Desde já se percebeu que para alguns autores o consultório ideal deverá satisfazer em primeiro lugar as necessidades dos clientes internos e externos. Também, desde logo, partindo desta condição e do facto de cada pessoa apresenta características que a torna única, está apresentado o motivo que torna esta problemática de tal difícil resolução. No entanto existem aspectos que já vão sendo apontados na bibliografia e que no mínimo, na minha opinião, deviam começar a ser tidos em conta.
Seria importante que se criassem momentos de reflexão internos (que poderiam até ser realizados no âmbito do conteúdos programáticos dos cursos de Medicina Dentária) ou até mesmo estudos já mais formais onde se debatessem estes aspectos já apontados.
O que deveria ser equacionado a colocar no Espaço do Consultório Ideal?
Música ambiente? Como dissimular o odor dos materiais utilizados? O uso de Auscultadores? Conforto? Atendimento? Estacionamento? Cor? Feng Shui? Aquários? Lareiras? Como ocultar o Ruído dos instrumentos? Elementos de distracção visuais?
CONCLUSÃO
No início desta jornada o objectivo deste trabalho passava por descobrir um espaço idealmente perfeito para todos os intervenientes presentes numa consulta médico dentária de forma a reduzir a ansiedade dentária do paciente. Após reflexões constantes, mudanças de rumo, e mesmo avanços e recuos, o que podemos dizer sobre o consultório ideal é tão simples como: não existe muito provavelmente consultório ideal, mas sim espaços que se adequam de uma maneira mais ao menos perfeita a diferentes pessoas.
Um espaço ideal é aquele que permite baixar significativamente os níveis de ansiedade de um paciente. No entanto, devido a inter-subjectividade, percepções, vivências, comportamentos e flutuações de humor diferentes, do próprio indivíduo, é muito difícil aferir qual o espaço ideal para todos os pacientes.
O que podemos dizer, é que os poucos estudos realizados, apontam para conjuntos de elementos transversais que podem ser utilizados no sentido de proporcionar uma vivência agradável, positiva, e mesmo porque não dizê-lo, menos traumática da experiência que é uma consulta médico dentária.
Como foram explorados nos capítulos anteriores, não existem dados suficientes para estabelecer completamente relações de causalidade entre ansiedade dentária e o espaço do consultório. Pensamos ser esta uma excelente oportunidade para lançar a discussão e impulsionar novas perspectivas de estudo nestes domínios.
Por tudo aquilo que foi escrito e na nossa opinião pessoal, os pontos cruciais para uma boa experiência num consultório médico dentário passam por utilização equilibrada das cores; a utilização de painéis digitais para que se consiga mudar as cores, com um simples toque, de forma a personalizar o ambiente de acordo com cada paciente; a utilização de música ambiente assim como o uso de auscultadores; o uso de elementos decorativos de aquários e até mesmo de lareiras tornando o ambiente mais relaxante e acolhedor, respectivamente; a utilização de elementos de conforto, como cadeira, sofá e ou poltrona, enquanto o paciente espera, proporcionando um relaxamento através de massagens; utilização de meios visuais, como televisores ou outros dispositivos que
efectuem esta função, direccionados para cada paciente individualizando a sua distracção enquanto espera; utilização ou aproveitamento de objectos naturais, como por exemplo plantas e luz natural, tornando o ambiente o menos artificial possível; utilização de silenciadores, ou até mesmo tentar criar instrumentos que não produzem ruído; utilização de materiais sem odores, ou construção de espaços que não permitem a contaminação de outros espaços; oferecer ao paciente um atendimento personalizado desde a sua chegada as instalações do consultório médico dentário…
Uma das conclusões mais importantes a retirar de todo este processo de investigação e reflexão, é que todos os intervenientes têm responsabilidades na melhoria desta morbilidade que é a ansiedade dentária. Não existindo um espaço perfeito, haverá sem dúvidas, espaços cada vez mais adequados desde que se mantenham as tentativas na busca do conhecimento e da sua aplicação.
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