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Estamos inseridos no mundo pelo nosso corpo, existimos nele e por meio dele, entretanto entendê-lo e conceituá-lo não é tarefa fácil. Seria impossível apreendê-lo diante de um só olhar, por isso procuraremos entendê-lo em seus aspectos biológicos, psicológicos e sociais.
Em princípio na modernidade, o corpo era assinalado somente nos aspectos biológicos, os campos da Biologia, Medicina, Educação Física e outros formavam o espaço hegemônico deste estudo. Em meados do século XIX, as Ciências Sociais também se apoiavam nesta visão de corpo evolucionista, corpo naturalizado. Contudo,
[...] ao longo da discussão acumulada sobre o assunto percebeu-se que uma definição meramente biológica, que considere a dimensão humana sob apenas um aspecto não pode servir como referência para os estudos sobre o corpo que envolvam o indivíduo de modo integral. (SUASSUNA, SAMPAIO e AZEVEDO, 2005, p. 31)
Desse modo vários estudos nos levam a diferentes concepções de corpo. Mas que corpo é esse que estamos buscando para basear nosso estudo e o qual acreditamos?
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É esse corpo que segundo Mauss (2003) é fato social total, pois o homem é biológico, psicológico e social. No decorrer de várias décadas o corpo era estudado somente como um corpo biológico, negando sua historicidade e meio social que o ser era inserido. Decerto após os estudos de Mauss, houve uma ruptura com a supremacia das Ciências da Saúde bem como das Ciências Sociais
(Suassuna, Sampaio e Azevedo, 2005).
Em relação a estes reducionismos aos quais o corpo era submetido, pesquisas contemporâneas como dos autores James, Jenks e Prout (2000), expõem a necessidade de tanto o corpo como a infância serem compreendidos como construção cultural e também biológica, levando assim a uma superação destes reducionismos, pois não se faz necessário negar um para supervalorizar o outro e sim fazer uma interconexão. O ser humano, aqui em especial as crianças são seres integrais, constituídos de natureza e cultura.
Ao considerar a criança como ser integral, procurou-se neste estudo abordar ainda de forma mais resumida o tratamento que era e é reservado ao corpo e suas repercussões na escola que segundo Wiggers (2003, p. 10) “esta questão vem instigando historiadores, filósofos e antropólogos, cujas produções nos oferecem a descrição crítica do corpo enquanto mediador da relação do homem com seu mundo.”
E é nessa relação do homem com seu mundo, no caso a criança e seu corpo e sua relação com a escola que nos pautamos. Estudos como de Freire (1994), Wiggers (2003), Richter e Vaz (2005), Taborda de Oliveira (2006), Oliveira (2006) e Machado, Freitas e Wiggers (2010) constatam que há uma negação do corpo na escola, tendo uma subvalorização das práticas corporais infantis em detrimento aos conhecimentos cognitivos.
Deste modo, a escola enquanto instituição social é concebida numa relação de dualidade com a sociedade na qual está inserida. De um lado, atua no sentido de reproduzir estruturas características de uma sociedade dominante e de outro, promove a emancipação de práticas excludentes, buscando a
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No entanto, o controle e o disciplinamento do corpo figuram ao longo da história das civilizações com práticas escolares relacionadas aos mecanismos de dominação operantes na escola e nesse viés, tem-se a supremacia do cognitivo e o distanciamento do corpo, anulando dessa forma, a espontaneidade dos movimentos.
Para Foucault (1987), a escola é uma das "instituições de sequestro", como o hospital, o quartel e a prisão. "São aquelas instituições que retiram compulsoriamente os indivíduos do espaço familiar ou social mais amplo e os internam, durante um período longo, para moldar suas condutas, disciplinar seus comportamentos, formatar aquilo que pensam."
Ao longo da trajetória da humanidade, o corpo na sociedade vem sendo objeto de constantes análises, principalmente no que diz respeito à escolarização. Se fizermos uma viagem ao tempo, podemos perceber que do século XIX até meados do século XX, o corpo figurou como preocupação de uma sociedade moderna, em que as classes operárias são amplamente difundidas pela industrialização dos mais variados setores, ou em outras teorias acerca da infância, além de tantas que serviram como suporte na tentativa de explicar o corpo enquanto parte de um processo de evolução da civilização.
Nessa visão, a escola ocupa um grande destaque com relação aos desafios apresentados nos vários momentos da história. Hoje, temos de um lado uma sociedade contemporânea que busca evidenciar novos hábitos, padrões de comportamentos, regras e valores, do outro vemos, corpos presentes, confinados a seguir o que lhe é determinado.
