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A Escola A, localizada em Quixadá, é um estabelecimento pertencente à rede de

ensino oficial, mantido pelo governo do Estado do Ceará e subordinada técnica e administrativamente pela Secretaria de Educação Básica. Foi fundada há mais de 35 anos.

Na época, assumia a Prefeitura Municipal de Quixadá o Sr. Aziz Okka Baquit, doador do terreno onde a escola está localizada. Era Secretário de Educação do Estado o Cel. Murilo Serpa e Delegado Regional da 7ª DERE o Sr. Marum Simão. A fundação da Escola deveu-se ao convênio firmado entre a Secretaria de Educação e a Prefeitura Municipal de Quixadá.

Nesse momento, percebe-se a preocupação e contribuições do Sr. Aziz Okka Baquit com a educação do município, tendo o seu nome já mencionado com destaque na ocasião da história das lutas para a criação da FECLESC/UECE em Quixadá.

de 1ª a 4ª série. Em 1979 teve autorização para funcionar com o Ensino de 1º grau completo, pelo ato nº 836/79 de 20/11/1979 do Conselho Estadual de Educação, publicado no Diário Oficial de 21/07/1982.

Em 1975 funcionou a 1ª turma de 5ª série. Em 1976, através da Secretaria de Educação, foram construídas mais 02 salas de aula e, em 1978, foram construídas mais duas salas de aula para atender à demanda. Já em 1980, O Sr. Prefeito Municipal Aziz Okka Baquit mandou construir mais 02 salas de aula para atender aos alunos da rede municipal transferidos de um prédio que seria recuperado para a utilização de um mercado público.

Pelo Decreto Nº 25.578 de 23 de Agosto de 1999 foi autorizado o funcionamento do Ensino Médio, conforme D.O. De 24/08/1999, reconhecido pelo parecer nº1021/2000, aprovado em 06 de novembro de 2000. Em 2017, passou a ter a modalidade regular em tempo integral, funcionando inicialmente com quatro turmas de 1º ano.

A Escola A matricula alunos que residem em todo o município de Quixadá, tanto

na zona urbana, de todos os bairros da cidade, como na zona rural. Essa abrangência tem ficado maior devido à melhoria dos resultados de aprendizagem e consequente aceitação da comunidade escolar. Hoje, alunos da rede particular também procuram a escola devido a importância que tem assumido nos últimos tempos. Os resultados de ENEM, SPAECE e vestibulares têm contribuído muito.

A escola apresenta como missão: “Promover uma educação de qualidade para a formação humana integral do aluno e sua inclusão proativa no mundo do conhecimento e do trabalho, visando à construção de uma sociedade mais justa e fraterna.” Tem como visão: “Ser uma escola de referência pela qualidade do ensino, buscando reduzir o abandono e a repetência, elevando o nível de aprendizagem dos nossos alunos, valorizando e capacitando os profissionais que nela atuam.” E apresenta os seguintes valores: Compromisso com o processo ensino- aprendizagem; Afetividade; Conviver com as diferenças; Respeito mútuo; Ética; Diálogo.31

Percebem-se na missão e na visão da escola, um vislumbre de procura a uma formação mais completa, de inclusão de melhoria da qualidade do ensino, de construção de uma sociedade mais justa, entre outras palavras chave que estão inseridas no ideário educacional. Acredita-se, no entanto, concordando com Ghedin (2005) que a escola é resultante da sociedade em que está inserida culturalmente, pois oferece os saberes deste sistema social, não se preocupa em formar o cidadão, pensa mais em formar o empregado para o mercado do

trabalho. Seria o caso, então, de questionar: até que ponto tais pressupostos declarados no PPP da escola fazem jus à realidade? Como uma tarefa tão complexa e difícil, que é a formação completa do sujeito capaz de enfrentar todo esse emaranhado social atual, se operacionaliza nessa escola?

Atualmente a escola A apresenta uma área total de 10.000 m2 e 11 salas de aulas,

funcionando nos turnos manhã e tarde, com turmas do 1° ao 3° ano do ensino médio e uma demanda de 589 alunos matriculados no ano de 2017, na faixa etária de 11 a 17 anos.

