5 ARBEID, ATTRAKTIVITET OG FLYTTING
5.4 A RBEIDSMARKED , TYPE JOBB OG PETROLEUMSVIRKSOMHET
Para estes ensaios, os efluentes do tipo B e C foram submetidos a um processo de alcalinização com Ca(OH)2 até atingir pH = 9,5 com o propósito de avaliar a
velocidade de sedimentação, via de regra com o acelerado processo de formação de flocos, assim como verificar a concentração de metais pesados no líquido clarificado (efluente secundário).
Os reagentes utilizados para auxiliar a formação de agregados foram o hidróxido de sódio (NaOH), soluções de Superfloc A 100 e C 581 e solução de amido de milho da Cargill. Todas as soluções foram preparadas a 1% de concentração, sob dosagem de 5 ppm. Foi realizado um ensaio apenas com o efluente sujeito a alcalinização com o hidróxido de cálcio, sem a adição de outro reagente.
Os resultados foram plotados na forma de gráfico de sedimentação e gráfico de Roberts conforme ilustrados com os ensaios anteriores.
A figura 5.19 e 5.20 apresenta o ensaio resultante da alcalinização do efluente B sem a necessidade de adição de outro reagente para auxiliar o processo de agregação. O processo de sedimentação das partículas se inicia quase instantaneamente, com apenas 10 segundos em que a suspensão foi colada em repouso, e a compressão da polpa se dá em aproximadamente 5 minutos após o início do processo de sedimentação.
Figura 5.19: Gráfico de sedimentação das partículas do efluente B alcalinizado com Ca(OH)2.
Figura 5.20: Gráfico de Roberts para o ensaio do efluente B alcalinizado com Ca(OH)2. / * * () 1 / * 0 $ $
As figuras 5.21, 5.22, 5.23 e 5.24 mostram os resultados dos ensaios utilizando os reagentes do tipo Superfloc para auxiliar no processo de agregação após o efluente B ser submetido a alcalinização com Ca(OH)2. Para o gráfico de
sedimentação, ambos os ensaios apresentaram comportamentos semelhantes, no entanto, para o ensaio no qual se utilizou o Superfloc A 100, a sedimentação da polpa iniciou se um minuto após a adição do reagente e para o ensaio em que se utilizou o Superfloc C 581, a sedimentação ocorreu após 30 segundos de ação do reagente.
No caso do gráfico de Roberts, a compressão da polpa para o ensaio utilizando Superfloc A 100 se iniciou com aproximadamente 10 minutos de ação do reagente, ao passo que no ensaio utilizando se a solução de Superfloc C 581, a compressão da polpa se deu após 5 minutos de ação do reagente.
Figura 5.21: Gráfico de sedimentação das partículas do efluente B alcalinizado com Ca(OH)2 e adição da solução de Superfloc
A 100.
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Figura 5.22: Gráfico de Roberts para o ensaio do efluente B alcalinizado com Ca(OH)2 e adição da solução de Superfloc A 100.
Figura 5.23: Gráfico de sedimentação das partículas do efluente B alcalinizado com Ca(OH)2 e adição da solução de Superfloc
C 581.
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Figura 5.24: Gráfico de Roberts para o ensaio do efluente B alcalinizado com Ca(OH)2 e adição da solução de Superfloc C 581.
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Nos ensaios em que se utilizou solução gelatinizada de amido de milho, conforme mostra as figuras 5.25 e 5.26, o comportamento foi semelhante ao observado nos ensaios em que se utilizaram as soluções de floculante do tipo Superfloc. A sedimentação se iniciou com apenas 10 segundos de adição do reagente na suspensão, e a compressão da polpa se deu em aproximadamente 3 minutos de ensaio.
Figura 5.25: Gráfico de sedimentação das partículas do efluente B alcalinizado com Ca(OH)2 e adição da solução de amido de
milho gelatinizada.
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Figura 5.26: Gráfico de Roberts para o ensaio do efluente B alcalinizado com Ca(OH)2 e adição da solução de amido de milho
gelatinizada.
