2. LITERATURE REVIEW
2.1 F ACTOR M ODELS
Espécie(s) incluída(s): Gyropus diplomys, G. thompsoni, G. travassosi.
Características: em ambos os sexos, CDC6 ausente, CDC12 presente, CDC21 longa;
esclerito hipofaringeano simples; palpo maxilar com 4 segmentos; 2 cerdas pronotais dorsais de cada lado; pós-noto distinto; placa proesternal com 6 cerdas, sem o par de cerdas ânterolateral; placa mesoesternal com 3 cerdas; placa metaesternal sub- hexagonal com 8 cerdas, sem esclerotização mediana; garra tarsal da perna I bífida; tenáculo trocântero-femoral presente na perna III; CVTIII4 espiniforme, demais CVTIII setiformes; CVTIII5 ausente; ausência de placas tergais, esternais ou pleurais nos segmentos abdominais III-VIII. Quetotaxia abdominal com macrocerdas distribuídas pelas fileiras logitudinais medial, submedial, sublateral e lateral nos tergitos II-VIII; e por fileiras logitudinais medial, submedial e sublateral nos esternitos III-VII. Cerdas pós-espiraculares nos segmentos II-VIII bem desenvolvidas; complexo pós-espiracular composto de uma cerda anterior a cerda pós-espiracular. Nas fêmeas, todas as CAV setiformes; CAV1 e CAV2 microcerdas e subiguais; esclerito genital feminino presente ou ausente; nos machos, mesômero fusionados dorsalmente; ‘corpo’ do esclerito genital masculino formado por 2 ou 3 lobos de tamanhos visivelmente distintos ligados na base do ‘pênis’, que é curto; endofalo com espinhos pequenos.
Gyropus (thompsoni) diplomys Méndez
(Figs. 21A-F, 16F)
Gyropus diplomys Méndez, 1967. Ann. Entomol. Soc. Am., 60: 555-557.
Material examinado. 3 machos e 3 fêmeas (s/n); ex. Diplomys caniceps; Alto Rio Sinu, Socorro,
Colômbia; 1949; sem coletor, no FMNH.
Etimologia: Provavelmente o substantivo em aposição foi tomado a partir do gênero do
seu hospedeiro tipo, Diplomys.
Hospedeiro tipo: Diplomys labilis Outros hospedeiros: Diplomys caniceps Localidade tipo: Achiote, Colón, Panamá.
Diagnose: Esta espécie se diferencia, em ambos os sexos, das demais do grupo pela
quetotaxia da placa mesoesternal (3 cerdas). Nos machos, o formato do aedeagus bem como do esclerito genital masculino. Nas fêmeas, o esclerito genital feminino estão presentes.
Macho – Aspecto geral do corpo como na Fig. 21A. Cabeça com aspecto geral e
quetotaxia como na Fig. 21C, lobo temporal saliente e truncado. Tergitos, II-VIII com duas fileiras de cerdas ‘normais’ que se distribuem entre as macrocerdas e correspondem à fileira longitudinal intermediária (Fig. 21A). Nos segmentos VI-VIII há de 1-3 (3) microcerdas, formando uma discreta fileira anterior apenas acima das macrocerdas mediais e submediais. Fileiras longitudinais intermediária e lateral constituídas de cerdas ‘normais’ no tergitos. Nos esternitos III-VIII há de 4-8 (8) microcerdas em cada segmento, formando uma discreta fileira anterior apenas acima das macrocerdas mediais e submediais. Cerdas pleurais II-VIII 3-5 (3). Genitália masculina como na Fig. 21D, parâmeros estreitos e longos, sem cerda apical, com ápice sem curvatura; placa ventral fusiforme. Esclerito genital masculino como na Fig. 21E.
Morfometria (n = 3): LPO 0,184–0,189 (0,186±0,002); LT 0,284–0,289 (0,285±0,002); CC 0,226–0,242 (0,235±0,005); IC 1,2–1,3; LP 0,258–0,271 (0,264±0,004); CP 0,163–0,177 (0,170±0,004); LMM 0,360–0,387 (0,374±0,008); CMM 0,270–0,297 (0,281±0,008); CTT 0,444–0,450 (0,447±0,002); LA 0,618–0,632 (0,627±0,005); CA 0,736–0,752 (0,745±0,005); LG 0,106–0,121 (0,114±0,004); CG 0,403–0,419 (0,410±0,005); CT 1,365–1,375 (1,370±0,003).
