Neste sentido, nota-se que atualmente não são mais realizadas as celebrações de rememoração da “Intentona” nem no cemitério, nem mesmo no quartel da PM/RN. As mesmas só ocorreram até o ano de 1988. Porém, acontece ainda hoje uma cerimônia anual em novembro, que se realiza fora do espaço do quartel, na qual se comemora o aniversário da PM/RN e entrega-se a Medalha do Mérito Policial Luiz Gonzaga. Apesar de coincidir com a data das antigas comemorações, há uma ressignificação da festividade. Neste último ano a solenidade aconteceu no centro de convenções de Natal, situado na via costeira, na terça-feira dia 2 de dezembro de 2014, devido a problemas para estabelecimento da data190.
Em busca de saber um pouco mais sobre a prática espacial atual desses lugares de memória destinados a Luiz Gonzaga, conversamos com os zeladores do cemitério do Alecrim. Segundo eles, o túmulo do soldado não costuma ser visitado, assim como o mausoléu da Rodrigues Alves, segundo o Coronel Dantas. No dia 2 de novembro, dia de finados, passamos o dia no cemitério, a fim de observar se haveria visitação, algo que não foi constatado. Conversamos com algumas pessoas que passaram pelo túmulo e observamos que o número dos que sabem e dos que não sabem do que se trata tal monumento é equilibrado, destacando- se que a maior parte dos transeuntes que sabiam de quem era o túmulo, era de idade avançada.
Este aspecto nos permite observar que, assim como o prédio do antigo quartel, os lugares de memória construídos em torno da figura de Luiz Gonzaga não possuem hoje uma prática espacial oficializada. Porém, isto não lhes tira o caráter de representação espacial do
189 Imagem em anexo.
190 O coronel Ângelo Dantas realiza pesquisas sobre a história da PM/RN. Uma de suas descobertas gira em
torno da data de fundação da instituição Polícia Militar do RN. Segundo ele, a mesma teria sido fundada no mês de junho e não em novembro como foi disseminado pela historiografia oficial. Este aspecto nos chama atenção para as estratégias de construção e reconstrução do passado, observando que durante muito tempo se quis fazer crer que a data de surgimento da PM/RN era coincidente com o mês da rebelião de 1935, o que amplificava as comemorações e solenidades realizadas neste período.
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anticomunismo, tendo em vista que não lhes foi atribuído outro significado social, nem mesmo teriam eles deixado de povoar o imaginário popular como suportes memoriais, sobretudo para as pessoas mais velhas, que vivenciaram o clima de perseguição ao comunismo promovido pelos grupos políticos de direita. Investida que endossou e fortaleceu o embate político e social contra o comunismo.