Quadro 13: Nível e modalidade de ensino ofertado em 2017 na Escola A

TURMA TURNO NIVEL/

MODALIDADE

Nº DE ALUNOS

1º ANO M, T EEMTI 180

2º ANO M, T ENS. MÉDIO REGULAR 229

3º ANO M, T ENS. MÉDIO REGULAR 180

Fonte: PPP da Escola A

Pela estrutura e histórico da escola A, através das informações contidas no seu–

Projeto Político Pedagógico – PPP, observa-se a preocupação e atualização da dinâmica do processo educacional, inclusive inovando para 2017 como escola Tempo Integral para as turmas de 1º ano do ensino médio. Fato que coaduna com o pensamento deSiqueira (2008), “é urgente a necessidade de se encontrar caminhos para a transformação da escola.” (p. 14). Com o novo modelo de sociedade que existe hoje, novas configurações de escola se fazem necessárias.

Neste panorama, tornam-se interessantes as palavras de Silva (2004)

Incentivar a capacidade de aprender é papel da escola. Buscar o aprimoramento do educando, mediar o desenvolvimento de sua autonomia intelectual, do pensamento crítico, estimular a formação de atitudes e de valores, são aspectos do percurso educacional a serem trabalhados. Nada disso é fácil, porém o alcance dessas possibilidades será a contribuição da educação escolar. (p. 15)

Pela análise do PPP da escola A, percebe-se que, apesar de todas as dificuldades e desafios de escolas públicas em geral, a escola busca desempenhar as suas atividades,

preocupando-se com a aprendizagem dos alunos, organizando-se e desenvolvendo ações que possam atingir os objetivos e metas traçadas e, dessa forma, contribuir para uma educação pública de qualidade. Desse modo, na categoria de intenções, parece que a escola se propõe a cumprir suas metas.

A escola A trabalha o currículo fundamentado a partir de uma perspectiva que tende

à crítica, apresentando uma alternativa para trabalha-lo numa perspectiva transformadora e, segundo o PPP, para isso, todos os envolvidos no processo ensino e aprendizagem precisam estar dispostos a fazer mudanças nas suas práticas pedagógicas. Sem dúvida, as relações democráticas precisam ser realmente vivenciadas para que o currículo possa privilegiar os interesses de todos, abrindo espaço para trabalhar com as diferenças, atendendo às reais necessidades dessa nova realidade educacional.

O PPP da escola apresenta uma concepção de currículo respaldada nas atuais Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (Parecer CNE/CEB 05/2011 e Resolução CNE/CEB 02/2012), que elegem as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura como base da proposta e do desenvolvimento curricular. Desse modo, percebe-se no PPP da escola a reprodução das Diretrizes, em geral, impostas pelas esferas de poder.

Entretanto,quando se refere à missão da escola, embora pressuponha capacitação dos profissionais que nela atuam, não se observa no texto do PPP, como recebedora de alunos que desenvolvem o Estágio Curricular Supervisionado, uma preocupação com esse processo, ou seja, o PPP não contempla o estágio curricular supervisionado no seu texto, o que reforça a ideia de que é necessário que a escola de educação básica possa perceber-se como parte importante nesse processo de formação docente, pois, “não podemos separar a formação do contexto do trabalho.” (IMBERNÓN, 2009, p. 10).

De acordo com Lima (2012) a passagem dos estagiários pelo ambiente escolar constitui-se um fenômeno de influências recíprocas no qual, tanto os estagiários, quanto os sujeitos envolvidos no contexto da instituição, aprendem e ensinam sobre a profissão docente, bem como podem construir saberes decorrentes desse processo perceptível, a partir da pesquisa e da reflexão nas atividades do estágio curricular supervisionado.

No entanto, precisa-se “[...] considerar que as mudanças na prática pedagógica não acontecem por imposição ou apenas porque se deseja. Tornar-se reflexivo/pesquisador requer explicitar, desconstruir e reconstruir concepções, e isso demanda tempo e condições.” (MALDANER, 2006, p. 15). Nesse sentido, a universidade, a escola e os sujeitos envolvidos

no estágio curricular supervisionado deverão pensar e trabalhar juntos as ações do estágio, na perspectiva de uma maior articulação entre o estágio na universidade e o estágio na escola de educação básica.

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