Fêmea – Aspecto geral do corpo (Fig. 21B) e da cabeça (Fig. 21C) semelhante ao
macho, exceto pelo maior tamanho. Abdome e distribuição das cerdas como no macho (Fig. 21B). Terminália feminina como na Fig. 21F; placa subgenital com 18-20 cerdas, além de 4-6 que são microcerdas (Fig. 21F). Esclerito genital feminino formado por uma placa de formato regular e nitidamente fusionada anterior à abertura da câmara genital (Fig. 16F). Morfometria (n = 3): LPO 0,208–0,209 (0,208±0,001); LT 0,300–0,307 (0,303±0,002); CC 0,257–0,267 (0,260±0,003); IC 1,2; LP 0,263–0,273 (0,268±0,003); CP 0,162–0,175 (0,170±0,004); LMM 0,373–0,392 (0,384±0,006); CMM 0,268–0,291 (0,281±0,007); CTT 0,441–0,461 (0,451±0,006); LA 0,670–0,690 (0,680±0,006); CA 0,892–0,915 (0,904±0,007); CT 1,533–1,558 (1,542±0,008).
Figura 21 – Gyropus (thompsoni) diplomys em aspecto dorsoventral: (A) macho, (B)
fêmea, (C) cabeça da fêmea, (D) genitália masculina, (E) esclerito genital masculino, (F) terminália feminina.
Gyropus (thompsoni) thompsoni Werneck
(Figs. 22A-F) Gyropus thompsoni Werneck, 1935. Brasil-Medico, 49(27): 597-598.
Material examinado. fêmea holótipo (#1424), macho alótipo (#1433), 4 machos, 7 fêmeas e 4 ninfas parátipos (#1425-1432, 1434-1438); ex. Isothrix bistriata; Porto Bicentenário (Rio Manoel Correia,
Bacia do Rio São Miguel), Rondônia, Brasil; sem data; sem coletor, na FIOC. 1 macho e 1 fêmea (#1443- 1447); ex. Isothrix bistriata; sem localidade, Bolívia; sem data; sem coletor, na FIOC. 2 fêmeas (s/n); ex.
I. bistriata; S.E. Esmeralda, Boca Mavaca, Amazonas, Venezuela; 20.III.1967; sem coletor, no PIPeR.
Etimologia: Patronímico em homenagem ao entomólogo britânico Gordon Burnette
Thompson (1911-1979).
Hospedeiro tipo: Isothrix bistriata Outros hospedeiros: desconhecidos.
Localidade tipo: Rio Manoel Correia (Bacia do Rio São Miguel), Rondônia, Brasil. Diagnose: Esta espécie se diferencia, em ambos os sexos, das demais espécies do grupo
pela quetotaxia da placa mesoesternal (3 cerdas). Nos machos, o formato do aedeagus bem como do esclerito genital masculino. Nas fêmeas, a ausência do esclerito genital feminino.
Macho – Aspecto geral do corpo como na Fig. 22A. Cabeça com aspecto geral e
quetotaxia como na Fig. 22C, lobo temporal saliente e truncado. Tergitos, II-VIII com duas fileiras de cerdas ‘normais’, correspondem à fileira longitudinal intermediária. Nos segmentos II-VIII há de 3-5 (5) microcerdas em cada segmento, formando uma discreta fileira anterior apenas acima das fileiras mediais e submediais de cerdas. Fileiras longitudinais intermediária e sublateral constituídas de cerdas ‘normais’ nos tergitos. Nos esternitos III-VIII há de 6-10 (8) microcerdas em cada segmento, formando uma discreta fileira anterior apenas acima das fileiras mediais e submediais de cerdas. Cerdas pleurais II-VIII 3-5 (4). Genitália masculina como na Fig. 22D, parâmeros estreitos e longos, sem cerda apical, com ápice sem curvatura; placa ventral larga e fusiforme. Esclerito genital masculino como na Fig. 22E.
Morfometria (n = 5): LPO 0,184–0,195 (0,190±0,002); LT 0,294–0,314 (0,302±0,004); CC 0,236–0,255 (0,246±0,003); IC 1,2; LP 0,320–0,330 (0,326±0,002); CP 0,150–0,176 (0,166±0,005); LMM 0,357–0,389 (0,370±0,006); CMM 0,250–0,272 (0,263±0,004); CTT 0,393–0,423 (0,414±0,006); LA 0,283–0,311 (0,303±0,005); CA
0,820–0,918 (0,855±0,017); LG 0,140–0,155 (0,149±0,003); CG 0,461–0,493 (0,478±0,005); CT 1,385–1,483 (1,425±0,016).
Fêmea – Aspecto geral do corpo (Fig. 22B) e da cabeça (Fig. 22C) semelhante ao
macho, exceto pelo maior tamanho. Abdome e distribuição das cerdas como no macho (Fig. 22B). Terminália feminina como na Fig. 22F; placa subgenital com 18-20 cerdas, além de 4-6 que são microcerdas (Fig. 22F); esclerito genital feminino ausente.
