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Analyse og tolkning av data

Entre as atividades integradas do AcessaSP coordenadas pela Escola do Futuro está a produção e disponibilização dos Cadernos Eletrônicos69. Eles fazem parte de uma linha voltada para a produção de conteúdo digital e não-digital para a capacitação e informação da população atendida pelo programa com o objetivo de desenvolver diferentes competências nas áreas de informática e Internet. O material é dirigido a monitores, frequentadores dos Postos do Programa e ao público em geral.

Os Cadernos Eletrônicos foram desenvolvidos pelo LIDEC, com reprodução parcial ou integral permitida e estimulada para fins não comerciais e mediante citação da fonte. Até 2012 havia dez cadernos disponíveis para consulta, voltados para temas como aqueles relacionados à rede e às práticas em seu ambiente, conforme pode ser visto na relação abaixo:

• Como usar e gerenciar seus e-mails • Editoração e processamento de texto • Planilha eletrônica e gráficos

• Navegação e pesquisa na internet • Publicação de conteúdo na internet

• Uso de impressora e tratamento de imagem • Comunidades virtuais – listas, chats e outros • Navegação segura

• Multimídia – vídeo e áudio no computador • Web 2.0 e Aplicativos on-line

Há relatos informais dos coordenadores do AcessaSP que demonstram a inserção e disseminação desta proposta de abordagem simples e objetiva dos recursos da rede para fora do contexto do próprio programa. Dados disponibilizados pelo AcessaSP permitem avaliar o acesso ao material pela Internet a partir de ferramentas como o Google Analytics, utilizado pelo Programa em seu Portal. Por meio delas é possível levantar, por exemplo, como se deu o acesso ao material ao longo dos anos de 2011 e 2012, verificando a baixa procura por ele, algo que pode ser visualizado na figura 9.

Na PONLINE, por sua vez, é possível analisar as interações dos atores do AcessaSP com esta estratégia, que está entre as menos conhecidas pelos frequentadores, já que apenas 8,5% afirmaram conhecer os cadernos em 2012. Índices mais baixos foram apresentados apenas para oficinas Metaprojeto70 no Parque da Juventude e Lab Livre71, para as quais devem ser consideradas as questões geográficas que impedem que frequentadores de postos fora da capital as conheçam.

Já as interações com as temáticas dos cadernos eletrônicos, entre aqueles que afirmaram conhecê-los, podem ser visualizadas na figura 10, que aponta o uso e gerenciamento de e-mails e navegação e pesquisa na Internet como os mais procurados.

70 Inspiradas na metodologia Metareciclagem, as Oficinas Metaprojeto funcionam exclusivamente no Parque da Juventude, em São Paulo, e tem como objetivo oferecer um espaço para manutenção e montagem de

computadores, experimentação e desenvolvimento de tecnologia, a partir de computadores reciclados. Informações sobre o projeto em http://www.acessasp.sp.gov.br/metaprojeto.

71 Funcionando no mesmo local das Oficinas Metaprojeto, o LabLivre é voltado para experimentação tecnológica por usuários do AcessaSP. Aberto apenas uma vez por semana, às sextas-feiras, é um espaço para produzir, tirar dúvidas e trocar conhecimentos sobre tecnologia. Segue o conceito do hacker space, a partir do qual pessoas com interesses comuns se encontram para aprender e trocar conhecimentos. Informações sobre o projeto em http://www.acessasp.sp.gov.br/2013/03/acessasp-oferece-espaco-gratuito-para-experimentacao-tecnologica-no- parque-da-juventude/.

Não há outras avaliações regulares do Programa a esta estratégia que permitam uma melhor exploração dos dados sobre o assunto. Porém, seria interessante identificar os locais, duração, línguas, tipo de browsers e outras tecnologias utilizadas para o acesso, além de avaliar como se deu esta relação em torno dos conteúdos. Numa perspectiva interativa é sabido que não é possível avançar muito além destes quesitos, já que a relação interativa com o material é apenas a de download e seu consumo enquanto leitores, ou seja, no modelo de análise desta tese situa-se no contexto de uma dimensão reativa da interação mediada por computador, exclusivamente a partir de indicadores de acesso à informação, e numa interatividade centrada no modelo usuário-documento.