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Nos ensaios nos quais se utilizou o NaOH após a etapa de alcalinização com Ca(OH)2, a sedimentação das partículas se deu 10 segundos após a adição do
reagente e a compressão da polpa ocorreu após 5 minutos do início da sedimentação (Figuras 5.27 e 5.28)
Figura 5.27: Gráfico de sedimentação das partículas do efluente B alcalinizado com Ca(OH)2 e adição da solução de NaOH.
Figura 5.28: Gráfico de Roberts para o ensaio do efluente B alcalinizado com Ca(OH)2 e adição da solução de NaOH.
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A figura 5.29 e 5.30 apresenta os ensaios resultantes da alcalinização do efluente C sem a necessidade de adição de um outro reagente para auxiliar o processo de agregação. O processo de sedimentação das partículas se inicia após um minuto em que a suspensão foi colada em repouso, e a compressão da polpa se dá em aproximadamente 10 minutos após o início do processo de sedimentação.
Figura 5.29: Gráfico de sedimentação das partículas do efluente C alcalinizado com Ca(OH)2.
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Figura 5.30: Gráfico de Roberts para o ensaio do efluente C alcalinizado com Ca(OH)2.
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As figuras 5.31, 5.32, 5.33 e 5.34 mostram os resultados dos ensaios utilizando os reagentes do tipo Superfloc para auxiliar no processo de agregação após o efluente ser submetido a alcalinização com Ca(OH)2. Para o gráfico de
sedimentação, ambos os ensaios apresentaram comportamentos semelhantes com a sedimentação da polpa iniciando se 10 segundos após a adição do reagente. No caso do gráfico de Roberts, a compressão da polpa para o ensaio utilizando Superfloc A 100 se iniciou com aproximadamente 4 minutos de ação do reagente, ao passo que no ensaio utilizando se a solução de Superfloc C 581, a compressão da polpa se deu após 10 minutos de ação do reagente.
Figura 5.31: Gráfico de sedimentação das partículas do efluente C alcalinizado com Ca(OH)2 e adição da solução de Superfloc
A 100.
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Figura 5.32: Gráfico de Roberts para o ensaio do efluente C alcalinizado com Ca(OH)2 e adição da solução de Superfloc A 100.
Figura 5.33: Gráfico de sedimentação das partículas do efluente C alcalinizado com Ca(OH)2 e adição da solução de Superfloc
C 581. / * 0 $ $ / * * () #
Figura 5.34: Gráfico de Roberts para o ensaio do efluente C alcalinizado com Ca(OH)2 e adição da solução de Superfloc C 581.
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Nos ensaios nos quais se utilizou o NaOH após a etapa de alcalinização com Ca(OH)2, a sedimentação das partículas se deu em aproximadamente um minuto
após a adição do reagente e a compressão da polpa ocorreu após 5 minutos do início da sedimentação (Figuras 5.35 e 5.36)
Figura 5.35: Gráfico de sedimentação das partículas do efluente C alcalinizado com Ca(OH)2 e adição da solução de NaOH.
Figura 5.36: Gráfico de Roberts para o ensaio do efluente C alcalinizado com Ca(OH)2 e adição da solução de NaOH.
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Nos ensaios em que se utilizou solução gelatinizada de amido de milho, conforme mostra as figuras 5.37 e 5.38, o comportamento foi semelhante ao observado nos ensaios em que se utilizaram as soluções de floculante do tipo Superfloc. A sedimentação se inciou com apenas 10 segundos de adição do reagente na suspensão, e a compressão da polpa se deu em aproximadamente 3 minutos de ensaio.
Figura 5.37: Gráfico de sedimentação das partículas do efluente C alcalinizado com Ca(OH)2 e adição da solução de amido de
milho gelatinizada.
Figura 5.38: Gráfico de Roberts para o ensaio do efluente C alcalinizado com Ca(OH)2 e adição da solução de amido de milho
gelatinizada. / * * () # / * 0 $ $
5.4. Sedimentação em coluna longa
Os ensaios na coluna de sedimentação foram plotados em um gráfico da velocidade de sedimentação versus a fração remanescente de sólidos em suspensão na polpa.
Essa fração remanescente de sólidos na suspensão é a razão entre a concentração de sólidos em suspensão na profundidade e tempo estabelecidos (C ) e a f concentração inicial da polpa (Ci).