A educação do corpo na escola perpassa por práticas contraditórias. Observam-se comumente situações em que a participação corporal se restringe ao momento do intervalo ou às aulas de Educação Física no contra turno, mas de
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maneira geral, os movimentos são poucos evidenciados nesse ambiente o que demonstra o disciplinamento dos corpos por professores, independente de suas áreas de atuação. Impera dessa forma a passividade ou a mecanização como condições para o bom andamento da aula, bem como da ‘’boa’’aprendizagem.
Na tentativa de analisar práticas corporais no espaço escolar, percebe-se um esforço contínuo em se negar o corpo, esses fatores são visualizados a partir do controle exacerbado de professores e funcionários da escola ou mesmo dos próprios alunos, que alheios aos mecanismos que instituem regras e padrões a serem seguidos, absorvem o disciplinamento como parte complementar da sua formação enquanto pessoa. Contudo, esses esforços que negam o corpo na escola, contem traços de uma sociedade dominadora. Sobre tal, Oliveira (2006, p. 58) diz:
[...] ao longo de nossa história, o controle sobre o corpo apresentou diferentes facetas que deixaram traços profundos, na organização de nossa vida social, sendo possível identificar desde fatos necessários à própria constituição humana, até exageros que provocaram sequelas sobre o nosso modo de interagir com a cultura e a natureza.
Ainda nessa perspectiva, faz-se necessário observar que em função dos avanços tecnológicos e da massificação da cultura, a escola vem aos poucos, traçando outras estratégias para referendar essa abordagem, porém é imprescindível considerar que o processo de escolarização contribui para disciplinamento dos corpos na escola, pois à medida que a criança avança no processo cognitivo e biológico, tem seus movimentos controlados e tem também, seu desempenho marcado de acordo com suas habilidades e capacidades.
Na escola é possível percebermos com frequência traços dessa dominação e podemos facilmente identificá-los quando vemos nesse ínterim a mente
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sobrepor o corpo e relegá-lo a algo sem valor. É comum ainda, nos espaços escolares, discussões acerca de disciplinas, castigos e regras que envolvem a movimentação da criança. Essas estratégias são usualmente impostas por professores como forma de manter a ordem e impedir a manifestação espontânea muito comum nos anos iniciais do ensino fundamental.
As crianças desde cedo são orientadas com relação à forma de se comportarem: sentar, comer à mesa, brincar sem machucar, andar, enfim são conduzidas por um adulto a descobrir formas para serem aceitas nos mais diferentes grupos e na escola essas ideias são fomentadas com mais vigor. As regras são impostas em função do que se considera ideal enquanto formação efetiva da criança. Nesses ambientes, as crianças apenas escutam e obedecem aos adultos, que em muitos casos, transmitem conhecimentos oralmente com tons ameaçadores ou de maneira incompreensível. Nesse embate, muitas vezes o caos é instalado e a criança se vê privada de uma participação de fato expressiva e espontânea. Acerca de tais proposições Sacristán (2005, p.125) afirma:
[...] ser aluno é uma maneira de se relacionar com o mundo dos adultos, dentro de uma ordem regida por certos padrões, por intermédio dos quais eles exercem sua autoridade, agora com a legitimidade delegada pelas instituições escolares. É uma das formas modernas fundamentais do exercício do poder sobre os menores.
Na tentativa de disciplinar, a escola muitas vezes torna-se punitiva e sobre esse ponto de vista sustenta seu trabalho pedagógico. Por assim dizer, várias formas de demonstrar poder são utilizadas por ela no sentido de vigiar e punir as crianças. Normalmente são aplicadas sanções àqueles que infringem as normas. Essas punições são expressas por meio de advertências, suspensões, expulsões, reuniões com os pais, a própria redução de notas, mudança de classes e em maior grau, ocorrência policial.
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Dessa forma podemos afirmar que a base que sustenta a escola punitiva é o medo. Foucault afirma:
[...] O poder disciplinar exercido através da configuração arquitetônica e, da mesma forma, o controle da diretoria sobre o professor e o aluno através do “olhar panóptico” demonstra de forma veemente como a disciplina faz [...] funcionar o espaço escolar como uma máquina de ensinar, mas também de vigiar, de hierarquizar, de recompensar. (1986, p. 134)
Assim, o poder descrito pelo autor, permanece aceso nas dependências da escola. Vemos ainda, professores resignados à mecanização e decididos por impor às crianças a disciplina por meio da ‘’barganha’’ ou exigindo que o silêncio se faça presente como forma à alcançar o pleno conhecimento. Busca-se sem objeção e a qualquer custo, o corpo disciplinarizado, e se for preciso para se manter a ordem, a punição se faz presente.
