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Advent Bay - Longyearbyen

KAPITTEL 6: AKTØRENE PÅ SPITSBERGEN

6.3. Advent Bay - Longyearbyen

Com relação ao corpo funcional estar imbuído do senso de missão do INT, todos os coordenadores entrevistados afirmaram que somente uma parte está.

Um coordenador afirmou que a missão do INT está em processo de mudança. Na época da definição da missão atual, houve um grande esforço no sentido de difundí-la, mas com o passar dos anos, os mecanismos de difusão foram perdendo força. Ele acredita que esse processo será retomado com a reformulação da missão atual. Dois coordenadores disseram que a área técnica é mais consciente do que a área meio por estar mais relacionada à apuração dos resultados, em função do Termo de Compromisso de Gestão. Também foi declarado que a Direção poderia divulgar melhor a missão em todos os níveis da organização. Com relação ao INT funcionar de forma articulada e harmônica, todos os entrevistados afirmaram que essa articulação existe. Foi declarado que há uma tendência às áreas técnicas se fecharem em grupos. Houve divergência de opinião no que se refere à atuação da Direção no sentido de estimular essa articulação – foi declarado que a articulação entre as diferentes divisões está melhor na atual direção, assim como que a atual direção

poderia fazer mais para que essa articulação acontecesse de uma forma melhor. Grande parte da interação acontece por comunicados através do e-mail.

No que se refere ao INT estimular o diálogo e as discussões produtivas, todos os entrevistados afirmaram que formalmente há esse estímulo. A direção instituiu um conjunto de reuniões com esse propósito:

• Reunião da direção com os coordenadores.

• Reunião da direção com as chefias de divisão

• Assembléia: reunião com pessoas de todos os níveis do corpo funcional.

• Encontro com a Direção: o diretor fica por duas horas à disposição para tirar dúvidas e receber sugestões de qualquer funcionário.

Foi relatado que esses mecanismos formais não funcionam como deveriam devido ao lado humano, uma vez que as pessoas gostam de discutir questões quando isso implica trabalho alheio, mas não quando gera trabalho para ela própria.

Também foi comentado que devido à estabilidade que boa parte do quadro possui, as pessoas não temem expor suas opiniões.

Quanto ao trabalho em equipe, 3/4 dos entrevistados acreditam que o INT incentiva o trabalho em equipe. Foram citados os projetos inter-divisionais e a formação de comissões como formas de estímulo desta prática. Exemplos de comissões formadas recentemente são a Comissão para determinar um novo plano de saúde e a Comissão do Sistema de Gerenciamento de Desempenho. Nesta última, representantes das diferentes divisões estão sendo chamados a opinar sobre os aspectos que julgam importantes em uma avaliação de desempenho.

Um entrevistado afirmou que formalmente há o estímulo ao trabalho em equipe, mas este ainda não consegue fazer com que as pessoas interajam. E acrescentou que em um sistema público, as pessoas interagem se assim desejarem.

Houve uma resposta negativa a esta questão sob o argumento de que já existiu um maior estímulo ao trabalho em equipe em administrações anteriores.

Com relação aos instrumentos utilizados para captar a base de conhecimento tácito existente nos colaboradores, 3/4 dos entrevistados citaram como exemplo o Telecurso da Fundação Roberto Marinho em parceria com funcionários do INT que se candidatam a ministrar as aulas, e o Projeto Compartilhando Habilidades, onde o corpo funcional pode participar de atividades que estimulam o seu desenvolvimento e interação interpessoal. As atividades, que podem ser cursos como línguas, atividades físicas e trabalhos manuais são orientados por funcionários voluntários. Um entrevistado afirmou que já foi discutida a idéia da criação de um Banco de Talentos, mas que esta não chegou a ser implementada.

Quanto ao compartilhamento de experiência bem ou mal sucedidas, novamente 3/4 dos entrevistados indicaram que o INT propicia esta prática através do Congresso Interno e das Reuniões citadas anteriormente. Um entrevistado manifestou a preocupação quanto ao fato de essa troca acontecer no Congresso Interno porque há uma cobrança no sentido de se avaliar os resultados das divisões. O que está embutido nesta preocupação é o fato de que as pessoas não procuram meios de compartilhar experiências se não forem obrigadas pelo sistema.

Ficou implícito também o valor que os coordenadores dão ao Congresso Interno, tendo sido mencionado que findo o Congresso, há uma reunião para reflexão do que se pode melhorar na metodologia utilizada no Congresso Interno.

