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Amerikansk-russiske samarbeidsaktiviteter

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5 TILTAKSIDEN: HVA GJØRES FOR Å REDUSERE SPREDNINGSRISIKOEN?

5.1 Amerikansk-russiske samarbeidsaktiviteter

Após a definição dos sujeitos da pesquisa e do instrumento de coleta de dados a ser utilizado, iniciamos os contatos com os profissionais para o agendamento da discussão de grupo. Este processo aconteceu de forma diferente para os dois grupos escolhidos: o contato com as assistentes sociais foi feito por telefone e e-mail, a partir de uma listagem de profissionais fornecida por uma assistente social da Gerência de Apoio Social da Secretaria Municipal de Saúde. Para os tutores e preceptores da residência, o agendamento ocorreu durante uma reunião mensal da residência com este segmento e, por sugestão da coordenadora do curso, foi utilizado este mesmo espaço para a concretização da atividade.

Foram realizadas três oficinas, sendo duas com o grupo de assistentes sociais e uma com o grupo de tutores e a preceptora. As oficinas com os dois grupos ocorreram no primeiro semestre de 2012 e tiveram duração de

aproximadamente uma hora e trinta e cinco minutos cada. Diante da necessidade de complementar os dados, foi organizada mais uma oficina com as assistentes sociais no segundo semestre do mesmo ano.

A primeira oficina foi realizada com os tutores e a preceptora em uma sala de aula do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade, agendada pela própria coordenadora do curso, e propiciou a privacidade e a tranquilidade necessária para sua realização. Apesar de conhecer as pessoas que estavam presentes, a sessão foi iniciada com a apresentação pessoal e a explicação dos objetivos do encontro, assim como o caráter confidencial e o destino dos dados.

Em seguida, os participantes fizeram suas apresentações, fornecendo informações pessoais e de trabalho. Na sequência, solicitamos aos participantes a leitura e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e pedimos permissão para fazer uso do gravador.

As discussões tiveram como guia um roteiro (anexo), previamente elaborado de acordo com os objetivos do estudo, mas a ordem das perguntas não foi seguida, já que a intenção era deixar os assuntos aflorarem. Por isso, procuramos interromper as falas somente quando necessário aclarar alguma questão, retomar ou aprofundar assuntos que emergiram, ou garantir que todos pudessem participar.

O desenvolvimento da atividade teve início com a discussão sobre o entendimento do cuidado em saúde, seguido das outras questões definidas no roteiro. Embora houvesse um clima permeável e de confiança para a atividade, foi possível perceber uma pouco de inibição inicial entre alguns participantes por considerarem “muito complexo” conceituar o termo cuidado.

Procuramos deixar claro para os sujeitos que nosso papel ali não era julgar as opiniões e percepções sobre o cuidado em saúde como certas e/ou erradas, e sim propiciar uma reflexão e discussão do tema. Essa inibição foi sendo dissipada e, no decorrer da oficina, os participantes foram se manifestando

ativamente, demonstrando interesse e satisfação pela oportunidade de discutirem este assunto.

A segunda oficina foi realizada com as assistentes sociais da rede pública de serviços em uma sala do Ambulatório do Hospital das Clínicas, por sugestão de uma das participantes que trabalha no local e se prontificou a contribuir na organização do encontro. Esta atividade obedeceu às mesmas etapas da oficina realizada com os tutores e a preceptora, no que diz respeito à apresentação dos participantes, esclarecimentos quanto aos objetivos do encontro e da dinâmica como um todo.

Foi utilizado um roteiro de perguntas com algumas questões semelhantes às realizadas com o outro grupo, e outras mais direcionadas ao serviço social, porém, a discussão teve início também com a questão sobre o entendimento de cuidado em saúde. A oficina transcorreu de forma tranquila e participativa e, contrariando nossas expectativas, as assistentes sociais não se surpreenderam com a discussão do tema, apesar de comentários posteriores, afirmando que o tema era muito difícil. Apenas uma assistente social verbalizou, durante a oficina que entendia pouco do assunto e que era uma novidade para o serviço social.

Após a leitura e reflexão dos dados produzidos nestas duas oficinas, percebemos a necessidade de retomar com os sujeitos algumas questões da pesquisa que ainda estavam obscuras. Buscando dar agilidade a este processo, realizamos contatos por telefone e e-mail com o grupo de assistentes sociais para agendamento da terceira oficina, que aconteceu na residência da própria pesquisadora.

Esta oficina ocorreu de forma mais descontraída e as participantes pareceram mais seguras e à vontade para discutir o tema, apesar da ausência justificada de duas assistentes sociais. Assim como os dois encontros realizados anteriormente, as oficinas foram concluídas com agradecimentos e lanches oferecidos pela pesquisadora.

As sessões grupais foram gravadas e o material coletado foi transcrito, trabalhado a partir dessa transcrição e da memória da dinâmica do

grupo de discussão. Seguindo as orientações do método de análise de conteúdo,136 submetemos o material a várias leituras, tentando perceber, nas falas dos sujeitos, os conteúdos repetidos, que foram organizados e agrupados conforme a natureza do assunto.

O processo de análise de conteúdo, de acordo com Bardin (1977), envolve três etapas: “pré-análise, descrição analítica e interpretação inferencial”. Baseando-se nesta autora, Trivinos (1987) observa que a primeira etapa, denominada de pré-análise, consiste na organização do material a ser estudado; a segunda etapa ou descrição analítica refere-se à classificação dos dados orientada pelo referencial teórico, e a terceira etapa, interpretação referencial, é uma reflexão mais aprofundada baseada no material empírico, onde se estabelecem relações e conexões com a realidademais ampla. De acordo com este método, é possível identificar divergências e convergências entre os grupos e participantes.

Embora alguns autores diferenciem a análise da interpretação de

dados como processos distintos, em que a interpretação corresponde à “descrição dos dados” e a análise à “articulação dessa descrição” (MINAYO, 1994), parte-se

do entendimento de que a análise tem um significado mais amplo, abrangendo também a interpretação.

No processo de análise dos dados, articulamos o conteúdo obtido nas discussões de grupo com os estudos realizados sobre o tema e na observação livre e no conhecimento sobre o assunto. A interpretação e a análise do material coletado serão apresentadas no capítulo a seguir.

136 O termo análise de conteúdo é utilizado para se referir “a um conjunto de técnicas de análise

das comunicações visando obter, por procedimentos, sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens” (BARDIN, 1977, p.42). É um método que “se presta para o estudo das motivações, atitudes, valores, crenças, tendências [...]” (BARDIN, apud TRIVIÑOS, 1987, p.159).

5 Análise e Interpretação 5 Análise e Interpretação 5 Análise e Interpretação 5 Análise e Interpretação

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