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Após recolher e analisar a informação obtida através das entrevistas e dos questionários, torna-se essencial realizar um cruzamento de dados para chegar a algumas conclusões relevantes. O gráfico abaixo ilustra um cruzamento dos dados analisados nos questionários, entre as pessoas que trabalham e que colocam ou não o seu filho na creche.

Verifica-se que a maioria das pessoas que trabalha coloca os filhos na creche, no entanto é de salientar que mesmo os pais que não tem nenhuma atividade profissional optam por colocar os filhos na creche por considerarem ser importante para o desenvolvimento da criança. Nas entrevistas às educadoras de infância, a maioria refere igualmente que é importante a permanência da criança na creche, principalmente pelo factor da socialização que neste contexto é bastante desenvolvido e por estarem inseridas num contexto semelhante ao qual vão transitar.

Relativamente à importância da creche nas respostas obtidas nos questionários, os inquiridos referem alguns pontos importantes como: o desenvolvimento físico, ao

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

não tem filho na creche tem filho na creche

Trabalha Não Trabalha

Gráfico 5 – Percentagem de pais que trabalham ou não trabalham e relação com a permanência da criança na creche.

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nível da socialização e também em relação as aprendizagens. Através das entrevistas às educadoras de infância é possível verificar que também estão de acordo ao falar da importância da creche, todas as educadoras referem que é importante a permanência da criança na creche principalmente ao nível da socialização e das competências que se adquirem.

Nas questões relacionadas com a transição para o jardim-de-infância, quer nos questionários quer nas entrevistas, as respostas obtidas inclinam-se para a importância da permanência da criança na creche, e tudo o que esta proporciona em termos de aprendizagens e socialização o que possibilita uma melhor transição para o jardim-de- infância. As educadoras referem que na maioria dos casos o facto de terem frequentado a creche facilita mais tarde a transição para o jardim-de-infância, pois a criança já está inserida neste contexto e por essa razão na passagem para o pré-escolar todas as rotinas são encaradas de uma forma mais tranquila. No que diz respeito à opinião dos pais, estes consideram que o contexto de creche proporciona à criança aprendizagens e momentos de socialização que em casa nem sempre é possível. Na transição para o jardim-de-infância a criança já está familiarizada com as práticas de sala o que facilita todo este processo. Como nos refere Oliveira-Formosinho, Passos & Machado (2016), deve-se apoiar as crianças nas transições pois “é importante não só para ajudar a viver a situação específica, mas também para construir mentalmente essas situações como tendo um potencial de crescimento, como sendo um desafio.” (p. 37).

No que concerne às práticas que a educadora possa ter para promover uma transição mais fácil, as respostas obtidas nas questões abertas dos (25) questionários recebidos passam principalmente por considerar que a educadora deve conversar com as crianças sobre a mudança e explicar o porquê, no entanto não se deve criar uma sensação de receio na criança. Alguns pais salientam determinados pontos importantes que a educadora pode promover, sendo eles o apoio e acompanhamento por parte da educadora no processo de transição, a transmissão de confiança e segurança aos pais e crianças, a relevância do diálogo que a educadora deve ter com as crianças sobre esta mudança, as visitas que possam ser organizadas ao local para onde vão transitar e ainda o permanente envolvimento parental.

Através das entrevistas realizadas às (4) educadoras, as conclusões são semelhantes às dos pais, pois também consideram importante conversar sobre a transição que vai ocorrer e referem ainda que sempre que possível deve-se realizar visitas ao local para onde a criança vai passar.

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Em relação à questão sobre o envolvimento parental as respostas são igualmente unânimes pois quer as (4) educadoras quer os (25) pais consideram o seu envolvimento no dia-a-dia das escolas, um elemento de extrema importância, pois as crianças ao verem os pais envolvidos nas rotinas diárias têm uma recetividade muito maior. A parceria entre educadora e pais é relevante para o sucesso da criança nas várias etapas da vida.

Assim, através das respostas obtidas nos dois últimos pontos, considera-se que as práticas como educadora devem ser sempre complementadas com o envolvimento permanente dos pais, pois as relações que se estabelecem entre educadora e pais são importantes para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças. (OCEPE, 2016).

Por esta razão é imprescindível que o educador que acompanha a criança seja

um “educador responsável”, que estimule uma relação próxima, de confiança e de

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Considerações Finais

O tema escolhido para tratar neste trabalho surge da prática profissional realizada ao longo do percurso académico e de acordo com tudo o que foi descrito nesta investigação pretende-se que esta parte do trabalho evidencie uma interpretação dos dados obtidos e uma reflexão pessoal do meu papel enquanto educadora de infância.

