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2 Metode

2.4 Analyse

Os planos de manutenção são um conjunto de informações importantes para o funcionamento das atividades de manutenção preventiva.

Podemos dividir os planos de Manutenção em 05 categorias: 1. Planos de Inspeções Visuais

2. Roteiros de Lubrificação

3. Monitoramento de características dos equipamentos 4. Manutenção de troca de itens de desgaste

5. Plano de intervenção preventiva

12.1 – Planos de Inspeções Visuais

Através deste atividade simples podemos detectar anomalias no funcionamento do equipamento através dos sentidos do executante.

Podemos observar características como : ruído, temperatura , condições de conservação, vibração, etc.

Para funcionamento do plano devemos seguir a rota de inspeção. A Rota de Inspeção é um documento onde os equipamentos estão mapeados, e divididos respeitando suas características, “eletricas e mecânicas”, o ideal que o tempo máximo para execução da rota seja de 90 minutos.

Podemos definir uma periodicidade para a execução da rota mas o mais utilizado é a periodicidade de 30 dias.

O executante deve descrever as possiveis anomálias para se sejam analisadas pelo PCM e pelo supervisor de manutenção.

Modelo de Inspeção de Rota

12.2 – Roteiros de Lubrificação

A lubrificação assume um papel de suma importância , devido a necessidade para conservação e elementos mecânicos. O objetivo de efetuar a lubrificação é a redução do atrito entre as partes móveis dos equipamentos.

Elementos passíveis de lubrificação são engrenagens, mancais, cilindros, superfícias planas deslizantes, etc. Tais componentes podem possuir características distintas o que leva a um roteiro especifico para cada tipo de componente.

O Primeiro passo é distinguir onde aplicaremos o óleo lubrificante, e onde aplicaremos graxa lubrificante, pois existe diferença em suas aplicações.

Óleos lubrificantes – os óleos lubrificantes tem como base crus de petróleo, através da sua parte mais viscosa. Os óleos são divididos conforme sua base, parafínica, intermediária, naftenica. Podem receber adtivos, detergentes, dispersantes, anticorrosivos, etc. Podem ser de origem mineral, animal ou vegetal.

Graxas lubrificantes – As graxas são utilizadas em pontos com alto indice de contaminação, devido a exposição ao ambiente, e de constantes vazamentos. Existem vários tipos de graxas, a base de alumínio, de cálcio, de sódio, de lítio, de bário, e mista.

Cada ponto de lubrificação terá sua OM’s vinculada ao seu TAG. O sistema (informatizado) poderá gerar um roteiro de lubrificação conforme os cadastro efetuados.

12.3 – Manutenção de trocas de itens com desgaste

Em todos os equipamentos existem itens de sacrifício que se desgastam em prol do conjunto. São itens as vezes fusíveis que se desgastam para evitar um desgaste maior do equipamento. Não é viável sua recuperação, por este motivo devem ser substituidos, por exemplo temos : gaxetas, escovas de motores, correias de transmissão, lonas de embreagem, etc.

O planejamento deste tipo de manutenção deve levar em consideração as especificações dos fabricantes a respeitos dos itens de desgaste. Os tempos de vida devem ser medidos e e incluidos nos planos de substituição. Chegando ao tempo de vida util serão substituitos pura e simplesmente.

A substituição de itens de desgaste pode coincidir com uma manutenção preventiva mais elaborada, para estes casos não serão gerados oois planos de manutenção, um para a preventiva outro para a dos itens com desgaste, uma mesma ordem de manutenção pode englobar os dois acontecimentos, gerando uma economia processual.

12.4 – Plano Preventivo

Um plano de manutenção preventivo consiste em um conjunto de atividades (tarefas) , regularmente executadas com o objetivo de manter o equipamento em perfeito funcionamento.

A idéia do plano é a geração de ordem de manutenção de forma automática conforme o calendário das atividades da manutenção (Baseline), a fim de evitar de possam passar desapercebidas.

Para geração do plano devemos discriminar as tarefas, ou seja, o que e como fazer a tarefa, para isso necessitamos estudar o equipamento afim de identificar os pontos onde podemos atuar preventivamente. Com a OM completa com todos os passos o mantenedor poderá atuar de forma eficiente no equipamento, evitando assim paradas não programadas, garantindo a satisfação do cliente.

Um bom plano de manutenção está em constante revisão, pois os mantenedores e gestores de manutenção podem identificar novos pontos de atuação sobre o equipamento.

Na confecção do plano devemos informar uma série de diretrizes para os mantenedores, afim de conseguir um melhor desempenho na execução das Ordens de Manutenção.

1. Título do Plano – É necessário a vinculação a algum TAG

2. Grupo de Máquinas – informar a família de máquinas que se aplica o plano

3. Periodicidade – O plano deverá ter a periodicidade da geração das Ordens de Manutenção , a periodicidade pode ser dividida em 03 tipos: Por faixa de tempo, Por tempo de utilização (Horimetro, odômetro), ou por ambos, o que vencer mais cedo durante o trabalho do equipamento. O marco do inicio da contagem deve ser sempre o momento da última Ordem de Manutenção.

4. Tipo de Dias – informará se a contagem leva em conta dias úteis ou corridos. 5. Data de ativação – Consiste no marco incial do plano

6. Equipe de manutenção – quem são as pessoas responsáveis pela manutenção 7. Planejador – Responsável pela geração do plano.

8. Materiais de consumo – quais os itens de estoque necessários para a manutenção ocorrer conforme previsto

9. EPI’s – quais os equipamentos de proteção individual necessários para a execução daquela operação

10. Ferramental – quais as ferramentas necessárias a execução da tarefa

11. Equipamentos de apoio – quais as máquinas que podem auxiliar na tarefa. (Ex. Talhas, máquinas de solda, guindastes)

O plano deverá ser vinculado a um TAG, para melhor gestão das manutenções do equipamento.

12.5 – Plano Preditivo

Os planos preditivos são semelhantes quanto a forma dos planos preventivos. A diferença está nas ações enquanto o plano preventivo indica ações de intervenção direta no equipamento, o plano preditivo indica ações de monitoria do equipamento. As ações serão os procedimentos adotados afim de efetuar as monitorias necessárias.

Para um plano preditivo ter sucesso são necessários que diversos fatores estejam ajustados tais como, calibração de equipamentos, treinamento dos mantenedores, procedimentos de monitoria.

Outra forma de gerarmos planos de manutenção é através da análise crítica dos equipamentos, utilizando o FMEA, diagramas de falhas, e estudos de Capabilidade de Processo.