A figura 5.19 mostra como se comportou o efluente primário do tipo A sem a adição de nenhum reagente que possibilite a agregação das partículas, ou seja, foi executado um ensaio em branco permitindo uma comparação mais coerente frente aos demais ensaios em relação ao desempenho dos floculantes e coagulantes.
Figura 5.39: Gráfico da velocidade de sedimentação versus a fração remanescente de sólidos do efluente primário do tipo A, ensaio em branco.
0
2 * * 3, ( ) * - *Em um clarificador contínuo a vazão específica da alimentação (geralmente referida como velocidade espacial) determina a fração de remoção de sólidos suspensos. A vazão específica (ou velocidade espacial) é dada pela equação a seguir: t V f A Q V = onde:
vf: vazão específica ou velocidade espacial [m s1];
Qv: vazão volumétrica de transbordamento [m3s1];
At: área da secção transversal (horizontal) do clarificador [m2].
As partículas (ou agregados) em suspensão se sedimentavam a velocidade terminal vt. Quando a velocidade terminal é menor que a velocidade espacial (Vt
< Vf), as partículas em suspensão são arrastadas para o transbordo, ou seja, a fração remanescente de sólidos na suspensão.
É de se esperar, em sistema ideal, que a fração de sólidos remanescentes em dado horizonte (suposto acima da cota máxima final do sedimento) fosse uma curva monotonicamente decrescente. Entretanto, em sistemas reais podem ocorrer dentro das colunas correntes de convecção (em geral decorrentes de gradientes térmicos que, por seu turno, induzem gradientes de densidade). Desse modo, a menos de erros experimentais, os pontos acima das curvas das figuras 5.19 à 5.25 (com posição aberrante) foram considerados como conseqüência de correntes de convecção não controladas durante os experimentos, uma vez que as colunas não estavam imersas em banho termostático.
A ação dos reagentes do tipo Superfloc ocasionou um aumento da velocidade de sedimentação das partículas e, conseqüentemente, uma maior remoção de sólidos em suspensão da polpa conforme pode ser observado nas figuras 5.20, 5.21, 5.22 e 5.23.
Figura 5.40: Gráfico da velocidade de sedimentação versus a fração remanescente de sólidos do efluente A utilizando o reagente Superfloc A 130.
Tomando se a velocidade média de sedimentação das partículas igual a 2 m/h, pela figura acima observa se que 0,24 (2,4 %) das partículas têm velocidade de sedimentação inferior a 2 m/h, nesse sentido, a fração removida destas partículas, levando se em consideração que o processo de sedimentação iniciou no topo da coluna, seria igual a 97,6 % ( 1,00 – 0,24).
Seguindo nessa linha de raciocínio, e conforme as figuras abaixo relacionadas ao desempenho dos demais reagentes do tipo Superfloc, construiu se a tabela 5.3 demonstrando a fração remanescente e removida de sólidos levando em consideração que as partículas iniciam a sedimentação no topo da coluna e que a velocidade média de sedimentação é 2 m/h.
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! 2 * * 3, ( ) * - *Figura 5.41: Gráfico da velocidade de sedimentação versus a fração remanescente de sólidos do efluente primário do tipo A utilizando o reagente Superfloc C 581. !" 2 * * 3, ( ) * - *
Figura 5.42: Gráfico da velocidade de sedimentação versus a fração remanescente de sólidos do efluente primário tipo A utilizando o reagente Superfloc A 100.
Figura 5.43: Gráfico da velocidade de sedimentação versus a fração remanescente de sólidos do efluente primário tipo A utilizando o reagente Superfloc N 300. "'' 2 * * 3, ( ) * - * % &'' 2 * * 3, ( ) * - *
Tabela 5.3: Fração remanescente e removida da suspensão utilizando os reagentes do tipo Superfloc
Reagente Fração Remanescente [%] Fração Removida [%] Superfloc A 130 2,40 97,60 Superfloc A 100 10,7 89,30 Superfloc N 300 2,20 97,80 Superfloc C 581 2,11 97,89
Pelo exposto tem se que os floculantes em questão tiveram bom desempenho no tocante à remoção de sólidos em suspensão da polpa do efluente B, havendo uma remoção média de 95% dos sólidos em suspensão para um tempo de retenção total de 4 horas.
