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 A aplicação do teste será individual e em local o mais reservado possível.  Tempo de realização do mini exame: 10 minutos por idoso.

 Não fazer a mesma pergunta mais de 3 vezes.

ETAPAS

1. CABEÇALHO - Perguntar o nome completo, idade e escolaridade.

“Qual o seu nome completo?”

“Quantos anos o Sr.(a) tem?” ou “Em que ano o senhor(a) nasceu?” “Você estudou? Até que ano você estudou?”

2. ORIENTAÇÃO TEMPORAL - Perguntar dia do mês, mês, ano, dia da semana e hora (sem a utilização de calendários ou relógios).

“Que dia do mês é hoje?” “Em que mês nós estamos?”

“E em que ano?” “Que dia da semana é hoje?”

“Sem olhar no relógio, que horas são mais ou menos?”

Considerar certo, até uma hora a mais ou a menos da hora real.

3. ORIENTAÇÃO ESPACIAL - Perguntar que lugar (genérico) ele está, que lugar (específico) ele está, bairro ou rua próxima, cidade e estado.

“O que é este prédio em que nós estamos?” – Usar gesto circular para indicar o lugar genérico (Unidade de Abrigo, Abrigo, Asilo, Minha casa, etc).

“E que lugar é este em que nós estamos?” – Usar indicador apontando para baixo, indicando lugar específico (Quarto, Refeitório, Consultório, Jardim, etc).

“Em que bairro nós estamos?” ou “Que bairro é este?” ou “O senhor sabe o nome de alguma rua aqui perto?”

“Em que cidade nós estamos?” ou “Que cidade é esta?” “Em que estado nós estamos?” ou “Que estado é este?”

4. MEMÓRIA IMEDIATA - Pedir para repetir as palavras: Rádio, Banana e Sapato.

“Eu vou falar três palavras que o Sr.(a) vai repetir agora e depois vai repetir de novo daqui a pouco: RÁDIO, BANANA E SAPATO.”

Dizer as três palavras no ritmo de uma palavra por segundo. Dê um ponto para cada palavra repetida, mesmo que não esteja na ordem. Caso não sejam repetidas corretamente, diga novamente as três palavras e peça para repetir, mas sem contar pontos desta vez.

5. ATENÇÃO E CÁLCULO - Perguntar quanto é cem menos sete e assim sucessivamente.

“Agora vamos fazer algumas contas de diminuir”

100-7= 93 93-7= 86 86-7= 79 79-7= 72

72-7= 65

Pergunte quanto é cem menos sete. Se a resposta for correta peça para subtrair sete do resultado. Caso seja incorreta, aguarde um momento em silêncio. Se houver correção espontânea, considere como certo e passe para frente. Se não houver, corrija e continue até completar as cinco subtrações. Um ponto para cada resposta correta.

6. MEMÓRIA DE EVOCAÇÃO - Pedir para repetir as palavras que foram ditas anteriormente.

“O Sr(a) lembra daquelas três palavras que eu falei e o Sr (a) repetiu? Quais são as três palavras?”

Um ponto para cada palavra correta, não necessita seguir a mesma ordem.

7. LINGUAGEM - Perguntar mostrando objetos RELÓGIO e CANETA.

“Gostaria que o (a) Sr.(a) me dissesse o que são esse objetos...”. Mostrar relógio e caneta.

8. LINGUAGEM - Pedir para repetir.

“Repita comigo: Nem aqui, nem ali nem acolá"

9. LINGUAGEM – Comando

“Faça exatamente como eu disser: Pegue o papel com a mão direita; dobre-o ao meio; e coloque-o no chão.”

Em seguida, coloque uma folha de papel sobre a mesa, em frente ao paciente. Um ponto para cada uma das três etapas.

10. LINGUAGEM - Ver e executar.

“Vou mostrar uma figura e gostaria que o (a) Sr.(a) fizesse a mesma coisa que aparece na figura.”

Mostrar a gravura dos olhos fechados e esperar se executa o comando.

11. LINGUAGEM - Escrever uma frase.

“Gostaria que o (a) Sr.(a) escrevesse uma frase. Tem que ter começo, meio e fim. Pode ser um pensamento ou alguma coisa que o (a) Sr.(a) fez hoje.”

Um ponto se a frase for inteligível. Escrever o próprio nome completo não é válido. Desconsiderar erros de ortografia.

12. LINGUAGEM - Copiar o desenho.

“Agora, gostaria que o (a) Sr.(a) copiasse esse desenho para mim...”.

Mostrar a figura dos pentágonos superpostos e entregar folha e lápis, sem borracha. Um ponto se houver duas figuras com cinco ângulos que se sobreponham um sobre o outro. Cada participante deverá possuir: Lapiseira ou lápis e borracha para utilização própria; Lápis para utilização pelo idoso; A gravura dos olhos fechados e a dos pentágonos; Prancheta com MEEM; Relógio e Caneta para mostrar ao idoso; Folha em branco para que ele desenhe os pentágonos; escreva a frase e repita o comando.

   

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15. World Health Organization Quality of Life Assessment. What quality of life? World

Health Forum 1996;17(4):354-6.  