O estudo realizado revelou-se bastante importante na medida em que permitiu uma melhor compreensão do papel da creche no processo de transição da criança para o jardim-de-infância. Como futura educadora esta investigação contribuiu para perceber quais as melhores estratégias para tornar o processo de transição da criança mais facilitador, compreendi que quer seja educadora em contexto de creche quer seja em contexto de pré-escolar é necessário envolver as famílias e manter um diálogo constante para que possamos transmitir segurança à criança. Saliento ainda que fiquei mais alerta para as melhores práticas a ter enquanto educadora de creche, devo preparar as crianças fazendo visitas ao local para onde vão transitar dentro do que for possível e devo dialogar com o grupo de crianças e tranquiliza-las.

Durante esta investigação foram realizados questionários aos pais e entrevistas a educadoras de infância nos contextos de creche e pré-escolar. Através destes instrumentos de recolha de dados, destaco que as opiniões são semelhantes relativamente à permanência da criança na creche que consideram um factor importante na transição para o jardim-de-infância. No entanto muitos pais referem que se tivessem possibilidade preferiam ficar com a criança em casa pelo menos no primeiro ano de vida.

Referir que durante o processo de investigação surgiram algumas dificuldades relativas a construção dos guiões quer das entrevistas quer dos questionários, por não ter experiencia na elaboração deste tipo de guiões tive de restruturar várias vezes as questões com o auxílio da orientadora, que sempre me pôs a pensar quais seriam as questões mais indicadas para responder à questão de partida.

Após realizar as entrevistas e os questionários percebi que apesar das restruturações que fiz poderia ter organizado de uma forma mais facilitadora para depois analisar e interpretar os dados, no entanto o tempo disponível para voltar a organizar e realizar de novo as entrevistas, não era favorável. Por essa razão considero que deveríamos ter um pouco mais tempo para refletir e realizar todos os procedimentos necessários para a construção deste trabalho.

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Considero que ao longo deste estudo houve sempre momentos de aprendizagem, que me permitiram crescer pessoalmente e profissionalmente. Todo este percurso e as dificuldades que tive fizeram com que ficasse mais alerta para todos os pormenores de um trabalho desta dimensão. Salientar também que ao longo deste percurso, o apoio das educadoras que participaram no estudo e que sempre me auxiliaram da melhor forma possível, foi muito importante pois partilharam os seus conhecimentos que me orientaram em alguns pontos do trabalho.

Este estudo despertou interesse por parte dos participantes, nomeadamente das instituições que consideraram este tema bastante pertinente. Pessoalmente este tema teve uma grande importância, pois possibilitou ter uma visão mais clara do meu papel enquanto educadora de infância no processo de transição da criança, permitiu-me perceber qual a melhor forma de agir e quais as práticas adequadas a realizar tendo em conta as opiniões dos pais e das educadoras participantes no estudo.

A prática profissional é por tudo o que foi dito um elemento importante, na medida em que possibilita o contacto com o meio com o qual vamos trabalhar e proporciona o surgimento de temas pertinentes para realizar investigações.

No que concerne às perspetivas sobre esta investigação pretende-se que a mesma seja um contributo para pesquisas futuras que possam se realizadas no âmbito desta temática.

Relativamente às perspetivas futuras ambiciono conseguir ficar colocada numa instituição com a qual me identifique e que desempenhe as minhas funções como educadora de infância, da melhor forma possível e sempre de acordo com as aprendizagens que fiz ao longo do meu percurso académico.

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Apêndices

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Apêndice A – Questionário aplicado aos Encarregados de Educação

54 Escola Superior de Educação Jean Piaget

Mestrado em Educação Pré-Escolar Catarina Silva

Questionário

O presente questionário insere-se numa investigação onde se pretende perceber em que medida a frequência da criança na creche contribui para um melhor processo de transição para o jardim-de-infância.

A sua resposta será um contributo importante na investigação.

Neste questionário não há respostas “certas” ou “erradas”, mas sim respostas relativas a diferentes opiniões e perceções pessoais face ao tema em estudo. Por isso, gostaria que as suas respostas refletissem efetivamente a sua opinião enquanto encarregado de educação.

Saliento o carácter anónimo deste questionário e o tratamento confidencial dos dados recolhidos.

Muito Obrigada pela vossa colaboração

Catarina Silva

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