Além dos floculantes acima citados, foi realizado um ensaio utilizando se amido de milho como agente agregador das partículas, e adotando a mesma velocidade média de sedimentação igual a 2 m/h, observou se que 7,9 % das partículas têm velocidade inferior a 2 m/h, ou seja, houve uma remoção de aproximadamente 92,1 % dos sólidos em suspensão (Figura 5.24).
Figura 5.44: Gráfico da velocidade de sedimentação versus a fração remanescente de sólidos do efluente primário tipo A utilizando solução de amido de milho.
* * 4 ,
2 * * 3, ( ) * - *O ensaio com o efluente primário do tipo B (efluente lixiviado) foi realizado utilizando o reagente Superfloc A 100, e por este conter menor concentração de sólidos na polpa (em torno de 17,26 %), a fração remanescente de sólidos foi de 1,9 %, havendo uma remoção total de sólidos em suspensão de aproximadamente 98,1 %, conforme a figura 5.25.
Figura 5.45: Gráfico da velocidade de sedimentação versus a fração remanescente de sólidos do efluente primário tipo B utilizando Superfloc A 100.
Do exposto, de forma geral, os floculantes utilizados nos ensaios tiveram bom desempenho no que diz respeito à remoção de sólidos em suspensão, tanto nos ensaios de sedimentação em proveta quanto nos ensaios em coluna de sedimentação. Os coagulantes hidróxido de cálcio e hidróxido de sódio não tiveram o desempenho esperado em termos de eficiência no processo de agregação das partículas finas e, conseqüentemente, não apresentaram uma satisfatória velocidade de sedimentação dos agregados, o que não quer dizer que não sejam bons reagentes no processo de agregação de partículas finas, no entanto, para o caso de uma suspensão coloidal de carvão mineral estes reagentes não tiveram o desempenho esperado na concentração e dosagens pré estabelecidas.
. 5 *
" 2 * * 3, ( ) * - *5.5. Concentração de metais pesados no líquido clarificado
Os teores de alumínio, bário, cobalto, cobre, enxofre, ferro, lítio, manganês e zinco contido no efluente terciário, resultantes dos ensaios de sedimentação em coluna e submetidos ao processo de filtração por meio de uma membrana filtrante e com auxílio de uma bomba à vácuo, estão sistematizados nas tabelas abaixo. Para efeito de avaliação do processo, também estão explicitados nas tabelas seguintes os valores limites estipulados pela Resolução do CONAMA Nº. 357 para as águas da classe 3.
A tabela 5.4 apresenta os valores de pH e turbidez do efluente terciário, clarificado, sem a adição de nenhum tipo de reagente, ou seja, um ensaio em branco, apenas com água e finos de carvão mineral. Os valores dizem respeito a suspensão antes de ser submetida ao processo de sedimentação (inicial) e do líquido clarificado (final).
Tabela 5.4: Valores de pH e turbidez da suspensão sintética em branco.
SUSPE SÃO pH TURBIDEZ ( TU)
Inicial 5,48 336,81
Final 5,62 163,81
CO AMA 6,0 a 9,0 Até 100
Ambas as suspensões, tanto a inicial quanto a final, não apresentaram valores que estejam de acordo com o que estabelece a legislação.
A tabela 5.5 mostra os valores das concentrações de metais pesados desta mesma suspensão.
Tabela 5.5: Concentração de metais pesados do efluente terciário clarificado Concentração [mg/l] Tempo de retenção [Hora] Al Ba Co Cu Li Mn S Zn 0 0,019 0,032 0,017 0,000 0,016 0,449 0,041 0,008 1 0,029 0,055 0,361 0,005 0,140 0,759 0,054 0,074 2 0,042 0,075 0,706 0,052 0,277 1,095 0,070 0,198 3 0,026 0,042 1,023 0,017 0,361 0,580 0,041 0,345 4 0,005 0,014 1,340 0,019 0,458 0,071 0,014 0,089 CO AMA 0,2 1,0 0,2 0,013 2,5 0,5 83,61 5,0
Observa se que o teor de manganês nas três primeiras horas de sedimentação esteve acima do que permite a legislação, ao final de quatro horas de ensaio houve uma redução neste teor. No caso da concentração de cobre, a partir de três horas de ensaio houve um aumento no teor deste elemento. No entanto, para o cobalto, sua concentração aumentou ao longo dos ensaios, ficando acima dos limites aceitáveis pela legislação. Isto pode ser decorrente da solubilização do cobalto ao longo do ensaio. Para as demais concentrações dos outros elementos, estas estiveram dentro dos padrões estabelecidos por lei.