   

Objective: The objective of the study was to analyze the epidemiological profile of oral health of 98 retirement home residents (RHRs) and 125 elderly members of two socioeconomically similar community groups (CGMs) in the suburbs of Fortaleza (Northeastern Brazil) and compare the subjects’ self-perception of oral health to findings from two large epidemiological studies with national (SB Brasil) and state- wide (SB Ceará) coverage. Due to the large number of RHRs who were either demented or refused dental treatment, the mini-mental state examination (MMSE) was administered to identify subjects fit for oral rehabilitation. Methods: Data were collected by five dentists, based on WHO criteria (1997). Results: The average DMFT of RHRs was 29.88, with predominance of the component “missing teeth” (93.27%). The corresponding figures for CGMs were 30.17 and 63.70%. The need for dental prosthesis was also evaluated: 10.20% and 3.06% of RHRs used upper and lower prosthesis, respectively, whereas 94.90% and 97.96% needed them. Total prosthesis was the most prevalent type (88.78% in both arches). Among the CGMs, 71.20% used upper prosthesis (66.40% of which were total) and 32.80% used lower prosthesis (31.20% of which total), whereas 67.20% and 78.40% needed them (56.00% and 53.60% of which total). In the present study, the use and need of dental prosthesis (considering both arches) differed significantly between RHRs and CGMs, as shown by the Chi-square test (p<0.001). The MMSE revealed cognitive impairment (score ≤12) in 37.25% of responders and age-associated cognitive decline. Conclusion: Use of total prothesis was more common in the upper arch. Absence of prothesis of any type was more frequenly observed in the lower arch. Need of prothesis was greater than use of prothesis in both groups. The subjects showed signs of previous mutilating treatment and were in need of oral rehabilitation, assumed to be covered by public policies. Overall, oral health self-perception was positive despite unsatisfactory clinical conditions, poor oral health and a strong prevalence of dental caries and edentulism. The MMSE revealed cognitive impairment in most subjects, confirming the notion that the use of this test prior to oral rehabilitation (identifying subjects fit for prosthesis use and capable of efficient self-care) can prevent unnecessary spending. Our findings reflect a need for reviewing public policies of oral rehabilitation of the elderly, based on the perspective of integrality as a principle of the Brazilian unified health care system (SUS). The making of specific dental health policies for this group would improve quality of life due to better chewing, digestion and nutrition (enhanced absorption of nutrients) and better communication, thereby contributing to socialization and heightened self- esteem.

Key words: Cognition; Dental Prosthesis; Epidemiology; Oral Health; Self-Image; The Elderly.

RESUMEN

Objetivo: El presente trabajo ha objetivado analizar las características epidemiológicas de las condiciones de salud bucal de 98 ancianos de una institución de larga permanência para ancianos (ILPI) y de 125 participantes de Grupos de Convivencia, de Barrios periféricos, socialmente semejantes, de Fortaleza, Ceará, Brasil, para orientar el tratamiento odontológico de estos sujetos. Se investigó la auto-percepción en salud bucal de esos ancianos, con el fin de realizar una evaluación comparativa entre ellos y con plateamientos epidemiológicos de base nacional (SB Brasil) y de base estadual (SB Ceará). Debido a que algunos ancianos de La ILPI han rechazado el tratamiento dentário y la identificación del alto porcentaje de demenciados, se optó por realizar una evaluación cognitiva, el Mini Examen del Estado Mental (MEEM) objetivando identificar los aptos a la rehabilitación oral. Métodos: La recolección de datos se ha realizado por cinco examinadores, utlizando los crtierios metodológicos recomendados por La OMS (1997). Resultados: El CPO-D promedio hallado en la ILPI, há sido de 29,88, con predominio del componente perdido (93,27%) mientras el CPO-D promedio de los no insticuionalizados se ha fijado en 30,17%, con predominio del componente perdido (63,70%). Se ha evaluado también el uso y la necesidad de prótesis dentaria: dos residentes en la ILPI, el 10,20% usaban prótesis superior y el 3,06%, inferior; el 94,90% necesitaban de prótesis superior y el 97,96% de inferior; siendo la prótesis total el tipo más prevalente, 88,78% para ambos los arcos. El porcentaje del uso de prótesis no institucionalizados ha sido el 71,20% en el arco superior, siendo el 66,40% prótesis total; ya para el arco inferior, 32,80% de las que el 31,20% era prótesis total. En el presente estúdio, tanto para uso como para necesidad, considerándose ambos los arcos, la diferencia entre los ancianos institucionalizados y no institucionalizados ha sido estadísiticamente significativa por el test Qui cuadrado (p<0,001). Como resultado del MEEM, se observó deterioro cognitivo (escore ≤ 12) en el 37,25% de los entrevistados, así como uma diminución cognitiva con el avance de la edad. Conclusiones: Relacionado al tipo de prótesis, los resultados apuntan que hay un mayor porcentaje de uso de prótesis total en el arco superior y mayor frecuencia en cuanto a la ausencia de prótesis de cualquier tipo en el arco inferior. Se ha evidenciado que los ancianos investigados han sido sometidos a tratamiento mutilador y, como consecuencia, necesitan de rehabilitación oral, lo que presupone la necesidad de políticas públicas para que ello ocurra efectivamente. Los participantes de ese estudo se caracterizan por una autopercepción positiva de su salud bucal, pese a las condiciones clínicas insatisfactorias y de precaria salud bucal, con acentuada prevalencia de caries dental y pérdida de dientes. El MEEM ha revelado deficiencia cognitiva en la mayoría de los ancianos, confirmando que su aplicación, previamente a la rehabilitación oral puede evitar despilfarro financieros. Tales hallazgos reflejan la necesidad de implementación de políticas rehabilitadoras en salud bucal direccionadas al anciano, basadas en la perspectiva de la integralidad como principio doutrinario del Sistema Único de Salud, que redundaría en una mejor calidad de vida, tanto por la mejor masticación, digestión y nutrición, por el mayor aprovechamiento de los alimentos, como por el favorecimiento a la comunicación, por la dicción y habla, contribuyendo para la socialización y consecuente elevación de la autoestima de esa clientela.