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Alternativ 6: Benytte vann fra fordrøyningsbassenget

4.8 Utredning av alternativer

4.8.6 Alternativ 6: Benytte vann fra fordrøyningsbassenget

Na percepção comum a morte é mais forte que a vida, o polo com características negativas é percebido ou sentido muito mais fortemente que o polo positivo. Olhando para a relação sagrado e profano, o sagrado é considerado o polo positivo e o profano por sua vez o polo negativo. Na perspectiva da preservação da vida é sempre o polo negativo que comemora vitória. Bystrina explica que esta é a assimetria e que é por isso que em todas as culturas o homem aspira sempre a uma imortalidade, projeta uma vida após a morte.

Em geral, a solução para as oposições assimétricas são concebidas nas esferas mítica e ideológica, processadas através dos rituais sociais, cotidianos, dos rituais sagrados e profanos. Estas esferas são as que lidam com o imaginário, com a segunda realidade, fazendo o ser humano superar, ultrapassar aquilo que não consegue na primeira realidade. Para o semioticista theco, os textos culturais possibilitam a

eliminação das oposições através de várias alternativas de solução, entre elas, a identificação, a supressão da negação, a inversão, a união dos opostos e a mediação. (Cf. BYSTRINA, 1995, p. 8).

A identificação dos polos é a primeira possibilidade de eliminação das oposições binárias. Um provérbio egípcio antigo dizia que “o que está acima também está abaixo”. Isto indica a ligação que se faz necessária entre o céu e a terra e da terra com o mundo inferior. Portanto, trata-se da ligação necessária entre os polos opostos, no caso, entre o sagrado e o profano.

A segunda possibilidade é a supressão da negação pelos sistemas pluricompostos. Isto acontece quando as oposições são conectadas nestes sistemas e não apenas nos binários, o que possibilitará que os polos se caracterizem, ora positivamente, ora negativamente. Ai entra a tríade que exercerá o papel de ligação das oposições binárias. Um exemplo é a tríade, céu, terra e inferno. Bystrina diz que:

“Quando fazemos uma associação binária, o céu é marcado como positivo (o mundo dos deuses imortais) e a terra como negativo (o mundo dos mortais). Quando tomamos o conjunto binário terra e inferno, temos novamente uma oposição, onde a terra, anteriormente negativa, torna-se o elemento positivo à vista do inferno, o polo negativo” (2005, p. 9).

Desde modo, na tríade o componente que exerce o papel intermediário (no caso acima, a terra) recebe os dois sinais, tanto o positivo quanto o negativo e é assim que a negação é suprimida. Bystrina chama a esse processo de “Árvore do Mundo” ou “Árvore da Vida” que pode ser encontrada em todas as culturas (Cf. 2005, p. 9). Eliade chama a “Árvore do Mundo’ de “Axis mundi” ou “centro do mundo” presente nas culturas que conhecem as concepções das três regiões cósmicas – Céu, Terra, Inferno – o centro constitui o ponto de intersecção destas regiões. Ai pode acontecer tanto uma ruptura de nível e simultaneamente uma comunicação entre as três regiões. A “Árvore da Vida” vincula as regiões separadas, distantes umas das outras, possibilitando transições simbólicas de um estágio a outro, sobretudo, a viagem ou ao céu ou ao inferno.

A maioria das árvores sagradas e rituais encontrados na história das religiões não passa de réplicas imperfeitas do arquétipo exemplar que é a “Árvore do Mundo”. Todas as árvores sagradas encontram-se no Centro do Mundo. À medida que os antigos lugares sagrados, templos, altares, perdem a sua eficácia simbólica, descobrem-se e aplicam-se outras formas arquiteturais ou iconográficas que representam, de maneira surpreendente o mesmo simbolismo do centro (Cf. ELIADE, 1991, p. 36.48).

Aplicando-se isto para o caso das televisões católicas, a mídia televisiva exerce o papel intermediário entre o profano e o sagrado, suprimindo a negação tanto de um quanto do outro. A televisão na contemporaneidade transformou-se em um “Axis Mundi” ao veicular conteúdos binários, unindo-os ou suprimindo suas diferenças. Ou seja, ela, a mídia sacralizou-se, tornou-se nesse processo de união das polaridades, um lugar sagrado ou sacralizado, se transformou num “Centro do Mundo” contemporâneo. E isto tudo com os rituais sagrados e de sagração através das bênçãos feitas por padres ou bispos nos estúdios das tevês por ocasião de suas inaugurações ou mesmo com suas presenças nelas. A mídia é sacralizada e a religião é profanada. Nesta perspectiva a mídia terciária tanto pode servir de passagem para o céu quanto para o inferno. Ela é uma “Árvore da Vida” ou será que é uma “Árvore da Morte”?

A supressão da negação através da inversão dos polos é a terceira tentativa radical de supressão da polaridade. Trata-se de uma troca, de uma inversão dos polos opostos. O que estava acima é colocado abaixo e aquilo que estava abaixo é colocado acima. Através da inversão a força do negativo deverá ser superada ou “engajada”, o que geralmente acontece quando o negativo fica insuportável e insuperável. Um exemplo: o sagrado na tevê se torna profano, sobretudo quando este se “engaja” na mídia, sendo contaminado por esta. Por sua vez, o profano midiático se sacraliza com a presença do sagrado nela. Aqui acontece uma patente inversão.

As outras duas soluções para a polaridade são: os artifícios da união dos polos opostos e da mediação dos opostos através de um elemento intermediário. No caso da união dos polos existe a construção triádica do mundo - céu, terra, inferno-, a terra seria o elemento de união e também de mediação entre o céu e o inferno, possibilitando construções simbólicas de acesso entre o alto (o céu) e os abismos (o inferno). Pela união das polaridades que se processa através da mediação, se empreende um voo tanto para o alto quanto para baixo. Bystrina lembra que, no caso do cristianismo, Jesus Cristo empreendeu um voo tanto para baixo (desceu aos infernos) quanto para o alto (subiu aos céus). Ele foi nesse prisma tanto um elemento de união como, também, um mediador (Cf. 1995, p. 9).

Esses padrões de soluções para a assimetria se desenvolveram juntamente com o desenvolvimento dos próprios códigos culturais.