Portanto, refletir sobre o corpo escolarizado se faz necessário, no sentido de despertar para o que vem sendo praticado nos espaços destinados à aprendizagem. Em tempos de racionalidade tecnológica, é inaceitável, construir o corpo para ser submisso. A ideia de corpo vem sendo reformulada em função dos avanços tecnológicos e se antes, era almejado pelo seu potencial produtivo, hoje os principais interesses se voltam para o consumismo e exibicionismos exagerados.
E nessa perspectiva, é interessante ponderar acerca dos novos rumos que vem tomando a educação, pois esta poderia estar desvinculada da ideia de dominação. No entanto além de não fazer conexões entre o conhecimento e vida, está voltada tão somente à transmissão e apropriação de conhecimentos via razão, que necessita então de mentes atentas e corpos paralisados, pois é necessário mais do que atenção para observar e compreender as regras que são organizadas nesse espaço. E tudo que pode extrapolar essa dimensão de ensino
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passa a figurar em segundo plano, como as brincadeiras, as manifestações espontâneas e os gestos expressos de forma naturais.
É inconcebível a perpetuação de uma escola punitiva e restritiva, ao contrário, deve esta primar pelo debate e pela conscientização sobre o corpo e sobre a formação humana. E ainda, é no espaço escolar que a construção também acontece, sendo assim, o corpo merece ser considerado e respeitado por todos envolvidos nesse processo, além do que a sociedade de hoje, voltada para disseminação de uma cultura digital, onde as informações ocorrem em tempo real, permitir uma escola manipuladora e detentora de saberes é de certa forma inaceitável.
No sentido de ampliar e buscar novos olhares para a(s) Infância (s); Corpo; Educação do corpo e Escola necessitou-se ir ao encontro de uma metodologia correspondente as bases teóricas utilizadas. Optou-se então em trazer as respostas das crianças aos sentidos conferidos ao seu corpo, com fundamento nos elementos da educação do corpo, construídos pelo processo de escolarização, os meninos e meninas seriam deste modo protagonistas do presente estudo. Assim descreveremos os procedimentos metodológicos elencados a seguir.
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3 METODOLOGIA DE PESQUISA NOS ESTUDOS COM CRIANÇAS O olhar das crianças permite revelar fenômenos sociais que o olhar dos adultos deixa na penumbra ou obscurece totalmente.
(PINTO & SARMENTO, 1997, p.27)
Este capítulo busca constituir os caminhos que foram dados a pesquisa de campo. Considera-se a criança como sujeito de direitos, seres que apresentam seu próprio modo de conceber o mundo por meio de suas brincadeiras, imaginação e relação com o outro. Deste modo, fez-se necessário apoiarmo-nos na epistemologia qualitativa, pois ela pode nos responder questões mais particulares. “Ou seja, ela trabalha com o universo dos significados, dos motivos, das aspirações, das crenças, dos valores e das atitudes” (MINAYO, 2011, p.21).
Isso significa dizer que o ser humano, em nosso caso particular as crianças, se distinguem não só pelo agir, mas também pelo pensar, interpretar ou até mesmo representar suas ações nas realidades que estão inseridas. E afim de descobrirmos4 quais os sentidos conferidos ao corpo pelas crianças em sua relação com a escola, optamos por uma investigação que vai ao encontro delas. A aproximação e o convívio mais intenso em seu ambiente escolar pode trazer outras descobertas e respostas para nossa pesquisa.
Assim, o estudo configura-se a partir de uma orientação etnográfica, baseada em princípios qualitativos, vem contrapor à longa dominação a que foi submetida a pesquisa em Educação e, vale ressaltar nossa área a Educação
4 Termo utilizado por Graue e Walsh (2003) para contrapor o que chamam de invenção. Expõem que alguns estudos quando se tratam de crianças e daquilo que nós (adultos) sabemos acerca delas, são aqueles que inventam, são também os que ainda dominam (pesquisas positivistas). Já descobrir requer tempo, olhares e ouvidos bem abertos, é trabalhoso e é necessário o convívio com as crianças.
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Física, pela linha quantitativa, estudos positivistas. A etnografia ganhou força e presença efetiva inspirando pesquisas em ambientes onde prevalecem os relacionamentos sociais, assim tem se proliferado nas áreas de políticas públicas e sociais e na educação. Com o desenvolvimento de técnicas diversificadas como: grupos focais, entrevistas, observações, descrições, fotografias, desenhos, entre outras.
