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The adversial setting

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5.2 Security analysis of the SSO system

5.2.4 The adversial setting

Calculado o tamanho da amostra de tomadores de decisão necessária, de acordo com os parâmetros estabelecidos pela empresa contratante ou grupo de embarcadores por meio do

software LMPC, a equipe deve simular as possibilidades de alternativas que lhe atendam

até o número de amostras significativo requisitado pelo referido programa.

Em seguida, o próprio software calculará os seguintes valores: dos estimadores dos coeficientes dos atributos (coeficientes β), de seus erros correspondentes, do teste “t de Student”, dos intervalos de confiança, do pseudocoeficiente de determinação (ρ2), do teste da razão de verossimilhança e do teste de comparação entre as alternativas.

Uma vez de posse dos coeficientes β, atendidas as condições necessárias, pode-se escrever a função utilidade paramétrica da contratante.

a) Análise do teste “t de Student” e dos coeficientes β

O teste “t de Student” verifica o nível de significância dos atributos analisados. Verifica a hipótese nula dos coeficientes, ou seja, se eles são significativamente diferentes de zero. Parte do princípio de que cada coeficiente é distribuído segundo uma distribuição “t de Student”, com (n – 1) graus de liberdade, onde n se refere ao número de observações.

Alguns dos valores críticos da estatística “t de Student” podem ser encontrados na Tabela 5.3.

Tabela 5.3: Valores críticos da distribuição “t de Student”. Nível de significância (α) Distribuição “t de Student”

0,010 2,576 0,020 2,326 0,050 1,960 0,100 1,645 0,200 1,282

Fonte: Matos (1995) apud Alfinito (2002).

Os coeficientes β representam a utilidade dada pelos embarcadores aos diversos atributos. Assim, quando o valor do coeficiente β de um determinado atributo for superior ao de um outro da mesma função utilidade, significa que aquele atributo tem importância superior para o entrevistado.

b) Análise do pseudocoeficiente de determinação

Outra verificação importante a ser feita no experimento refere-se ao pseudocoeficiente de determinação, o ρ2. Ele varia de 0,2a 0,4, sendo que quando se aproxima de 0,4, o ajuste do modelo Multinomial Logit é considerado excelente (SOUZA, 1999a). No entanto, de

acordo com Souza (1999a), diversos autores já aceitam o ajustamento mínimo possível a partir de 0,12.

c) Teste da razão de verossimilhança

De acordo com Souza (1999a), o teste da razão de verossimilhança tem distribuição χ2 (Qui-Quadrado) com r graus de liberdade, onde r é o número de restrições lineares

(parâmetros β). Assim, ele testa a hipótese de nulidade de todos os parâmetros simultaneamente. Se o valor LR for maior que o valor χ2(α, r), então rejeita-se a hipótese de nulidade de todos os parâmetros simultaneamente.

Na Tabela 5.4, são apresentados os valores críticos da estatística Qui-Quadrado, para alguns níveis de significância.

Tabela 5.4: Valores críticos da estatística Qui-Quadrado. Nível de significância (α) χ2 0,010 13,277 0,025 11,143 0,050 9,488 0,100 7,779

Fonte: Levin et al (1994) apud Alfinito (2002). d) Teste de comparação entre as alternativas

O teste de comparação entre as alternativas é utilizado para se verificar a existência de diferença significativa entre elas. Assim, no software LMPC, as alternativas são listadas de acordo com a preferência dos entrevistados.

5.2.2.6 Etapa 2.6 – Consulta ao Mercado de TRPP

Com a função utilidade paramétrica da contratante, a equipe de decisão deve realizar consultas às empresas de TRPP que atuam no mercado estudado e possam atender aos requisitos exigidos pela empresa contratante.

Em regra, a empresa de TRPP que obtiver o maior valor para a função utilidade será a mais indicada para a contratação.

Como exemplo, toma-se o caso hipotético anterior, em que se verificou, por meio do

software LMPC, a seguinte equação paramétrica para a função utilidade na escolha do

prestador de serviços: 5 4 3 2 1 0,25 0,35 0,40 0,30 50 , 0 x x x x x FU = + + + + (5.1) em que:

FU: função utilidade;

1

x : atributo preservação da integridade da carga;

2

x : atributo freqüência de oferecimento;

3

x : atributo tempo de viagem;

4

5

x : preço.