Por fim, é interessante observar que entre os temas sugeridos pelos respondentes da PONLINE 2012 para os cadernos eletrônicos predomina a temática da Internet, algo que também poderá ser visto no caso dos minicursos, como relatado no tópico abaixo.

6.1.2 Os Minicursos

Numa perspectiva um pouco diferente em termos de interação, outra frente de atividade integrada do AcessaSP na produção de conteúdo digital e não-digital é a da oferta de minicursos72. Neste caso, o acesso ao conteúdo ocorre de uma forma mais ativa e voltada para 72 http://minicursos.acessasp.sp.gov.br/

a aprendizagem. Os temas, no entanto, ao contrário dos Cadernos Eletrônicos, não estão voltados exclusivamente para o ambiente da Web, mas para assuntos cotidianos, como pode ser verificado na relação abaixo:

• Alimente-se bem sem desperdícios* • Aprenda a jogar Xadrez

• As doenças do sexo: DSTs e AIDS • Como arrumar uma mala de viagens?* • Como cuidar de crianças

• Como cuidar do automóvel • Como Falar bem em Público • Como fazer nós de gravata • Como fazer uma horta • Como preparar um currículo • Consumidor: você tem direitos! • Controle suas finanças pessoais • Dengue, uma guerra a ser vencida • Dicas para uma vida sustentável* • Doce sem açúcar

• Etiqueta na internet • Faça o tempo render • Origami*

• Se vira no Espanhol* • Se vira no Inglês* • Segurança pessoal

• Técnicas de textura em parede • Turismo Receptivo*

Cada minicurso é dividido entre três e cinco aulas, com uma média de 15 minutos de estudo para cada uma. Para participar, diferente da relação com os Cadernos Eletrônicos, o interessado precisa se cadastrar, o que permite mensurar melhor a relação com essa estratégia.

Na PONLINE 2012, 26,4% dos respondentes afirmou conhecer os minicursos. Destes, 43% declarou conhecer pelo menos um minicurso. Entre os temas mais populares junto aos frequentadores estão “Como preparar um currículo” e “Aprenda a jogar Xadrez”, como pode ser verificado na figura 11.

Em outros dados disponibilizados pelo AcessaSP, verifica-se que até dezembro de 2012 foram efetuados 76.712 cadastros nos minicursos. Além disso, é possível avaliar algumas relações, como as que podem ser visualizadas na figura 12.

Figura 12: Número de frequentadores cadastrados em minicursos do AcessaSP Figura 11: Participação em minicursos por atores do AcessaSP

Na figura 12, é possível ver que os temas com maior procura até 2012 estão relacionados a montar um currículo, como falar em público e doce sem açúcar, enquanto dicas para uma vida sustentável, como arrumar uma mala para viagens e se vira no Espanhol são os menos procurados. Já a figura 13 demonstra o número de novos frequentadores nos minicursos desde 2008, verificada uma queda em 2010.

Também é interessante ressaltar que na PONLINE 2012 foi perguntado aos frequentadores sobre sugestões de temas para novos Minicursos. As tags que sobressaem, como pode ser visto na figura 14, apontam temas muito próximos das tecnologias, o que, no AcessaSP, tem sido foco das estratégias dos Cadernos Eletrônicos. Neste caso, nota-se a prevalência de temáticas como Internet, Informática e Redes.

Figura 13: Evolução no número de novos frequentadores nos minicursos do AcessaSP

Figura 14: Temas sugeridos pelos respondentes da PONLINE 2012 para novos minicursos

Por fim, cabe caracterizar os Minicursos no modelo de análise desta tese. Em termos de proposta de interação, esta estratégia possui mais elementos que os Cadernos Eletrônicos com os quais o ator precisa interagir, não se tratando de uma simples visita a sites. É preciso compreender os conteúdos e navegar entre eles por meio dos hipertextos. No entanto, o

design atual dos minicursos não favorecem outros tipos de comunicação – interpessoal ou

colaborativa – e a partilha de conhecimento, de forma que enquadra-se, em nosso modelo de análise, numa perspectiva de acesso à informação e numa dimensão reativa da interação mediada por computador. Em termos de interatividade, prevalecem os modelos usuário- documento e usuário-sistema.