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Aksjer og aksjefond

In document Langsiktig sparing til pensjonstiden (sider 41-48)

4. Om langsiktig avkastning, risiko og korrelasjon

4.4 Aksjer og aksjefond

Contudo, pode Evódio ainda objetar: se a alma não se torna infeliz a não ser

pecando, segue-se que até os nossos próprios pecados são necessários à perfeição do universo. Como, então, pune Deus com justiça os pecados sem os quais a Sua criação não teria plenitude e perfeição? Agostinho responde: nem os pecados mesmos, nem as desgraças dele resultantes, são necessários à perfeição do universo, e sim as almas enquanto almas, as quais se não quiserem pecar não pecam, mas tendo-o feito, tornam- se infelizes. Se sua miséria precedesse qualquer pecado, poder-se-ia dizer com razão que uma brecha foi introduzida na ordem do universo. Por outro lado, caso cometam pecados, mas não exista a pena, a ordem ficaria igualmente abalada pela injustiça. Na verdade, nem o pecado nem o castigo do pecado são seres à parte, mas estados acidentais dos seres. O pecado voluntário leva a um estado acidental de desordem, ao qual deve seguir-se a pena, para que não haja uma desordem dentro da ordem universal. O castigo, pois, força o pecado a harmonizar-se com a ordem do universo (LA, III, 9, 26-27).

Ora, isso posto, trata-se de saber como introduziu-se no universo a desordem que o castigo vem corrigir: somos remetidos à questão do pecado original.

O pecado é sempre voluntário, quer nos venha espontaneamante do nosso próprio pensamento, quer do nosso consentimento à má sugestão de outrem. Entretanto, é mais grave pecar por si mesmo e persuadir alguém a pecar, como fez o demônio ao seduzir o homem. O desígnio que o levou a tal, assim decaindo de sua condição de anjo, veio do orgulho, começo de todo pecado _ o orgulho que leva a alma, ao invés de esquecer-se totalmente na presença de Deus, buscar perversamente arremedá-Lo, pretendendo encontrar o seu gozo na própria independência. Dessa forma, o demônio, levado pela inveja, persuadiu o homem a incorrer no mesmo orgulho em razão do qual ele fora condenado (LA, III, 10, 29).

Quanto ao homem, embora menos culpado, também pecou ao deixar-se persuadir; portanto, foi justamente sujeitado ao demônio, que pretendia submeter à lei da morte todos os descendentes do primeiro homem. De forma igualmente justa, porém, o Filho de Deus subtraiu o homem desse império, ao ser condenado à morte sem crime algum. Desse modo, se os homens morrem de morte temporal, que essa morte seja para liquidar sua dívida; e se vivem da vida eterna, que seja para viver Naquele que pagou por eles uma dívida que ele próprio não tinha. Aqueles, porém, que perseveram na infidelidade, serão com justiça companheiros do demônio na danação eterna (LA, 10, 29-31).

Entretanto, a referência à culpa do primeiro homem nos leva a interrogar se foi criado sábio ou insensato. No primeiro caso, não teria sido seduzido; no segundo, sendo a insensatez o maior dos defeitos, Deus teria sido o autor dos defeitos do homem. Contudo, defende Agostinho, o homem foi criado num estado intermédio, entre a insensatez e a sabedoria. Nessa condição, a ausência de sabedoria ainda não era um defeito seu, pois não poderia ser responsabilizado por ele; nem tampouco um defeito da criação, pois a alma não foi criada má pelo fato de não ser ainda tão perfeita quanto a capacidade que recebeu de vir a sê-lo (LA, III, 24, 71-72).

O homem, sem ainda ser sábio, era capaz, entretanto, de receber um preceito com o evidente dever de obedecer a ele. Sua natureza torna-o apto a receber um preceito; por sua vontade, pode observá-lo. Pode-se compreender, portanto, como o primeiro homem podia ser seduzido; e como se segue justamente o castigo a esse pecado cometido livremente (LA, III, 24, 72).

Pode-se, porém, alegar: se foram Adão e Eva os pecadores, que fizemos nós para nascermos na cegueira da ignorância e nos tormentos da dificuldade? Denominamos pecado, argumenta Agostinho, não apenas o que em sentido próprio o é, por ter sido cometido conscientemente e por livre vontade, mas também o que é a conseqüência necessária do primeiro pecado, a título de castigo. As más ações que cometemos por ignorância, e as boas que não conseguimos praticar, apesar da boa vontade, denominam- se pecados, por tirarem sua origem daquele pecado cometido por livre vontade. Esse, com efeito, como antecedente, mereceu os outros pecados, como conseqüentes. Dessa forma, seja qual for a origem de nossa alma _ e Agostinho examina quatro hipóteses a

este respeito27 _ ela está sujeita a um castigo merecido por seus pecados (LA, III, 19,

53).

Destarte, não em virtude da natureza primitiva do homem, mas sim como castigo por seu pecado, nós, descendentes do primeiro homem, nascemos mortais e escravos da carne. Na origem do homem se manifesta a justiça, através de duas penalidades. Uma delas é a ignorância, que não lhe permite ver o estado em que se deve colocar; a outra é a dificuldade pela qual, embora o vendo, não tem a força de se alçar a esse estado melhor. Da ignorância, provém o vexame do erro; da dificuldade, o tormento que aflige. A esse propósito, Santo Agostinho cita São Paulo: “Não faço o bem que eu quero, mas pratico o mal que não quero...Pois o querer o bem está ao meu alcance, não, porém, o praticá-lo.” E ainda: “A carne tem aspirações contrárias ao espírito e o espírito, contrárias às da carne. Opõem-se reciprocamente, de sorte que não fazeis o que quereis” ( LA, III, 18, 51).28

Contudo, não é a nossa ignorância que nos será imputada, e sim nossa negligência

em procurar saber o que ignoramos; nem a nosssa incapacidade em proceder bem, mas nosso pouco esforço para adquirir a capacidade de fazê-lo. Ademais, a ignorância e a dificuldade com que nascem nossas almas são para elas um estímulo ao progresso e um início de perfeição (LA, III, 22,64).

Em virtude, porém, desse erro original, o homem não só deixou de ser bom, como também, não querendo agir bem quando podia, perdeu o poder de fazê-lo quando o quer de novo. O homem não pode tornar-se bom por si mesmo; esse poder só lhe pode ser dado pela graça divina.

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