A partir de uma permanência diária do pesquisador e descrição minuciosa do campo apresenta-se aspectos positivos que possibilitam observar locais, objetos, pessoas e comportamentos. Investiga assim, a realidade de um grupo e o conhecimento gerado a partir do ponto de vista do outro. Visa apreender a vida, tal como ela é cotidianamente conduzida, simbolizada e interpretada pelos atores sociais. Pode-se afirmar tais pontos embasados nas pesquisas realizadas por Corsaro (2011) e Müller (2007).
Por caracterizar-se ainda como uma descrição densa, o estudo etnográfico apresenta um estilo de pesquisa o qual supõe a presença prolongada do investigador no contexto social em estudo e o contato direto com as pessoas e as situações cotidianas. O que fez aproximar nossa pesquisa com tal metodologia, pois realizamos um estudo de três meses no ano de 2010 durante o curso de especialização em Educação Física Escolar na Universidade de Brasília-UnB, onde permanecemos e acompanhamos as crianças em diversos tempos e espaços na escola.
Agora voltamos a mesma instituição de ensino, com o intuito de aprofundarmos nossos conhecimentos e descrever detalhadamente sobre o campo e os sujeitos pesquisados. O estudo aconteceu durante quatro meses, participamos e acompanhamos uma turma diariamente durante o segundo semestre no ano de 2012, desde o início das aulas (7h30min) até seu término (12h30 min). Fez-se necessário também, a partir do convívio com as crianças,
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conhecermos o contexto familiar, visto ser este elemento relevante no decorrer das observações e produção dos dados, deste modo as visitamos em seus lares.
Para além dos desafios citados já encontrados no campo, outras provocações são salientadas ao realizar estudos de orientação etnográfica com crianças, pois devemos ter clareza que somos adultos e identificados pelas crianças como um "outro", o que pode dificultar nossa aproximação com elas. Há de se destacar também que enquanto investigadores o nosso acesso às crianças é mediado, deste modo percebemos que não é tão simples, pois
[...] jamais veremos o mundo através dos olhos de outra pessoa, particularmente dos olhos de uma criança. Pelo contrário, veremos sempre o mundo através de uma multiplicidade de camadas de experiência, das crianças e nossas, e de uma multiplicidade de camadas de teoria [...] (GRAUE e WALSH, 2003, p. 56).
Como identificamos, há muitos desafios quando fazemos etnografia com crianças. Contudo, ir ao encontro de seus olhares e valorizá-los é um avanço deste método de investigação, porém deve-se ter clareza que os olhares e a escuta deste grupo são mediadas pela nossa experiência enquanto adulto e mais as teorias estudadas. Graue e Walsh (2003) e Corsaro (2011) ainda apresentam a necessidade de tratar as crianças como crianças, mas não da forma usual como os adultos as tratam hierarquicamente, assim o convívio diário com elas e nossa aproximação faz toda diferença nas pesquisas.
É neste sentido, como visto, que a etnografia tem sido apontada por autores contemporâneos dentre eles Graue e Walsh (2003), Müller (2007), Corsaro (2011) e Buss-Simão (2012) como metodologia particularmente adequada para pesquisas com crianças, fazendo-as participar na produção dos dados e sobre suas maneiras de ser, sentir, agir, pensar e representar suas próprias histórias.
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Ressalta-se ainda que, no Brasil, este método de fazer pesquisa vem crescendo nos últimos anos como assevera Martins Filho (2010). Contudo, o autor apresenta que há forte tendência para o uso da etnografia nas pesquisas em Educação, sendo esta não pura como nos estudos da antropologia, com isso dentre os trabalhos encontrados em sua maioria utilizam-se da palavra adicional como: orientação/inspiração/ de cunho antes da etnografia. Diz ainda que tais estudos apontam que a utilização das estratégias do método etnográfico pode ser um elemento fértil para a permanência em campo, nesse caso
[...] para decifrar e anotar o modo que os pesquisados dialogam com a cultura contemporânea, ou ainda, para compreender de que maneira a cultura contemporânea se manifesta nos sujeitos investigados. Assim, advertem que o texto e o contexto são, para qualquer pesquisador, importantes ferramentas conceituais, e a etnografia importante recurso para realizar a leitura desse universo. (MARTINS FILHO, 2010, p. 10-11)
Ademais, para irmos ao encontro de novas descobertas em nosso campo de pesquisa e ao considerar que as crianças estão contextualizadas e estão situadas histórica, social e culturalmente, apresentaremos a seguir o itinerário de nosso estudo, pois é notável a importância e a influência dos contextos sociais que nossos sujeitos estão inseridos, deste modo faz-se imprescindível descrevê- los.