A Tabela 5.5 mostra os valores dos níveis dos atributos das alternativas de serviço oferecidas por cinco operadores logísitcos (A, B, C, D e E) que atuam no mercado hipotético.

Tabela 5.5: Valores encontrados para os atributos de empresas de TRPP consultadas no exemplo hipotético.

Nível dos Atributos Empresas 1 x x2 x3 x4 x5 FU A 2 1 0 2 1 3,9438 B 1 0 0 1 1 2,2662 C 1 0 1 0 1 2,4612 D 1 2 2 0 2 4,5402 E 2 1 2 2 1 4,9854

Da Tabela 5.5, verifica-se que a empresa que apresenta o maior valor para a FU é a E, sendo, pois, em princípio, a mais indicada para o embarcador.

Ressalva-se, porém, que a metodologia proposta é uma ferramenta auxiliar no processo de tomada de decisão e o resultado serve como balizamento. A empresa de transporte que apresenta o maior valor da FU, necessariamente, pode não ser a que apresenta a maior preferência pelos embarcadores, porque podem existir outros fatores relevantes não medidos na preferência declarada.

Por isso, sugere-se aos tomadores de decisão fazerem uma comparação entre os atributos estudados e os atributos utilizados nas demandas efetivamente realizadas pelos próprios embarcadores ou por embarcadores com características semelhantes.

5.2.3 Etapa 3 – Avaliação de Desempenho da Transportadora

A terceira e última etapa consiste na avaliação de desempenho da transportadora contratada. Embora não seja escopo deste trabalho o seu detalhamento, dado a complexidade e o tempo para a consecução e a posterior aplicação, foi inserida na estrutura da metodologia, visto que é uma etapa necessária depois da seleção da transportadora

contratada. É nesta etapa que se têm os instrumentos de avaliação de desempenho que auxiliarão a contratante a tomar a decisão pelo aprimoramento e continuidade ou não dos serviços da transportadora.

Há várias metodologias destinadas à avaliação de desempenho de empresas contratadas, das quais se citam os trabalhos de Pegoraro (1999), Câmara (2006), Costa et al (2004) e Ballou (2006).

Pegoraro (1999) e Câmara (2006), por exemplo, propõem a utilização de um sistema de indicadores de desempenho, elucidando desde a fase de estabelecimento de indicadores, passando pela fase de levantamento de dados especificados, até a fase de comparação dos resultados alcançados com os inicialmente desejados.

5.2.4 Etapa 4 – Retroalimentação

Posteriormente à realização de todo o processo, deve-se fazer uma avaliação das ações realizadas para a identificação de possíveis falhas que possam ser sanadas. A etapa de retroalimentação permite otimizar os procedimentos de seleção, e até mesmo de avaliação de desempenho da contratada, por meio da identificação e correção dos problemas.

5.3 TÓPICOS CONCLUSIVOS

A finalidade deste capítulo foi a de apresentar uma proposta metodológica para a escolha de uma empresa de TRPP, dando ênfase aos aspectos relacionados ao gerenciamento de riscos. Merecem relevo os seguintes tópicos conclusivos:

ƒ Na proposição da metodologia, buscou-se incluir e compatibilizar algumas ferramentas atualmente disponíveis em outras áreas de pesquisa e atuação, tais como o planejamento estratégico e situacional, inserindo-os no contexto de planejamento e gestão de transporte rodoviário de produtos perigosos.

ƒ O fulcro do desenvolvimento desta metodologia foi diminuir as lacunas encontradas durante o processo decisório de contratação de uma empresa de TRPP, provendo uma visão mais ampla e integrada, abrangendo as etapas de planejamento e

execução das atividades até a avaliação de desempenho da transportadora contratada.

ƒ A utilização da abordagem proposta teve como intuito ampliar as possibilidades de análise do objeto considerado, melhorando sua compreensão e possibilitando um processo de decisão que contemple os seus diversos elementos constituintes e que considere as diferentes percepções dos atores envolvidos com o sistema.

6. APLICAÇÃO DA METODOLOGIA: ESTUDO DE CASO DOS

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