As tabelas 5.6, 5.7, 5.8 e 5.9 apresentam os valores das concentrações de metais pesados no mesmo tipo de suspensão, no entanto, neste ensaio foram utilizados os floculantes do tipo Superfloc C 581, A 100, A 130 e N 300 para contribuir com o aumento da velocidade de sedimentação das partículas coloidais e, secundariamente, proporcionar uma melhor remoção de metais pesados.
Tabela 5.6: Concentração de metais pesados do efluente clarificado do ensaio utilizando reagente Superfloc C 581
Tabela 5.7: Concentração de metais pesados do efluente clarificado do ensaio utilizando reagente Superfloc A 100
Concentração [mg/l] Tempo de retenção [Hora] Al Ba Cu Co Fe Mn S Zn 0 0,0197 0,028 0,000 0,028 0,015 0,516 0,046 0,015 1 0,0192 0,040 0,003 0,067 0,000 0,579 0,048 0,110 2 0,0101 0,035 0,009 0,069 0,023 0,508 0,044 0,208 3 0,0163 0,033 0,012 0,054 0,021 0,483 0,043 0,309 4 0,0101 0,021 0,012 0,033 0,000 0,482 0,042 0,249 CO AMA 0,2 1,0 0,013 0,2 5,0 0,5 83,61 5,0 Concentração [mg/l] Tempo de retenção [Hora] Al Ba Co Cu Fe Mn S Zn 0 0,018 0,032 0,047 0,000 0,205 0,530 0,048 0,020 1 0,028 0,034 0,067 0,025 0,101 0,558 0,047 0,153 2 0,020 0,035 0,071 0,027 0,057 0,567 0,048 0,359 3 0,014 0,034 0,047 0,009 0,018 0,523 0,030 0,236 4 0,008 0,034 0,036 0,006 0,023 0,500 0,030 0,348 CO AMA 0,2 1,0 0,2 0,013 5,0 0,5 83,61 5,0
Tabela 5.8: Concentração de metais pesados do efluente clarificado do ensaio utilizando reagente Superfloc A 130
Concentração [mg/l] Tempo de retenção [Hora] Al Ba Co Cu Fe Mn S Zn 0 0,030 0,036 0,000 0,000 0,044 0,543 0,047 0,030 1 0,017 0,030 0,033 0,006 0,049 0,409 0,036 0,085 2 0,023 0,041 0,056 0,007 0,064 0,572 0,048 0,162 3 0,015 0,026 0,037 0,004 0,034 0,304 0,031 0,137 4 0,011 0,025 0,031 0,000 0,036 0,298 0,030 0,153 CO AMA 0,2 1 0,2 0,013 5,0 0,5 83,61 5,0
Tabela 5.9: Concentração de metais pesados do efluente clarificado do ensaio utilizando reagente Superfloc N 300
Concentração [mg/l] Tempo de retenção [Hora] Al Ba Co Cu Li Mn S Zn 0 0,019 0,032 0,017 0,000 0,016 0,566 0,041 0,008 1 0,029 0,055 0,361 0,005 0,140 0,609 0,054 0,074 2 0,042 0,075 0,706 0,052 0,277 0,540 0,070 0,198 3 0,026 0,042 1,023 0,017 0,361 0,338 0,041 0,345 4 0,005 0,014 1,340 0,019 0,458 0,110 0,014 0,089 CO AMA 0,2 1,0 0,2 0,013 2,5 0,5 83,61 5,0
Através dos valores expostos nas tabelas 5.6, 5.7, 5.8 e 5.9, nota se que as concentrações de manganês e, em alguns casos, cobre e cobalto apresentaram se acima dos limites aceitáveis pela legislação.
Nos ensaios utilizando se os floculantes Superfloc C 581 e A 100 as concentrações de manganês permaneceram acima dos limites permissíveis ao longo de todo o processo de sedimentação. Este comportamento indica que estes reagentes não proporcionam remoção satisfatória deste elemento nas condições vigentes.