Com relação ao fato do corpo funcional acreditar que o seu trabalho é importante para o INT, todos os entrevistados responderam que sim. De um modo geral, as pessoas são conscientes da importância do seu trabalho para a instituição. Um dos entrevistados afirmou que os resultados das avaliações de desempenham constatam isso.

Apenas um dos quatro entrevistados acredita que as pessoas, na visão da direção, trabalham melhor individualmente, apesar desta estimular a formação de comissões quando a questão envolve os interesses de mais de uma divisão. Os demais acreditam que as pessoas trabalham melhor em equipe e a solicitação de um determinado trabalho pode ser feita a uma equipe ou a uma pessoa que poderá vir a constituir a sua equipe para executar a solicitação. Foi mencionado a existência de um instrumento chamado Grupo Idéias que constitui um trabalho itinerante com cada área para discussão de novas idéias que venham agregar valor.

No que se refere à força de trabalho conseguir opinar sobre a sua visão a respeito de sua equipe e do INT com um todo, novamente 3/4 dos entrevistados afirmaram que os colaboradores conseguem expressar a sua opinião. Um dos entrevistados acha que o mais relevante não é o fato das pessoas opinarem, mas sim o “querer opinar”. Essa opinião pode expressar uma das duas situações: as pessoas não querem opinar porque não acreditam no sistema, isto é, acham que sua opinião não será levada em consideração, ou as pessoas, devido a sua estabilidade e antiguidade no cargo, se acomodaram e não estão de fato comprometidas com os resultados.

Quanto ao fato da força de trabalho ter liberdade e se sentir estimulada a dar sugestões, assumir riscos e avaliar os resultados, todos os entrevistados afirmaram que há espaço para sugestões e que as boas são aproveitadas. Um dos entrevistados voltou a afirmar que as pessoas gostam de dar sugestões quando isso não implica em trabalho para si próprio.

Quanto questionados sobre o risco de alguém ser “crucificado” por cometer um erro, apenas um entrevistado afirmou que pode até haver esse risco, mas que geralmente o sistema protege muito o funcionário.

Os entrevistados foram unânimes ao afirmar que as pessoas não são receptivas à mudança. Os servidores com mais tempo de casa tendem a ser mais reativos. Um entrevistado afirmou que essa aversão à mudança pode ser em virtude da faixa etária dos

servidores do INT estar entre os 45-60 anos. Outro entrevistado afirmou que é necessário fazer um trabalho de conscientização, para que as pessoas vejam a mudança como uma oportunidade de aprendizado. Também foi levantado que devido às restrições financeiras cada vez maiores, qualquer processo de mudança é visto com desconfiança, pois tendem a gerar uma situação pior do que a atual.

Todos os entrevistados também afirmaram que o ambiente de trabalho é amigável. Um dos entrevistados destacou que o ambiente em sua equipe de trabalho é bom , mas em outros grupos ele não percebia desta forma.

Todos os entrevistados afirmaram que se sentem a vontade para questionar o ponto de vista das pessoas da sua equipe e do Diretor. Um dos entrevistados afirmou que como o atual diretor preza bastante a hierarquia, ele se sente à vontade para colocar as opiniões divergentes, mas não transmite para os níveis hierárquicos mais baixos as críticas realizadas.

Com relação à responsabilidade pelo auto-desenvolvimento, todos se sentem plenamente responsáveis e afirmaram que o INT, devido às restrições financeiras, não tem patrocinado os cursos realizados pelos seus funcionários, mas pode flexibilizar o seu horário de trabalho.

Todos os entrevistados responderam que tendem a debater o ponto de vista dos seus colegas quando divergentes do seu.

O INT representa para os entrevistados uma parte da sua vida, alguns chegaram a afirmar que consideram o INT a sua segunda casa. É o local onde elas se sentem qualificadas e realizadas profissionalmente.

Quanto ao que o INT representa para a sociedade, os entrevistados deram ênfase ao fato do INT contribuir efetivamente para a sociedade, procurando melhorar o nível tecnológico brasileiro em relação aos demais países, assim como contribuindo para a economia de bilhões de reais com a compra de tecnologia “pronta”.

Todos os entrevistados possuem uma visão bem clara do que gostariam de realizar no INT neste ano. Apenas um entrevistado não conseguiu expressar qual o seu objetivo profissional no momento. Os demais explicitaram objetivos vinculados diretamente ao Instituto.