8. Lønnsomhetsutvikling i bokbransjen
8.3 Analyse av bruttofortjeneste, driftsresultat og kostnader i
TIPO E CONTEXTOS DE APLICAÇÃO
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OBJETIVOS
No final da unidade curricular (UC), o estudante deverá ser capaz de:
1) Selecionar e analisar artigos científicos;
2) Organizar referências bibliográficas;
3) Identificar fontes de dados, sejam nacionais ou internacionais, dispo- níveis para investigação;
4) Conceber uma proposta de pesquisa;
5) Especificar a multidimensionalidade de uma problemática de investi- gação;
6) Decompor e descrever um artigo nas suas diversas componentes ou dimensões;
7) Utilizar os conhecimentos na fundamentação de trabalhos científicos;
8) Demonstrar conhecimentos sobre um tema;
9) Divulgar, de uma forma objetiva, escrita e/ou oralmente os resultados da investigação.
DESCRIÇÃO DETALHADA
Os estudantes têm ao seu dispor dois artigos: um de referência (e.g. White, 2005) e outro para análise em aula, e referido doravante como artigo base. O artigo de referência é usado para ensinar as técnicas de uma boa divulgação científica. O de base serve para estabelecer compa- rações e identificar lacunas. Em seguimento, são lhes dadas orientações da forma como se escreve um resumo, o quadro teórico que suporta a investigação, a metodologia usada na análise dos dados, e como se apresentam os resultados. Nesse processo recorre-se a apresentações expositivas e explicitamente focadas no artigo base. Os estudantes são adicionalmente alertados para as diversas fontes de informação científi- ca e diferentes tipos de artigos: surveys de literatura; artigos de natureza
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técnica; artigos sobre contextos particulares, sendo-lhes inclusivamen- te disponibilizados documentos que ilustram cada caso.
Como forma de concretização, os estudantes escrevem individualmente um resumo do artigo base. Uma seleção desses trabalhos é discutida na aula, sob anonimato. No final, a docente confronta os estudantes com um resumo da sua autoria.
Uma outra componente desta prática prende-se com a construção de uma proposta de pesquisa. Além de documentos de apoio, a docente analisa uma proposta em concreto, tentando alertar para a ideia do “rationale” da proposta, ou seja, a motivação da proposta, a forma de
escrever e argumentar, as fontes de dados a utilizar, as técnicas de reco- lha e análise de dados, e os resultados da pesquisa. Como trabalho final da UC, os estudantes deverão preparar uma proposta de pesquisa, cuja estrutura consta do respetivo enunciado. Para esse trabalho, a docente disponibiliza um artigo científico e exige a análise de, pelo menos, mais 2 (trabalho individual) ou 4 (trabalho de grupo) artigos selecionados pelos estudantes. Os estudantes são adicionalmente informados sobre os sítios da internet que apoiam a realização de trabalhos científicos e as fontes de dados para investigação em economia. Nas aulas, discute as vantagens e desvantagens de cada uma e a forma de acesso.
Uma aula específica é dedicada à preparação dos estudantes para o tra- balho. Nessa aula, a docente trabalha o artigo disponibilizado de forma a alertar os estudantes para as temáticas abordadas e relacionadas com o tema do trabalho. A discussão é feita a dois níveis; primeiro, formam-se pequenos grupos (que não são os grupos de trabalho “naturais”) que es- colheram o mesmo tema. Os estudantes discutem entre si e respondem a um conjunto de perguntas fornecidas pela docente. Essas perguntas visam perceber se os estudantes compreenderam os termos do deba- te, a problemática do artigo e as outras temáticas relacionadas que os autores discutem, a metodologia e os resultados empíricos. As pergun- tas incidem sobre as várias componentes do artigo, nomeadamente os estudos pioneiros; os conceitos utilizados e a sua operacionalização; as explicações relativas a um fenómeno; tipologias associadas a fenó- menos; evidência empírica; e recomendações de política. As perguntas adaptam-se ao artigo.