No ensaio utilizando a solução de amido gelatinizado, as concentrações de alumínio, bário, cobalto, cobre, lítio, enxofre e zinco permaneceram dentro dos limites permissíveis. Os teores de manganês, no entanto, ainda continuam acima do limite aceitável, conforme pode ser observado na tabela 5.10.
Tabela 5.10: Concentração de metais pesados do efluente clarificado do ensaio utilizando solução de amido gelatinizado
Concentração [mg/l] Tempo de retenção [Hora] Al Ba Co Cu Li Mn S Zn 0 0,0028 0,023 0,082 0,000 0,0220 0,603 0,062 0,019 1 0,0023 0,036 0,114 0,017 0,0217 0,537 0,057 0,188 2 0,0000 0,037 0,114 0,009 0,0217 0,529 0,057 0,130 3 0,0069 0,036 0,105 0,015 0,0215 0,518 0,056 0,143 4 0,0007 0,024 0,076 0,006 0,0144 0,295 0,037 0,147 CO AMA 0,2 1,0 0,2 0,013 2,5 0,5 83,61 5,0
O efluente primário do tipo B permaneceu por um período de maturação durante 7 dias, e após esse período foi submetido aos ensaios de sedimentação em proveta sem o uso de reagentes de agregação das partículas. O efluente secundário, no caso o líquido clarificado, esteve em repouso durante 24 horas para posteriormente ser submetido ao processo de filtração. O pH da suspensão era de aproximadamente 2,33, extremamente ácido e abaixo dos limites permissíveis pela legislação. O valor de turbidez foi de aproximadamente 100, 85 NTU, valor pouco acima do que estabelece a resolução do CONAMA que é de até 100 NTU.
Os resultados da análise da concentração de metais pesados do efluente primário tipo B e o efluente terciário resultante da sedimentação em proveta, sem o uso de coagulantes ou floculantes, estão apresentados na tabela 5.11.
Tabela 5.11: Concentração de metais pesados do efluente primário e terciário resultante da sedimentação em proveta
Efluente
Elemento Primário (Tipo B) Terciário CO AMA
Al 4,468 4,153 0,2 Ba 0,026 0,029 1,0 Cd 0,062 0,070 0,01 Co 0,699 0,681 0,02 Cu 0,051 0,053 0,013 Fe 0,324 0,291 5,0 Li 0,225 0,210 2,5 Mn 8,134 7,945 0,5 i 0,857 0,836 0,025 S 0,581 0,579 83,61 Zn 1,931 2,001 5,0
A tabela 5.12 apresenta os valores de pH e turbidez do líquido clarificado do efluente terciário resultante da sedimentação em proveta utilizando reagentes que proporcionam a agregação das partículas finas da polpa. Os valores de pH permaneceram abaixo do que determina a resolução, e no caso dos valores de turbidez, com exceção do efluente clarificado “in natura”, os valores se adequaram ao que estabelece a legislação.
A tabela 5.13 descreve os resultados das análises desta mesma suspensão, e conforme exposto, os valores das concentrações de alumínio, cádmio cobalto, cobre, manganês e níquel estão acima dos limites aceitáveis na legislação.
Baseado nos resultados das concentrações dos metais pesados dos ensaios de sedimentação em coluna do efluente primário do tipo A, foi realizado um único ensaio com o efluente primário, neste caso o tipo B, utilizando o reagente Superfloc A 100 como floculante. As concentrações de metais pesados estão apresentadas na tabela 5.14.
