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5.2 Difficulties of meeting the quota

5.3.1 Manager compensation

5.3.1.4 A summary of CEO compensation

As funções do sono são ainda pouco conhecidas, mas certamente, os estágios REM, não-REM e o estágio de vigília refletem diferentes funções. O sono é, em muitos as- pectos, um estado vulnerável, devido à diminuição da consciência e da capacidade de resposta ao meio ambiente. O sono exerce papel importante em diversos sistemas do organismo humano que está diretamente ligado aos estágios do sono e à qualidade do sono. Cada um desses estágios implica um tipo de funcionamento cerebral particular,

2.5 Funções Fisiológicas do Sono 35

que terá influência sobre os diferentes controles exercidos pelo sistema nervoso cen- tral (SNC), principalmente sobre as grandes funções vitais, dentre as quais: a função cardiovascular, ventilatória, endócrina, gastrointestinal, gênito-urinária, imunológica, termorreguladora, motora, autonômica e mental. As funções do sono se dividem em diversas categorias: bioquímicas, fisiológicas, neurológicas, psicológicas e sociais. A seguir, serão descritos alguns mecanismos de controle das funções vegetativas liga- das ao sono, com ênfase na função cardiovascular, que é a de interesse neste estudo. Para maiores detalhes sobre as funções fisiológicas do sono, o leitor interessado po- derá consultar as principais referências: (Dauvilliers e Billiard 2004; Shneerson 2005). Uma visão geral sobre a fisiologia do sono é dada em (Guyton e Hall 2006) e detalhes sobre a anátomo-fisiologia dos componentes do sistema nervoso central (SNC) e do sistema nervoso autônomo (SNA) são apresentados em (Kandel, Schuwarts e Jessel 2000; Guyton e Hall 2006; Aires 1999).

2.5.1 O Metabolismo Cerebral

A Função Autonômica

Durante o sono há um relativo aumento da atividade parassimpática em relação à simpática. O aumento na atividade simpática é também devido a fatores circadianos durante a noite. Por outro lado, o sistema simpático sofre mais influência dos estágios de sono-vigília do que dos ritmos circadianos. A atividade parassimpática aumenta do estágio 1 para o estágio 4, ao contrário do que acontece no estágio REM. Dentro dos limites de cada estágio, o balanço simpato-vagal permanece estável.

2.5.2 A Função Cardiovascular

A diminuição progressiva da atividade do sistema nervoso autônomo (SNA) du- rante o sono gera múltiplas variações de parâmetros cardiovasculares ao longo de uma noite. A existência de uma ritmicidade periódica, durante o sono, da frequência car- díaca, da pressão arterial e da respiração, bem como da pressão intracraniana, é bem

estabelecida, com ciclos próximos de 15 a 20 s e isto está relacionado com a provável presença de um gerador central comum (Dauvilliers e Billiard 2004).

Variações da Frequência Cardíaca

Mesmo antes do início do sono não-REM, a diminuição da frequência cardíaca, em paralelo com a redução da temperatura corporal, está relacionada à queda na taxa me- tabólica. A vasodilatação é devida à redução da atividade simpática e, possivelmente, ao acúmulo de adenosina (Shneerson 2005).

O sistema cardiovascular é mais estável durante o sono não-REM do que durante o sono REM. Durante o sono REM, a frequência cardíaca, embora particularmente instável (por causa das atividades fásicas), é mais elevada do que em sono lento, e isto está relacionado a um tônus simpático próximo do estágio de vigília relaxada. Essa forte atividade simpática durante o sono REM pode explicar a ocorrência de distúrbios do ritmo (principalmente as extra-sístoles ventriculares) e da condução cardíaca (como os bloqueios átrio-ventriculares e as pausas sinusais) em indivíduos livres de qualquer patologia cardíaca (Dauvilliers e Billiard 2004; Shneerson 2005).

Uma depressão sinusal de intensidade moderada surge a partir da sonolência e é responsável por uma bradicardia com a possibilidade do aparecimento de pausas sinusais (< 2,5 s). Uma depressão nodal é igualmente encontrada com o surgimento de bloqueios átrio-ventriculares de primeiro e, mais raramente, de segundo grau. Essas diminuições de atividades sinusais e nodais são, às vezes, explicadas por uma ativação do tônus parassimpático e por uma diminuição do tônus simpático durante o sono lento e isto é mais pronunciado durante o sono profundo, dando origem a importantes bradicardias (Dauvilliers e Billiard 2004).

Variações da Pressão Arterial

A pressão arterial não está sob controle circadiano, mas é mais dependente do está- gio de sono. A pressão arterial sistêmica diminui durante o sono lento, principalmente durante o sono lento profundo (diminuição de 10 − 15% em relação à vigília) e isto

2.5 Funções Fisiológicas do Sono 37

está relacionado à vasodilatação dos vasos periféricos. Essa queda da pressão arterial é ausente se houver aumento da atividade simpática, como nos casos de hipertensão ou apnéias obstrutivas do sono e na insuficiência renal crônica.

Há pouca diferença tanto da pressão sistólica quanto da pressão diastólica, durante os estágios não-REM. Durante o sono REM, a pressão arterial, embora instável, não parece ser diferente daquela que ocorre durante a vigília relaxada. Ao despertar, a pressão arterial aumenta rapidamente, independente do estágio do sono que preceda a vigília. O sono não-REM funciona como um sistema cardioprotetor, no qual o fluxo sanguíneo coronariano permanece razoavelmente constante durante o sono, por outro lado, há redução na pressão de perfusão que pode levar à isquemia coronariana, em casos de patologias arteriais.

Deve-se notar que, em indivíduos sadios não há uma mudança notável da pressão arterial pulmonar durante o sono (Dauvilliers e Billiard 2004; Shneerson 2005).

Variações do Débito Cardíaco e Cerebral

O débito cardíaco parece diminuir durante o sono lento, embora este dado ainda seja controverso (Dauvilliers e Billiard 2004). As principais modificações da pressão arterial durante o sono são explicadas pela diminuição da resistência vascular, sem necessidade de diminuição do débito cardíaco.

Durante o sono REM, o débito cardíaco parece ser estável. O aumento da pressão arterial devido às atividades fásicas, pode ser explicado pelo aumento da resistência vascular.

O fluxo sanguíneo cerebral aumenta quando há um aumento das atividades fásicas do sono REM, principalmente nas estruturas do tronco cerebral. O fluxo sanguíneo cerebral aumenta se há um desenvolvimento de hipercapnia, pois isso provoca vaso- dilatação cerebral e um aumento do débito cardíaco. Também há um aumento desse fluxo durante a vigília na presença de hipóxia, entretanto, esta resposta é ausente nos estágios 3 e 4 do sono não-REM. Como resultado, há um potencial para redução no suprimento de oxigênio ao cérebro, em situações de hipóxia, tais como durante as

apnéias obstrutiva e central do sono. Isso pode influenciar a função medular e, as- sim, modificar as vias aéreas superiores e o controle dos músculos da parede do tórax. O fluxo sanguíneo cutâneo aumenta devido à vasodilatação, mas provavelmente há uma pequena mudança na distribuição do fluxo sanguíneo visceral durante o estágio não-REM (Shneerson 2005).