Têm-se diversas definições sobre o planejamento público as quais devemos analisar para que se possa tirar uma conclusão final. Algumas possuem uma visão mais empresarial, outras conseguem amenizar esse lado do planejamento e colocar o da ampliação do bem estar em foco. Com base nas constatações acima, que o ato de planejar busca a antecipação do futuro através da mobilização empresarial, pessoal ou governamental.
Sobre planejamento Matias-Pereira (2008, p. 15) relata:
O planejamento é uma prática essencial na administração – pública ou privada -, devido aos benefícios que a utilização desta ferramenta traz às organizações. Entre eles, podemos destacar a elevação da eficiência, eficácia e efetividade da organização, pois contribui para evitar a desorganização nas operações, bem como para o aumento da racionalidade das decisões, reduzindo os riscos e aumentando as possibilidades de alcançar os objetivos da organização. O planejamento possibilita a coordenação de diferentes pessoas, projetos e ações em curso; aplicação racional (otimizada) dos recursos disponíveis ou escassos; e o aumento da responsabilidade ao lidar com mudanças, na medida em que faz parte do processo de planejar e especular sobre fatores do ambiente que afetam a organização.
Em resumo, o melhor desempenho em diversos aspectos da organização que utiliza o planejamento está relacionado com a diminuição das decisões equivocadas, visto que os projetos em diversos setores têm ações coordenadas por pessoas diretamente envolvidas e capacitadas (otimização dos recursos). Além disso, o acaso passa a ser previsto e a reatividade da instituição quanto à eles torna-se muito mais rápida e eficiente.
Friedmann (1963) faz a distinção entre plano e planejamento. O plano é entendido como sendo um meio de registro de decisões que faz com que outros gestores utilizem-no como base de suas escolhas, para que elas sejam as mais racionais possíveis.Todas essas decisões gerarão diversos pontos de referência para as demais escolhas futuras. A confecção de um plano possui várias fases que consideraram metas, alternativas e resultados. Sua
seqüência de ações é fixada e as propostas concretizadas com tempo, espaço e custo delimitados.
Por planejamento o autor entende como sendo resultante de um plano com uma revisão periódica. Afirma que se trata da reunião de soluções para resolver um determinado problema de forma dinâmica. Entretanto, diferentemente do plano, o planejamento abrange diversas atividades, incluindo análise econômica e social, definição de metas, estudos e escolhas de cursos de ação, orçamento, preparo de programa de atividades, mensuração de resultados. O autor ainda ressalta que o planejamento está intimamente ligado a tomada de decisões. Ou seja, dar-se preferência para a escolha mais racional, econômica, voltada para o futuro onde o foco é nos agentes e nas ações, juntamente com um movimento coordenador.
Sobre o ato de coordenar Miglioli (apud FONSECA, 2006, p.25) comenta que “o planejamento econômico consiste na aplicação à economia (ou ao processo administrativo de uma empresa), de modo coordenado e coerente, de determinados princípios e métodos apoiados no conhecimento científico para a obtenção de resultados previamente selecionados”. Vê-se a coordenação como processo presente antes e depois do ato de planejar. Ela vai aumentando a magnitude de sua importância a medida que o planejamento é executado e os bons resultados são alcançados.
Fonseca (2006, p.25) em nota de rodapé não admite uma organização sem planejamento, conforme descrito abaixo:
É ilusão pensar que existe a alternativa planejar ou não planejar, pois a única alternativa que existe, na realidade é planejar bem ou planejar mal. Uma administração federal, estadual ou municipal, ou mesmo privada, não deixa de planejar simplesmente porque não registra de forma consciente as tarefas que terá de realizar no futuro.
O mundo atual não permite que uma organização ou até mesmo um Estado prospere somente esperando as boas oportunidades chegarem e diante delas tomar as decisões cabíveis. Hoje, precisa-se ter em mente o que se fará quando elas acontecerem e mais do que isso, é necessário que se planeje como fazer aparecer essas oportunidades. Matias-Pereira (2008) define o planejamento como sendo a reunião de ações, que por sua vez interagem e complementam-se, buscando o alcance de determinado objetivo pré-estabelecido. Afirma ter um ciclo é criado onde atividades próximas serão sua fonte de alimentação, tais como:
estudos, decisões estratégicas e táticas acerca de prioridade, desenvolvimento de planos e programas, coordenação e controle da sua execução. A previsão com uma revisão constante permite que as mudanças dos cenários alterem ou beneficiem as ações em desenvolvimento. Diante disso, tem-se importância dos órgãos ou setores de acompanhamento enquanto o planejamento é executado.
Stone (apud, PENNA, 1963, p. 22) define planejamento como:
(…) planejar consiste em reunir e analisar informações pertinentes aos objetivos visados, acompanhados de conclusões que permitirão estabelecer a norma de ação futura. Os numerosos problemas que devem ser resolvidos pelo administrador condicionam soluções de diferentes categorias, exigindo da planificação o tratamento de grande variedade de questões.
Lopes (1963) alerta que a credibilidade de um plano está em amplas investigações e análises que possuam um confrontamento detalhado. Caso não respeitem esta afirmativa elas não passam de uma “mera opinião”, pois não possuem nenhum embasamento técnico. Ressalta também a importância da flexibilidade no ato de se planejar, pois é fundamental para seu sucesso a adaptabilidade das previsões tendo como objetivo seu aperfeiçoamento, além de suprir às condições emergentes. Importante salientar que um planejamento também deve ser aceito pelos envolvidos, portanto criar um ambiente de confiança e receptividade para suas idéias é fundamental.
É importante fechar essa explanação sobre planejamento com a definição abaixo:
É a formulação sistemática de um conjunto de decisões, devidamente integrado, que expressa os propósitos de uma empresa e condiciona os meios para alcança- los. Um plano consiste na definição de objetivos, na ordenação de recursos materiais e humanos, na determinação de métodos e formas de organização, no estabelecimento de medidas de tempo, quantidade e qualidade, na localização especial de atividades e outras especificações necessárias para canalizar racionalmente a conduta de uma pessoa ou de um grupo. (AMATO, 1971, p. 93)
Em resumo, o planejamento é a união de diversas ações do governo ou da iniciativa privada que têm objetivos inicialmente estabelecidos. Esta definição inicial serve de base para os esforços das pessoas, bem como a coordenação dos recursos disponíveis. Sua efetividade e eficiência contínua depende de seus instrumentos de controle que possibilitam
o aprimoramento do plano, afinal as condições econômicas, administrativas e políticas são diariamente afetadas e alteradas.