Tabela 5.12: Valores de pH e turbidez do líquido clarificado do efluente terciário resultante da sedimentação em proveta
IDE TIFICAÇÃO Turbidez [ TU] pH
E. C. ”in natura” 100,85 2,52 E. C.N 300 23,73 2,37 E. C.A 130 2,46 3,82 E. C.A 100 16,11 3,02 E. C.C 581 28,95 2,89 E. C.Amido 54,01 3,62 E. C.Ca(OH)2 10,72 4,02 CO AMA Até 100 6,0 a 9,0
Tabela 5.13: Concentração de metais pesados do líquido clarificado do efluente terciário resultante da sedimentação em proveta
IDE TIFICAÇÃO CO CE TRAÇÃO [mg/L]
Al Ba Cd Co Cu Fe Li Mn i S Zn E. C. A 130 5,581 0,018 0,067 0,871 0,065 0,402 0,224 9,100 1,039 0,687 2,263 E. C. A 100 5,426 0,018 0,066 0,865 0,063 0,402 0,211 9,042 1,053 0,672 2,235 E. C. 300 5,246 0,020 0,059 0,864 0,059 0,336 0,202 8,924 0,960 0,653 2,159 E. C. C 581 5,299 0,022 0,058 0,835 0,065 0,366 0,213 8,861 1,000 0,662 2,257 E. C. Amido 5,351 0,019 0,057 0,845 0,066 0,334 0,222 9,027 0,983 0,682 2,262 E. C. Ca (OH)2 5,579 0,020 0,064 0,896 0,068 0,369 0,229 9,327 1,072 0,693 2,313 CO AMA 0,2 1,0 0,01 0,2 0,013 5,0 2,5 0,5 0,025 83,61 5,0
E.C.: Efluente Clarificado
Tabela 5.14: Concentração de metais pesados do efluente B clarificado do ensaio utilizando Superfloc A 100
Tempo de Retenção [Hora] Al Ba Cd Co Cr Cu Fe Li Mn i S Zn 0 5,974 0,018 0,071 0,918 0,000 0,088 0,406 0,244 9,878 1,090 0,726 2,476 1 5,346 0,014 0,046 0,808 0,070 1,413 0,278 0,211 8,888 1,402 0,657 5,271 2 4,963 0,014 0,028 0,770 0,216 4,651 0,247 0,192 8,282 3,659 0,593 9,181 3 5,685 0,015 0,043 0,840 0,159 4,133 0,282 0,238 9,090 2,892 0,670 9,054 4 3,780 0,010 0,027 0,565 0,117 3,186 0,193 0,156 6,053 2,103 0,449 6,914 CO AMA 0,2 1,0 0,01 0,02 0,05 0,013 5,0 2,5 0,5 0,025 83,61 5
Nas tabelas 5.15 e 5.16 estão representados os resultados da concentração de metais pesados das suspensões dos efluentes do tipo B e C que foram submetidos a um processo de alcalinização com Ca(OH)2 até atingir pH de aproximadamente
9,5, e em seguida houve adição de reagentes que favorecessem a agregação das partículas. Foram realizados ensaios “in natura”, ou seja, suspensão que sofreu apenas a alcalinização até pH = 9,5. Para os demais ensaios, foram utilizados soluções de coagulantes a 1% de concentração (solução de NaOH, Ca(OH)2 e
amido de milho), e soluções de floculantes do tipo Superfloc ( A 100 e C 581).
Na tabela 5.15, para o efluente primário tipo B, as concentrações de cobalto, manganês e níquel, mesmo submetidos a um processo de alcalinização, mantiveram com valores acima do que estabelece a legislação. Para o caso do enxofre, diferentemente dos ensaios que não sofreram a alcalinização prévia, apresentou valores exorbitantemente acima do permissível em lei, ou seja, a alcalinização prévia da suspensão e também a adição de agentes que favorecessem a agregação das partículas “proporcionou” a solubilização do enxofre ao longo dos ensaios. No caso do alumínio, cádmio, cobre e ferro, apenas o efluente “in natura” apresentou valores acima do permitido, e os elementos bário, cromo, lítio e zinco apresentaram concentrações abaixo do exigido por lei.
Na tabela 5.16, para o efluente primário tipo C, em alguns casos, as concentrações de ferro, manganês e níquel estiveram acima dos limites permitidos. No caso do enxofre, a suspensão apresentou o mesmo comportamento do efluente B, que mesmo com a alcalinização prévia da suspensão e também com a adição de agentes que favorecessem a agregação das partículas “proporcionou” a solubilização do enxofre ao longo dos ensaios.
No caso do alumínio, cobre e zinco, apenas o efluente “in natura” apresentou valores acima do permitido. O cobalto, diferentemente do comportamento apresentado no efluente B, apenas na suspensão em que não houve adição de reagentes que favorecessem a agregação das partículas finas que os valores de