Morfometria (n = 11): LPO 0,200–0,215 (0,208±0,002); LT 0,310–0,338 (0,323±0,003); CC 0,238–0,311 (0,261±0,006); IC 1,1-1,3; LP 0,305–0,338 (0,323±0,003); CP 0,134–0,166 (0,145±0,003); LMM 0,383–0,462 (0,418±0,007); CMM 0,276–0,368 (0,296±0,008); CTT 0,410–0,505 (0,438±0,008); LA 0,640–0,772 (0,707±0,013); CA 1,055–1,298 (1,171±0,026); CT 1,593–1,905 (1,753±0,033).
Figura 22 – Gyropus (thompsoni) thompsoni em aspecto dorsoventral: (A) macho, (B)
fêmea, (C) cabeça da fêmea, (D) genitália masculina, (E) esclerito genital masculino, (F) terminália feminina.
Gyropus (thompsoni) travassosi Werneck
(Figs. 23A-F)
Gyropus travassosi Werneck, 1948. Os Malófagos de Mamíferos. Parte I: Amblycera e Ischnocera
(Philopteridae e Parte de Trichodectidae), p. 58-61.
Material examinado. macho holótipo (#2943), fêmea alótipo (#2944) e 4 machos 2 fêmeas parátipos
(#2945-2950); ex. Callistomys pictus; Fazenda Almada, Ilhéus, Bahia, Brasil; sem data; sem coletor, na FIOC.
Etimologia: Patronímico em homenagem ao helmintologista e entomólogo brasileiro
Lauro Pereira Travassos (1890-1970).
Hospedeiro tipo: Callistomys pictus Outros hospedeiros: desconhecidos. Localidade tipo: Ilhéus, Bahia, Brasil.
Diagnose: Esta espécie se diferencia, em ambos os sexos, das demais do grupo pela
quetotaxia da placa mesoesternal (5 cerdas). Nos machos, o formato do aedeagus bem como do esclerito genital masculino. Nas fêmeas, a ausência do esclerito genital feminino.
Macho – Aspecto geral do corpo como na Fig. 23A. Cabeça com aspecto geral e
quetotaxia como na Fig. 23C, lobo temporal saliente e truncado. Tergitos, II-VIII com quatro fileiras de cerdas ‘normais’, correspondem à fileira longitudinal intermediária e uma fileira longitudinal adicional, em cada lado. Provavelmente essa fileira adicional seja resultado da fusão entre a fileira posterior e uma possível anterior em cada segmento. Nos segmentos II-VIII 5 cerdas ‘normais’ em cada segmento, formando uma discreta fileira anterior acima das fileiras mediais e submediais de cerdas. Esternitos, III-VIII com fileiras longitudinais intermediária e lateral constituídas de cerdas ‘normais’. Nos esternitos III-VIII há de 12-16 (13) microcerdas por todo o segmento, formando uma discreta fileira anterior de cerdas. Cerdas pleurais II-VIII 2-4 (4). Genitália masculina como na Fig. 23D, parâmeros estreitos e longos, sem cerda apical, com ápice voltados para fora; placa ventral larga e fusiforme. Esclerito genital masculino como na Fig. 23E.
Morfometria (n = 4): LPO 0,188–0,203 (0,197±0,003); LT 0,300–0,305 (0,302±0,001); CC 0,248–0,263 (0,253±0,003); IC 1,2; LP 0,292–0,309 (0,302±0,004); CP 0,158–0,169 (0,164±0,003); LMM 0,333–0,414 (0,361±0,018); CMM 0,214–0,245 (0,226±0,007); CTT 0,376–0,412 (0,387±0,009); LA 0,319–0,332 (0,326±0,003); CA
0,688–0,769 (0,731±0,017); LG 0,132–0,150 (0,141±0,004); CG 0,431–0,454 (0,440±0,005); CT 1,205–1,348 (1,271±0,032).
Fêmea – Aspecto geral do corpo (Fig. 23B) e da cabeça (Fig. 23C) semelhante ao
macho, exceto pelo maior tamanho. Terminália feminina como na Fig. 23F; placa subgenital com 14 cerdas, além de 4 que são microcerdas (Fig. 23F); esclerito genital feminino ausente. Morfometria (n = 3): LPO 0,206–0,211 (0,209±0,002); LT 0,332–0,341 (0,335±0,003); CC 0,264–0,275 (0,269±0,003); IC 1,2-1,3; LP 0,301–0,318 (0,307±0,005); CP 0,134–0,167 (0,149±0,010); LMM 0,395–0,448 (0,416±0,016); CMM 0,244–0,263 (0,254±0,006); CTT 0,419–0,472 (0,450±0,016); LA 0,655–0,715 (0,687±0,017); CA 0,837–0,925 (0,885±0,026); CT 1,395–1,498 (1,443±0,030).
Figura 23 – Gyropus (thompsoni) travassosi em aspecto dorsoventral: (A) macho, (B)
fêmea, (C) cabeça da fêmea, (D) genitália masculina, (E) esclerito genital masculino, (F) terminália feminina.