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Aktsomhetsnorm vs. misbruksnorm

5. Erstatning for ugrunnet søksmål

5.3 Aktsomhetsnorm vs. misbruksnorm

Vilas Boas et al. (2012) investigaram quais os valores pessoais dos discentes de um curso de educação a distância em gestão pública, sob a ótica da Teoria Meios-Fim. Para a coleta dos dados, foi utilizada a abordagem qualitativa, por meio da técnica de entrevista laddering. Os valores identificados com maior frequência foram: segurança, reconhecimento social, realização e estimulação. Os resultados indicaram três potenciais segmentos de consumidores (A, B e C). Os discentes agrupados no segmento A evidenciaram expectativas de novas oportunidades de trabalho e melhor remuneração. O grupo B considerou que o reconhecimento da instituição de ensino representa um impacto positivo no crescimento pessoal e profissional. Já no grupo C foi detectado que flexibilidade é fundamental para que o valor realização seja alcançado.

Valadão Júnior et al. (2011) analisaram se as competências propostas nos projetos pedagógicos dos cursos de MBAs em Administração coadunavam com os valores pessoais dos discentes. A metodologia adotada compreendeu uma pesquisa descritiva, com abordagens qualitativa e quantitativa, por meio de análise de documentos e da aplicação do questionário junto aos discentes. Para o levantamento dos valores pessoais dos discentes foi utilizada a escala Portrait Value Questionaire (PVQ) com 40 questões, desenvolvida por Schwartz et al. (2001). Os valores que mais se destacaram foram: tradição, poder e estimulação. Os resultados sugerem que, nos cursos pesquisados, a proposta de competências, apesar de convergir com os valores pessoais dos discentes, não contempla em profundidade elementos importantes presentes na Teoria de Competências. Isto permite inferir que existe um gap entre a formação profissional e as competências propostas pelos cursos, uma vez que contempla mais o saber-fazer (habilidades) em detrimento do saber (conhecimentos) e o saber ser/agir (atitudes).

Moreira (2010) investigou se existem diferenças na importância dos valores pessoais e de sentido de vida dos empregados de uma instituição financeira, em função do tipo de participação que eles assumem nas diferentes etapas do programa de mobilização social instituído pela empresa em que atuam, em favor da defesa dos direitos da criança e do adolescente. Foi identificado pelo autor que os empregados que

assumem maior responsabilidade no programa de mobilização social, por meio de visitas aos municípios onde os projetos são desenvolvidos, apresentam maiores médias nos valores pessoais de Universalismo, relacionados a metas de promoção de bem-estar da sociedade e de Estimulação, relacionados à busca de novidades e desafios; ao mesmo tempo em que valorizam menos valores de Conformidade, relacionados à manutenção do status quo. Em relação aos valores de sentido de vida, apresentam maiores médias do que os demais grupos em Evolução Espiritual.

Henrique (2009) partindo do pressuposto que os valores pessoais orientam e guiam os indivíduos a um comportamento, investigou se os valores de uma pessoa predizem suas atitudes, conduzindo à fase de lealdade. Análise estatística multivariada dos resultados indicaram que existe relação positiva entre valores pessoais e lealdade; ocorre mediação da atitude nas relações de valores pessoais (fases cognitiva e ação); e as variáveis demográficas (gênero, idade, escolaridade e renda) são moderadoras na relação valores pessoais-lealdade.

Nascimento (2009) investigou os valores de estudantes e professores e os valores manifestados em sala de aula, na percepção de alunos e professores. Os resultados demonstraram que as estruturas dos valores dos estudantes e dos professores são compatíveis e que ambos “expressam as mesmas prioridades axiológicas” (NASCIMENTO, 2009, p. 79).

Añaña (2008) investigou a influência dos valores pessoais na percepção de uma marca, no contexto intra e intercultural. Para medir os valores, foi utilizada a escala Rokeach Value Survey (ROKEACH, 1968, 1973) e para avaliar a percepção quanto a marca foi utilizada a Brand Personality Scale (AAKER, 1997). Os resultados confirmaram as diferenças entre sistemas de valores em culturas diferentes e a influência dos valores pessoais na avaliação da marca.

Silveira Junior (2007) investigou se existe relação de conflito entre os valores organizacionais de Autotranscendência e os valores organizacionais de Autopromoção, propostos por Schwartz (1992), mediante identificação dos valores organizacionais esposados e dos valores organizacionais compartilhados de uma instituição financeira. Os resultados mostraram a possibilidade da aplicação de metodologia qualitativa e quantitativa nos estudos de valores compartilhados e que a relação encontrada entre os valores organizacionais de Autotranscendência e os valores organizacionais de Autopromoção não é de conflito, mas de complementaridade.

Kamia (2007) buscou investigar a relação entre os valores pessoais e seu impacto sobre o comportamento proativo nas organizações. Os resultados apontaram que os valores predizem o comportamento proativo, e o tipo motivacional mais significativamente relacionado foi o tipo Estimulação. Entretanto, o impacto dos valores sobre o comportamento proativo foi baixo, explicando apenas 6,7% do comportamento. Segundo essa autora, essa baixa predição talvez indique a existência de variáveis moderadoras que afetam o impacto dos valores sobre o comportamento.

Fortes (2006) investigou a influência dos tipos motivacionais de valores pessoais sobre a preferência por gêneros cinematográficos e tipos de filmes. De acordo com esta pesquisa, os tipos motivacionais foram preditores significativos da preferência por todas as categorias presentes no estudo.

Pereira (2006) analisou as congruências entre os valores individuais e os valores organizacionais, com o propósito de verificar diferenças entre subunidades da organização. Os resultados evidenciaram que as congruências variam de acordo com a subunidade e que os valores relativos ao trabalho permitem a identificação de um maior número de relações de congruências positivas ou negativas.

Soares (2006) analisou as relações entre valores organizacionais com base nos valores pessoais e com base nos valores individuais, visando contribuir com a geração de conhecimento sobre os valores compartilhados pelos indivíduos dentro das organizações e que direcionam o atingimento de metas. Os resultados sinalizaram que para o estudo dos valores organizacionais as duas abordagens – Valores Pessoais e Valores Culturais – são complementares entre si, dando origem a novos fatores e possibilitando um estudo mais abrangente dos valores organizacionais.

Face ao exposto nessa revisão da literatura, constata-se que diversos autores procuraram compreender os atributos de atração, valores pessoais e como se processa o julgamento e atribuição de significados do produto, muitas vezes analisando as variáveis de forma isolada. Não foram identificadas pesquisas que analisem as relações entre os valores pessoais, os atributos considerados na decisão de escolha do curso e o julgamento e significados atribuídos ao Curso de Mestrado em Administração escolhido pelos alunos. Dessa forma, identifica-se uma lacuna na literatura pesquisada, a qual deu origem a esta pesquisa.

Considera-se que, após a escolha do Curso de Mestrado, o estágio seguinte no processo de tomada de decisão é a avaliação do Curso, no qual os discentes experienciam a sensação de satisfação ou insatisfação. “Os resultados são significantes

porque os consumidores guardam suas avaliações na memória e se referem a elas em decisões futuras” (BLACKWELL, MINIARD E ENGEL, 2011, p. 83). Dessa forma, é relevante o estudo do construto satisfação no contexto desta pesquisa.