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O estudo desenvolve-se ao longo de sete capítulos segundo uma estrutura metodológica habitual em trabalhos de investigação científica. Este primeiro capítulo introdutório da investigação, dedicada ao tema do turismo como motor de desenvolvimento sustentável, inicia com o enquadramento e relevância do tema referido, identificando os objetivos centrais e específicos da investigação e a respetiva estrutura metodológica da investigação.

O segundo capítulo desenvolve a questão dos paradigmas e desafios do desenvolvimento regional. Partindo da evolução, ao longo do tempo, do conceito de desenvolvimento é apresentado o conceito de desenvolvimento ancorado nesta investigação. De seguida, descreve os principais paradigmas espaciais do desenvolvimento, nomeadamente o funcionalista – ligado à difusão espacial do desenvolvimento - o territorialista - com o desenvolvimento endógeno - e o inter-territorialista - com o desenvolvimento sustentável. Embora todos os paradigmas referidos tratem a questão do desenvolvimento, para concretizar os objetivos desta investigação apresentam-se, ainda, relativamente ao desenvolvimento, os atuais desafios e as mais recentes tendências do estado da arte sobre esta temática.

O terceiro capítulo fundamenta o turismo como motor de desenvolvimento e de sustentabilidade dos territórios. O capítulo inicia-se fazendo referência à evolução do turismo, destacando-se a sua relevância e as mudanças ocorridas ao longo do tempo. Nesta linha, prossegue-se com a conceptualização do turismo e de um destino turístico. O capítulo encerra com uma abordagem ao planeamento turístico e à competitividade, num cenário de sustentabilidade turística.

O quarto capítulo aborda as perceções e atitudes dos residentes face ao turismo. Destaca-se a relevância dos residentes no processo de desenvolvimento de um destino turístico e os modelos de avaliação das suas perceções e atitudes face ao turismo. Apresentam-se os principais impactos do turismo percecionados pelos residentes, evidenciados na literatura, os quais suportam os objetivos da presente investigação. Por último, desenvolve-se um modelo conceptual que tem como principal objetivo analisar as relações existentes entre: (a) a perceção dos residentes dos impactos (positivos e negativos) do turismo e a sua satisfação global com os fatores de desenvolvimento do turismo e (b) a satisfação global dos residentes com os fatores de desenvolvimento do turismo e a sua atitude face ao turismo como motor de desenvolvimento sustentável.

O capítulo cinco descreve a metodologia seguida na aplicação empírica. Começa por descrever o território da investigação, enquadrando-o geograficamente, caraterizando-o socioeconomicamente e destacando o seu potencial turístico. De seguida, descreve-se o objeto de estudo com pormenor, o universo e define-se a amostra final. Complementarmente apresenta-se o instrumento de análise e os métodos usados na análise dos dados, análise

estatística univariada e multivariada e o modelo de equações estruturais, com vista à obtenção de resultados.

O sexto capítulo analisa e discute os resultados obtidos na análise empírica tendo em atenção os ensinamentos colhidos na revisão da literatura. O capítulo começa pela caraterização da amostra final e prossegue com a discussão dos resultados relativos (1) ao conhecimento e proximidade do turismo, (2) à perceção dos impactos do turismo, (3) à satisfação com os fatores de desenvolvimento do turismo e (4) às atitudes dos residentes face ao turismo como motor de desenvolvimento sustentável. Apresenta-se ainda os resultados da estimativa e avaliação do modelo de investigação aplicado e confirma-se/infirmar-se as hipóteses de investigação.

O capítulo sete apresenta as conclusões finais da investigação. Este último capítulo retoma e procura responder às questões da investigação e apresenta um conjunto de recomendações para que o turismo seja motor de desenvolvimento sustentável da região das Beiras e Serra da Estrela. Termina descrevendo os contributos e as limitações da investigação e as sugestões para futuras investigações.

Capítulo 2

Paradigmas e Desafios do Desenvolvimento

Regional

Nota introdutória

Este capítulo é dedicado à investigação teórica dos paradigmas e desafios do desenvolvimento regional. Apesar da investigação teórica em torno do desenvolvimento e das díspares formas de redistribuição da riqueza ter muitos anos de história, só depois da II Guerra Mundial, durante um período de forte expansão económica, se tornaram evidentes as divergências de desenvolvimento que existiam entre países e as regiões que os constituem. Desde então, o desenvolvimento espacial de âmbito regional assumiu maior destaque e dinâmica, sendo que as questões relativas ao desenvolvimento passaram a ser analisadas e discutidas com maior ênfase e sob diversas perspetivas ou enfoques. Na verdade, a desigualdade persistente na distribuição do bem-estar entre os países e as regiões tem sido uma fonte de preocupação quer para os políticos e investigadores, quer para o cidadão comum (Capello e Nijkamp, 2009).

Face à atualidade, relevância e pertinência do tema, a primeira seção, do presente capítulo, aborda a evolução do conceito de desenvolvimento, resultante da multiplicidade de teorias e modelos de desenvolvimento que decorrem de experiências e vivências de investigadores em contextos sócio-espaciais e temporais distintos. Apesar da abordagem ao conceito de desenvolvimento ter passado, ao longo do tempo, por um processo evolutivo de aperfeiçoamento, ainda hoje, não existe uma definição universalmente aceite. Tratando-se de um conceito subjetivo e controverso apresenta-se a conceção de desenvolvimento defendida nesta investigação.

Exposta a evolução do conceito de desenvolvimento, são abordados os principais paradigmas espaciais do desenvolvimento. Para cada paradigma é referido o conceito de desenvolvimento dominante, as principais ideias que o sustentam e as políticas de desenvolvimento implementadas. De seguida, é feita uma referência aos desafios e forças determinantes do desenvolvimento, num contexto marcado pela globalização e pela instabilidade quase contínua. Por último, aborda-se o desenvolvimento territorial integrado, fazendo-se alusão às componentes que uma estratégia de desenvolvimento completa deve integrar. Apesar dos obstáculos ao desenvolvimento territorial integrado destacam-se, por um lado, as razões que determinam o protagonismo dos territórios e das suas regiões e, por outro, a necessidade de os mesmos se diferenciarem e de assumirem a sua própria identidade, pondo à prova as suas

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