Por exemplo, um dos temas de trabalho era “Qualidade do emprego e seg-
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(...) os estudantes deve- rão preparar uma proposta de pesquisa (...)
mentação do mercado de trabalho”, cujo artigo base para discussão era de um dos autores centrais da temática, Arne Kalleberg. O artigo fornecido pela docente foi: Kalleberg, A.L., Reskin, B.F., Hudson, K. 2000. Bad jobs in America: Standard and nonstandard employment relations and job quality in United States. American Sociological Review, 65(2): 256-278. As ques-
tões para explorar o artigo foram: Como se define emprego típico e atípico (standard and non-standard job)? Qual a relação entre tipo de contrato e
qualidade de emprego? Quais os indicadores usados para classificar os empregos? Quais os indicadores usados para avaliar a qualidade do em- prego? Quais as ferramentas estatísticas para avaliar a associação entre tipos de empregos e qualidade do emprego? Quais as principais conclu- sões do estudo? E as limitações apontadas pelos autores?
Num segundo momento, são discutidas as respostas às perguntas e iden- tificados aspetos comuns a todos os temas, bem como as especificidades de cada um em particular. Procura-se ainda encontrar pontos de contacto entre os diferentes temas e incentivar a interação entre diferentes grupos. Além disso, a docente reúne, sempre que solicitado, com os estudantes para acompanhamento tutorial.
ANÁLISE CRÍTICA
Implicações para o processo de Ensino-Aprendizagem
Este processo é exigente e pressupõe um forte envolvimento dos estu- dantes. O sucesso das aulas está, em parte, condicionado à leitura e análise dos materiais pedagógicos distribuídos. As maiores vantagens
deste processo são:
• Constituir um suporte para todas as UCs do Mestrado. As competências adquiridas são transversais à realização de trabalhos académicos, in- cluindo todas as etapas de preparação dos mesmos;
• Sensibilizar os estudantes para a importância de equacionar um tema desde cedo e estudá-lo, nas suas diferentes perspetivas, nas várias UCs, isto é, trabalhar em sinergia nas UCs. Assim, certos estudantes entram no segundo ano com um conhecimento relevante sobre o tema a tratar na tese ou projeto;
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• Atrair os estudantes para temáticas da agenda de investigação dos seus orientadores e integrá-los em projetos de investigação;
• Discutir os resultados em eventos de natureza científica, designadamente conferências no âmbito de políticas de recursos humanos, como também na preparação de artigos científicos para divulgação da sua investigação. Esta possibilidade serve também de incentivo à conclusão da pesquisa, assim como para identificar potencialidades e fragilidades da pesquisa. As dificuldades encontradas estão especialmente relacionadas com a
conciliação da exigência da UC e a vida profissional. Os trabalhadores- -estudantes sentem mais dificuldade em desenvolver trabalho autóno- mo. Para lidar com essa dificuldade, a docente permite que certos textos sejam lidos e trabalhados na aula.
Implicações para a Investigação
Para a investigação, as implicações são bastante positivas. Certos
estudantes evoluíram para doutoramento, procurando seguir o tema num outro enquadramento. A preparação de artigos em coautoria com os docentes revela-se igualmente uma maior-valia desta prática.
O incentivo à utilização de informação estatística (ou outra) disponível aumenta a probabilidade de conclusão da pesquisa.
As dificuldades encontradas prendem-se, de novo, com a disponibilidade
dos estudantes. Os trabalhadores-estudantes têm dificuldade em conti- nuar a relação com a Escola na fase da disseminação dos resultados. Esta exige igualmente um esforço considerável por parte dos docentes.
HÁ QUANTO TEMPO É UTILIZADA A PRÁTICA?
Há cerca de nove anos. Porém nos últimos três anos, a UC está mais vocacionada para a ideia de processo de investigação e disseminação dos resultados.
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(...) preparação de artigos em coautoria com os docentes revela-se igualmente uma maior- -valia desta prática.
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REFERÊNCIAS
CESÁRIO, Francisco e Gomes, Jorge (2014) Investigação em Gestão de Recursos Huma- nos: Um Guia de Boas Práticas. Lisboa, Escolar Editora.
HANCKÉ, Bob (2009) Intelligent Research Design: a guide for beginning researchers in the social sciences. Oxford University Press.
WHITE, Lynn (2005) Writes of Passage: Writing an Empirical Journal Article. Journal of Marriage and Family, 67(4): 791-798.
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